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Saiba como se proteger de golpes digitais

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KIt visa aproximar segurança da informação do dia a dia das pessoas
Propostas sobre proteção de dados pessoais são debatidas no Congresso
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informaçãoA intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas. 

A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI).

A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais.

Revista em quadrinhos

Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos Phishing e Golpes Cibernéticos, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital.

A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital.

Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp).

 

 

Agência Brasil

Presidente do TSE destaca atuação da Justiça Eleitoral no combate à fraude à cota de gênero

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Ministro Nunes Marques ressaltou novo pleito em Melgaço (PA), que elegeu três mulheres para ocupar cadeiras na Câmara Municipal

Ministro salientou a importante resposta da população ao eleger três mulheres para a Câmara Municipal. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, registrou, na sessão plenária desta terça-feira (19), a realização de eleições suplementares em quatro municípios brasileiros no último domingo (17). Em Melgaço (PA), no arquipélago do Marajó, eleitoras e eleitores voltaram às urnas para renovar todas as 11 cadeiras da Câmara de Vereadores. O pleito foi convocado após a anulação de quase 80% dos votos válidos nas Eleições 2024 por fraude à cota de gênero, o que exigiu atuação firme e comprometida da Justiça Eleitoral com a legitimidade do processo democrático, conforme ressaltou o ministro.

De acordo com Nunes Marques, a nova eleição teve como destaque a agilidade e eficiência da apuração. “Em um município marcado por extensas áreas ribeirinhas, onde a natureza muitas vezes impõe seu próprio ritmo, a totalização dos votos foi concluída às 18h, com 100% das urnas apuradas, uma das mais rápidas já registradas na região”, afirmou.

Além disso, Nunes Marques salientou a importante e madura resposta da população ao eleger três mulheres para ocupar cadeiras na Câmara Municipal, composta por 11 vagas. “Há 35 anos, nenhuma mulher era eleita vereadora em Melgaço. Sabemos que a democracia brasileira ainda convive com desigualdades persistentes na participação política, especialmente no que diz respeito às mulheres. Esta Justiça Especializada segue reafirmando seu compromisso com a inclusão política desse e de outros grupos, ciente de que tal medida não revela concessão institucional, mas verdadeira exigência democrática”, afirmou.

Outros municípios

Eleitoras e eleitores de Brejo Alegre (SP), de Itaú (RN) e de Ouro Branco (RN) também voltaram às urnas no domingo, mas para eleger novos prefeitos e vice-prefeitos. Os novos pleitos ocorreram em virtude da perda dos mandatos dos gestores municipais eleitos em 2024.

 

 

Fonte/TSE

Deputado Luizinho Goebel anuncia entrega de oito ambulâncias para municípios de Rondônia

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Deputado Luizinho Goebel

O deputado estadual Luizinho Goebel anunciou a destinação de oito ambulâncias para atender municípios de Rondônia, reforçando investimentos na área da saúde pública e no atendimento à população do interior do Estado.

Deputado Luizinho Goebel

Segundo o parlamentar, os veículos serão distribuídos entre diferentes cidades, fortalecendo o transporte de pacientes e ampliando a estrutura de atendimento das unidades municipais de saúde.

De acordo com o anúncio, uma ambulância será destinada ao município de Pimenteiras do Oeste. O município de Chupinguaia receberá duas unidades. Outras duas ambulâncias irão atender Vilhena.

Também serão contemplados os municípios de Urupá, Presidente Médici e Machadinho d’Oeste, cada um com uma ambulância.

Ao comentar a ação, Luizinho Goebel destacou o compromisso do mandato com a saúde pública e com o atendimento da população rondoniense.

“Esse é o compromisso do seu amigo e deputado estadual Luizinho Goebel, que trabalha para todos os setores, mas em especial para a saúde, porque nós gostamos é de cuidar de gente”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda que os investimentos buscam garantir melhores condições de transporte para pacientes, especialmente em municípios do interior, onde o deslocamento para atendimentos médicos muitas vezes depende do suporte das ambulâncias municipais.

 

 

Assessoria

Rosangela Donadon viabiliza veículo para reforçar atendimento no município de Parecis

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Parlamentar articulou junto ao Detran de Rondônia a doação de automóvel que irá fortalecer os serviços públicos da cidade.

A deputada estadual Rosangela Donadon (PRD) viabilizou a doação de um veículo para o município de Parecis, reforçando o compromisso do mandato com o fortalecimento das cidades do interior de Rondônia. A ação foi articulada junto ao Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) e irá beneficiar diretamente a administração municipal.

O veículo autorizado para doação é um VW Gol 1.6, ano 2010, que atualmente pertence ao patrimônio do Detran e, após a conclusão dos trâmites legais, passará a integrar a frota oficial do município. A autorização foi assinada pelo diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha.

Segundo Rosangela Donadon, o objetivo é garantir melhores condições para que os municípios possam ampliar os atendimentos e oferecer mais eficiência nos serviços prestados à população. A parlamentar destacou que muitas cidades enfrentam dificuldades estruturais e precisam de apoio para fortalecer a gestão pública.

A deputada afirmou ainda que seguirá atuando de forma próxima aos municípios rondonienses, ouvindo as demandas das lideranças locais e buscando soluções que tragam benefícios concretos para a população, principalmente nas áreas que necessitam de reforço logístico e estrutural.

Rosangela Donadon agradeceu ao governador coronel Marcos Rocha pelo apoio às ações desenvolvidas em favor dos municípios de Rondônia e também ao diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, pela parceria e atenção dada à solicitação apresentada por seu gabinete.

 

Assessoria

CE do Senado aprova criação da Semana de Prevenção a Acidentes com Crianças

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A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (19) projeto que estabelece a primeira semana de junho como a Semana Nacional de Prevenção a Acidentes com Crianças. O PL 235/2021, de autoria do ex-deputado Alexandre Frota, recebeu relatório favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O projeto propõe a realização de atividades educativas em escolas, unidades de saúde e outras instituições públicas sobre cuidados básicos e emergenciais para evitar acidentes com crianças. Médicos, educadores e bombeiros serão convidados a orientar sobre as formas mais adequadas de prevenir esses acidentes.

A relatora destaca que 630 mil crianças morrem anualmente vítimas de acidentes em todo o mundo, conforme dados compilados em 2022 pelo então denominado Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“Dedicar pelo menos uma semana de cada ano a essa conscientização dá ao tema um espaço curricular da envergadura que ele merece. Nas escolas estão os maiores interessados que, ao se conscientizarem e disseminarem tal conhecimento entre seus familiares, podem contribuir para criar um circuito virtuoso, em que medidas simples e eficazes serão tomadas e muitos acidentes serão evitados”, afirma Ivete da Silveira em seu relatório.

Dia da Cachaça Brasileira

A CE deve realizar uma audiência pública para discutir a criação do Dia Nacional da Cachaça Brasileira. O requerimento (REQ 30/2026), aprovado também nesta terça-feira, foi proposto pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Fonte: Agência Senado

Galípolo diz que BC agiu rápido no caso Master e cobra reforço estrutural

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta terça-feira (19), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a atuação da autoridade monetária no caso envolvendo o Banco Master e afirmou que o BC enfrenta limitações estruturais, tecnológicas e de pessoal para supervisionar o sistema financeiro. Durante audiência marcada por cobranças dos senadores sobre transparência, juros altos e fiscalização bancária, Galípolo também atribuiu a manutenção da taxa Selic elevada à persistência da inflação e ao aquecimento da economia.

Ao abrir a audiência, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o caso envolvendo o Banco Master expôs “brechas legais”, “cegueira fiscalizatória deliberada” e “apadrinhamentos políticos e institucionais”. Segundo ele, o episódio demonstra a necessidade de atualização da legislação sobre crimes financeiros e de revisão das regras que disciplinam a relação entre autoridades públicas e o mercado financeiro.

Renan também defendeu maior transparência nas investigações e reiterou pedidos para que Banco Central, Supremo Tribunal Federal (STF), Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) compartilhem informações com a comissão. Para o senador, a CAE é atualmente “a única instância do Legislativo” a acompanhar os desdobramentos do caso.

Na avaliação de Galípolo, o problema maior em relação ao caso do Banco Master não era somente a oferta de CDBs emitidos a 40% do CDI. O ponto principal, segundo ele, não estava no passivo, mas, sim, no que se fazia com o dinheiro captado. 

— E aí o que você não quer? Você não quer um descasamento entre o passivo e o ativo. Que a instituição esteja fazendo uma captação no varejo, com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para aplicar em ativos que não são próprios de um banco de varejo, seja comprar um precatório, seja comprar qualquer outro ativo e aplicar num fundo que não é o que deveria está sendo feito com um passivo de varejo. 

Ele citou algumas medida e resoluções publicadas pelo BC para reforçar a segurança ao sistema financeiro, como aprimoramentos nas regras de Contribuição Adicional (CA) para reduzir os incentivos à tomada de riscos excessivos por parte das instituições associadas; aprimoramentos do montante a ser alocado em títulos públicos federais e reforços a salvaguardas associados ao FGC. 

Renan disse que, de acordo com a Lei de Acesso à Informação (LAI), o ex-presidente do Banco Master Daniel Vorcaro fez 24 visitas ao Banco Central e quis saber detalhes desses encontros. O presidente da CAE afirmou que o caso é ainda mais grave por porque dois ex-diretores do BC estiveram “comprovadamente envolvidos fazendo advocacia administrativa de Vorcaro dentro do Banco Central”. 

Galípolo informou que não esteve presente na maioria das reuniões e citou que, de acordo com mensagens interceptadas pela investigação da Polícia Federal, Daniel Vorcaro informava que estava submetido a um asfixiamento por parte do BC. Ele reforçou o papel da governança da instituição e disse que o BC que dá poderes aos diretores de cada setor para fiscalizar e ter autonomia sobre suas agendas. 

— É supercomum que um banco que esteja em condições de dificuldade tenha reuniões longas, extensas (…). Nas reuniões, cada diretor tem autonomia para fazer a sua agenda. Autonomia essa [que é ] concedida a cada diretor que a recebe aqui, a partir da aprovação na sabatina no Senado. 

No entendimento do senador Eduardo Braga (MDB-AM), houve um “tombo gigantesco” no Fundo Garantidor de Crédito [FGC) porque foi permitido que os ativos e aquisições, nos últimos anos, “fossem feitos fora da curva da média”. 

— E isso é responsabilidade do Banco Central. Isso não pode ser terceirizado.

Braga classificou o afastamento de dois servidores do Banco Central por envolvimento no caso Master como “gravíssimo”. Ele informou que em seis meses o BC instruiu uma auditoria e uma sindicância para investigar se existia alguém que “tinha atuado com dolo”, e os dois diretores foram identificados por essa investigação interna. 

— Estão afastadas e estão com seus casos na CGU, que é o órgão competente para julgar o processo administrativo, e estão informadas à Polícia Federal para fazer as devidas investigações. 

O ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana foram afastados por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) após investigação da Polícia Federal verificar que eles prestavam uma consultoria informal ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Liquidações

Questionado por Renan Calheiros sobre a autorização para que Augusto Lima assumisse instituições como o Banco Voiter (que foi rebatizado como Banco Pleno), Galípolo afirmou que o Banco Central precisa separar a preservação das instituições financeiras da responsabilização de seus gestores.

Augusto César de Castro Lima é um executivo do mercado financeiro ligado ao antigo Banco Máxima, instituição que posteriormente passou a operar como Voiter. Ele atuou como controlador e dirigente do grupo e é ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

Segundo Galípolo, a liquidação de um banco não deve ser usada como forma de punição aos controladores, já que os recursos das instituições pertencem aos correntistas e investidores.

O presidente do BC disse ainda que a autoridade monetária agiu rapidamente diante das suspeitas envolvendo o caso, identificando uma “potencial fraude” em três meses e encaminhando informações ao Ministério Público em seis meses.

— A investigação das pessoas segue. São duas coisas absolutamente separadas — afirmou.

Desde 2025 o Banco Central já liquidou 13 instituições financeiras. 

Legislação, pessoal e tecnologia 

Ainda em referência ao exemplo do caso do Master, Renan Calheiros perguntou o que deve ser melhorado, no âmbito normativo, de sistemas e de infraestrutura para que novos casos de fraude financeira não venham a ocorrer. 

Galípolo afirmou que o Banco Central enfrenta limitações estruturais, tecnológicas e de pessoal para supervisionar o sistema financeiro. Segundo ele, a instituição perdeu cerca de 1,2 mil servidores nos últimos dez anos e deverá ter novas aposentadorias na área de supervisão ainda em 2026.

O presidente do BC defendeu mais investimentos em tecnologia e inteligência artificial para fiscalização das instituições financeiras e alertou que, sem reforço de pessoal e recursos, o órgão poderá ter de priorizar apenas instituições consideradas de maior risco sistêmico.

— O que vai começar a acontecer é o Banco Central ter que escolher o que cobre e o que não cobre. Não há cobertor para cobrir tudo — afirmou.

Ele ainda disse que a governança é a única maneira do BC “se vacinar contra eventos como esse” e reforçou a importância das decisões colegiadas. 

Roberto Campos 

Para o senador Renan, houve falha na fiscalização da atuação do Banco Master e na “transparência devida” em documentação relacionada ao termo de leniência do BC com o Banco Santander. Ele fez referência ao acordo de leniência e o pagamento de R$ 300 mil ao órgão regulador devido a irregularidades em contratos de câmbio na época em que Roberto Campos Neto era diretor do Santander. 

— O Banco Central fez um termo de compromisso sem a devida transparência, lamentavelmente, com Roberto Campos Neto [ex-presidente do BC], acusado de cometer irregularidades, quando diretor do Banco Santander. Ele não apresentou defesa quando esteve à frente do Banco Central, essa irregularidade não caminhou no rumo dessa investigação, e quando ele saiu, sem apresentar defesa, foi assinada uma espécie de acordo de leniência do Banco Central com o ex-presidente, que pagou R$ 300 mil, quando a multa, nesses casos, chega a R$ 2 bilhões — relatou Renan. 

Gabriel Galípolo defendeu o acordo, citando que a decisão sobre assinatura do termo foi tomada por órgão colegiado, previsto no Regimento Interno do Banco Central, no caso, o Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter). 

— Eu não vou dizer nada diferente do que o rito e a governança determinou. E digo, não há nada de errado na governança da Coter. O que a Coter analisou foi: houve um preenchimento inadequado de informações de clientes, que é 0,000000% do volume de operações que ocorreu — respondeu, Galípolo. 

Mercado de carbono

Ainda durante a audiência, Renan Calheiros denunciou trocas de mensagens interceptadas pelas investigações sobre o Banco Master indicam que a instituição concedeu um empréstimo de R$ 140 milhões à cunhada do atual presidente da Câmara, Hugo Mota. 

Segundo o senador, o repasse seria em retribuição a uma emenda apresentada pelo presidente da Câmara e inserida no projeto do mercado de carbono, que obrigou fundos de previdência a destinar parte de suas reservas para adquirir ativos ambientais, beneficiando diretamente os negócios da família Vorcaro, controladora do Banco Master. A emenda de Motta foi aprovada e sancionada, de acordo com Renan. 

— Se nós fizermos uma conta aqui simples, nós vamos verificar R$ 60 bilhões do FGC, R$ 15 bilhões de fundos de previdência roubados dos velhinhos e aposentados, R$ 30 bilhões de precatórios de tribunais de justiça e um mercado de crédito de carbono que foi comandado pelo Master a partir de uma fraude em um município com terra pública, um mercado de R$ 50 bilhões, para o qual o Presidente da Câmara dos Deputados apresentou uma emenda para obrigar a aplicação de 1% das reservas de fundo de previdência, seguradoras, emenda aprovada e sancionada — emenda aprovada e sancionada — resumiu Renan.

Política monetária 

Questionado sobre o motivo de o BC ter mantido uma política monetária “tão restritiva” nos últimos anos, Galípolo afirmou que o histórico recente de descumprimento da meta de inflação mostra que o Banco Central talvez não tenha sido “excessivamente conservador”, apesar das críticas frequentes ao patamar elevado dos juros.

Segundo ele, entre 2020 e 2025, o BC só conseguiu cumprir a meta de inflação em dois anos. Nos demais períodos, a autoridade monetária precisou encaminhar cartas abertas ao Ministério da Fazenda para justificar o descumprimento do objetivo inflacionário.

— Quando a gente vai comparar a política monetária desde 2020, só não houve carta aberta em 2020 e 2023. Ou seja, desses seis anos, em quatro anos o Banco Central não conseguiu cumprir a meta — afirmou.

Galípolo reconheceu que o Brasil convive historicamente com juros acima da média de outros países, mas disse que a inflação persistentemente elevada ajuda a explicar esse cenário.

O presidente do BC também atribuiu parte da pressão inflacionária recente a uma sequência de choques externos enfrentados pela economia global nos últimos anos, como a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia, o aumento de tarifas comerciais internacionais e o conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, esses episódios elevaram os preços globais e dificultaram o trabalho dos bancos centrais. 

Galípolo afirmou ainda que o principal desafio da autoridade monetária é diferenciar impactos temporários provocados por choques de oferta de efeitos inflacionários mais duradouros na economia.

O presidente do BC destacou ainda que a economia brasileira segue aquecida, com o menor nível de desemprego da série histórica e crescimento da renda, fatores que, segundo ele, também contribuem para manter pressão sobre os preços.

— A gente vem acompanhando uma economia que tem se mostrado bastante resiliente, com uma taxa de desemprego bastante baixa, uma renda que segue crescendo acima da inflação, acima da produtividade e indicadores de inflação bastante pressionados, ainda que a gente tenha uma taxa de juros elevada. Então, dentro da matriz de como é que funciona a política monetária, um instrumento que existe no Banco Central para colocar a inflação na meta é a taxa de juros. E toda vez que a gente tem esses indicadores mostrando uma economia que está bastante aquecida, onde a demanda vem pressionando a oferta e isso vem colocando a inflação mais distante da meta que foi definida, a resposta que foi demandada do Banco Central é: coloca uma taxa de juros mais no patamar restritivo para tentar devolver aquela inflação à meta. 

Taxa de juros e dívida pública

Galípolo também chamou a atenção para os efeitos da política monetária sobre a dívida pública. Segundo ele, atualmente cerca de 50% da dívida brasileira está atrelada à taxa Selic, o que amplia o impacto fiscal das decisões do Banco Central sobre os juros.

O presidente do BC afirmou que o Brasil convive com uma situação particular, em que mesmo taxas reais de juros elevadas não têm sido suficientes para desacelerar a economia e trazer a inflação para a meta.

— Há claramente algo de particular no Brasil que permite conviver com uma taxa de juros real próxima de 10% durante tanto tempo e, ainda assim, ter inflação acima da meta e o menor nível de desemprego da história — declarou.

Segundo Galípolo, esse cenário revela problemas nos canais de transmissão entre política monetária e política fiscal e exigirá reformas estruturais para tornar os juros mais eficientes no controle da inflação.

— Isso vai demandar uma série de reformas para que, amanhã, se possa dar uma dose menor do remédio, ou seja, uma política monetária que pese menos do ponto de vista da taxa de juros e tenha um efeito mais eficiente na sociedade — afirmou.

Sobre honrar o pagamento da dívida pública, ele ressaltou ser importante manter esse compromisso porque um receio de que se possa ter algum tipo de moratória pode gerar uma fuga de investimentos no país. 

Contas-bolsões

Entre as medidas para promover mais segurança e estabilidade do sistema financeiro, Galípolo citou algumas restrições ao uso das chamadas contas-bolsão, instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.

Comum em plataformas de comércio eletrônico, o instrumento passou a ser usado por organizações criminosas para ocultar operações financeiras e lavar dinheiro. Ao regulamentar a terceirização de serviços bancários no modelo banking as a service (BaaS), em que empresas oferecem serviços financeiros por meio da infraestrutura de banco parceiro, o BC deixou explícito que contas abertas, mantidas ou encerradas por meio desse sistema devem ter a titularidade individualizada e podem ser movimentadas apenas pelos próprios clientes finais.

Fonte: Agência Senado

Quase 60 audiências são realizadas pela Justiça Rápida Itinerante na aldeia indígena Gavião

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O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) em parceria com a Defensoria Pública do Estado (DPE) e o Ministério Público de Rondônia (MPRO), levou mais uma edição da Justiça Rápida Itinerante à aldeia indígena Gavião, na zona rural de Ji-Paraná, na segunda-feira (18).

Ao todo, foram realizadas 59 audiências com resultados frutíferos. A maior parte delas abrangeu a retificação de documentos, somando 37 atendimentos. Outras 22 foram de conversão de união estável em casamento. Já está previsto, para o dia 26 de junho, um Casamento Comunitário indígena para celebrar essas uniões, durante a cerimônia serão entregues as certidões aos casais atendidos.

As ações são uma garantia de cidadania nas comunidades que aproximam o Poder Judiciário dos povos originários.

As ações foram acompanhadas pelos juízes João Valério e Oscar Francisco Júnior. Também estiveram presentes a promotora de justiça Conceição Forte Baena e o defensor público Gustavo Saldanha Gontijo Barbosa.

A Justiça Rápida garante atendimento amplo e gratuito para a população de áreas remotas, de forma simples e ágil. No Judiciário, a operação é organizada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e apoio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc).

Assessoria de Comunicação Institucional

Prefeitura de Chupinguaia através da Semosp executa limpeza e patrolamento de ruas do Distrito de Novo Plano

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Semosp segue intensificando os serviços de manutenção urbana na cidade e distritos, e garantir melhores condições de trafegabilidade para a população  

A Prefeitura do Município de Chupinguaia, através da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos – SEMOSP, por meio da gestão do Prefeito Dr. Wesley Araújo (PP), realizou uma série de serviços de limpeza e patrolhamento das ruas do Distrito de Novo Plano.

Segundo o secretário de obras, Jeferson de França, conhecido como “Jefão”, os serviços se deram com o comando do prefeito Dr. Wesley Araújo que tem a intenção de melhorar a qualidade de vida dos moradores e garantir um trânsito mais seguro e tranquilo. “As ruas foram niveladas e limpas para que os moradores possam transitar com mais facilidade, sem se preocupar com buracos ou obstáculos”. Afirmou o secretário Jefão.

Além da limpeza e patrolhamento das ruas do distrito, a prefeitura já está planejando as próximas ações. Como a continuação da obra do bloqueteamento das ruas.

Com essas ações, a prefeitura de Chupinguaia está mostrando seu compromisso em melhorar a infraestrutura da cidade e garantir um trânsito mais seguro e tranquilo para todos os seus moradores. Aguardo é de que, em breve, a cidade esteja ainda mais bonita e agradável para se viver.

Os serviços de limpeza urbana do distrito é uma das atividades que possui um alto poder de impactar a paisagem da cidade. Quem não deseja morar em um distrito que mantém suas ruas limpa e com exuberante paisagem de áreas verdes? Logo nos vem em mente a sensação de paz e bem estar de um ambiente igual a esse.

As ações buscam manter os espaços públicos limpos, prevenir focos de doenças e garantir mais segurança e qualidade de vida aos moradores. O cronograma é contínuo e está sendo ampliado para atender todas as comunidades do município.

O prefeito Dr. Wesley Araújo, destacou que as ações fazem parte de um amplo planejamento executado simultaneamente em diferentes regiões do município.

“Estamos avançando com obras estruturantes em vários pontos do município ao mesmo tempo. Nosso compromisso é enfrentar problemas que afetam diretamente a população, levando mais dignidade, segurança e qualidade de vida para os moradores”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de obras, Jefão, ressaltou que a prefeitura vem seguindo um cronograma estratégico de ações que já apresenta resultados positivos nas comunidades atendidas.

Segundo o prefeito Dr. Wesley Araújo. “Estamos intensificando esse trabalho porque sabemos da importância de manter a área urbana do município e distritos bem cuidados. Conseguimos avançar e garantir resultados visíveis para os moradores”, disse o Prefeito.

 

 

 

Assessoria de Imprensa

Produtor rural tem 10 dias para declarar o IR e evitar multa da Receita Federal

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O produtor rural que ainda não entregou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 tem dez dias, a partir desta terça-feira (19.05), para acertar as contas com a Receita Federal. O prazo termina em 29 de maio, às 23h59, no horário de Brasília, e exige atenção principalmente de produtores pessoas físicas que tiveram receita bruta anual acima de R$ 177.920 em 2025.

Além da renda obtida na atividade rural, também estão obrigados a declarar produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural.

O limite de receita da atividade rural que obriga a entrega da declaração foi atualizado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920. A mudança já vale para a declaração referente ao ano-base 2025.

A Receita Federal tem ampliado o cruzamento eletrônico de informações, comparando dados declarados com movimentações bancárias, notas fiscais, registros de cooperativas, tradings, contratos de venda futura e financiamentos rurais. Por isso, especialistas alertam que erros considerados simples podem levar o produtor à malha fina.

Entre os principais problemas identificados pela Receita estão omissão de receitas, incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, além de lançamento incorreto de despesas dedutíveis.

Na atividade rural, o produtor pode optar entre dois modelos de apuração do imposto. No modelo completo, o cálculo considera a diferença entre receitas e despesas da atividade. Já no simplificado, a Receita presume lucro equivalente a 20% da receita bruta. Sobre o resultado apurado incidem as alíquotas progressivas do imposto, que podem chegar a 27,5%.

Especialistas recomendam que o produtor trate a propriedade como uma atividade empresarial, mantendo controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, arrendamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos realizados ao longo do ano.

Também é importante atenção ao Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. O documento reúne toda a movimentação financeira da atividade rural e se tornou uma das principais ferramentas de fiscalização da Receita Federal.

Mesmo produtores abaixo desse limite são orientados a manter organização documental e financeira para facilitar comprovação de renda, acesso a crédito e eventual fiscalização futura.

A Receita também alerta para cuidados com a declaração pré-preenchida. Apesar de facilitar o preenchimento ao importar automaticamente dados já disponíveis no sistema, o contribuinte continua responsável pela conferência e correção das informações.

Entre os principais cuidados para evitar a malha fina estão:

  • conferir todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • evitar omissão de receitas recebidas de cooperativas, tradings e contratos futuros;
  • lançar corretamente despesas dedutíveis;
  • manter compatibilidade entre renda declarada e movimentação bancária;
  • organizar adequadamente o Livro Caixa ou o LCDPR.

O envio da declaração do produtor rural deve ser feito obrigatoriamente pelo programa da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade exige preenchimento de ficha específica com detalhamento de imóveis, receitas, despesas, financiamentos e investimentos ligados à produção.

Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Mais informações e acesso ao programa de declaração estão disponíveis na Receita Federal.

Fonte/Pensar Agro

Cavalo é vendido por R$ 88 milhões em leilão de Nazário

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O cavalo Inferno Sixty Six entrou para a lista dos animais mais valorizados da equinocultura brasileira após atingir avaliação de R$ 88 milhões durante um leilão realizado em Nazário, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Goiânia. A negociação ocorreu durante a 5ª edição do JBJ Ranch & Família Quartista Weekend e reforçou o avanço de um mercado que vem movimentando cifras cada vez maiores dentro do agronegócio nacional.

A valorização ocorreu após a venda de 50% das cotas do garanhão por R$ 44 milhões. O acordo, fechado entre criatórios e investidores ligados ao segmento de genética equina, prevê pagamento parcelado em 55 vezes de R$ 800 mil. Com isso, o animal passou a figurar entre os mais caros já negociados no país.

O valor elevado reflete um movimento que vem transformando o mercado de cavalos esportivos no Brasil. Mais do que patrimônio rural ou símbolo de status, animais de genética superior passaram a ser tratados como ativos de alto valor econômico, capazes de gerar receitas contínuas por meio da comercialização de sêmen, embriões, coberturas e descendentes destinados às competições.

Inferno Sixty Six é considerado um dos principais reprodutores da modalidade Rédeas, uma das categorias mais valorizadas do cavalo Quarto de Milha. Nascido em 2012, o garanhão reúne linhagens tradicionais da raça e já acumula mais de US$ 200 mil em premiações nas pistas norte-americanas. Seus filhos ultrapassam US$ 5 milhões em ganhos em provas internacionais, indicador que pesa diretamente na formação de valor desses animais.

O crescimento desse segmento acompanha a expansão da indústria do cavalo no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha mostram que a raça lidera o número de registros no país e sustenta boa parte das negociações envolvendo genética esportiva. O Brasil possui um dos maiores plantéis de Quarto de Milha do mundo, impulsionado principalmente pelas provas de Rédeas, Três Tambores e Laço.

A cadeia econômica ligada ao cavalo também ganhou relevância dentro do agro. Levantamentos do setor apontam que a equinocultura brasileira movimenta dezenas de bilhões de reais por ano, considerando criação, eventos, genética, nutrição animal, medicamentos, transporte, leilões e atividades esportivas. Além do impacto econômico direto, o segmento gera milhares de empregos e atrai investimentos cada vez maiores de produtores rurais e empresários.

O próprio leilão em Goiás dá dimensão desse avanço. Segundo os organizadores, o evento movimentou aproximadamente R$ 257 milhões em apenas três dias, resultado que mais que dobrou o volume financeiro da edição anterior. Foram negociados animais, coberturas, embriões e cotas de reprodutores considerados estratégicos para o mercado internacional da raça.

A valorização dos cavalos de elite também acompanha a crescente profissionalização do setor. Hoje, avaliações genéticas, desempenho esportivo, fertilidade e histórico de produção passaram a ter peso semelhante ao de indicadores financeiros usados em outros segmentos do agronegócio.

Em meio à busca por genética de alta performance, o mercado brasileiro de cavalos esportivos se consolida como um dos mais dinâmicos do agro nacional e negócios como o de Inferno Sixty Six mostram que o setor já opera em um patamar bilionário.

Pensar Agro