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Operação GANATUM desarticula esquema milionário de sonegação de ICMS no setor pecuário

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) deflagrou, nesta quarta-feira (8/4), a Operação GANATUM, destinada a desarticular um esquema estruturado de sonegação fiscal de ICMS no setor pecuário.

A investigação apura a simulação de operações comerciais envolvendo cerca de 30 mil cabeças de gado entre produtores rurais de Rondônia e destinatários localizados no Estado de Mato Grosso. Segundo os indícios reunidos, o esquema se valia da emissão de documentos fiscais ideologicamente falsos e da utilização de pessoas interpostas para ocultar os reais operadores e beneficiários das transações.
As apurações apontam que propriedades rurais eram utilizadas para conferir aparência formal de regularidade a negócios incompatíveis com a efetiva dinâmica da circulação do rebanho. Até o momento, a movimentação financeira já identificada supera R$ 44 milhões, com prejuízo tributário lançado superior a R$ 7 milhões, conforme autos de infração e certidões de dívida ativa já formalizados. Apurações em curso no âmbito da Secretaria de Estado de Finanças, contudo, indicam que tanto o volume comercializado quanto o valor do tributo devido poderão ser ainda mais expressivos. Nesse contexto, a operação também tem por finalidade conferir maior clareza à identificação dos envolvidos, à estrutura de atuação e à real dimensão econômica das operações investigadas.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, nos municípios de Alvorada do Oeste, Colorado do Oeste, Presidente Médici e Seringueiras, em Rondônia, e de Araputanga, Jauru, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos, no Estado de Mato Grosso.
No curso das diligências, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, além de deferidas medidas de constrição patrimonial, abrangendo valores, veículos, imóveis, ativos mobiliários e criptoativos, em montante correspondente ao dano apurado.
A ação foi executada de forma integrada pelo CIRA, com a participação do Ministério Público do Estado de Rondônia, da Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, da Procuradoria-Geral do Estado, da Polícia Civil de Rondônia e da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso.
A denominação GANATUM faz referência à ideia de ganho e lucro, em associação ao contexto da fraude investigada e à atividade pecuária.
A operação reforça o compromisso institucional com o combate à fraude fiscal estruturada, a tutela da ordem tributária e a recuperação de ativos públicos, mediante atuação articulada, técnica e estratégica dos órgãos envolvidos.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Mostra ‘Onde me encontro’ abre espaço para a expressão de mulheres do espectro autista

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Em alusão ao abril azul, mês de conscientização do espectro autista, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou atividades de produção artística durante todo o período do mês de março. No total, quatro oficinas de auto pintura, sendo duas delas realizadas no centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), com o objetivo de abrir espaço para a expressão de cada participante a partir do próprio corpo e da forma de ver o mundo ao seu redor. Já a exposição teve início nesta segunda-feira, 6, e seguirá até o final de semana, no Serviço Social do Comércio

Cada participante desenha o contorno do próprio corpo em tamanho real, depois utiliza colagens e desenhos para expressar emoções, vivências e sensações

(Sesc Cultural), em Porto Velho.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a iniciativa é de suma importância para um público que ainda é muito invisibilizado pela sociedade. “A arte se torna um instrumento de cidadania e de pertencimento, fortalecendo a participação dessas mulheres do espectro na vida social e cultural de Rondônia”, pontuou.

Idealizado e conduzido pela bacharel em Belas Artes, Silvia Feliciano, o projeto nasceu de uma vivência pessoal. Casada com uma pessoa autista, ainda no processo de se reconhecer dentro do espectro, Silvia trouxe sua experiência para dar visibilidade e espaço, principalmente às mulheres. “Muitas mulheres passam a vida inteira aprendendo a se adaptar, a imitar comportamentos para serem aceitas. Isso faz com que o autismo passe despercebido, mas não diminui o impacto emocional dessa experiência”, aponta.

PROCESSO DE EXPRESSÃO

A proposta das oficinas foi simples, mas profunda: cada participante desenhou o contorno do próprio corpo em tamanho real e, a partir disso, utilizou colagens e desenhos para expressar emoções, vivências e sensações.

O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, também ressaltou a importância da exposição. “Ao promover oficinas de arte e dar visibilidade às produções dessas mulheres, estamos fortalecendo a inclusão e mostrando que o cuidado integral envolve acolhimento, expressão e reconhecimento”.

Mobilização estadual fortalece permanência na escola no Dia “D” da Busca Ativa Escolar

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O governo de Rondônia promove nesta quinta-feira (9), o Dia “D” da Busca Ativa Escolar, uma mobilização estadual voltada ao enfrentamento da infrequência, abandono, evasão e exclusão escolar. A iniciativa tem como objetivo garantir o acesso e fortalecer a permanência de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola, por meio do engajamento das redes de ensino, gestores, escolas e da sociedade.

A ação, desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) ocorre em regime de colaboração entre o estado e os 52 municípios, com a parceria do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc) e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), dentro do projeto “Pontes pela Educação: Busca Ativa Escolar e Governança em Redes”.

A Busca Ativa Escolar é uma estratégia que reúne metodologia social e ferramenta tecnológica gratuita, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A iniciativa tem como foco identificar, registrar, acompanhar e (re)inserir estudantes que estão fora da escola ou em risco de evasão.

Objetivo é identificar, registrar, acompanhar e (re)inserir estudantes que estão fora da escola

Em Rondônia, os resultados já demonstram avanços na redução das taxas de abandono escolar. Dados recentes apontam queda nos índices tanto na rede estadual quanto nas redes municipais, resultado do fortalecimento das ações intersetoriais e da integração com políticas públicas de apoio à permanência escolar, como o Bolsa Família e o programa Pé-de-Meia.

PERMANÊNCIA ESCOLAR

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o Dia “D” representa um momento estratégico para intensificar ações, ampliar a identificação de estudantes fora da escola e sensibilizar as famílias sobre a importância da frequência escolar. “A iniciativa reforça que, além do acesso, é essencial garantir condições para a permanência dos estudantes, por meio de ações articuladas entre escola, família e rede de proteção, assegurando o direito à educação para todos”, salientou.

O secretário de Estado da Educação, Massud Badra, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre o estado e os municípios, destacando que a Busca Ativa Escolar se consolida como uma estratégia fundamental para identificar estudantes em situação de vulnerabilidade e assegurar sua permanência na escola, por meio de ações integradas e contínuas

Rondônia reforça vacinação e mantém coqueluche sob controle

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O estado de Rondônia mantém o cenário da coqueluche sob controle, sem registro de surto, mesmo após a confirmação de um caso isolado em um bebê no fim de março, em Porto Velho. A atuação das equipes de vigilância em saúde foi intensificada, com monitoramento, investigação epidemiológica e reforço na orientação à população sobre prevenção e sintomas da doença.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) coordena as ações em todo o estado, intensificando as coberturas vacinais, notificação compulsória e resposta rápida aos casos suspeitos. Entre as medidas adotadas, estão: investigação de contatos; bloqueio sanitário; e realização de exames laboratoriais, garantindo controle da situação e prevenção de novos casos.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o estado tem investido continuamente no fortalecimento da saúde pública, com ampliação do acesso à vacinação e ações preventivas. “A atuação integrada entre estado e municípios tem garantido respostas rápidas e eficazes, protegendo a população.”

De acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, o caso registrado foi prontamente monitorado e controlado. “A notificação da coqueluche é compulsória, o que garante resposta imediata das equipes de vigilância. Realizamos toda a investigação epidemiológica, com identificação de contatos e bloqueio sanitário. Hoje, a situação está controlada e não há risco para a população”, afirmou.

VACINA

A gerente de Vigilância Epidemiológica da Agevisa/RO, Luma Kubota, explica que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a coqueluche. “Temos uma cobertura vacinal da pentavalente em 97%, acima da meta, mas é fundamental manter esse índice. Não há motivo para pânico, porém é necessário manter as coberturas altas e a população atenta.” Ela também reforçou a importância da vacinação de gestantes com a Tríplice Bacteriana Acelular Adulto – DTPA, que protege o bebê nos primeiros meses de vida.

A coqueluche não está erradicada e pode apresentar casos esporádicos. Os principais sintomas, incluem: tosse persistente por mais de 10 dias, crises intensas de tosse, dificuldade para respirar e, em casos mais graves, vômito e apneia, especialmente em bebês. Crianças menores de dois anos estão entre os principais grupos de risco. A orientação é que, ao identificar os sintomas, a população procure uma unidade de saúde para avaliação.

AMPLIAÇÃO DA PROTEÇÃO 

O estado segue abastecido com vacinas, distribuídas continuamente às seis regionais de saúde, garantindo acesso à população em todas as unidades. Além disso, Rondônia mantém ativa a campanha de vacinação contra a influenza até o mês de julho, ampliando a proteção da população contra doenças respiratórias.

Abertura de mercado para o Brasil no Peru e nas Filipinas

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Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023
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O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para o Peru e para as Filipinas.

No Peru, as autoridades aprovaram a exportação de sementes de pimenta da espécie “capsicum baccatum”, que incluem variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários para o país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.

Em relação às Filipinas, a abertura de mercado contempla a exportação de grãos secos de destilaria de milho (DDG, na sua sigla em inglês), produto amplamente utilizado na alimentação animal. O país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 557 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informação à imprensa
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Brasil inicia plantio com déficit superior a 5 milhões de toneladas

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O Brasil entra no período de plantio da safra de trigo 2026 ainda dependente do mercado externo para equilibrar oferta e demanda. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção nacional segue abaixo do consumo interno, mantendo o país como importador estrutural do cereal.

No ciclo mais recente consolidado, a produção brasileira ficou na faixa de 7,5 a 8 milhões de toneladas, enquanto o consumo gira entre 12 e 13 milhões. A diferença, de cerca de 5 milhões de toneladas, é suprida principalmente por importações da Argentina, além de Paraguai, Estados Unidos e Canadá.

É nesse contexto que começa o plantio da safra 2026. No Paraná, maior produtor nacional, a semeadura já se inicia em abril e ganha ritmo ao longo de maio. No Rio Grande do Sul, segundo maior polo, o plantio se concentra entre maio e julho. A área nacional deve ficar próxima de 3 milhões de hectares, com ajustes pontuais conforme preço, clima e custo de produção.

A região Sul concentra mais de 85% da produção brasileira. O Paraná responde pela maior fatia, seguido pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nos últimos anos, o trigo também avançou em áreas do Centro-Oeste como alternativa de rotação, mas ainda com participação limitada no total nacional.

O ambiente de mercado, porém, segue fortemente influenciado por fatores externos. No início da semana, as cotações internacionais oscilaram com a combinação de melhora climática nos Estados Unidos e aumento das tensões no Mar Negro — região estratégica para o comércio global de trigo, especialmente envolvendo Rússia e Ucrânia.

Nos Estados Unidos, previsões de chuvas nas áreas produtoras reduziram parte do risco sobre a safra de inverno, pressionando os contratos de curto prazo nas bolsas internacionais. Já no Leste Europeu, episódios envolvendo ataques a embarcações reacenderam a preocupação com a logística de exportação, trazendo volatilidade adicional ao mercado.

Esse cenário internacional tem impacto direto no Brasil. Como importador relevante, o país sente rapidamente variações de preço e disponibilidade no mercado externo, o que influencia as cotações internas.

No Sul, os preços seguem firmes neste início de ciclo. No Paraná e no Rio Grande do Sul, as indicações giram entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, com negociações ainda pontuais e disputa entre compradores e vendedores. A presença de produto importado, especialmente do Paraguai, também entra na formação de preços.

Para o produtor, o momento é de decisão. O trigo se apresenta como alternativa importante dentro do sistema de rotação, mas a rentabilidade depende de uma combinação delicada entre custo, clima e preço. O risco de geadas, excesso de chuva na colheita e variações no mercado internacional seguem como fatores determinantes.

Na prática, a safra que começa a ser plantada agora será definida tanto dentro quanto fora da porteira. O desempenho da produção brasileira dependerá do clima no Sul, mas também das condições globais de oferta, especialmente em um mercado cada vez mais sensível a eventos geopolíticos e climáticos.

Fonte/Pensar Agro

Agronegócio brasileiro enfrenta desequilíbrio estrutural com safras recorde e dívida alta

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O agronegócio brasileiro está enfrentando um contraste cada vez mais evidente: enquanto mantém posição de liderança global na produção e nas exportações, enfrenta um quadro de pressão financeira dentro da porteira, marcado por endividamento elevado, crédito mais restrito e margens comprimidas.

O setor fechou 2025 com cerca de R$ 879 bilhões em exportações e superávit de aproximadamente R$ 775 bilhões, respondendo por quase metade das vendas externas do país. Ao mesmo tempo, o endividamento rural alcança patamares estimados em torno de R$ 188 bilhões, o equivalente a aproximadamente duas safras e meia de geração de caixa — uma relação que indica perda de fôlego financeiro mesmo em um ambiente de produção elevada.

Na prática, o produtor passou a operar com uma equação mais apertada. O custo de produção segue pressionado por insumos, fertilizantes e combustíveis, enquanto o crédito ficou mais caro com a alta dos juros. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes, reduziram produtividade em regiões importantes, comprometendo receitas e ampliando o risco das operações.

Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, os desembolsos somaram R$ 207,3 bilhões, cerca de R$ 30 bilhões a menos que no mesmo período do ciclo anterior. O recuo foi puxado principalmente pelo custeio, que caiu de R$ 135,1 bilhões para R$ 117 bilhões, e pelos investimentos, que recuaram de R$ 65 bilhões para menos de R$ 50 bilhões, um sinal claro de retração na capacidade de expansão do setor. Ao mesmo tempo, a inadimplência no campo avançou para 8,3% no terceiro trimestre de 2025, indicando dificuldade crescente para fechar a conta.

O efeito já se espalha pela cadeia. A demanda por máquinas desacelera, fornecedores de insumos enfrentam maior risco de crédito e o produtor passa a reduzir pacote tecnológico para preservar caixa — movimento que tende a impactar produtividade nas próximas safras.

Isan Rezende

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, o cenário atual revela um desequilíbrio estrutural. “O agro brasileiro continua extremamente eficiente na produção, mas financeiramente mais fragilizado. O produtor entrega volume, sustenta exportação, mas está cada vez mais exposto a custo alto, crédito caro e risco climático. É um paradoxo que precisa ser enfrentado”, afirma.

Segundo ele, a restrição de crédito agrava o problema e compromete o ciclo produtivo. “Quando o crédito encarece ou diminui, o produtor ajusta dentro da porteira: reduz tecnologia, posterga investimento e assume mais risco. Isso afeta diretamente a próxima safra e cria um efeito em cadeia que não aparece de imediato nos números de produção”, diz.

Rezende também destaca a ausência de instrumentos estruturais de proteção. “Sem seguro rural robusto e previsível, qualquer quebra de safra vira problema financeiro. O produtor fica descoberto e isso aumenta o risco para todo o sistema, inclusive para bancos e fornecedores”, afirma.

Diante desse cenário, ganha força no Congresso a discussão de medidas emergenciais. Entre elas está o Projeto de Lei 5122/2023, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado. A proposta autoriza o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social, abastecido com recursos do pré-sal, para refinanciar dívidas rurais.

Na prática, o projeto cria uma linha de reestruturação com juros subsidiados e prazos mais longos. Pequenos produtores poderiam acessar crédito com taxas de cerca de 3,5% ao ano, médios com 5,5% e demais produtores com até 7,5%, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência que pode chegar a três anos. O objetivo é dar fôlego de caixa e evitar que produtores deixem a atividade em função de dívidas acumuladas, especialmente em regiões afetadas por eventos climáticos extremos.

O pano de fundo é uma mudança no perfil do risco do setor. O agro brasileiro continua competitivo e produtivo, mas opera hoje em um ambiente mais complexo, em que fatores financeiros, climáticos e logísticos têm peso crescente sobre o resultado final.

Nesse contexto, o desafio deixa de ser apenas produzir mais. Passa a ser produzir com estabilidade financeira, acesso a crédito e proteção contra risco, condições que devem definir o ritmo do setor nos próximos ciclos.

Fonte/Pensar Agro

Prefeitura de Cerejeiras realiza mais de 10 Km de recapagem em microrevestimento asfáltico

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Investimentos de R$ 6 milhões de reais destinados por Ezequiel Neiva garantiram a execução das obras

A Prefeitura de Cerejeiras segue avançando com importantes investimentos em infraestrutura urbana, com a execução da obra de recapeamento asfáltico em CBUQ, que já está em andamento no município. Ao todo, serão mais de 10 quilômetros de vias contempladas, garantindo mais qualidade, segurança e durabilidade para o tráfego.

O investimento ultrapassa os R$ 8 milhões, sendo R$ 6 milhões destinados pelo deputado estadual Ezequiel Neiva e R$ 2 milhões de contrapartida da Prefeitura de Cerejeiras para a realização de microrevestimento, ampliando ainda mais o alcance das melhorias.

A obra representa um avanço significativo na mobilidade urbana, proporcionando mais conforto para motoristas e pedestres, além de valorizar os bairros e fortalecer o desenvolvimento do município.

“A Prefeitura de Cerejeiras agradece ao deputado estadual Ezequiel Neiva pelo compromisso e parceria, fundamentais para a concretização desse importante investimento”. Destacou o prefeito Sinésio José.

Infraestrutura de qualidade é sinônimo de desenvolvimento e melhor qualidade de vida para todos.

 

 

Texto e foto: Assessoria.

Ezequiel Neiva afirma que a Agrocom fortalece o agronegócio regional e ganha destaque em Rondônia

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A Agrocom está na terceira edição, sendo realizado na cidade de Cerejeiras. O evento ocorre em Cerejeiras, de 9 a 12, próximos (Foto: Nilson Nascimento I Jornalista)

O deputado Ezequiel Neiva destacou a importância da Agrocom como um dos principais eventos voltados ao fortalecimento do agronegócio na região. Em sua terceira edição, a feira já se consolida como um espaço estratégico para impulsionar o setor produtivo e fomentar novos negócios no estado. O evento ocorre em Cerejeiras, de 9 a 12, próximos.

A Agrocom tem atraído empresas de diversas regiões de Rondônia, além de visitantes de vários municípios, que encontram no evento uma oportunidade para conhecer de perto o potencial econômico de uma das regiões que mais se desenvolvem no estado. A presença de expositores e produtores reforça a relevância da feira como vitrine do crescimento agropecuário local.

O deputado também parabenizou toda a organização do evento, ressaltando o empenho das pessoas que acreditaram no projeto desde o início. Para ele, a feira já se tornou uma potência em Rondônia e tem tudo para se consolidar, nos próximos anos, como uma das maiores do setor no estado.

Ezequiel Neiva reforça que durante o evento os visitantes têm acesso a demonstrações práticas no campo, onde são apresentadas técnicas modernas de cultivo, resultados de produtividade e inovações voltadas às culturas de soja e milho. Também é possível conhecer novas tecnologias, equipamentos e soluções que representam o que há de mais avançado no agronegócio.

Segundo Ezequiel Neiva, a Agrocom cumpre um papel fundamental ao aproximar produtores, empresas e especialistas, promovendo a troca de conhecimento e incentivando o desenvolvimento sustentável da atividade rural. “A cada edição, a Agrocom se torna maior e mais forte, mostrando a força do nosso agro e o quanto a região tem potencial para crescer ainda mais”, enfatizou o parlamentar.

Palestrantes 

A Agrocom reúne grandes nomes do agronegócio e áreas relacionadas, trazendo conteúdos estratégicos e atuais para o público. Entre os destaques está Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo e uma das maiores referências do agro brasileiro. Sua palestra aborda as perspectivas do agronegócio nacional, com foco em mercado, desafios e tendências futuras.

Encerrando a programação de palestras, Richard Rasmussen traz uma abordagem envolvente sobre os desafios do agro, com foco em sustentabilidade, meio ambiente e a relação entre produção rural e preservação.

Outro nome é o de Renan Ferreira, que apresenta o tema “Amo Problema”, trazendo reflexões práticas sobre gestão e desafios na produção leiteira, com uma abordagem motivacional e técnica.

Na palestra da AGRINVEST (C.AGRO), participam Thiago Davino e João Schaffer, dois especialistas em mercado agrícola que trazem análises estratégicas sobre investimentos, commodities e cenário econômico do agro.

Também compõe o time de palestrantes Walter Luiz Heck, que aborda o papel do cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento local, destacando a importância da união e organização no crescimento das comunidades.

O público acompanha Ronaldo Oliveira, com uma palestra sobre o Circuito Marília Nutri de Confinadores, trazendo soluções e práticas voltadas à nutrição animal e eficiência produtiva.

Túlio Jardim também apresenta dentro da mesma temática, reforçando conceitos técnicos e estratégias para otimização de resultados no confinamento.

Texto e foto: Nilson Nascimento I Jornalista

Dia do Jornalista destaca a importância da informação para o fortalecimento da democracia

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Celebrado em 7 de abril, o Dia do Jornalista destaca a relevância desses profissionais.

Celebrado em 7 de abril, o Dia do Jornalista destaca a relevância dos profissionais responsáveis por investigar, apurar e divulgar informações à sociedade. Em um contexto marcado pela rapidez da comunicação e pela expansão das plataformas digitais, o jornalismo permanece como um dos pilares da democracia, assegurando o direito à informação e contribuindo para a formação de uma opinião pública consciente.

 

A data remete ao assassinato do jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, ocorrido em 1830. Defensor da liberdade de imprensa e crítico do autoritarismo, ele se tornou símbolo da luta por uma imprensa livre no Brasil. A repercussão de sua morte teve impacto político significativo, sendo apontada como um dos fatores que influenciaram a abdicação de Dom Pedro I, em 1831.

 

A oficialização da data ocorreu em 1931, por iniciativa da Associação Brasileira de Imprensa, com o objetivo de valorizar a categoria e reforçar a importância da atividade jornalística. Desde então, o momento também se consolidou como espaço de reflexão sobre os desafios e responsabilidades da profissão.

 

O exercício da atividade está fundamentado em princípios como ética, compromisso com a verdade e responsabilidade na divulgação de conteúdos. Diante da crescente circulação de informações falsas, o papel do jornalista torna-se ainda mais essencial ao atuar como mediador entre os fatos e a sociedade, com rigor técnico e senso crítico.

Além disso, a profissão exerce função estratégica na fiscalização do poder público e na defesa dos direitos da população, contribuindo para a transparência e o fortalecimento das instituições democráticas. A cobertura de temas políticos, econômicos e sociais, bem como a produção de reportagens investigativas, evidencia o impacto direto dessa atuação na vida dos cidadãos.

 

Embora o Dia do Jornalista seja celebrado em abril, o Dia do Repórter, comemorado em 16 de fevereiro, também reconhece os profissionais que atuam na linha de frente da notícia, realizando a apuração dos fatos, muitas vezes em condições desafiadoras.

 

Jornalista e repórter

 

No universo da comunicação, os termos “jornalista” e “repórter” são frequentemente utilizados como sinônimos, mas representam funções distintas. O jornalista possui atuação ampla, podendo exercer atividades como redação, edição, produção, apresentação e coordenação de conteúdos em diferentes meios.

 

Já o repórter desempenha uma função específica dentro da área, sendo responsável pela apuração em campo. É ele quem realiza entrevistas, coleta dados, acompanha acontecimentos e transforma os fatos em notícias e reportagens.

 

Enquanto todo repórter é jornalista, nem todo jornalista atua como repórter. Essa divisão permite maior especialização e contribui para a qualidade da informação, garantindo que cada etapa do processo seja conduzida com responsabilidade e precisão. A integração entre essas funções é fundamental para assegurar a produção de conteúdo confiável, reforçando o compromisso com a verdade e com o direito da sociedade à informação.

Profissionais falam sobre desafios da profissão

O jornalista aposentado Lúcio Albuquerque, com mais de meio século de atuação — sendo 29 anos dedicados à comunicação da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) — destaca a importância do jornalismo profissional no combate à desinformação. Segundo ele, não acreditar na primeira versão dos fatos é um passo fundamental. Como referência, sugere a leitura da obra “A primeira vítima”, publicada em 1978 por Phillip Knightley, que aborda a verdade como a principal vítima em cenários de conflito informativo.

 

Para quem deseja seguir na profissão, Albuquerque ressalta a importância da leitura constante. “É fundamental ler muito, além do que é indicado na formação acadêmica. Ele também aponta como desafio as mudanças no mercado, que exigem constante adaptação às novas dinâmicas da comunicação.

 

Já Zacarias Pena Verde, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), com 40 anos de experiência na área, define o jornalismo como um sacerdócio e, ao mesmo tempo, um grande desafio. Entre as principais dificuldades, ele destaca a ausência de regulamentação da profissão após decisão do Supremo Tribunal Federal. Segundo o dirigente, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) atua para a aprovação da chamada “PEC do Diploma”, que busca restabelecer direitos da categoria. Ele também alerta para a facilidade de obtenção de registro profissional sem critérios mais rígidos, o que impacta a qualidade da atividade.

Sobre a tecnologia, Zacarias avalia que as ferramentas digitais contribuem de forma positiva, mas não substituem a apuração. “São recursos que auxiliam o trabalho, mas a verificação dos fatos continua sendo indispensável”, destacou.

O jornalista Paulo Andreoli, editor-chefe de um site de notícias do estado, com 24 anos de atuação, reforça que a checagem das informações é essencial no combate à desinformação. Para ele, a precarização da profissão e a entrada de pessoas sem formação representam desafios significativos.

Com 31 anos de carreira, sendo cerca de 20 em assessoria, Ivan Frazão, integrante da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Alero, avalia que o cenário atual exige enfrentamento direto à desinformação, potencializada pelo uso de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA). Ele destaca ainda a necessidade de valorização profissional, melhores condições de trabalho e maior regulamentação do setor.

Alero reforça valorização e reconhecimento ao trabalho dos jornalistas

 

A Assembleia Legislativa de Rondônia reconhece a importância do trabalho desempenhado pelos jornalistas na promoção da transparência e no fortalecimento da democracia. O Poder Legislativo estadual tem apoiado iniciativas que contribuem para a valorização da categoria, buscando melhores condições de atuação e avanços para os profissionais da comunicação.

Recentemente, cerca de 400 profissionais, entre jornalistas e trabalhadores da imprensa, foram homenageados com voto de louvor por iniciativa do deputado estadual Eyder Brasil (PSD). A ação reconheceu a dedicação daqueles que atuam diariamente em prol da informação e da cidadania em Rondônia.

 

O parlamentar também se colocou à disposição do Sindicato dos Jornalistas para colaborar na construção de propostas voltadas à instituição do piso salarial da categoria no estado. Além disso, apresentou indicação ao governo de Rondônia para criação de uma linha de crédito específica para jornalistas com registro profissional, bem como projeto de lei que institui o Protocolo Estadual de Proteção a Jornalistas em Situações de Risco.

A proposta visa garantir segurança e liberdade de atuação, especialmente em coberturas sensíveis, como manifestações, áreas de conflito e investigações sobre organizações criminosas e corrupção.

Veículos homenageados

A Assembleia Legislativa de Rondônia também reconhece a importância dos veículos de comunicação como instrumentos fundamentais de conexão entre o poder público e a sociedade.

Nesse contexto, o deputado estadual Cássio Gois (PSD) propôs homenagens ao Jornal Tribuna Popular, em celebração aos seus 45 anos de contribuição para a comunicação e a cultura do estado. Entre as iniciativas estão a concessão de medalha de mérito legislativo e um voto de louvor aos profissionais que ajudaram a construir a trajetória do veículo.

Homenagem 

Em 7 de abril de 2025, em alusão ao Dia do Jornalista, a Secretaria de Comunicação Social da Alero promoveu um café da manhã especial com a participação de profissionais da imprensa, assessorias de comunicação de órgãos públicos e representantes de instituições privadas, reforçando o diálogo e a valorização da categoria.

Texto: Júlio Aires I Jornalista I Secom ALE/RO