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TJRO implanta protocolo integrado para prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres magistradas e servidoras

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O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) implementou um Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado especificamente para enfrentar a violência doméstica e familiar contra magistradas e servidoras.

Este protocolo, baseado na Recomendação  nº 102/2021 do Conselho Nacional de Justiça, reconhece os riscos específicos enfrentados pelas mulheres no Judiciário devido à sua exposição profissional e desafios sociais. E vai além: o termo servidoras deve ser aplicado em sentido amplo, a fim de abranger estagiárias, residentes, trabalhadoras terceirizadas, comissionadas e demais colaboradoras do Poder Judiciário de Rondônia

Com 46,5% da força de trabalho composta por mulheres, o TJRO busca com o protocolo estabelecer medidas como a criação de canais de denúncia, atendimento especializado, e suporte psicológico e jurídico, visando garantir um ambiente de trabalho seguro e acolhedor para que as magistradas e servidoras possam desempenhar suas funções sem temor e com eficácia.

A iniciativa foi formalizada por meio do Ato Nº 1598/2024, publicado no Diário da Justiça. Além da implantação do Protocolo, foi instituído o Comitê de Apoio e Assistência Intersetorial do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia pelo  Ato Nº 1600/2024.

Assessoria de Comunicação Institucional

Pode ocorrer 2º turno para a prefeitura do meu município?

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Em 2024, 103 localidades poderão decidir a eleição na segunda etapa do pleito

30.07.2024 - Pode ocorrer 2º turno para a prefeitura do meu município?

Em 2024, 103 municípios contam com mais de 200 mil eleitoras e eleitores registrados. Isso quer dizer que, nesses lugares, a disputa para o cargo de prefeito pode ser decidida em uma segunda etapa do pleito, se nenhuma das candidatas ou nenhum dos candidatos obtiver a maioria absoluta dos votos na primeira fase da votação.

O 1º turno das Eleições Municipais de 2024 está marcado para 6 de outubro, data em que o eleitorado de 5.569 localidades escolherá representantes para as prefeituras e câmaras municipais. Um eventual 2º turno acontecerá no dia 27 de outubro somente para prefeito.

Evolução do eleitorado em 2024

Nas Eleições Municipais de 2016, 92 municípios tinham mais de 200 mil eleitores. No pleito de 2020, o número subiu para 95 localidades. Neste ano, são 103 cidades com possibilidade de realização de um 2º turno.

Todas as 26 capitais brasileiras que elegerão representantes em outubro estão na listagem. A grande novidade é Palmas (TO), que, atualmente, tem mais de 209 mil eleitores e, pela primeira vez, poderá participar de uma eventual segunda etapa da votação. Vale lembrar que, nas eleições municipais, não votam as eleitoras e os eleitores do Distrito Federal, de Fernando de Noronha (PE), nem os que residem no exterior.

De 2020 para 2024, nove municípios atingiram a marca de mais de 200 mil eleitores. São eles: Camaçari (BA), Imperatriz (MA), Parauapebas (PA), Foz do Iguaçu (PR), São José dos Pinhais (PR), Magé (RJ), Embu das Artes (SP), Sumaré (SP) e Palmas (TO).

O eleitorado de Governador Valadares (MG) caiu de 213 mil em 2020 para 198 mil eleitores em 2024. Por esse motivo, o município não consta mais na listagem.

Municípios detêm 38,8% do eleitorado nacional

Juntos, os 103 municípios que poderão ter uma segunda etapa da votação neste ano têm 60,5 milhões de eleitores. O número equivale a 38,8% do eleitorado nacional. No total, o Brasil tem 155,9 milhões de pessoas aptas a votar nas Eleições 2024.

Com 30 municípios, São Paulo é o estado com o maior número de localidades onde poderá ocorrer um 2º turno para prefeito no dia 27 de outubro, seguido do Rio de Janeiro (11) e de Minas Gerais (8).

Na capital paulista, votam 9,3 milhões de eleitores, que poderão comparecer novamente às urnas se houver uma segunda etapa da votação. Os municípios do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte estão na segunda e terceira posição do ranking, com 5 milhões e 1,9 milhão de pessoas aptas a votar, respectivamente.

No meu município, pode haver 2º turno?

Confira a lista de cidades que poderão voltar às urnas em 27 de outubro:

UF MUNICÍPIO ELEITORADO
1 SP SÃO PAULO 9322444
2 RJ RIO DE JANEIRO 5009373
3 MG BELO HORIZONTE 1992984
4 BA SALVADOR 1969757
5 CE FORTALEZA 1769681
6 AM MANAUS 1446122
7 PR CURITIBA 1423722
8 PE RECIFE 1219917
9 RS PORTO ALEGRE 1096620
10 PA BELÉM 1056251
11 GO GOIÂNIA 1030274
12 SP GUARULHOS 951798
13 SP CAMPINAS 884726
14 MA SÃO LUÍS 746828
15 RJ DUQUE DE CAXIAS 674805
16 RJ SÃO GONÇALO 665181
17 MS CAMPO GRANDE 646198
18 SP SÃO BERNARDO DO CAMPO 643023
19 AL MACEIÓ 632812
20 RJ NOVA IGUAÇU 617657
21 SP OSASCO 592559
22 PI TERESINA 587098
23 SP SANTO ANDRÉ 583229
24 RN NATAL 575629
25 PB JOÃO PESSOA 566290
26 SP SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 536901
27 MG UBERLÂNDIA 530871
28 SP SOROCABA 527772
29 PE JABOATÃO DOS GUARARAPES 487903
30 SP RIBEIRÃO PRETO 477595
31 MG CONTAGEM 459110
32 MT CUIABÁ 445070
33 SC JOINVILLE 434821
34 BA FEIRA DE SANTANA 426887
35 SE ARACAJU 416605
36 SC FLORIANÓPOLIS 410812
37 RJ NITERÓI 410032
38 PR LONDRINA 399730
39 MG JUIZ DE FORA 390203
40 RJ SÃO JOÃO DE MERITI 373602
41 RJ CAMPOS DOS GOYTACAZES 373543
42 ES SERRA 362524
43 RO PORTO VELHO 362248
44 PA ANANINDEUA 357500
45 SP SANTOS 353677
46 SP SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 347916
47 RJ BELFORD ROXO 347207
48 RS CAXIAS DO SUL 347184
49 GO APARECIDA DE GOIÂNIA 345367
50 ES VILA VELHA 345228
51 SP DIADEMA 340373
52 SP MOGI DAS CRUZES 338340
53 SP JUNDIAÍ 336406
54 SP MAUÁ 318437
55 SP PIRACICABA 314355
56 AP MACAPÁ 310818
57 PE OLINDA 300296
58 PR MARINGÁ 300286
59 SP CARAPICUÍBA 300058
60 PB CAMPINA GRANDE 298888
61 SP BARUERI 297616
62 MG BETIM 297070
63 GO ANÁPOLIS 292660
64 SP BAURU 282186
65 ES CARIACICA 278170
66 MG MONTES CLAROS 277710
67 AC RIO BRANCO 271518
68 ES VITÓRIA 266570
69 SC BLUMENAU 265491
70 SP PRAIA GRANDE 261063
71 SP SÃO VICENTE 260347
72 SP ITAQUAQUECETUBA 259669
73 RS CANOAS 259585
74 PR PONTA GROSSA 259463
75 BA VITÓRIA DA CONQUISTA 257784
76 RS PELOTAS 248631
77 SP FRANCA 248525
78 PE CARUARU 247041
79 PA SANTARÉM 246326
80 CE CAUCAIA 245552
81 RJ PETRÓPOLIS 245177
82 SP TAUBATÉ 242885
83 SP GUARUJÁ 241669
84 PR CASCAVEL 239588
85 PE PETROLINA 238587
86 MG UBERABA 238276
87 SP SUZANO 236341
88 PE PAULISTA 235213
89 RR BOA VISTA 232172
90 RJ VOLTA REDONDA 225626
91 PR SÃO JOSÉ DOS PINHAIS 222608
92 SP LIMEIRA 219001
93 MG RIBEIRÃO DAS NEVES 213114
94 SP TABOÃO DA SERRA 212345
95 TO PALMAS 209524
96 RS SANTA MARIA 209393
97 SP EMBU DAS ARTES 207256
98 BA CAMAÇARI 205865
99 PR FOZ DO IGUAÇU 204343
100 SP SUMARÉ 203032
101 RJ MAGÉ 201611
102 MA IMPERATRIZ 201099
103 PA PARAUAPEBAS 200659

Por que acontece uma segunda etapa da votação?

Para se eleger no 1º turno da eleição, a candidatura para prefeito em município com mais de 200 mil eleitores deve angariar a maioria absoluta dos votos. Isso significa que uma única candidata ou um único candidato precisa obter metade mais um dos votos válidos – que são aqueles dados exclusivamente aos concorrentes. Para esse cálculo, não são computados os votos nulos e em branco.

Caso isso não ocorra, as duas candidaturas mais votadas no 1º turno seguem para o 2º. O eleitorado, então, deverá voltar às urnas no dia 27 de outubro para escolher entre esses dois nomes.

Na segunda fase da votação, é considerada eleita a pessoa que obtiver mais votos válidos. A regra está prevista na Constituição Federal (artigos 29 e 77) e na Resolução TSE nº 23.677/2021 (artigo 6º), que trata dos sistemas majoritário e proporcional.

A norma explica que, nas eleições para as prefeituras de municípios com menos de 200 mil eleitoras e eleitores, basta a maioria simples: quem tiver mais votos válidos se elege, não havendo a possibilidade de 2º turno nessas localidades.

MPRO promove debate sobre Bullying e Cyberbullying em escola da capital

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O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) realizou mais uma edição do projeto “MPRO em Debate Acadêmico”, na manhã desta segunda-feira (29/7). O objetivo é visitar escolas e universidades para falar sobre o trabalho do Ministério Público e discutir temas sensíveis e atuais na sociedade.

O projeto “MPRO em Debate Acadêmico” busca aproximar o MPRO da comunidade escolar e acadêmica. A ideia é mostrar o papel do Ministério Público como guardião da lei e como são solucionadas as demandas. O tema desta edição foi o bullying e o cyberbullying, apresentado pela Promotora de Justiça Yara Travalon.

Bullying, segundo a integrante do MPRO, é quando alguém, proposital e repetidamente, age de forma desrespeitosa e agressiva, seja de forma física, verbal ou moral. “É um tema muito importante, principalmente para as crianças e adolescentes. Isso pode acontecer na escola ou na internet, que é o cyberbullying”, destaca a Promotora de Justiça.

 

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Saúde vai ofertar cursos e bolsas para residentes de Medicina de Família e Comunidade

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Por ano, serão ofertadas 2,5 mil vagas e um complemento no valor de R$ 4 mil aos residentes. Investimento adicional da pasta será de R$ 120 milhões

Saúde vai ofertar cursos e bolsas para residentes de Medicina de Família e Comunidade
Foto: Matheus Damascena/MS

O Ministério da Saúde publicou, nesta terça-feira (30/7), a Portaria GM/MS nº 4.934 , que dispõe sobre a oferta de cursos para a formação de preceptores em Programas de Residência em Medicina de Família e Comunidade (PRMFC). Além disso, estabelece os critérios para concessão de bolsa-formação preceptoria em Medicina de Família e Comunidade (MFC) aos médicos participantes do curso de especialização.

Ao assinar o documento, na segunda-feira (29/7), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a necessidade e valorizou a expansão do programa: “Todo o governo federal sabe da importância da ampliação da estratégia da saúde da família para fortalecer as equipes e da população acessar um cuidado de qualidade nas Unidades Básicas de Saúde”, declarou.

Por ano, serão ofertadas 2,5 mil vagas e um complemento no valor de R$ 4 mil aos residentes, que já recebem uma bolsa de R$ 4,1 mil. O investimento adicional da pasta será de R$ 120 milhões anuais. Para receber a bolsa-formação preceptoria em MFC, é necessário: ser residente da especialidade; ser residente de ano adicional ou de alguma área de atuação da MFC; ou ser participante do Curso de Especialização em Preceptoria de MFC.

Com os recursos, o objetivo é ampliar a formação da especialidade para garantir uma atenção primária de qualidade em todo o país, subsidiar e assegurar instrumentos para a expansão do programa e redução na ociosidade de vagas de residência em medicina de família e comunidade. Além disso, o incentivo na qualificação de preceptores permitirá a formação de outros médicos na área.

Outra novidade é que, após a reformulação do Programa Mais Médicos, os profissionais participantes recebem uma preparação intensiva durante quatro anos e, ao término, se habilitam para prestar uma prova de títulos e também podem se tornar especialistas em MFC.

Os cursos acontecerão em instituições colaboradoras habilitadas, em parceria com o Ministério da Saúde. A primeira turma terá início em outubro deste ano, junto ao Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), no âmbito do Proadi-SUS .

Por: Ministério da Saúde (MS)

Desenrola Fies alcança 343,1 mil acordos firmados em todo o país

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Renegociações significam R$ 655 milhões de retorno para os cofres públicos; prazo de adesão vai até 31 de agosto.

Desenrola Fies alcança 343,1 mil acordos firmados em todo o país

O programa de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Desenrola Fies, alcançou a marca de 343,1 mil solicitações de adesão ao programa até a última segunda-feira, 29. Isso significa o ingresso de mais de R$ 655 milhões nos cofres públicos apenas com o valor da entrada.

Prazo estendido

No fim de maio, o Comitê Gestor do Fies (GT-Fies) anunciou a prorrogação do prazo para adesão ao Desenrola Fies, conforme a Resolução nº 59, de 23 de maio de 2024, publicada no Diário Oficial da União. Com isso, os interessados têm agora até 31 de agosto deste ano para aderir ao programa.

O Desenrola Fies abrange contratos em todos os estados brasileiros. A medida do governo federal demonstra um compromisso contínuo em promover a equidade no acesso ao ensino superior, além de proporcionar alívio financeiro e meios de sanar a dívida.

Canais de atendimento do Desenrola Fies

MEC e FNDE:

Acesse o portal Fale Conosco.

Entre em contato pelo telefone 0800 616161.

Caixa Econômica Federal:

Acesse o aplicativo da Caixa no seu celular.

Entre em contato pelo WhatsApp no número 0800 104 0 104.

Ligações podem ser feitas pelo número 4004 0 104 (para capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 104 0 104 (para as demais regiões do País).

Banco do Brasil:

Utilize o aplicativo do BB no seu celular.

Entre em contato pelo WhatsApp no número 61 4004 0001.

Ligue para a Central de Atendimento do BB pelo número 0800 729 0001.

Por: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

 

Salão do Turismo: faltam 10 dias para a maior evento do setor no País

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Dividido por regiões, o público poderá “viajar” de Norte a Sul do País conhecendo as riquezas, a cultura e os principais atrativos que cada estado trará para o evento

Salão do Turismo: faltam 10 dias para a maior evento do setor no País
São esperados cerca de 100 mil participantes que vão ver de perto toda diversidade turística do País

Contagem regressiva. Faltam dez dias para a abertura do 8º Salão do Turismo: Conheça do Brasil. O evento, que é a maior vitrine do turismo nacional, está marcado para os dias 8, 9, 10 e 11 de agosto, no Rio Centro, no Rio de Janeiro. Em um espaço de 40 mil metros quadrados, este ano o Salão vem com o tema “Experiências do Brasil: o turismo responsável e inclusivo impulsionando o desenvolvimento sustentável”. São esperados cerca de 100 mil participantes que vão ver de perto toda diversidade turística do País.

Dividido por regiões, o público poderá “viajar” de Norte a Sul do país conhecendo as riquezas, a cultura e os principais atrativos que os estados trarão para o evento. A expectativa é que cada localidade apresente as tendências e os destaques que irão fazer os brasileiros quererem conhecer ainda mais visitar as belezas brasileiras.

Haverá também muitos debates! No Núcleo de Conhecimento, o Ministério do Turismo (MTur) e os demais parceiros se reunirão para promover um intercâmbio de informações e a troca de experiências, discutindo as políticas públicas do setor e projetos que impulsionam o desenvolvimento do turismo responsável e inclusivo.

No espaço “Vitrine Brasil”, área dedicada para artesanato, design, gastronomia, agricultura familiar, manifestações artísticas, vinhos e cafés do Brasil, o público poderá apreciar vários produtos nacionais e conferir quatro shows de cantores nacionais, que embalarão o evento e movimentarão o público com muita música.

O 8º Salão do Turismo: Conheça o Brasil é realizado pelo Ministério do Turismo e outros órgãos do Governo Federal, em parceria com o Sistema Fecomércio do Rio de Janeiro, Sebrae, Sesc, Senac, a Secretaria de Turismo do Estado e a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Gostou? Corre e já retire seu ingresso totalmente gratuito e garanta presença nesse evento que vai movimentar o turismo do País.

Clique aqui para pegar seu ingresso.

Por: Ministério do Turismo (MTur)

Tecnologia ampliou alcance do crime de tráfico de pessoas, mostra relatório do MJSP

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Medo, vergonha, discriminação, desconhecimento da condição de vítima, falta de informações sobre os mecanismos de denúncia são razões da alta subnotificação do crime

O Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas, que traz dados de 2021 a 2023, aponta que houve mudança central do modo de operação desse crime com o uso de ferramentas tecnológicas. A tecnologia ampliou significativamente as possibilidades de aliciamento, controle e, inclusive, de “invenção” de novas formas de exploração, de acordo com o documento.

O relatório foi divulgado nesta terça-feira (30/7) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). O estudo contou com o apoio técnico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas (UNODC). Na ocasião, também foi lançado o IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A solenidade ocorre durante o seminário nacional “Um Novo Capítulo da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas” .

Sobre o uso da tecnologia, o documento registra que “a atuação no ambiente virtual ampliou a margem de lucro dos traficantes, visto que viabiliza uma atuação de forma eficiente e ágil em escala global, com uma significativa capilaridade ao entrar em contato com um maior número de vítimas simultaneamente”. E completa “O uso de aplicativos também é utilizado para aliciar pessoas, principalmente as que se encontram em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, com promessas laborais enganosas. Por meio do Facebook e Whatsapp, é possível alcançar trabalhadores/as em áreas remotas em um curto período de tempo”.

Em relação ao perfil das vítimas detectadas no País, a maioria é do sexo masculino, entre 18 e 29 anos e da raça negra. Seguem invisíveis aos registros oficiais as vítimas indígenas, transgênero e com deficiência.

Quanto às finalidades do tráfico de pessoas, a exploração laboral segue sendo a principal forma identificada. O número de não nacionais resgatados em condições análogas à escravidão segue em crescimento. A nacionalidade com mais resgatados, entre 2021 e 2023, foi a paraguaia, seguida da venezuelana e da boliviana. Pela primeira vez, foram registrados nos postos consulares mais brasileiros explorados para finalidades laborais. Tradicionalmente, a exploração sexual era a finalidade primordial do tráfico internacional de brasileiros e brasileiras.

No que se refere às finalidades invisibilizadas, pode-se dizer que a exploração para o cometimento de delitos nunca esteve tão pulsante. Essa finalidade foi relacionada ao transporte de drogas, produção de mercadorias ilícitas e a atuação em ações financeiras fraudulentas. Outra finalidade identificada como em ascensão é a adoção ilegal, que desafia por utilizar métodos sofisticados, com um número maior de envolvidos.

A perspectiva de gênero esteve presente no debate de duas finalidades socialmente ignoradas devido à desigualdade estrutural entre homens e mulheres: o trabalho escravo no âmbito doméstico e a exploração do trabalho sexual. O primeiro encontra-se em crescente debate no País, o que gera mais denúncias e, provavelmente, seguirá em ascensão o número de resgates de mulheres que foram exploradas na maior parte de suas vidas. De acordo com o relatório, a exploração no âmbito doméstico dura, em média, mais de 10 anos, enquanto a média de exploração nos outros setores é de 50 dias.

Por outro lado, a exploração do trabalho sexual ainda carrega muitos preconceitos e tabus, que impedem o avanço na proteção e garantia de direitos de mulheres que além da exploração laboral, possuem uma história de vida marcada por discriminação e violências.

Combate ao crime 

O tráfico de pessoas é um crime com alta subnotificação, portanto, os dados do relatório são estimativas da realidade. Isso ocorre porque as vítimas frequentemente temem denunciar, devido à vergonha, à discriminação, ao desconhecimento da condição de vítima, à falta de informações sobre os mecanismos de denúncia ou ao medo de represálias.

Entre 2021 e 2023, a Polícia Federal deflagrou 35 operações referente ao tráfico de pessoas e indiciou 70 pessoas

O documento registra que a apropriação do potencial dos recursos digitais por parte dos agentes de inteligência governamental e das autoridades responsáveis na repressão desse delito deve ser uma prioridade.

Relatório

Esse é o sexto estudo do Brasil sobre o tema e apresenta um conjunto de informações atualizadas sobre o tráfico de pessoas. O último divulgou dados entre os anos 2017 e 2020.

“O documento expõe um conjunto de informações fornecidas por autoridades nacionais sobre o tráfico de pessoas de diferentes órgãos. Os dados quantitativos e qualitativos resultaram na atual ‘fotografia’ do tráfico de pessoas no Brasil, além de suscitar questões relativas a aspectos desse crime que não aparecem nos registros oficiais”, explicou a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do MJSP, Marina Bernardes.

Acesse aqui o Relatório
Acesse aqui o Resumo Executivo do Relatório
Acesse aqui o Plano
Por: Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)

Mineradoras querem lei que desonera minerais críticos e estratégicos

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Apresentado no início do mês pelo deputado federal Zé Silva (Solidariedade-MG), o Projeto de Lei 2780/2024 reuniu demandas que vinham sendo apresentadas pelo setor mineral. A proposta é instituir uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). Entre as medidas previstas está a concessão de benefícios fiscais às mineradoras.

Durante apresentação do balanço semestral do setor realizado na última quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a entidade que representa as maiores mineradoras do país defendeu a importância da aprovação do PL. A proposta é apontada como fundamental para alavancar a produção de minerais necessários para o processo de transição energética e de descarbonização da economia.

“Essa é uma agenda que estamos propondo desde maio. Realizamos um seminário internacional de minerais críticos e estratégicos e lançamos um posicionamento. Também apresentamos contribuições para as políticas públicas e diretrizes em um evento temático no Câmara dos Deputados. Todos esses documentos foram entregues à Frente Parlamentar da Mineração e o deputado Zé Silva tomou a decisão de protocolar esse PL”, disse Cinthia Rodrigues, gerente de pesquisa e desenvolvimento do Ibram.

Conforme consta no projeto, os minerais críticos são aqueles cuja disponibilidade está ou pode vir a estar em risco devido a limitações de produção e de fornecimento e que sua escassez traria dificuldades para assegurar a transição energética, garantir a segurança alimentar e nutricional ou resguardar a segurança nacional.

Já os minerais estratégicos envolvem aqueles considerados essenciais para a economia na geração de superávit da balança comercial do país.

O enquadramento de cada mineral com base nessa categorização ficaria a cargo de um comitê interministerial composto por oito pastas sob a liderança do Ministério Minas e Energia (MME). Eles se reuniriam periodicamente tendo ainda a companhia de cinco convidados com direito a voto: um representante de estados e municípios, dois representantes do setor privado e dois representantes da sociedade civil. Além de realizar o enquadramento, esse comitê teria outras funções como reunir dados nacionais e internacionais, apoiar processos de licenciamento ambiental e fomentar estudos relativos à questões diversas como a oferta e a demanda por minerais críticos e minerais estratégicos.

Entre os benefícios fiscais, o projeto inclui as mineradoras que desenvolvem projetos de pesquisa, lavra ou transformação de minerais críticos ou de minerais estratégicos no rol da Lei Federal 11.196/2005, que estabelece incentivos para a inovação tecnológica tais como a dedução de valores no recolhimento do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica e a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O texto também propõe que o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), que tem como objetivo a desoneração da implantação de projetos de infraestrutura, seja aplicado ao setor mineral.

Na justificativa do PL, o deputado Zé Silva faz menções às projeções da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) que também são citadas em um documento divulgado pelo Ibram em maio deste ano sob o título “Por uma Política de Minerais Críticos e Estratégicos para o Brasil e para o futuro”. Segundo o parlamentar, elas apontam para “um aumento significativo na demanda por vários desses minerais, essenciais para a implementação dessas tecnologias ligadas à energia verde, em um processo global de descarbonização da economia”.

Zé Silva lista algumas demandas. “Mais cobre será necessário para construir usinas eólicas e a transmissão de eletricidade; mais cobre e silício será necessário para gerar energia fotovoltaica; níquel, lítio e grafite serão cada vez mais necessários para produzir baterias; uma maior quantidade de terras raras será necessária para fabricar motores elétricos para além dos minerais considerados críticos, metais como o alumínio e o ferro, verão sua demanda multiplicada pelo processo de substituição de veículos e equipamentos”.

Questões tributárias

A proposta surge em meio ao descontentamento do Ibram envolvendo as questões tributárias. A entidade tem manifestado críticas às Taxas de Fiscalização de Recursos Minerais (TFRMs), criadas nos últimos anos por meio de leis aprovadas em âmbito estadual. Embora questionadas judicialmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a constitucionalidade da medida foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022.

Também gera incômodo na entidade a adoção do Imposto Seletivo, apelidado em inglês por Sin Tax (imposto do pecado, em tradução literal). Já existente em outras nações, ele foi incluído na Reforma Tributária aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Tendo por princípio a seletividade, ele usa a tributação para desencorajar o consumo de bens selecionados. O alvo são bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

A questão está em debate no Congresso Nacional, porque a Reforma Tributária fixou a necessidade de uma Lei Complementar para regulamentar o tributo. Nela, deverão ficar definidos quais os produtos serão taxados, bem como as alíquotas e as regras. O Ibram alega que, da forma como está sendo proposta, o Imposto Seletivo prejudica o setor mineral e incide sobre exportações, o que seria inconstitucional.

“Nós tivemos um avanço que foi a redução de 1% para até 0,25%. Reconhecemos que é um avanço, mas não deixou de incidir sobre as exportações, o que é uma inconstitucionalidade. Além disso, o Imposto Seletivo é acumulativo. A mineração é a indústria das indústrias, porque fornece matéria-prima para outros setores. A adoção do Imposto Seletivo tem efeitos para a construção civil, para a fabricação de veículos e aeronaves, para tudo que puderem imaginar. Evidentemente, vai ter um impacto também sobre a inflação”, disse o diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann, durante a apresentação dos dados do setor.

Segundo ele, o Imposto Seletivo afeta a competitividade do setor mineral no cenário global. Jungmann também afirmou que as mineradoras já são tributadas pelos seus impactos ambientais através do recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), considerado o royalty da mineração.

Dados do setor

Conforme os dados do balanço semestral, o faturamento do setor entre janeiro e junho foi de R$ 129,5 bilhões. O montante é 8% acima do registrado nos primeiros seis meses do ano passado. Os dois principais estados mineradores – Minas Gerais e Pará – impulsionaram o desempenho. Juntos, eles responderam por 75% do faturamento. Os mineiros tiveram uma alta de 8% no faturamento e os paraenses de 12%.

O maior salto, no entanto, foi registrado em São Paulo. O desempenho no estado foi 17% superior na comparação com o mesmo período de 2023. O minério de ferro respondeu por 62% do faturamento do setor, totalizando R$ 80,1 bilhões. Na sequência, aparecem ouro com 8% e cobre com 7%.

As exportações somaram US$ 21,5 bilhões, um aumento de 8,5%. Esse desempenho foi impulsionada pela alta do dólar. A China foi o destino de 68,7% da comercialização de minério de ferro. Ela é também o principal destino do cobre e do nióbio brasileiro. Já o principal comprador do ouro e do alumínio é o Canadá. O país norte-americano responde por cerca de 46% da transação envolvendo esses dois minerais.

O balanço também aponta que a arrecadação da CFEM no período foi de R$ 3,6 bilhões, o que representa um crescimento de 6,1% em relação aos primeiros seis meses de 2023. Em 2024, 2,7 mil municípios já receberam royalties. As maiores quantias foram recolhidas em favor de Parauapebas (R$ 608 milhões), Canaã dos Carajás (R$ 580 milhões), ambas no Pará, e Conceição do Mato Dentro (R$ 204 milhões), Minas Gerais.

Chama atenção que os dois estados com a maior proporção de municípios beneficiados são Espírito Santo e Rio de Janeiro. Alguma quantia a título de royalty foi recebida por 63 prefeituras capixabas, 81% do total. Já no Rio, 68 receberam algum valor, o que representa 74% dos 92 municípios.

 

Agência Brasil

Brasil sofre virada do Japão no fim e se complica no futebol em Paris

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Dois gols nos acréscimos do segundo tempo transformaram um triunfo heroico em uma derrota dolorida da seleção brasileira feminina de futebol para o Japão neste domingo (28), no Estádio Parc des Princes (Parque dos Príncipes), em Paris. A vitória nipônica por 2 a 1 deixa as duas seleções com três pontos no grupo C, deixando a classificação às quartas de final para  derradeira rodada, na próxima quarta-feira (31). No jogo de hoje, Jheniffer abriu o placar para o Brasil e Kumagai e Tanikawa viraram o placar.

O último compromisso do Brasil na primeira fase é na quarta-feira (31), diante das atuais campeãs do mundo. A Espanha será a adversária em Bordeaux, ao meio-dia (horário de Brasília). Japão e Nigéria se enfrentam no mesmo horário em Nantes.

Como se classificam os dois primeiros de cada grupo além dos dois terceiros melhores colocados no geral, um empate contra a Espanha garantirá o Brasil nas quartas de final

A seleção entrou em campo com seis mudanças em relação ao onze inicial da estreia contra a Nigéria. Com tantas modificações promovidas pelo técnico Arthur Elias, o Brasil teve dificuldades para sair da marcação japonesa e também sofreu com o jogo veloz das adversárias.

Aos 18 minutos, o Japão teve sua primeira grande chance, quando Tanaka recebeu livre dentro da área e finalizou de primeira para fora.

Posteriormente, Lorena fez boa defesa em desvio de Hasegawa. Na reta final da primeira etapa, veio a primeiro pênalti para o Japão na partida. Já nos acréscimos, a bola tocou no braço de Rafaelle. Na cobrança, Tanaka cobrou fraco, no canto esquerdo e Lorena defendeu.

Duas atletas que entraram em campo na volta do intervalo combinaram para marcar o gol do Brasil aos 11 minutos do segundo tempo. Após receber passe magistral de Marta, Ludmila avançou e tocou sutilmente para Jheniffer. A atacante ajeitou o corpo e chutou de perna direita no canto esquerdo da goleira Yamashita. Brasil 1 a 0.

Com mais confiança após o gol marcado, o Brasil conseguiu respirar mas logo voltou a sofrer com a pressão japonesa. Lorena fez grande defesa em chute forte de Tanaka.

No entanto, todo sofrimento ficou guardado para o fim. Aos 46 minutos, após revisão do VAR, foi marcado um segundo pênalti para o Japão após toque de mão de uma jogadora brasileira. Desta vez, Yasmim acabou encostando o braço de apoio na bola após dar um carrinho tentando marcar a adversária.

Na cobrança, Kumagai deslocou Lorena e marcou. Poucos minutos depois do baque do empate, a seleção sofreu outro duro golpe. Um erro na saída de bola foi aproveitado por Tanikawa, que viu Lorena adiantada e chutou de primeira, encobrindo a goleira e marcando um belo gol, aos 51 minutos.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues/Agencia Brasil

Repórter da EBC

Hoje é Dia: combate à hepatite e ao tráfico de pessoas são destaques

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Duas das principais datas da semana entre os dias 28 de julho e 3 de agosto de 2024 nos convidam para a reflexão. Hoje é o Dia Mundial de Combate à Hepatite, instituído pela Organização Mundial da Saúde. Este dia faz parte do Julho Amarelo, mês dedicado a alertar sobre os perigos das hepatites virais e a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. No ano passado, a Agência Brasil destacou a data. Em 2016, o Repórter Brasil também falou sobre a efeméride.

 

Agência Brasil