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MPRO realiza palestra sobre proteção de crianças e adolescentes em Vilhena

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) realizou, na última quinta-feira (9/10), uma palestra na Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Vilhena, como parte do projeto MP em Debate Acadêmico. O encontro teve como objetivo apresentar aos estudantes de Direito o papel do MPRO na defesa dos direitos de crianças e adolescentes vítimas de crimes, reunindo cerca de 70 alunos dos 4º e 6º períodos.

A promotora de Justiça Gabriela Barros Aburachid conduziu a palestra, explicando como o MPRO atua na proteção dos jovens, desde a investigação de casos até o acompanhamento de processos judiciais e a proposição de ações que garantam segurança e respeito. Ela também abordou a evolução das leis brasileiras voltadas à infância e adolescência, destacando a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente como marcos fundamentais.

Um dos pontos centrais da apresentação foi a revitimização, situação em que crianças ou adolescentes vítimas de violência são expostos a experiências que relembram o trauma, como a repetição de relatos. A promotora enfatizou a importância de evitar esse tipo de abordagem e apresentou métodos mais sensíveis de escuta, como a escuta especializada e o depoimento especial, que visam preservar o bem-estar emocional das vítimas.

Além de destacar a atuação integrada do MPRO com outros órgãos e a realização de ações educativas preventivas, Gabriela Aburachid compartilhou casos reais para discussão com os alunos, promovendo um espaço de diálogo e reflexão. A atividade contribuiu para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a atuação do Ministério Público na proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Prefeitura de Vilhena anuncia criação de Coordenação Indígena durante audiência pública

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Estrutura será dotada de sede, orçamento e servidores para atender demandas dos povos originários do município

Nesta quinta-feira, 9, a Câmara de Vereadores de Vilhena sediou a primeira Audiência Pública das Aldeias Indígenas do município. O evento, proposto pela vereadora Amanda Areval a pedido das lideranças, teve como objetivo apresentar às autoridades as principais dificuldades enfrentadas pelos povos originários da região.

A pauta abordou temas estruturais, como o direito à terra, a consulta prévia livre e informada, os deveres do município e fiscalização, e o direito à cultura e história. Além disso, as lideranças indígenas das aldeias Wowaintê, Capitã Quina, Felipe Camarão, Nova Jerusalém, Wality e Terena apresentaram reivindicações mais práticas e urgentes, incluindo a melhoria nas estradas e pontes de acesso às comunidades, a manutenção da unidade de saúde local e aprimoramento da assistência em saúde e educação. O cacique Humberto Terena destacou a importância de serem vistos e respeitados como cidadãos.

Diante das demandas expostas, o Prefeito Flori Cordeiro anunciou, durante a audiência, a criação da Coordenação Indígena da Prefeitura de Vilhena. A estrutura será implementada o mais rápido possível e contará com sede própria, veículo, servidores e orçamento dedicado, com o objetivo de facilitar a resolução das demandas dos povos originários na máquina burocrática.

“Nos comprometemos a criar uma coordenação indígena na prefeitura. Membros das etnias (contratados via concurso) vão trabalhar 24 horas em favor deles mesmos. A nossa prefeitura, que tem formato de aldeia, vai ter um espaço para eles depois de 47 anos de existência,” afirmou o prefeito Flori Cordeiro.

A Audiência Pública também contou com a presença do representante da FUNAI, Abraão Teres, e da Presidente do Instituto Ambiental Augusto Leverger, Silvana Campos. A nova Coordenadoria Indígena é um passo institucional para garantir o diálogo e a agilidade na resposta às necessidades das comunidades

Milão goleia, garante última vaga e quartas de final do Campeonato Municipal de Futebol estão definidas

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Quatro equipes avançaram com 100% de aproveitamento tendo vencido os três desafios da primeira fase; duas delas ainda não tomaram gols

Terminou na noite da última quarta-feira, 8, no Estádio Portal da Amazônia, a primeira fase do Campeonato Municipal de Futebol 2025. O duelo que encerrou a etapa de grupos foi a vitória do Milão Carroceria Castilho sobre o Esporte Clube River por 5 a 0, um resultado que assegurou ao Milão a segunda vaga do Grupo D, com seis pontos.

A fase de grupos do Municipal de Futebol teve início no dia 28 de julho com 16 equipes. Com o fechamento da primeira fase, oito equipes avançam para as quartas de final. Quatro delas seguem com 100% de aproveitamento, com três vitórias em três jogos. Duas delas não sabem o que é tomar gol. As equipes PL Contabilidade e Real Cone Sul não foram vazadas ainda na competição.

Com 9 pontos somados e 11 gols marcados, o Primos Mercado Cristal terminou na liderança do Grupo A, seguido pelo CAV que somou 6 pontos. Também com 9 pontos, mas tendo marcado 12 gols, o Atlética Titanium avançou na primeira colocação do Grupo B; o Águia Dourada Teixeirão foi o segundo com 6 pontos conquistados.

O cenário se repetiu também nos demais grupos com os líderes somando 9 pontos, o que foi o caso do PL Contabilidade pelo Grupo C, e do Real Cone Sul pelo Grupo D; e com os segundos colocados terminando a primeira fase com 6 pontos: América, no caso do Grupo C, e Milão como mostra a tabela da Chave D.

Sorteio definiu os confrontos das quaras de final – Os confrontos das quartas de final foram definidos por meio de sorteio realizado pela coordenação do campeonato após o duelo entre Milão e River, válida pela última rodada da primeira fase. Para o sorteio, os líderes de cada grupo foram alocados no “Pote A” e os segundos colocados inseridos no “Pote B”. E ficaram assim os confrontos das quartas de final:

Terça (14)

20h | Real Cone Sul x Milão Carrocerias Castilho

Quarta (15)

20h | PL Contabilidade x América

Terça (21)

20h | Atlética Titanium x CAV

Quarta (22)

20h | Primos Mercado Cristal x Águia Dourada Teixeirão

Vilhena realiza mutirão de cirurgias ginecológicas e amplia oferta de exames preventivos

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Mutirão inclui cirurgias de histerectomia e perineoplastia, além da oferta do exame de colposcopia

A Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), está fortalecendo as ações voltadas à saúde da mulher com a realização de cirurgias ginecológicas e a ampliação do acesso ao exame de colposcopia.

Os procedimentos, que começaram no mês de setembro, estão sendo realizados no Hospital Regional de Vilhena (HRV) e seguem em andamento, com objetivo de reduzir a fila de espera e agilizar os atendimentos especializados.

O mutirão contempla cirurgias como histerectomia e perineoplastia, procedimentos fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Dessa forma, a Semus orienta as pacientes que possuem solicitação médica ou que já estão na lista de espera a procurarem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para atualizar o cadastro e confirmar o agendamento da cirurgia.

Além dos procedimentos cirúrgicos, a Secretaria também está ampliando a oferta do exame de colposcopia, fundamental para o diagnóstico precoce e prevenção do câncer do colo do útero. Para realizar o exame, as mulheres que possuem pedido médico devem procurar a UBS de referência e agendar o atendimento.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Wagner Borges, a ampliação desses atendimentos faz parte das ações da Semus para fortalecer o cuidado integral à saúde da mulher, garantindo mais acesso, acolhimento e resolutividade na rede pública de saúde.

Delegado aposentado de Rondônia morre em acidente na BR-174, em Mato Grosso

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Manoel Jorge de Araújo, de 58 anos, e a esposa morreram após o carro em que estavam colidir com um caminhão que transportava madeira, na região de Comodoro (MT)

Manoel Jorge de Araújo e sua esposa Eliane Gonçalves Madrona

O delegado aposentado de Rondônia, Manoel Jorge de Araújo, de 58 anos, e sua esposa, Eliane Gonçalves Madrona, de 57 anos, morreram após o carro em que viajavam bater na traseira de um caminhão carregado de madeira, na BR-174, próximo ao município de Comodoro, a 639 quilômetros de Cuiabá, na terça-feira (7).

De acordo com a Polícia Civil, o impacto da colisão foi tão forte que o casal ficou preso às ferragens, morrendo ainda no local. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os trabalhos periciais, e os corpos foram encaminhados ao município de Pontes e Lacerda.

A dinâmica do acidente ainda será investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Manoel Jorge de Araújo teve uma longa trajetória como delegado em Rondônia, onde atuou em diversas unidades da Polícia Civil antes de se aposentar. Nesta quarta-feira (8), a corporação emitiu uma nota de pesar, lamentando profundamente a morte do casal e prestando solidariedade aos familiares e amigos.

 

 

 

Da redação do Rondônia em Pauta

Como votaram os deputados de RO pela derrubada da MP que elevava tributos

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Medida provisória foi retirada da pauta antes da votação do mérito. Todos os deputados de Rondônia votaram a favor da derrubada.

Deputados federais de RO — Foto: Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados derrubou, nesta quarta-feira (8), a medida provisória (MP) que previa o aumento de tributos e tinha como objetivo ampliar a arrecadação federal.

A proposta nem chegou a ser analisada no mérito (conteúdo) da proposta. Antes disso, a maioria dos parlamentares — liderados por partidos do Centrão — aprovou a retirada da MP da pauta. O placar foi de 251 votos a 193.

A medida provisória precisava ser votada pela Câmara e pelo Senado até esta quarta-feira para continuar em vigor, pois perde a validade nesta quinta (9).

Em Rondônia, todos os deputados votaram a favor da retirada da MP. Confira como cada um se posicionou:

  • Coronel Chrisóstomo (PL) – Sim
  • Cristiane Lopes (União Brasil) – Sim
  • Dr. Fernando Máximo (União Brasil) – Sim
  • Lúcio Mosquini (MDB) – Sim
  • Maurício Carvalho (União Brasil) – Sim
  • Rafael Fera (Podemos) – Sim
  • Sílvia Cristina (Progressistas) – Sim
  • Thiago Flores (Republicanos) – Sim

O texto foi apresentado em julho como uma alternativa ao decreto presidencial que havia elevado o IOF em diversas transações, medida que gerou forte reação política e acabou sendo revogada. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabilitou parte do decreto, por entender que era legal.

Mas o governo, que busca aumentar a arrecadação para fechar na meta as contas públicas do ano, publicou a medida provisória para elevar alguns tributos.

A medida provisória não convenceu a maioria do Congresso. O aumento de alíquotas é visto como resistência. Críticos da política fiscal argumentam que o governo deve atingir a meta das contas públicas cortando gastos, e não aumentando alíquotas de tributos.

O que o governo esperava com a MP

A estimativa inicial era de que o governo arrecadaria R$ 20,5 bilhões com a medida, mas após negociações promovidas pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) esse número caiu para R$17 bilhões.

Sem a aprovação do texto, o governo vai precisar encontrar uma forma de arrecadar para cobrir o rombo com a frustração dessa receita.

Taxações que a MP previa

A proposta uniformizava em 18% a alíquota de Imposto de Renda cobrada sobre rendimentos de aplicações financeiras — incluindo os ativos virtuais, como as criptomoedas.

Também elevava, de 9% para 15%, a cobrança da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições de pagamento, as fintechs.

O governo queria ampliar a tributação geral de 12% para 18% sobre a arrecadação das bets. Diante de pressões internas e externas, ficou em 12%.

O governo também queria a taxação sobre títulos atualmente isentos, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio. Mas isso também foi retirado do texto do relator, diante de insatisfações no Congresso.

Por g1 RO

Governo atende pedido da deputada Rosangela Donadon e executa obras na ponte sobre o Rio Tanarú

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Intervenção na RO-391, em Chupinguaia, inclui execução das cabeceiras com rochas e construção de nova ponte de madeira, realizada pela 9ª Residência Regional do DER.

A pedido da deputada Rosangela Donadon (União Brasil), o Governo do Estado, por meio da 9ª Residência Regional do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), está executando importantes serviços de infraestrutura na ponte sobre o Rio Tanarú, localizada na RO-391, no km 48, no município de Chupinguaia.

A estrutura, com 18 metros de extensão, está recebendo obras de execução das cabeceiras com rochas e a construção de uma nova ponte de madeira, garantindo mais segurança e melhores condições de tráfego para os moradores da região e para o escoamento da produção local.

De acordo com a deputada Rosangela Donadon, a obra é uma reivindicação antiga da população e demonstra o compromisso do Governo em atender as demandas do interior do Estado.

“Essa é uma ação muito importante para quem depende diariamente dessa via. Fico feliz em ver que nosso pedido está sendo atendido e que a comunidade de Chupinguaia será beneficiada com mais segurança e desenvolvimento”, destacou a parlamentar.

A deputada aproveitou para agradecer o empenho do governador Coronel Marcos Rocha e de toda a equipe do DER, especialmente da 9ª Residência Regional, pelo trabalho eficiente e pela atenção com as demandas da população de Chupinguaia.

“Agradeço ao governador Marcos Rocha por sempre atender com sensibilidade as solicitações que beneficiam o nosso povo, e à equipe do DER pelo compromisso e dedicação em cada obra executada”, ressaltou Rosangela Donadon.

A execução dos serviços faz parte do programa estadual de recuperação e manutenção de pontes e rodovias, que tem como objetivo garantir trafegabilidade e fortalecer a infraestrutura viária em todas as regiões de Rondônia.

 

 

 

Assessoria

Com placar apertado, comissão mista aprova MP para compensar IOF

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A medida provisória apresentada como alternativa ao aumento do IOF avançou nesta terça-feira (7) com a aprovação do texto pela comissão mista do Congresso. Foram 13 votos favoráveis e 12 contrários. A MP 1.303/2025, que trata da tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais, recebeu uma série de mudanças do relator, deputado Carlos Zarattini (PT‑SP), incluindo a manutenção da isenção para títulos como LCI e LCA e a retirada do aumento da alíquota sobre apostas esportivas (bets). Segundo o governo, as concessões feitas no novo parecer reduzem a arrecadação em 2026 em R$ 3 bilhões.

Considerada essencial para o equilíbrio fiscal de 2026, a MP perde a validade nesta quarta-feira (8) caso não seja votada pelas duas casas do Congresso. A aprovação na comissão ocorreu após intensas negociações ao longo do dia, incluindo reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Presidência do Senado. Como foi alterado, o texto segue agora como Projeto de Lei de Conversão para análise nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Bets

A retirada do aumento da tributação sobre as bets do texto representa uma das principais alterações no novo relatório da MP, que busca compensar a perda de arrecadação após a revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), rejeitado pelo Congresso no início do ano.

A versão original da MP previa a taxação da receita bruta das bets regularizadas com alíquota entre 12% e 18%.

Zarattini propôs o programa de repatriação para regularizar valores enviados ao exterior, com tributação de 15% e multa adicional de 15%. A estimativa de arrecadação é de cerca de R$ 5 bilhões — o equivalente a três anos de receita caso a alíquota fosse alterada. O Regime Especial de Regularização de Bens Cambial e Tributária (RERCT Litígio Zero Bets) é um programa para tributar as bets que operaram no Brasil antes da fase de regulamentação do setor.

Impacto fiscal

Após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da comissão mista, Renan Calheiros (MDB-AL), e líderes partidários, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a arrecadação com a MP deve ultrapassar R$ 17 bilhões em 2026. No entanto, segundo ele, será necessário refazer as estimativas após as alterações feitas no texto. O valor é inferior aos R$ 20,8 bilhões previstos originalmente para 2026. A projeção inicial era de arrecadar R$ 35 bilhões até 2027 e R$ 50 bilhões até 2028.

Haddad disse que houve concessões mútuas entre os Poderes para viabilizar a proposta. Sobre a retirada da tributação de LCI e LCA, o ministro afirmou que o tema gerou debates e que, diante da alta dos juros, foi decidido tratar do assunto em outra ocasião.

— Como em qualquer acordo, houve concessões mútuas da Câmara, do Senado e do governo para se chegar a um texto que possa ser apreciado — disse o ministro.

Isenção mantida para títulos como LCI e LCA

Entre as principais mudanças do último parecer do relator está a manutenção da isenção total para os títulos incentivados que, nas versões anteriores, seriam tributados. A MP previa uma alíquota de 5% sobre os rendimentos de aplicações como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), do Agronegócio (LCA), Letras Hipotecárias (LH) e outros papéis emitidos a partir de 2026. O relator chegou a elevar essa alíquota para 7,5%, mas na última versão do relatório recuou da proposta e revogou completamente essa previsão de tributação. Assim, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) seguem isentas conforme o modelo atual.

Fundos e fintechs

No caso dos fundos de investimento imobiliário (FII) e dos fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro), o relator também reviu trechos da proposta para aproximar as regras do modelo atual. Foi mantida, por exemplo, a isenção sobre ganhos de capital e rendimentos relacionados a imóveis, enquanto as aplicações financeiras continuam sujeitas à tributação.

A proposta do governo de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições de pagamento — as chamadas Fintechs — foi mantida.  O aumento do tributo iguala as startups financeiras a bancos. Com isso, empresas do setor que hoje pagam alíquota de 9% passarão para a faixa de 15%.

Despesas e seguro-defeso

O relatório também promove mudanças nas regras do seguro-defeso. Foi retirada a exigência de Cadastro de Identidade Nacional (CIN) para a habilitação de pescadores artesanais ao benefício. Passa a ser necessária apenas a apresentação de documento com biometria e a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico). Também foi excluída a exigência de dados de geolocalização do beneficiário.

Fundos de índice de renda fixa (ETFs): a alíquota diferenciada para carteiras compostas por ativos isentos passa a ser a mesma dos ativos subjacentes. O percentual mínimo desses ativos no índice de referência sobe de 75% para 90%.

Durante a votação, o relator acolheu sugestão do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para fixar em 18% a alíquota do Imposto de Renda tanto sobre aplicações financeiras quanto sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Inicialmente, o governo propunha unificar a alíquota das aplicações financeiras em 17,5%, em substituição ao modelo progressivo atual, que varia de 15% a 22,5%. Para o JCP, a proposta original previa uma alíquota de 20%.

— Da nossa parte, existe acordo em aceitar essa proposta, né, e nivelar todas as aplicações, a tributação das aplicações em 18%, tanto das aplicações financeiras em geral, como de juros sobre capital próprio. Então, a gente faria um adendo no texto após a reunião — disse.

Debate

Zarattini afirmou que atendeu praticamente todas as reivindicações apresentadas pela Frente Parlamentar do Agronegócio, especialmente no que diz respeito à manutenção da isenção tributária para financiamentos do setor produtivo. No entanto, ele lamentou que as concessões feitas “não corresponderam em votos” de apoio ao relatório.

O relator reforçou que o foco do parecer é buscar um equilíbrio fiscal responsável. E destacou ainda que a proposta promove justiça tributária, como no aumento da alíquota de Imposto de Renda sobre os juros sobre capital próprio, no combate às compensações indevidas de créditos de PIS/Cofins e na correta tributação de fintechs.

— O que estamos fazendo aqui é buscar um ajuste tanto nos gastos quanto na arrecadação e nas despesas, de forma a equilibrar o orçamento do Brasil. Fechamos a torneira da evasão de recursos nas compensações indevidas de créditos de PIS/Cofins. Tributamos corretamente as fintechs. Fizemos de tudo para garantir que os recursos das bets, que não foram pagos no governo anterior, venham agora para os cofres públicos — afirmou, após a aprovação do texto.

Parlamentares da oposição se queixaram da votação do texto sem ampla discussão.

— O relatório foi completamente modificado. Ele foi alterado em diversos artigos. Isso é inacreditável — disse o senador Jorge Seif (PL-SC).

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou a MP 1.303 e afirmou que o país “não aguenta mais impostos”. Para ele, a proposta amplia a insegurança jurídica ao trazer, constantemente, novas formas de tributação. “O governo cria um novo imposto a cada hora”, disse.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que já há precedentes em outras comissões mistas quanto à apresentação de complementações de voto após a leitura do relatório original. Segundo ele, esse procedimento é regimental e foi adotado em diversas MPs anteriores, inclusive com o aval da própria consultoria legislativa.

Validade

A MP foi editada pelo Executivo como alternativa ao decreto que elevava o IOF, considerado inconstitucional pelo Congresso. Com prazo final de vigência até esta quarta-feira (8), a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para não perder a validade.

Fonte: Agência Senado

PF prende foragido na fronteira com a Bolívia

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A Polícia Federal prendeu um foragido da Justiça brasileira que tentava fugir para a Bolívia, na última segunda-feira (6/10), no Porto Oficial de Guajará-Mirim/RO.

A prisão ocorreu em razão de cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Guajará-Mirim/RO e envolveu cinco policiais federais que conseguiram deter o homem minutos antes de conseguir embarcar para a Bolívia. O foragido, que possuía extenso histórico criminal pela prática de crimes de roubo, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte de arma de fogo, utilizava uma identidade falsa e era procurado também no estado de Santa Catarina.

Diante dos fatos, o indivíduo permanecerá à disposição da Justiça para os procedimento cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

De cenário crítico à recuperação: setembro tem queda histórica nos focos de queimadas em Rondônia

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No mês de setembro, o acumulado de 2.840 focos representou uma redução de 87,7% do número de focos que já havia sido registrado no mesmo mês do ano passado. Nas Unidades de Conservação, a redução também foi significativa, reforçando o efeito das medidas de monitoramento e prevenção.

Com o céu mais limpo os portovelhenses conseguiram enxergar o fenômeno halo solar

Em setembro de 2024, Rondônia viveu um cenário marcado pela fumaça e pelos focos de calor acima da média histórica. Os céus, que deveriam ostentar sempre o azul, como descreve o hino estadual, ficaram cobertos pela névoa das queimadas. Os registros chegaram a índices de emergência, resultado direto da forte estiagem e déficit hídrico enfrentados no período.

Já em setembro de 2025, o panorama se transformou. De acordo com a Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), os focos de calor caíram de forma expressiva, com números próximos ou até abaixo dos mínimos históricos.

INTEGRAÇÃO

Para o governador de Rondônia Marcos Rocha, esse resultado é fruto das ações integradas do governo de Rondônia. “Desde o início do ano estamos com operações do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Sedam e de órgãos parceiros que serão sempre muito bem vindos para somar esforços”, salientou.

HALO SOLAR

Com o céu mais limpo os portovelhenses conseguiram enxergar o fenômeno halo solar, no dia 24 de setembro. O fenômeno é formado quando a luz do Sol atravessa cristais de gelo hexagonais presentes em nuvens altas. Mas é necessário que o céu esteja limpo de nuvens baixas, permitindo que os cristais de gelo em nuvens altas sejam visíveis.

PLATAFORMA

Um exemplo de resultado positivo é o estudo que vem sendo feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) que resultou em um painel que demonstra os resultados das ações do governo de Rondônia. O técnico do TCE-RO, ferramenta, que já está disponível na plataforma Mapbiomas deve trazer também dados por Unidades de Conservação”.

Plataforma criada pelo TCE RO demonstra em números os resultados das ações do Governo de RO e parceiros

TECNOLOGIAS

O comandante-geral do CBMRO reforça que “o uso de tecnologia de satélites de alta precisão, além de campanhas educativas junto às comunidades e produtores rurais. O investimento em prevenção refletiu em céus mais limpos, menor impacto ambiental e melhor qualidade de vida para a população”.

ESPERANÇA

Se em 2024 Rondônia olhava para cima e via fumaça, em 2025 a visão foi outra: o azul intenso voltou a predominar, e até um raro halo solar se formou no mês da primavera, simbolizando o novo momento de esperança.

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