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Políticas públicas para a saúde dos povos indígenas são debatidas em congresso de medicina

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A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde esteve presente no maior evento de medicina tropical da América Latina para apresentar medidas preventivas para os povos originários, diante das mudanças climáticas globais
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Foto: Zeca Bezerra/MS

Atemática “Mudanças climáticas e impactos nas doenças tropicais” recebeu um olhar voltado aos povos originários durante o congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). O 60º MEDTROP promoveu um alerta sobre o clima e a justiça social e se consolidou como o maior evento multidisciplinar em medicina tropical da América Latina. A edição deste ano contou com mais de quatro mil inscrições e uma grade científica com 416 atividades. Em um debate que toca os povos indígenas, o Ministério da Saúde marcou presença, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). O evento ocorreu entre os dias 2 e 5 de novembro, na capital paraibana, João Pessoa.

“As mudanças climáticas impactam a saúde de todos, mas evidentemente, em graus diferentes, dado os contextos das populações, como localização geográfica, clima predominante, estruturas locais, acesso à saúde, e outros”, afirmou o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba. O representante apresentou entregas da política pública do Governo Federal voltada aos povos indígenas, como a criação do Comitê de Respostas a Eventos Extremos na Saúde Indígena (CRESI) e a realização do primeiro Seminário Nacional de Saúde Indígena e Mudanças Climáticas.

“A Secretaria de Saúde Indígena tem se especializado por meio de ações estratégicas, com salas de situação, com o próprio CRESI, com as ações emergenciais realizadas a partir das enchentes no Rio Grande do Sul, das secas no Norte e das queimadas em diversos territórios ocupados pelos povos indígenas. Nós temos feito um trabalho forte, com articulações que promovem troca de informações diárias, monitoramento de áreas e povos, tomadas de decisões e realizações de ações que visam prevenir e combater os efeitos negativos das mudanças climáticas nas nossas populações”, destacou Weibe Tapeba.

A realização, pela atual gestão, de seminários regionais também foi lembrada pelo secretário. Os eventos  contemplaram as cinco regiões do Brasil, reunindo profissionais de saúde, lideranças indígenas, organizações e instituições parceiras, além da expressa participação de usuários do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). A partir dos seminários, houve uma atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), que já apresenta novidades como as “medicinas indígenas”, que reconhece os conhecimentos ancestrais como tratamentos de saúde física, mental e espiritual, além de considerar o território e a comunidade de forma indissociável à saúde integral dos povos indígenas.

“Em um país tão diverso em biomas, climas, povos, línguas, tradições e costumes, discutir as mudanças climáticas na saúde indígena tem sido prioridade nesta gestão da secretaria, que tem contribuído com seus colaboradores desde o chão da aldeia até as instituições de ensino e pesquisa parceiras. Não é possível discutir mudanças climáticas e saúde sem ouvir os povos indígenas e o Ministério da Saúde está tendo um papel importantíssimo em tudo isso, atuando de forma respeitosa e necessária”, completou o secretário.

Durante o congresso, Weibe abordou as ações da secretaria e os avanços da pauta nos últimos anos, reforçando que uma gestão feita “por indígenas e para indígenas” tem apresentado ganhos significativos para o público atendido, ao compreender e gerir melhor as especificidades dos povos distribuídos nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), espalhados por todo o território nacional.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

MPRO apresenta estratégias de proteção ambiental em congresso internacional na Argentina

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O Ministério Público de Rondônia participou do XII Congresso da Rede Latino-Americana de Ministério Público de Meio Ambiente (RedeMPA), realizado em Córdoba, na Argentina, nesta sexta-feira (7/11). O coordenador do Núcleo de Combate ao Crime Ambiental (Nucam) – promotor de Justiça Pablo Hernadez Viscardi – e a coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) – promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini – representaram a instituição no evento que reuniu membros do Ministério Público de diversos países da América Latina e do Caribe.

Durante sua exposição no painel “Governança Ambiental e Climática Multinível”, Viscardi apresentou as principais estratégias desenvolvidas pelo MPRO para combater crimes ambientais na Amazônia. O promotor destacou a atuação da instituição na proteção de unidades de conservação e no enfrentamento aos incêndios florestais.

Liderança nacional
O promotor destacou que Rondônia alcançou o primeiro lugar no país na redução de focos de incêndios florestais em 2025. O estado registrou queda de mais de 90% nos registros entre janeiro e 14 de agosto de 2025, comparado ao mesmo período de 2024.

O desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 11,08% entre agosto de 2024 e julho de 2025. Em Rondônia, a redução foi de 33,61% no mesmo período. “Proteger a Amazônia significa atuar com coragem, inteligência e compromisso com as gerações futuras”, declarou Viscardi ao final de sua apresentação.

Operação Mapinguari em 2023
O representante do MPRO detalhou a Operação Mapinguari, força-tarefa que mobilizou cerca de 300 servidores de diversos órgãos públicos para desocupar o Parque Estadual Guajará-Mirim. A unidade de conservação, criada em 23 de março de 1990, enfrentava invasões constantes que resultaram em confrontos armados com as forças de segurança estadual.

 

Operação Temporã em 2024
Viscardi abordou também a crise dos incêndios florestais que atingiu Rondônia em 2024. O MPRO coordenou a criação de um grupo de trabalho interinstitucional e o lançamento da Operação Temporã para enfrentar a emergência ambiental. A ação envolveu mais de 200 agentes, incluindo equipes do Ibama, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Comando de Fronteira do Exército, Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Politec.

Porto Velho apresentou uma das piores condições de qualidade do ar do país durante o período crítico. O estado registrou aumento de 23,7% nos incêndios florestais apenas em agosto de 2024.

A Estação Ecológica Soldado da Borracha registrou mais de 1.100 pontos de calor entre julho e agosto de 2024. Após as ações da Operação Temporã, apenas três focos permaneciam ativos em novembro.

No Parque Estadual Guajará-Mirim, os focos de incêndio reduziram de 342 em agosto para 11 em outubro de 2024, representando diminuição superior a 95%.

Direito protegido
As experiências compartilhadas pelo MPRO no congresso demonstram que o enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia exige articulação entre instituições, uso de inteligência e atuação contínua em defesa das áreas protegidas. As ações apresentadas reforçam o compromisso do MPRO com a proteção do direito constitucional ao meio ambiente equilibrado por meio da preservação da floresta, da redução do desmatamento e da prevenção de incêndios florestais, em benefício das atuais e das futuras gerações.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

MPRO obtém condenação de três réus por homicídio triplamente qualificado cometido no Garimpo Bom Futuro, em Ariquemes

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As penas das rés foram fixadas em 33, 31 e 29 anos de reclusão

O NAJ (Núcleo de Apoio ao Júri) do MPRO obteve, após dois dias de julgamento (6 e 7/11) a condenação de três réus por homicídio qualificado ocorrido no Garimpo Bom Futuro. A sentença determina as penas de 33, 31 e 29 anos de reclusão em regime fechado, pela execução de Juscelino da Silva Jacques, em 13 de agosto de 2022. A decisão considera a prática do crime com características de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, conforme o processo do caso.

Conforme as provas do processo, Juscelino tinha recém chegado à região do garimpo e trabalhava em uma empresa mineradora como vigilante. Porém, havia no local uma rivalidade entre os vigias e os garimpeiros conhecidos por requeiros. Na ocasião, véspera do dia dos pais, Juscelino estava em um bar e os réus, que são garimpeiros, incomodados com a presença dele ali, o agrediram e o colocaram à força em uma caminhonete, levando-o até a beira do Rio Candeias, onde foi torturado – quase teve a orelha decepada -, esgorjado e teve o abdômen aberto com uma facada, com exposição das vísceras. Em seguida, o seu corpo foi arrastado pelos réus e jogado no Rio Candeias, sendo encontrado no dia seguinte por um pescador.

Os promotores de Justiça Tereza de Freitas Maia Cotta e Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues atuaram na acusação dos três réus e obtiveram as condenações, reforçando o papel do MPRO na defesa do direito à vida e na atuação contra a violência. Em casos como este, o MPRO busca não apenas responsabilizar os autores, mas também tutelar os direitos das vítimas, da família enlutada e da sociedade.

 

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Enem 2025: 3,5 milhões fizeram primeiro dia de prova

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Aplicação ocorreu sem intercorrências significativas. Número de inscrições aumentou 11% em relação a 2024 e mais de 38% comparado a 2022. Redação abordou “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”
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Exame foi aplicado em todo o país, abrangendo 1.805 municípios, 11.791 locais de prova, utilizando 164.906 salas de prova. Foto: Angelo Miguel/MEC

Dados preliminares apontam que, dos mais de 4,8 milhões inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, 73% participaram da prova neste domingo, 9 de novembro. O exame registrou aumento de 11% no número de inscrições em relação à última edição e de mais de 38% em relação a 2022.

O balanço preliminar foi apresentado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, em coletiva de imprensa na sede do Instituto, em Brasília (DF), ao final da aplicação deste domingo (9). O ministro anunciou que o gabarito do primeiro dia de prova será divulgado na quinta-feira (13).

Camilo Santana ressaltou que o primeiro dia de prova do Enem ocorreu sem intercorrências significativas. “Todos os malotes foram entregues em seus respectivos locais de aplicação. O exame foi aplicado em todo o país, em 1.805 municípios, em 11.791 locais de prova, utilizando 164.906 salas de prova. São mais de 300 mil pessoas envolvidas na aplicação do Enem”, informou.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, destacou as medidas de segurança durante a aplicação do Enem deste ano. Segundo ele, uma das principais novidades foi o uso de detectores de metal em todas as salas de prova, procedimento que antes era restrito à entrada e saída de participantes para o banheiro. “Fizemos um esforço muito grande para aprimorar todos os mecanismos de segurança do Enem. O efeito tem sido muito positivo, garantindo maior controle e segurança”, afirmou.

Aplicação – No primeiro dia de provas, os participantes resolveram questões de linguagens e ciências humanas, além da redação, com o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. O ministro reforçou a atualidade da pauta, que exige um olhar cuidadoso por toda a sociedade. “O país começa a inverter um pouco a sua curva de faixa etária, aumentando o número de pessoas mais velhas. Com os avanços da medicina e da saúde, as pessoas estão com expectativa de vida muito maior. Isso exige políticas públicas importantes”, afirmou.

O exame continuará no próximo domingo, 16 de novembro, quando os participantes resolverão itens de ciências da natureza e matemática.

Reaplicação – Os participantes de cidades afetadas por desastres naturais terão reaplicação do exame garantida. As provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

O prazo para solicitar a reaplicação, por meio da Página do Participante, será de 17 de novembro até as 12h do dia 21 de novembro (horário de Brasília). O recurso atende às pessoas que faltaram por problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas, como prevê o edital.

O inscrito só faz a prova do dia em que sua participação foi inviabilizada. A solicitação de reaplicação do Enem ocorre por meio de um pedido feito na Página do Participante.

Certificação – Nesta edição, o Enem voltou a ser utilizado para a conclusão do ensino médio. Neste ano, mais de 98 mil estudantes maiores de 18 anos solicitaram a certificação pelo exame. É necessário atingir, no mínimo, 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

Pará – Em Belém, Ananindeua e Marituba (PA), o Enem 2025 será aplicado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. As datas foram definidas em razão da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém no período da aplicação regular do exame.

Novidades – De forma inédita, o exame adotou a metodologia testlet, que agrupa itens variados em torno de um mesmo texto para avaliar o conhecimento do participante. Também foram utilizados detectores de metal em todas as salas.

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Mato Grosso inaugura escritório na China para ampliar negócios

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Inaugurado neste sábado (08.11), em Xangai, na China, o escritório da Invest MT – Agência Mato-Grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade, iniciativa do governo do Estado de Mato Grosso para ampliar a presença do agronegócio local no maior mercado consumidor do mundo. A unidade está instalada no Brazil Center, complexo empresarial que reúne representantes brasileiros no maior porto do planeta em movimentação de contêineres.

A abertura marca um novo passo na est de internacionalização da economia mato-grossense, com foco em atrair investimentos e facilitar o acesso de produtores e empresas do Estado ao mercado asiático. O escritório atuará como ponte comercial para os setores de grãos, carnes, bioenergia e alimentos processados, apoiando tanto grandes exportadores quanto cooperativas e pequenas indústrias.

De janeiro a outubro deste ano, a China respondeu por 43% das exportações de Mato Grosso, o equivalente a R$ 58,3 bilhões. O valor representa alta de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a dependência do Estado em relação ao mercado chinês, especialmente nas cadeias de soja, milho e carne bovina.

A escolha de Xangai é estratégica. Além de concentrar o maior porto do mundo, a cidade é um dos principais centros financeiros e logísticos da Ásia, o que deve facilitar a promoção de rodadas de negócios e parcerias com empresas locais. Especialistas avaliam que a presença física do Estado na China fortalece a imagem do produto mato-grossense e amplia as oportunidades de investimento em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade no campo.

A inauguração ocorreu paralelamente à China International Import Expo (CIIE), uma das maiores feiras de importação do mundo. A missão brasileira contou com cerca de 60 representantes de entidades e empresas do agronegócio, entre associações de produtores, cooperativas e organizações ligadas à cadeia da carne e dos grãos.

Com o novo escritório, o governo mato-grossense aposta em ampliar o relacionamento direto com compradores e investidores chineses, reduzindo intermediários e abrindo espaço para novos acordos comerciais. A expectativa é que a iniciativa contribua para diversificar as exportações, atrair capital estrangeiro e consolidar Mato Grosso como um dos principais polos de produção e inovação agroindustrial do país.

Fonte/Pensar Agro

O que o produtor rural precisa saber sobre a conferência que vai mexer com o campo

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Começa nesta segunda-feira (10.11), em Belém (PA), a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento vai reunir líderes mundiais, cientistas, empresários e representantes do setor produtivo para discutir o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. Mas, para além dos discursos ambientais, a conferência promete trazer reflexos concretos para o dia a dia de quem vive do campo, especialmente para quem produz, exporta ou fornece insumos ligados à bioeconomia e ao uso da terra.

Para o homem do campo, a COP30 não é um evento distante nem restrito aos ambientalistas. É um marco que pode mudar a forma de produzir, vender e comprovar a origem do que sai da terra brasileira. A partir de agora, sustentabilidade e documentação caminham juntas. Quem entender isso primeiro, e se preparar, estará melhor posicionado para aproveitar as oportunidades que virão.

Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agronomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a COP30 oferece ao agro brasileiro uma grande janela de oportunidade. “Se mostrarmos que nossa produção é cada vez mais eficiente, de baixa emissão e alinhada à conservação, ganhamos acesso a novos mercados e valorização de preço. Mas para isso precisamos de clareza regulatória, crédito adequado e reconhecimento internacional”, defendeu.

“Não podemos tratar a agenda climática como algo que pesa sobre o produtor , ela pode e deve traduzir-se em ganhos concretos para quem planta, cria e exporta. Para o setor rural, o desafio é provar a sustentabilidade com a mesma naturalidade com que entra o sol no campo, sem travar o maquinário da produção”, disse o presidente do IA.

“Enquanto a COP30 define padrões globais, defendemos que o Brasil assuma a liderança negociando condições que preservem nossa competitividade. O homem do campo precisa estar pronto: rastreabilidade, certificação, contrato e logística devem caminhar juntos para que nossa safra não fique fora do jogo”, completou Rezende.

PRA ENTENDER – A COP é o espaço onde se discutem as regras globais para reduzir o impacto das atividades humanas sobre o clima. Desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, cada país precisa apresentar metas e comprovar o que tem feito para cortar emissões de gases do efeito estufa. Agora, com a COP30 sendo realizada na Amazônia, o Brasil estará no centro das atenções. A conferência deve consolidar uma nova fase nas exigências ambientais que afetam diretamente o agronegócio e as cadeias de exportação.

A principal transformação esperada é o aumento da cobrança por rastreabilidade e comprovação documental da origem dos produtos. Em outras palavras, não vai bastar dizer que a produção é sustentável, será preciso provar, com papel passado e assinatura reconhecida. Certificados de origem, laudos técnicos, registros de boas práticas agrícolas e documentos de conformidade ambiental tendem a se tornar obrigatórios para exportação, principalmente para países da União Europeia e da América do Norte.

Essas exigências vêm se fortalecendo desde a aprovação do Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor no final do mês que vem. Ele determina que produtos como soja, carne, madeira, cacau e café só podem entrar no mercado europeu se a empresa comprovar que não houve desmatamento na área de origem — nem legal, nem ilegal. A tendência é que, após a COP30, esse tipo de exigência se amplie para outros setores, incluindo o da bioeconomia amazônica, pescados, óleos vegetais e produtos florestais não madeireiros.

Para o produtor rural, isso significa que a documentação passa a ser o novo passaporte comercial. Cada lote, cada carga e até cada hectare poderão precisar de comprovações detalhadas sobre procedência, sustentabilidade e boas práticas de produção. Quem estiver com o cadastro ambiental rural (CAR) atualizado, licenciamento em dia e certificações reconhecidas por órgãos oficiais sai na frente.

Além disso, a COP30 deve reforçar o elo entre sustentabilidade e formalização. A partir dela, grandes compradores internacionais tendem a incluir cláusulas contratuais que exigem relatórios ambientais, auditorias e certificados emitidos por instituições reconhecidas. Pequenas cooperativas e produtores que trabalham com insumos naturais, como óleos essenciais, manteigas vegetais, mel, castanhas e bioativos, também serão impactados.

Entre os documentos que devem ganhar peso estão:

  • Certificados de origem e rastreabilidade;

  • Laudos de pureza e qualidade;

  • Declarações de conformidade ambiental;

  • Fichas de segurança de produtos (SDS), traduzidas para o idioma do país de destino;

  • Relatórios de sustentabilidade e impacto socioambiental.

A tradução técnica e a padronização desses papéis, hoje vistas como burocracia, vão se tornar etapa obrigatória de quem quiser exportar com segurança. Uma falha em um documento pode travar o embarque ou gerar multas pesadas.

Apesar de parecer mais um obstáculo, esse novo padrão também pode abrir portas. A demanda global por produtos sustentáveis cresce ano a ano, e o Brasil tem potencial para liderar esse mercado — especialmente com o peso da Amazônia e do agronegócio no debate climático. Quem se antecipar às exigências, garantindo rastreabilidade e conformidade, poderá vender com valor agregado e acessar compradores mais exigentes e rentáveis.

Além disso, a COP30 deve impulsionar o financiamento verde, com linhas de crédito e investimentos destinados a quem comprovar práticas sustentáveis, preservação de floresta e redução de emissões.

Pensar Agro

PRF apreende medicamentos e canetas de Mounjaro em esquema ilegal na BR-364

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na manhã desta sexta-feira (7), uma apreensão significativa de medicamentos de uso controlado, anabolizantes e produtos importados sem documentação fiscal durante fiscalização no km 387 da BR-364, no município de Cuiabá (MT).

Por volta das 9h15, uma equipe da PRF deu ordem de parada a um veículo Chevrolet Cobalt ocupado por um casal e um bebê. O motorista informou estar retornando de Ponta Porã (MS). Durante a vistoria, os policiais encontraram dezenas de caixas com medicamentos de uso controlado e anabolizantes escondidos sob o banco traseiro e no porta-malas, incluindo genéricos para emagrecimento, como Lipoless 15, Lipoless 10, Lipoless 5, T.G 15, T.G 10, Retatrutide, Tirzec 10, Enantato e Masterbolick.

Também foram localizadas diversas canetas aplicadoras de Mounjaro (tirzepatida), muitas delas vazias, levantando suspeita de que os genéricos seriam inseridos nessas canetas para revenda como originais, o que representa risco à saúde pública por não possuírem comprovação de procedência nem controle sanitário.

O casal e todo o material apreendido foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá, onde serão adotadas as providências legais cabíveis.

PF realiza operação de desintrusão contra garimpo ilegal na Terra Indígena Tubarão Latundê

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A ação resultou na prisão de cinco pessoas, na apreensão de duas armas de fogo e munições, e na inutilização de maquinário utilizado na atividade ilícita
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A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), deflagrou, nesta quinta-feira (6/11), operação de desintrusão na Terra Indígena Tubarão Latundê, localizada no Estado de Rondônia.

A operação foi desencadeada a partir de denúncias anônimas que indicavam a ocorrência de garimpo ilegal em área de acesso restrito. Após diligências preliminares, as equipes identificaram o ponto de exploração clandestina de recursos minerais e procederam ao deslocamento imediato para o local.

Durante a ação, cinco pessoas foram presas em flagrante, duas armas de fogo e diversas munições foram apreendidas, e foram inutilizados acampamento e maquinário utilizados no garimpo, incluindo uma retroescavadeira. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de extração de recursos minerais sem autorização legal, usurpação de bens da União e porte ilegal de arma de fogo.

A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a proteção das terras indígenas e o combate aos crimes ambientais, especialmente aqueles que atentam contra os direitos dos povos originários e a preservação da biodiversidade amazônica.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Em Rondônia, meteorologia prevê chuvas intensas entre segunda e terça-feira

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A previsão indica precipitações volumosas, com possibilidade de atingir o nível 3 de intensidade. Devido ao calor excessivo, o estado continua em alerta de nível 1 para chuvas a partir deste domingo, 9. Embora as precipitações pontuem uma moderação, há risco de ventos fortes e temporários.

Com base em um alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), elaborado a partir de dados do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Porto Velho deve se preparar para chuvas de nível 2 e 3. O nível 2 indica a ocorrência de diversas organizadas e intensas, com potencial para causar transtornos.

 

O nível 3, por sua vez, sinaliza a presença de chuvas ainda mais intensas e planejadas, especialmente na área que se estende do norte ao noroeste da capital.

A previsão, válida a partir de segunda-feira (10) e com duração de 48 horas, aponta para possíveis problemas como ventos fortes, queda de árvores, alagamentos em áreas com infraestrutura precária, além de raios e trovoadas.

Embora não tão frequente na região, essas precipitações ocorreram pontualmente devido às mudanças climáticas e, mais recentemente, aos efeitos do La Niña na Amazônia. A previsão é de que eventos semelhantes se repitam, exigindo atenção e medidas preventivas por parte das autoridades.

Com base na previsão de eventos climáticos semelhantes, as autoridades deverão permanecer em estado de alerta e manter-se preparados. O comunicado alerta os moradores dos demais municípios sobre o impacto significativo das chuvas de nível 2 em todo o estado, com exceção de uma pequena área no Nordeste, onde a intensidade será menor.

Fonte: News Rondônia.

Imagem/Internet

Giovanna Antonelli recebe quadro pintado por artista de Rondônia

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Edina Costa entregou a obra “Waorani”, inspirada nos povos originários. Giovanna revelou ter criado um espaço em casa dedicado à arte amazônica.

A artista plástica Edina Costa, de Rondônia, presenteou a atriz Giovanna Antonelli com uma tela na noite de sexta-feira (7), em Porto Velho. Giovanna é conhecida por papéis em grandes produções, como “O Clone” e “Segundo Sol”, da TV Globo.

O quadro entregue por Edina retrata a fauna amazônica. A artista decidiu fazer a homenagem após saber que Giovanna havia viajado ao Pará e se encantado com a cultura local.

Giovanna esteve em Porto Velho para participar de uma palestra e Edina, que era uma das expositoras do evento, aproveitou a oportunidade para entregar o presente pessoalmente.

Giovanna se mostrou empolgada com o presente e compartilhou sua vivência na Amazônia. Ela contou que passou 40 dias no Pará durante as filmagens de um longa e, após a experiência, criou em casa uma sala dedicada à arte indígena.

“Voltei tão impactada com a Amazônia, com toda a experiência que vivi, com a inspiração indígena, que fiz uma sala indígena”, disse Giovanna.

Presente de fã

Edina contou ao g1 que é fã de Giovanna desde a novela “O Clone”. Ela participou do evento como expositora e assistiu à palestra da atriz, sem imaginar que sua iniciativa a colocaria tão perto de alguém que sempre admirou.

Segundo Edina, a emoção do momento superou o cansaço do dia. Ela conseguiu conversar com Giovanna, que prometeu colocar o quadro em destaque na sala temática de sua casa.

“Ela ficou encantada e disse que fará questão de depois me enviar uma foto. Ficou emocionada — e isso, para mim, foi o maior presente. Poder presentear alguém que admiro e tocar o coração dela foi algo muito especial. Um presente assertivo”, relembra a artista.

A obra “Waorani”

A tela entregue à atriz se chama “Waorani” e retrata uma indígena da Amazônia equatoriana. Segundo Edina, as cores vibrantes no rosto representam a riqueza cultural do povo Waorani. O olhar firme expressa a luta pela preservação das tradições e do território ancestral.

A pintura também traz araras com penas vermelhas, azuis e amarelas, que reforçam a força e a beleza da cultura amazônica.

 

Fonte/G1-RO