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Após aprovação na Câmara, Senado analisará fim da escala 6×1

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O Senado recebe nos próximos dias a proposta de emenda à Constituição que estabelece a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. A PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1 — hoje definida em 44 horas semanais de trabalho por um dia de folga — foi aprovada por ampla maioria na quarta-feira (27), em dois turnos, pela Câmara dos Deputados.

A proposta é que a carga horária seja reduzida em um período de transição de 14 meses, sem que haja qualquer redução de salário.

Na Câmara, os deputados aprovaram um substitutivo (texto alternativo) do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais, assim como para a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que dividia carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho.

Conforme o texto aprovado, após dois meses da publicação da emenda constitucional passam a valer dois dias de descanso remunerado por semana. A preferência é de que pelo menos um desses dias seja aos domingos. A partir de então, os trabalhadores celetistas terão de cumprir a carga horária semanal máxima de 42 horas.

Somente um ano após esse período — atendendo o prazo de 14 meses — é que será estabelecida definitivamente a carga semanal de 40 horas. Durante esse prazo de transição, será permitido que, por convenção ou acordo coletivo de trabalho, seja ampliada a duração diária da jornada (geralmente de oito horas) para que sejam cumpridas as 42 horas semanais.

Debate

Ainda na quarta-feira, o Plenário do Senado aprovou requerimento para a realização de sessão temática (REQ 414/2026)  destinada a debater os possíveis impactos sociais e econômicos da PEC. Assinaram o requerimento os senadores Dr. Hiran (PP-RR), Wellington Fagundes (PL-MT), Weverton (PDT-MA) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Assim como aconteceu na Câmara, a PEC será submetida a dois turnos de discussão e votação no Senado. Se o texto for aprovado sem alteração no projeto da Câmara, a emenda constitucional é promulgada pelas Mesas das duas Casas. Se for modificada, a proposta volta para a Câmara.

Setor produtivo

O fim da escala 6×1 tem gerado manifestações por parte dos empregadores. Na terça-feira (26), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu representantes do setor produtivo. O grupo reivindicou que a discussão da proposta seja feita de maneira técnica e, de preferência, após as eleições de outubro.

Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban disse que a intenção da visita não foi contestar a  proposta, mas buscar uma solução que atenda a todos os envolvidos.

— Não se pode discutir um assunto desses, com tamanha seriedade e importância, de uma forma açodada. Esperamos e temos fé que o Senado vai entender isso — disse Alban.

Debate

No Senado, alguns senadores já manifestaram suas posições. Em discurso no Plenário na quarta, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) abriu o debate sobre o assunto criticando o fim da escala 6×1, sem redução de salário. Para o parlamentar, a proposta tem caráter eleitoral e não deveria ser analisada pelos senadores antes das eleições deste ano.

— Não houve aumento de produtividade e investimento em máquinas que justificassem isso. As consequências são terríveis. (…) Isso tem um efeito devastador em escola privada e em muitas prefeituras e estados que remuneram por hora, que contratam por CLT. Ninguém para pensar nisso.

Na contramão, o senador Cleitinho (Republicanos-DF) apoiou os dois dias de folga previstos na PEC e pediu que a matéria seja votada o quanto antes. Para ele, a pauta não é de esquerda ou de direita.

— Essa pauta da questão da escala não é uma pauta ideológica, gente. Vai lá na rua, vai ao shopping, vai ao supermercado e pergunta ao trabalhador se ele é de esquerda ou de direita. Ele está se lixando para isso! Ele quer ter um pouco de dignidade, e eu tenho propriedade para falar disso, porque a vida inteira eu trabalhei nessa maldita escala — afirmou Cleitinho.

Já o senador Izalci Lucas (PL-DF) disse à Agência Senado que “ninguém é contra dar mais tempo de lazer e descanso para o trabalhador se dedicar à sua família”, mas que é preciso “olhar para o mundo real da economia”.

— A grande preocupação com essa proposta é: quem vai pagar essa conta? O impacto financeiro imediato sobre o setor produtivo, especialmente sobre as micro e pequenas empresas que operam com margens muito estreitas e poucos funcionários, pode ser devastador se a mudança for feita de forma abrupta. É preciso debater esse tema com muita responsabilidade fiscal e econômica, avaliando alternativas viáveis para que a redução de jornada não resulte em fechamento de comércios ou desemprego na ponta — expôs Izalci.

À Agência Senado, o senador Humberto Costa (PT-PE) também manifestou voto favorável à proposta. Ele espera que a PEC seja analisada pelo Plenário antes do recesso parlamentar de julho.

— Mesmo com uma oposição tacanha, que de tudo fez para criar obstáculos à aprovação da PEC, nós conseguimos uma estrondosa vitória. Eu espero que essa matéria seja rapidamente pautada no Senado e que possamos votá-la até antes do recesso parlamentar, em favor das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros — afirmou Humberto Costa.

Fonte: Agência Senado

Agricultura indígena e Etnoturismo conquistam espaço de destaque na 13ª Rondônia Rural Show

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A valorização das comunidades indígenas de Rondônia e o fortalecimento da produção sustentável estão entre os destaques apresentados durante a 13ª Rondônia Rural Show Internacional. Por meio do programa Ater Indígena, executado pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), o governo de Rondônia vem ampliando a assistência técnica especializada e promovendo ações voltadas ao desenvolvimento econômico, cultural e social dos povos originários.

O trabalho é realizado em parceria entre a Emater-RO, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), levando atendimento gratuito às comunidades indígenas em diferentes regiões do estado. Além da assistência técnica voltada à agricultura familiar, o programa contempla iniciativas como inclusão no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que abrange as duas pontas dessa atividade econômica: assistência técnica para quem produz e atendimento social àqueles que se encontram em vulnerabilidade alimentar.

Orientados pela Emater, as comunidades também têm apoio à comercialização de artesanato e incentivo à geração de renda, respeitando as tradições e a cultura de cada povo. O acesso ao crédito rural por meio do Pronaf, é um incentivo para viabilização de suas lavouras, especialmente a do café, vem ganhando espaço junto ao mercado nacional.

De acordo com o diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, a assistência técnica tem sido fundamental para ampliar as oportunidades dentro das aldeias. “A Emater-RO atua diretamente junto às comunidades indígenas, levando orientação técnica, acesso às políticas públicas e incentivo à produção. Nosso objetivo é fortalecer a autonomia das famílias indígenas, respeitando sempre a identidade cultural de cada povo”, afirmou.

Fortalecimento das comunidades indígenas e para o desenvolvimento sustentável do estado

Durante a feira, os visitantes também conhecem uma das novidades apresentadas pelo Governo de Rondônia: o Programa de Visitação em Terras Indígenas de Rondônia, instituído pela Portaria nº 14, de 7 de fevereiro de 2025, fortalecendo o Etnoturismo no estado de forma organizada, sustentável e respeitosa. O programa prevê apoio e capacitação das comunidades indígenas para elaboração de planos e roteiros de visitação, e desenvolvimento de ações voltadas à recepção de turistas interessados em vivenciar a cultura, os costumes e as tradições dos povos indígenas de Rondônia.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das comunidades indígenas e para o desenvolvimento sustentável do estado. “O governo de Rondônia tem trabalhado para garantir oportunidades às comunidades indígenas, respeitando suas tradições, promovendo inclusão produtiva e incentivando ações que gerem renda. O Etnoturismo é mais uma ferramenta de valorização cultural e desenvolvimento econômico”, ressaltou.

A participação na Rondônia Rural Show Internacional tem sido uma importante oportunidade para apresentar ao público os resultados das ações desenvolvidas nas aldeias, promovendo a inclusão produtiva, a valorização cultural e o fortalecimento da identidade indígena.

A 13ª Rondônia Rural Show Internacional segue reunindo inovação, conhecimento e oportunidades de negócios, consolidando-se como uma vitrine das potencialidades do agronegócio e da agricultura familiar de Rondônia.

Inscrições para o Enem 2026 seguem abertas até 5 de junho com novas medidas de acesso

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Os estudantes interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 têm até o dia 5 de junho para realizar a inscrição pela Página do Participante, com login na conta Gov.br. Nesta edição, o Ministério da Educação (Mec) anunciou mudanças que buscam ampliar o acesso e facilitar a participação dos estudantes da rede pública. Entre as novidades está a inscrição automática para concluintes do ensino médio da rede pública.

O procedimento será realizado com base nos dados enviados pelas redes de ensino ao MEC. Mesmo com a inscrição pré-preenchida, os estudantes deverão acessar o sistema para confirmar a participação e complementar informações, como município de realização da prova, escolha da língua estrangeira e necessidade de atendimento especializado.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância do exame para o acesso dos jovens ao ensino superior e ao mercado de trabalho. “O Enem representa uma oportunidade para milhares de estudantes realizarem o sonho de ingressar em uma universidade. O governo de Rondônia segue investindo na educação e incentivando os jovens a participarem desse processo, que transforma vidas e amplia oportunidades”, afirmou.

O titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Massud Badra, reforçou a importância de os estudantes ficarem atentos aos prazos e concluírem a inscrição dentro do período estabelecido. “A rede estadual tem desenvolvido ações de orientação e apoio aos estudantes para garantir que todos tenham acesso às informações e possam participar do Enem. É fundamental que os candidatos confirmem a inscrição e acompanhem todas as etapas do cronograma”, ressaltou.

A gerente de Ensino Médio da Seduc, Tainá Oliveira, destacou a importância de os candidatos ficarem atentos aos prazos para solicitação de atendimento especializado e uso do nome social. “Os pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social também devem ser realizados até o dia 5 de junho. O atendimento contempla pessoas com deficiência visual, física, auditiva e intelectual, além de candidatos com transtornos como Transtorno do Espectro Autista, dislexia e déficit de atenção, bem como gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, entre outras condições específicas”, disse.

TAXA DE INSCRIÇÃO

Para os candidatos não isentos, a taxa de inscrição permanece em R$ 85 e pode ser paga até o dia 10 de junho por boleto, pix, cartão de crédito ou débito em conta, conforme a instituição bancária. Os participantes que tiveram a isenção aprovada também precisam efetivar a inscrição no sistema.

O Enem 2026 continuará permitindo a certificação de conclusão do ensino médio para participantes maiores de 18 anos. Para garantir o diploma, é necessário atingir uma pontuação mínima exigida nas provas e indicar essa opção no momento da inscrição.

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de aplicação do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200, pago na mesma conta utilizada pelo programa. O exame é a principal porta de entrada para o ensino superior no país, sendo utilizado em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Deputada Rosangela Donadon destina R$ 150 mil para aquisição de tubos Armco em Colorado do Oeste

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Recurso atende pedido do vereador Baiano Leiteiro para fortalecer a infraestrutura rural e garantir melhorias nas estradas do município.

A deputada estadual Rosangela Donadon (PRD) destinou R$ 150 mil em emenda parlamentar para atender o município de Colorado do Oeste com a aquisição de tubos Armco, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER). A demanda foi apresentada pelo vereador Baiano Leiteiro, que levou à parlamentar a necessidade de investimentos na infraestrutura rural do município.

O recurso foi solicitado para garantir a compra dos tubos metálicos que serão utilizados em obras de drenagem e melhorias nas estradas rurais de Colorado do Oeste.

Segundo Rosangela Donadon, o investimento atende uma necessidade urgente do município, especialmente das comunidades rurais que dependem das estradas para o transporte escolar, acesso aos serviços públicos e escoamento da produção agrícola. A parlamentar destacou que o trabalho em parceria com vereadores e lideranças locais é fundamental para garantir investimentos que realmente atendam às demandas da população.

“O vereador Baiano Leiteiro nos apresentou essa necessidade importante para Colorado do Oeste, principalmente para fortalecer as estradas da zona rural. Destinamos esse recurso porque sabemos da importância dessas melhorias para os produtores rurais e para toda a população que utiliza essas vias diariamente”, afirmou a deputada.

Rosangela Donadon também agradeceu ao governador coronel Marcos Rocha pelo apoio às demandas dos municípios rondonienses e reforçou a importância da união entre Assembleia Legislativa e Governo do Estado para levar desenvolvimento, infraestrutura e melhores condições de trafegabilidade às regiões do interior de Rondônia.

 

 

 

Assessoria parlamentar

MPF processa empresa e gestores por garimpo ilegal e desmatamento de grande magnitude em Vilhena (RO)

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Grupo movimentou mais de R$ 5,4 milhões com extração clandestina de areia, cascalho e saibro retirados de área federal

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra a empresa Norte Sul Terraplanagem e Comércio Ltda e seus quatro gestores por extração clandestina, em escala industrial, de 137 mil m³ de minérios (areia, cascalho e saibro) da Gleba Pública Federal Corumbiara, em Vilhena (RO). Laudos periciais estimam que essa usurpação de recursos da União gerou aos réus o montante de R$ 5,4 milhões. Eles também são acusados de destruírem sete hectares de floresta nativa do bioma amazônico.

A extração operava em duas frentes, uma iniciada em 2019, que tinha estação de beneficiamento, bacias de decantação, cozinha, refeitório, banheiros e alojamentos para funcionários, e outra que começou em 2020, com desmatamento e abertura de cavas profundas que descaracterizaram o relevo original. O MPF identificou, pelo seu Sistema GeoRadar, que as coordenadas geográficas das áreas exploradas incidem diretamente sobre a Gleba Pública Federal Corumbiara, em Vilhena, confirmando o domínio federal da área.

Na ação, o MPF expõe que a extração clandestina dos recursos ocorreu mesmo após embargos e autuações federais da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, as licenças ambientais do órgão ambiental estadual (Sedam) apresentadas pela empresa não autorizavam a extração de minérios, pois tinham condicionantes expressas que proibiam a atividade sem a outorga da ANM.

O MPF aponta que mesmo após as interdições, os réus não fizeram a recuperação ambiental das áreas, pois não houve a recomposição in natura das cavas, nem implementação de um plano de recuperação de área degradada (Prad). Ao contrário, a perícia federal realizada com auxílio de drone flagrou a expansão das frentes de lavra. Uma perícia do Ibama constatou que as estradas de acesso à área apresentavam características de movimentação diária e que os taludes (barrancos criados por cortes e aterros) ostentavam marcas de escavação recentes, indicando continuidade das atividades.

Os celulares dos réus apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação revelaram rotina comercial ininterrupta entre maio de 2023 e outubro de 2024, época em que a empresa declarava-se formalmente paralisada perante a Administração Pública. Segundo a investigação policial, em 2024, os acusados simularam uma alteração no contrato da empresa, com uso de “laranja”, na tentativa de blindagem patrimonial para evitar qualquer reparação do dano. Eles também faziam movimentações financeiras em contas pessoais para ocultar o vultoso montante de dinheiro gerado pela extração ilegal.

Pedidos – O MPF pediu à Justiça Federal a condenação dos réus ao cumprimento das seguintes obrigações:
• indenização à União por dano material no valor mínimo de R$ 5,4 milhões, correspondente ao valor estimado da comercialização dos minerais;
• indenização por dano moral coletivo de, no mínimo, R$ 1 milhão a ser pago por réu, cujo total (R$ 5 milhões) será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos;
• elaboração de plano de recuperação de área degradada (Prad) dos sete hectares degradados;
• revitalização da área prevista no Prad (isolamento, correção de solo e plantio de espécies nativas), sob pena de multa diária.

A ação civil pública foi proposta pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no enfrentamento à mineração ilegal, e tramita na Justiça Federal em Vilhena, sob o número 1001572-08.2026.4.01.4103. Paralelamente, os réus respondem a uma ação penal na Justiça Federal em Porto Velho pelos mesmos fatos, onde são acusados de usurpação de matéria-prima da União, extração mineral clandestina, invasão de terras públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Consulta processual

 

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia
(69) 98431-9761 / 3216-0586 / 3216-0511

STF reconhece a obrigação dos shoppings de manter locais de amamentação para as funcionárias das lojas

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Em julgamento concluído nesta quarta-feira (27), o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os shoppings centers têm a obrigação de manter local apropriado de amamentação para as funcionárias das lojas que compõem o complexo. O entendimento firmado segue posição defendida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou a necessidade de assegurar os direitos fundamentais das mães e das crianças pequenas, a proteção integral da infância e a garantia das mulheres de permanecerem no mercado de trabalho. Os shoppings centers têm prazo de até um ano para adaptação.

De acordo com Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), estabelecimentos com pelo menos 30 funcionárias com mais de 16 anos nos quadros devem disponibilizar local próprio de amamentação. A exigência pode ser suprida por meio de creches distritais mantidas, diretamente ou mediante convênios, por outras entidades públicas ou privadas, pelas próprias empresas, em regime comunitário ou a cargo de entidades. Pela tese firmada pelo Supremo, a expressão “estabelecimento” prevista na CLT abarca os shoppings centers em relação às funcionárias das lojas situadas no complexo comercial.

Divergência de entendimento – O caso concreto trata de ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra shopping em São Paulo pedindo a construção de espaço de amamentação comum para atender as funcionárias das lojas. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendeu que a obrigação é do shopping, e não dos lojistas individualmente. Depois de analisar recurso, a Primeira Turma do STF manteve a decisão. Mas, em outra ação, a Segunda Turma da Corte resolveu que o dever seria dos lojistas. Para solucionar a divergência, o caso foi levado ao Plenário.

Em parecer assinado pela subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, o MPF lembrou que os espaços adequados para o aleitamento materno asseguram a eficácia de direitos constitucionalmente previstos, além de conferir dignidade às trabalhadoras e aos seus filhos pequenos em fase de amamentação. As lojas fazem parte de um todo que é o shopping. Transferir a obrigação de manter os locais de amamentação para os lojistas individualmente seria transformar em letra morta a lei que busca proteger mães e bebês, inclusive pela inviabilidade prática da medida.

Na visão do MPF, a Constituição não admite qualquer interpretação da CLT que possa restringir os direitos fundamentais à saúde e à alimentação da criança, à proteção da maternidade e da infância, bem como à proteção do mercado de trabalho da mulher.

Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1.562.586 - Embargos de Divergência no Agravo Regimental


Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República

Anvisa determina recolhimento de coco ralado da marca Casa de Mãe

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Laudo apontou excesso de dióxido de enxofre em um lote do produto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (28/5), o recolhimento do lote 13/25 do coco ralado da marca Casa de Mãe. Laudo feito pelo Lacen/DF apontou resultado insatisfatório no ensaio quantitativo de dióxido de enxofre no produto. Apesar de a substância ser autorizada como conservante de alimentos, há limites estabelecidos para sua utilização.

Além do recolhimento, a Anvisa determinou a suspensão da distribuição, da venda, da divulgação e do uso do produto fabricado pela Qualicoco Ltda. (CNPJ: 04522379000665). 

Leia a Resolução 2.133/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Saúde e Vigilância Sanitária

Audiência pública apresenta metas fiscais do 1º quadrimestre em Vilhena

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Evento foi realizado na Câmara Municipal, com transmissão ao vivo e participação aberta à população

A Prefeitura de Vilhena realizou, na manhã desta quarta-feira, 27, a audiência pública de demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao 1º quadrimestre de 2026. O encontro ocorreu no plenário da Câmara Municipal e contou com a participação de representantes da administração, equipes técnicas e da comunidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados relacionados à execução financeira do município entre os meses de janeiro e abril, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. As informações permitiram o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos e o desempenho das metas estabelecidas para o período.

A audiência foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura no YouTube, com duração superior a quatro horas, garantindo amplo acesso à população. O conteúdo permanece disponível na plataforma para consulta a qualquer momento.

Como parte das ações de transparência, a ata da audiência será disponibilizada no Portal da Transparência do município e também publicada no Diário Oficial de Vilhena (DOV), assegurando o registro formal e o acesso público às informações apresentadas.

A realização da audiência pública reforça o compromisso da administração municipal com a transparência, a responsabilidade fiscal e o acompanhamento das contas públicas pela sociedade.

Ezequiel Neiva anuncia início das obras de ampliação do barracão da Aamirom, em Rolim de Moura

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Parlamentar viabilizou R$ 690 mil para reforma e ampliação do barracão.

Ezequiel Neiva participou de reunião de início das obras no barracão (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria parlamentar)

A Associação dos Amigos de Rolim de Moura (Aamirom) celebrou mais uma conquista com a liberação do recurso de R$ 690 mil destinado para a ampliação do barracão utilizado nas ações beneficentes em apoio ao Hospital do Amor, em Rolim de Moura. O investimento foi viabilizado por meio de emenda de bancada articulada pelo deputado estadual Ezequiel Neiva (PL).

Durante reunião com a diretoria da associação, foi anunciada oficialmente a ordem de serviço para o início das obras de reforma e ampliação do espaço. O investimento atende à solicitação do colaborador Edimar Dias, que acompanha de perto as necessidades da entidade e atua diretamente nas ações desenvolvidas pela associação.

O autor do pedido, Edimar Dias, agradeceu o empenho das lideranças envolvidas na conquista do recurso. “Agradecer o deputado estadual Ezequiel Neiva e também ao Wiveslando Neiva por sempre estar cobrando e nos ajudando para que a causa pudesse ser resolvida”, afirmou.

Parlamentar esteve reunido com a diretoria da Aamiron (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar)

O suplente de deputado federal Wiveslando Neiva (PL) destacou a importância do trabalho social desenvolvido pela associação e o compromisso firmado com a entidade. “Fico feliz de participar de um momento desse. O Ezequiel Neiva já tinha feito o compromisso e hoje podemos voltar aqui para dar a ordem de serviço. Essa não é uma obra de uma só pessoa, mas vocês fazem um trabalho muito bonito e belo. E nós de alguma forma conseguimos contribuir com o trabalho desenvolvido por vocês com o projeto Direito de Viver. Tenho certeza que muitas pessoas serão abençoadas através disso”, frisou.

A presidente da Aamirom, Vanusa Batista, celebrou o início da nova etapa da obra e destacou a importância da parceria para fortalecer o atendimento às pessoas em tratamento contra o câncer. “Agradecer a Deus e nosso coração está muito aquecido em saber que esse é o momento do início da ordem de serviço para essa segunda etapa da construção do nosso espaço do Direito de Viver em Rolim de Moura. Somos muito gratos ao deputado Ezequiel Neiva por ter abraçado essa causa de uma forma carinhosa, por ter esse amor por esse trabalho em prol das pessoas em tratamento e acompanhamento do câncer. Vamos conseguir concluir essa obra. Agradecer a todo time da Aamirom. Só tenho a agradecer”, destacou.

Vanusa Batista ressaltou ainda que a ampliação do barracão representa um avanço importante para garantir mais conforto, segurança e estrutura durante os eventos beneficentes promovidos pela associação. Segundo ela, o espaço é fundamental para fortalecer as ações solidárias que contribuem diretamente com o Hospital do Amor e com pacientes em tratamento oncológico da região.

Barracão será ampliado em Rolim de Moura (Foto: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar)

Membro da associação e doador do terreno onde está sendo construída a estrutura, Arno Voigt também foi reconhecido durante o encontro pelo apoio à causa e pela contribuição para o fortalecimento das atividades desenvolvidas pela entidade em Rolim de Moura.

Já o deputado estadual Ezequiel Neiva valorizou o trabalho desempenhado pela associação e destacou a importância do investimento para a continuidade das ações beneficentes. “Alegria e satisfação de estar no local onde são feitos os leilões do Hospital do Amor. Uma grande conquista dessa associação para Rolim de Moura através do Edimar e da Vanusa, que é presidente da associação.

Nós destinamos R$ 690 mil e viemos para dar a ordem de serviço à empresa que vai iniciar as obras de reforma e ampliação desse barracão para que as festas aconteçam aqui de forma mais confortável, com segurança e comodidade a todos que vão contribuir com o Hospital do Amor e os que vão estar trabalhando por essa grande causa”, afirmou o parlamentar.

Texto: Alexandre Almeida I Secom ALE/RO
Fotos: Nilson Nascimento | Assessoria Parlamentar 

PF atua contra lavagem de dinheiro em Rondônia e em Mato Grosso

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Operação Alvo Cerrado cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Guajará-Mirim/RO e em Pontal do Araguaia/MT

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (28/5), a Operação Alvo Cerrado, com o objetivo de aprofundar investigação relacionada à possível prática de lavagem de capitais, com indícios de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e para dissimulação da origem de valores supostamente ilícitos.

Durante a operação, são cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão, sendo dois na cidade de Guajará-Mirim e dois em Pontal do Araguaia/MT, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de Porto Velho.

As investigações foram iniciadas a partir de informações que apontaram movimentações bancárias incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos suspeitos. No curso da apuração, foram identificados indícios de movimentação financeira aproximada de R$ 229 milhões, em período analisado entre os anos de 2018 e 2023.

Os investigados poderão responder pelo crime de lavagem de capitais, sem prejuízo da apuração de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia