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Vale do Guaporé em alerta: clima e caça predatória afetam o maior berçário de tartarugas de água doce do Brasil
Maior quelônio de água doce da América do Sul é um dos símbolos da biodiversidade brasileira.

Em meio a um cenário em que a beleza natural contrasta com os desafios ambientais, o Vale do Guaporé, na fronteira com a Bolívia, enfrenta um fenômeno preocupante: o atraso na desova das tartarugas-da-Amazônia. Da espécie Podocnemis expansa, esse é o maior quelônio de água doce da América do Sul e um dos símbolos da biodiversidade brasileira.
A região é considerada o maior berçário de tartarugas de água doce do Brasil e um dos maiores do mundo. Esta primeira reportagem mostra que o atraso na desova está relacionado a um conjunto de fatores, entre eles: mudanças climáticas (como chuvas fora de época); queimadas ilegais e a fumaça resultante, que alteram a temperatura das praias de desova; a subida do nível do Rio Guaporé, que alaga os ninhos; e a menor exposição solar, que interfere na termorregulação das tartarugas.
Nesta quarta-feira (2), a segunda reportagem abordará o esforço coletivo para garantir a sobrevivência das tartarugas-da-Amazônia.
As praias do Vale do Guaporé já deveriam estar tomadas por tartarugas-da-Amazônia (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)
Desova
Normalmente, a desova dessa espécie ocorre entre agosto e setembro. Contudo, o atraso registrado em 2024 se repete em 2025. A situação alerta para os impactos das queimadas, da fumaça e das mudanças climáticas nos ciclos reprodutivos desses animais. A esses fatores somam‑se as ameaças da caça predatória de tartarugas e a coleta de ovos, intensificando os riscos de sobrevivência da espécie.
Especialistas explicam que, em 2024, a fumaça das queimadas ilegais – agravadas pela seca extrema – bloqueou a luz solar e alterou a temperatura da areia nas praias, onde as tartarugas, tradicionalmente, realizam a postura dos ovos. Essa condição ambiental desfavorável interferiu no comportamento dos animais, que adiaram o início da desova.
O resultado foi devastador: milhares de ninhos foram afetados pela subida do nível do rio, o que reduziu drasticamente a taxa de sobrevivência dos filhotes. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em 2023 nasceram mais de 1,4 milhão de filhotes. Já em 2024, a estimativa era de que 700 mil sobrevivessem, mas, ao final, o número foi reduzido para 350 mil.
A previsão para 2025 também é desfavorável. “Os problemas climáticos que ocorreram no último ano, transcenderam para este. Com isso, podemos observar que tais impactos têm efeito maior do que se imaginava, pois não afetaram apenas o ano do ocorrido, mas talvez todo um ciclo natural. Não sabemos quando o ciclo voltará ao normal, ou mesmo se voltará”, enfatizou o biólogo Deyvid Muller.
O biólogo acrescentou que o atraso na desova também retarda o nascimento dos filhotes, considerado um momento de vulnerabilidade para a espécie “Provavelmente, o nascimento ocorrerá quando o nível do rio estiver subindo, o que pode levar à morte de inúmeros filhotes. Talvez, com a ajuda de voluntários, possamos reduzir um pouco esse impacto, mas não em sua totalidade”, lamentou.
As tartarugas-da-Amazônia fazem os seus ninhos nas praias do Rio Guaporé (Foto: Ibama I Divulgação)
Características da espécie
O termo “quelônio” refere‑se a répteis com casco, incluindo tartarugas, jabutis, tracajás e cágados. O maior entre os que vivem fora da água salgada é a tartaruga-da-Amazônia que, na fase adulta, pode alcançar 1 metro de comprimento, pesar mais de 50 quilos, e viver mais de 100 anos.
O período de incubação dura entre 45 e 80 dias, dependendo de fatores como tamanho da fêmea, qualidade do solo e temperatura. Os ovos são colocados nos ninhos e se desenvolvem sozinhos, sem a presença das tartarugas. Cada fêmea coloca, em média, mais de 90 ovos por ninho.
Após cerca de dois meses, os ovos eclodem. Neste momento, começam a emergir filhotes de tartarugas de dentro da areia. Geralmente, eles costumam ir sozinhos até a água – momento em que se tornam presas fáceis para predadores naturais, como urubus e, dentro da água, de jacarés e de peixes maiores.
Porém, no Vale do Guaporé, uma ação conjunta da Associação Comunitária e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), em parceria com o Ibama, outros órgãos, empresas e voluntários ajudam a resgatar os filhotes, enquanto o nível do Rio Guaporé sobe e ameaça inundar os ninhos. “Nossa ideia é aumentar a taxa de sobrevivência desses filhotes”, destacou José Soares Neto, conhecido como “Zeca Lula”, um dos fundadores da Ecovale.
Para se protegerem, os filhotes passam os primeiros anos em pequenos grupos. Eles atingem à fase adulta aos 30 anos. Em Rondônia, as tartarugas-da-Amazônia desovam em praias brasileiras (em Costa Marques e São Francisco) e também nas praias bolivianas (do outro lado do Rio Guaporé).
Queimadas foram registradas nas margens do Rio Guaporé (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)
Ibama
De acordo com o Ibama, o tabuleiro de desova do Rio Guaporé é o maior do país. O chefe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Porto Velho, Áquilas Mascarenhas, que também atua no Programa Quelônios da Amazônia (PQA), confirma que a situação das tartarugas no Vale do Guaporé é delicada.
O Programa Quelônios da Amazônia (PQA) promove, por meio da pesquisa, do manejo e da educação ambiental, processos de conservação dos quelônios de água doce da Amazônia Legal e da bacia do Rio Araguaia/Tocantins.
“Este ano, nós quase não tivemos verão. Em agosto, as chuvas começaram no estado e não pararam. Isso indica que o inverno [amazônico] chegou mais cedo. Tivemos um tempo de exposição solar menor do que em anos anteriores, e isso influencia no processo reprodutivo dos quelônios”, explicou Mascarenhas.
Ele ressaltou que, no período de seca – de extrema exposição solar, típico de agosto e setembro – as tartarugas, sendo ectotérmicas (de “sangue frio”), realizam o processo de termorregulação, ou seja, utilizam o ambiente para controlar sua temperatura corporal.
Acampamento do Ibama montado às margens do Rio Guaporé (Foto: Luís Castilhos I Secom ALE/RO)
“É preciso maior exposição à temperatura. Se isso não ocorre conforme o processo reprodutivo exige, afetará a postura e a eclosão dos filhotes. Muitos animais, inclusive, nem conseguirão realizar a postura neste ano”, advertiu.
Em Rondônia, segundo Mascarenhas, nascem mais de 1 milhão de filhotes por ano, em média. Quanto à caça predatória, ele informou que há equipes do instituto encarregadas da fiscalização. No entanto, admitiu que seria necessária uma rede de apoio maior para proteger esses animais, considerando o número de servidores e as demandas que o Ibama precisa atender.
“Mas é importante frisar que, mesmo diante de todos esses desafios e limitações, o Ibama está procurando fazer o máximo que pode. O Ibama está priorizando, sim, a fiscalização do rio, o guarnecimento dos animais e das praias, para garantir a perpetuidade da espécie”, finalizou.
A Sedam afirmou que presta apoio à Ecovale e também realiza campanhas educativas na região (Foto: Ana Paula Modesto I Governo de Rondônia)
Sedam
O titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Marco Antônio Lagos, explicou que são realizadas campanhas anuais contra a caça e o consumo de animais silvestres, com ações educativas em escolas, associações e comunidades ribeirinhas. “Essas atividades também abordam a prevenção de queimadas, a gestão adequada de resíduos sólidos e o descarte correto do lixo, que impactam diretamente os quelônios”, destacou.
O secretário reiterou que as tartarugas não tiveram as condições adequadas para reprodução, devido às alterações climáticas. “Sabemos que, no passado, houve uma redução nas populações, e que isso pode se repetir este ano. Estamos acompanhando. É um fator da natureza. Porém, o nosso objetivo é minimizar os efeitos nocivos da atividade humana na vida das tartarugas”, salientou.
Lagos ainda destacou que a Sedam atua em parceria com a Ecovale, Ibama e com o Batalhão de Polícia Ambiental, e realiza fiscalizações constantes nos rios, tanto para combater predadores humanos das tartarugas quanto outros crimes ambientais relacionados à pesca.
“A fiscalização e a educação ambiental ocorrem o ano inteiro. Conforme a época do ano, muda o tipo de crime que se comete. Agora, temos o problema das tartarugas. Depois, enfrentamos o problema do defeso. O trabalho é contínuo”, concluiu.
Exército
O Pelotão Especial de Fronteira, sediado ao lado do Real Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, é uma unidade do Exército Brasileiro localizada às margens do Rio Guaporé, na fronteira com a Bolívia. O pelotão informou que “sua missão é defender a Amazônia, garantir a soberania nacional na região e controlar a fronteira, por meio de operações constantes de policiamento, bloqueios e abordagens, a fim de coibir crimes como o tráfico de drogas e de animais.”
Exército realiza operações constantes de policiamento, a fim de coibir crimes, como o tráfico de drogas e de animais (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)
Comissão de Meio Ambiente
Uma das funções do Parlamento estadual é fiscalizar ocorrências anormais no estado. Diante do atraso na desova, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, presidida pelo deputado Ismael Crispin (MDB), solicitou que a Superintendência de Comunicação Social (Secom) – redações do site e da TV Assembleia – fosse ao Vale do Guaporé para verificar a situação.
“O nível do rio permanece elevado, impossibilitando o surgimento das praias onde tradicionalmente ocorre a reprodução da espécie. Essa realidade representa uma séria ameaça ao equilíbrio do ecossistema local e exige resposta rápida e coordenada das autoridades competentes. Reafirmamos nosso compromisso com a proteção das espécies ameaçadas e com a preservação de um símbolo do nosso estado e da Amazônia”, destacou Crispin.
Além disso, neste ano, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) promoveu audiências públicas itinerantes para debater a revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado (ZSEE). “Essas audiências reuniram moradores, produtores rurais, entidades ambientais e lideranças locais para discutir critérios e impactos, de forma a equilibrar a preservação ambiental e a atividade econômica”, concluiu o deputado.
Obras da nova pista de caminhada e ciclovia na Avenida Presidente Nasser já estão 70% concluídas
Trecho de 1,5 km da pista de caminhada está finalizado e sendo utilizado pela população; espaço vai ganhar pergolados
As obras de implantação da nova pista de caminhada e ciclovia na Avenida Presidente Nasser seguem aceleradas e já caminham para a reta final, com quase 70% dos serviços concluídos. O trecho de 1,5 km de extensão da pista de caminhada, que liga a Avenida Celso Mazutti até a UBS do Setor 19, está finalizado e já tem sido utilizado diariamente pela população para a prática de atividades físicas.
O projeto, desenvolvido pelas Secretarias Municipais de Obras (Semosp) e de Planejamento (Semplan), inclui não apenas a pista de caminhada e a ciclovia, mas também espaços de convivência com pergolados e bancos para descanso, transformando a avenida em um novo ponto de encontro e lazer, que proporcionará mais bem-estar e qualidade de vida aos moradores.
Com investimento de R$ 704 mil, provenientes de emendas do ex-deputado Léo Moraes e de recursos próprios do município, a obra reforça o compromisso da gestão municipal em ampliar e qualificar os espaços públicos. A expectativa é de que, em breve, os demais serviços sejam finalizados, consolidando a Avenida Presidente Nasser como uma das principais áreas de lazer e saúde da cidade.
Prefeitura de Vilhena realiza revitalização da pista de caminhada da Avenida Paraná
Obra de recapeamento com massa asfáltica visa aprimorar segurança e conforto para a população
A Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), deu início na última semana ao projeto de revitalização da pista de caminhada da Avenida Paraná.
O planejamento da Semosp prevê o recapeamento de toda a extensão da pista, que totaliza 2.300 metros, abrangendo o trecho que vai desde a Rua 916, no bairro Nova Esperança, até a BR-364, no Jardim Eldorado.
A obra é executada com a aplicação de massa asfáltica, um procedimento que assegurará a qualidade da superfície e proporcionará mais segurança e conforto aos usuários da pista. Além do recapeamento, o projeto inclui a regularização do meio-fio.
Uma emenda parlamentar do deputado Luizinho Goebel, no valor de R$ 302 mil, assegurou a aquisição dos insumos para o recapeamento da pista. A revitalização está sendo realizada por execução própria, através da equipe da Semosp.
Decisão: Estado deve indenizar filhos de paciente que morreu por falha no tratamento médico-hospitalar
Decisão colegiada da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia, por unanimidade de votos, reformou a sentença do juízo de 1ª grau e condenou o Estado de Rondônia a indenizar dois filhos de uma paciente que faleceu por falha médico-hospitalar com relação ao tratamento cardíaco. O valor da indenização é de 150 mil reais, por dano moral, para os dois órfãos.
Segundo o voto do relator, desembargador Glodner Pauletto, reiteradamente, laudos médicos, colhidos no processo, atestam a gravidade do quadro clínico, urgência da cirurgia, risco de morte súbita, hipertensão pulmonar irreversível e insuficiência cardíaca congestiva, sem que o Estado tenha providenciado o procedimento cirúrgico em tempo hábil.
Somado aos laudos médicos ainda tinha uma decisão judicial determinando que o Estado realizasse o procedimento cirúrgico em 15 dias, mesmo assim a paciente foi posta em uma fila de espera do SUS, na qual ficou por quatro meses e, por essa omissão, resultou na morte da mulher. Para o relator, está no atestado de óbito que “confirma a relação entre a patologia cardíaca não tratada e a morte, evidenciando o nexo causal entre a omissão estatal e o desfecho fatal”.
O caso
No dia 13 de dezembro de 2021, a paciente realizou uma cirurgia cardíaca para implante de prótese valvar mitral, porém em exame realizado no dia 18 de setembro de 2023 foi constatado que a referida prótese apresentava uma disfunção. Devido a isso, foi recomendado que a enferma procurasse com urgência o seu médico ou fosse imediatamente a um pronto-socorro.
Já em 24 de setembro de 2023 laudo médico registra tratamento com medicamento, porém como isso não resolveu o caso; atestado médico, emitido no dia 4 de dezembro de 2023, recomenda um novo procedimento cirúrgico. No entanto, o Estado de Rondônia, por meio de seus gestores, foi negligente com relação à saúde da paciente mesmo diante de laudos médicos reconhecidos por decisão judicial (no Agravo de Instrumento n. 0809678-80.2024.8.22.0000).
O recurso de Apelação Cível (n. 7000406-12.2025.8.22.0009) foi julgado durante a sessão eletrônica realizada entre os dias 22 e 26 de setembro de 2025. O desembargador Daniel Lagos e o juiz Adolfo Theodoro Naujorks Neto acompanharam o voto do relator.
Assessoria de Comunicação Institucional
Painel sobre descarbonização no TJRO apresenta o Programa Justiça Carbono Zero
Na última segunda-feira, 29, o Núcleo de Acessibilidade, Inclusão e Gestão Socioambiental (Nages) do Tribunal de Justiça de Rondônia promoveu um momento de atualização para os servidores sobre a atuação do TJRO em descarbonização, inventário e compensação de gases de efeito estufa. Realizado de forma virtual, o painel “Entendendo a Descarbonização no TJRO” foi ministrado pela servidora Maiara Ribeiro de Moraes, assistente técnica do Nages.
Durante o encontro, foi abordada a Resolução n. 594/2024 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece o Programa Justiça Carbono Zero, cujo objetivo é alcançar a descarbonização total do Poder Judiciário até 2030, por meio de práticas sustentáveis.
Para atingir o objetivo, Maiara apresentou as medidas que o TJRO tem adotado, como o Plano de Descarbonização lançado em fevereiro deste ano, que planejou medir a quantidade de emissões de gases de efeito estufa geradas pelas atividades institucionais, bem como as ações de forma a reduzi-las com processos mais sustentáveis e iniciativas para compensar as emissões residuais. A servidora também apresentou os resultados do primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa do Tribunal.
Inventário de Emissões

O inventário mostra a fonte das emissões do TJRO, como transporte, esgoto, resíduos, viagens e deslocamentos diários. Com essas informações é possível definir estratégias para promover mudanças e reduzir as emissões. O primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (IGEE), com dados de 2024, foi divulgado na metade do ano.
O Poder Judiciário reconhece a gravidade da crise climática e tem demonstrado seu compromisso com as mudanças necessárias para deixar de contribuir com o aumento do efeito estufa. Com isso, a apresentação do painel é fundamental para que toda a comunidade judiciária tenha conhecimento do contexto e de como cada um está inserido nesse processo de descarbonização.
Mentoria, inventário e compensação
O painel antecedeu a capacitação que será realizada por contratada especializada para a prestação de serviço de mentoria e desenvolvimento de ações relacionadas à descarbonização, inventário e compensação de gases de efeito estufa, auxiliando o TJRO no cumprimento das diretrizes da Resolução n. 594/2024-CNJ.
As iniciativas estão alinhadas à ação do Plano de Descarbonização “Realizar ações de sensibilização para educação ambiental climática do corpo funcional e força auxiliar, anualmente”.
Clique e conheça mais sobre o Programa Justiça Carbono Zero
Assessoria de Comunicação Institucional
Empresas brasileiras ampliam exportações com apoio da Caravana do Agroexportador
Em 2025, companhias de setores como café, frutas, carnes, laticínios e mel marcaram presença em eventos estratégicos, firmando contratos, parcerias e acordos de intenção de compra. Entre os destaques estão vendas de cortes premium de carne bovina para a Ásia e frutas para o Canadá.
No pavilhão brasileiro na SIAL Canadá, realizado pelo Mapa em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), seis cooperativas brasileiras apresentaram produtos como açaí, café, limão, embutidos de carne suína e itens industrializados. A participação resultou em US$ 1,95 milhão em negócios imediatos, com expectativa de alcançar US$ 6,53 milhões nos próximos 12 meses.
Um dos exemplos é a Cooperativa de Produtores de Limão de Urupês (Cooperlimão), de São Paulo, que saiu da feira com a venda confirmada de um contêiner de limões para um atacadista canadense, além de definições logísticas sobre embalagem e pagamento.
Outro caso foi o consórcio Cabruca, que reúne produtores de cacau em sistemas agroflorestais e participou da feira La Chocolaterie, em Buenos Aires. Representantes argentinos de lojas, distribuidoras e cafeterias demonstraram interesse nos produtos, abrindo espaço para ações de degustação e rodadas comerciais no país vizinho.
A agenda de setembro consolidou a presença brasileira em três importantes feiras internacionais. Na WorldFood Istanbul, realizada de 3 a 6 de setembro, empresas de feijões, pulses, cafés e alimentos industrializados tiveram contato com compradores de mais de 80 países. Já na Fine Food, em Sidney, entre 8 e 11 de setembro, dez empresas brasileiras do setor de pescado, café, bebidas e outros produtos apresentaram seus portfólios a importadores, distribuidores e redes de hotelaria. Por fim, entre 24 e 26 de setembro, mais de 40 companhias brasileiras marcaram presença na Expoalimentaria, em Lima (Peru), considerada a maior feira de alimentos da América Latina, onde produtores da agricultura familiar também expuseram itens da sociobiodiversidade, como castanhas, mel e açaí.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou a importância da iniciativa. “O Brasil tem um agronegócio diversificado e competitivo. A Caravana mostra aos empresários que eles podem, sim, acessar esses mercados e que o governo está ao lado deles para ajudar a atravessar essas portas”.
A CARAVANA
A Caravana do Agroexportador faz parte do conjunto de ações do Ministério da Agricultura e Pecuária voltadas à promoção comercial. O programa tem como objetivo fortalecer a cultura exportadora, ampliar o potencial do agronegócio brasileiro e aproximar produtores e empresas das oportunidades do mercado internacional.
Em cada edição, a iniciativa promove o diálogo direto com as cadeias produtivas e aborda temas essenciais para quem deseja exportar, como estratégias de promoção comercial no exterior, negociações sanitárias e fitossanitárias, além de orientações sobre todo o processo exportador.
Os participantes também recebem instruções práticas sobre como se inscrever em feiras internacionais, quais apoios estão disponíveis e como se preparar para atender às exigências dos compradores estrangeiros, aumentando suas chances de sucesso no mercado global.
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Brasil participa de fórum econômico em Nova York e avança em negociações em Washington
Em Nova York, a delegação participou da sessão da First Movers Coalition for Food, organizada pelo Fórum Econômico Mundial. O encontro reuniu representantes de governos, organizações não governamentais e empresas para discutir inovação e sustentabilidade nos sistemas alimentares.
Na ocasião, o secretário apresentou as experiências brasileiras em produção agropecuária sustentável e destacou que o país reúne condições para oferecer ao mercado global qualidade, quantidade, sanidade, estabilidade e sustentabilidade.
“Num mundo cada vez mais marcado por narrativas, transmitir a mensagem correta e verdadeira é fundamental. O Brasil está aberto ao diálogo e pronto para avançar”, afirmou Rua.
Em Washington, a delegação se reuniu com a Embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, para tratar do cenário comercial e das prioridades nas negociações sanitárias e fitossanitárias.
A agenda incluiu ainda uma mesa-redonda na U.S. Chamber of Commerce, com a participação de empresas multinacionais brasileiras e norte-americanas dos setores de alimentos, energia, saúde animal e biotecnologia. O encontro abordou oportunidades de investimento, comércio, sustentabilidade e cooperação empresarial.
Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, que somaram US$ 7,95 bilhões. Os principais produtos exportados foram café, suco de laranja e carne bovina in natura.
Informação à imprensa
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Trecho que interliga Cerejeiras a Corumbiara recebe 22 km de sinalização e microrrevestimento
O governo de Rondônia concluiu uma importante frente de trabalho na Região Cone Sul, garantindo mais segurança e fluidez no tráfego de veículos. Foram executados, pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), serviços de sinalização horizontal e pintura em 22 quilômetros da malha viária que interligam os municípios de Cerejeiras à Corumbiara, trecho que é considerado essencial para o transporte da produção agrícola e para o deslocamento dos moradores da região.
Além da sinalização, a rodovia recebeu aplicação de microrrevestimento asfáltico, técnica que aumenta a vida útil do pavimento e reduz custos futuros com manutenção. A melhoria não apenas fortalece a logística local, mas também contribui para a valorização da região, reforçando o compromisso do governo de Rondônia em investir de forma contínua na infraestrutura viária como ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a gestão estadual trabalha para manter estradas seguras e trafegáveis em todas as localidades do estado. “A pavimentação e sinalização das rodovias reduzem significativamente os riscos de acidentes e garantem mais agilidade no transporte da produção agrícola e, principalmente, promovem mais qualidade de vida para as famílias que utilizam diariamente essas vias”, salientou.
O diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, reforçou que os serviços executados são fruto de planejamento técnico e estratégico, buscando sempre oferecer soluções que aliem economia e eficiência. “O microrevestimento é um serviço importante, pois, além de recuperar a superfície do pavimento, aumenta a durabilidade da rodovia, reduzindo o surgimento de buracos e a necessidade de reparos frequentes. Quando somamos isso à sinalização horizontal, que é fundamental para orientar motoristas, garantir uma circulação mais organizada e reduzir riscos de acidentes, temos um resultado muito positivo. É um pacote de ações que traz ganhos imediatos para quem trafega pela rodovia, mas também garante benefícios a médio e longo prazo, porque preserva a estrutura do pavimento”, explicou.
Segundo o chefe da Coordenadoria de Usinas de Asfalto (Cousa), Lucas Albuquerque, foi feita uma reabilitação completa na rodovia, com um plano de ação pensado para trazer mais durabilidade e segurança para os usuários desse importante via estadual. “Esse tipo de intervenção é essencial porque permite que a rodovia suporte melhor o tráfego intenso de caminhões e veículos de carga, além de oferecer mais tranquilidade para motoristas e motociclistas que circulam diariamente”, destacou.
Governo de RO sanciona Lei que amplia o incentivo ao xadrez nas escolas estaduais
O governo de Rondônia sancionou, em 23 de setembro, a Lei nº 6.166/2025, que torna obrigatória a promoção e o incentivo à prática do xadrez nas escolas estaduais de ensino fundamental e médio. A nova legislação prevê parcerias com entidades públicas e privadas para implementar aulas, torneios e disponibilizar material didático, fortalecendo o ensino estratégico e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes.
A Lei 6.166 visa consolidar o xadrez como ferramenta pedagógica nas unidades escolares
A medida visa consolidar o xadrez como ferramenta pedagógica nas unidades escolares e reforçar a política educacional já desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Além de ofertar atividades extracurriculares, o governo busca ampliar o acesso dos alunos a torneios internos e externos, promovendo aprendizado contínuo e formação integral.
FORMAÇÃO ESTRATÉGICA
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o xadrez vai muito além de um jogo. Ele forma cidadãos preparados para tomar decisões, desenvolver raciocínio lógico e respeitar regras. Com a Lei nº 6.166, fortalecemos uma política educacional que transforma vidas e garante mais oportunidades aos jovens”, destacou.
O Centro de Treinamento de Desporto Escolar da Escola EEFM Carlos Gomes, em Cacoal, é um espaço referência no desenvolvimento do xadrez escolar, e essa lei vem para legitimar e potencializar ações que já são exitosas em nosso estado. “Temos revelado talentos e construído um ambiente educativo que favorece a disciplina, a paciência e o respeito ao adversário, habilidades fundamentais dentro e fora do tabuleiro”, destacou o coordenador de Educação Física e Esporte Escolar, Alan Raniere.
PROJETO CONSOLIDADO
De acordo com a Secretária de Estado da Educação (Seduc), Albaniza Batista de Oliveira, a prática do xadrez já integra oficialmente os Jogos Escolares de Rondônia (Joer), evento que mobiliza milhares de estudantes e fortalece a formação cidadã por meio do esporte. “Essa legislação amplia o trabalho que já vínhamos realizando. O xadrez, além de desenvolver competências cognitivas e socioemocionais, contribui diretamente para o desempenho acadêmico dos alunos”, ressaltou.
A Lei nº 6.166 estabelece que os órgãos competentes atuem para viabilizar as parcerias necessárias, garantindo suporte técnico e material para que as escolas estaduais implementem plenamente as ações voltadas ao xadrez.









