O Poder Judiciário de Rondônia avança na ampliação do acesso à Justiça, com a instalação de dois novos Fóruns Digitais no Estado, em Urupá e São Felipe D`Oeste. Os dois processos licitatórios para contratação de empresa especializada, que utiliza metodologia sustentável de construção, já foram concluídos. Em Urupá, a empresa vencedora do certame já assinou o contrato e está iniciando os trabalhos. São Felipe D´Oeste a assinatura do contrato será nesta semana. Com as novas unidades, o TJRO passará a contar com 11 fóruns digitais.
As unidades terão o mesmo formato já consolidado em outras regiões, com espaço e tecnologia para realização de atendimentos e audiências de forma remota e modelo de construção com menor impacto para o meio ambiente.
Mais de 30 quilômetros de distância separam o município de Urupá da sede da comarca de Alvorada D´Oeste. Em São Felipe D`Oeste possibilitará acesso aos serviços essenciais da Justiça para mais perto dos(as) cidadãos(ãs), que, atualmente, precisam se deslocar quase 50 km até o fórum de Pimenta Bueno. No local, além dos serviços da Justiça, a população também terá acesso a atendimentos de mais de 17 instituições parceiras.
Fórum Digital
O Fórum Digital do TJRO tem conquistado reconhecimento nacional. A iniciativa foi vencedora do Prêmio Innovare, uma das maiores honrarias do país na valorização de boas práticas na Justiça, além de ter sido reconhecida como boa prática do Conselho Nacional de Justiça, pelo impacto positivo na transformação digital e no acesso à Justiça.
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) voltou às ruas da Capital, neste sábado (8/11), para mais uma rodada de fiscalizações a unidades da rede pública de saúde.
As equipes estiveram no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e nas Policlínicas Ana Adelaide e José Adelino, acompanhando de perto o que mudou e o que ainda precisa mudar no atendimento à população.
A ação integra o Programa Permanente de Fiscalização da Saúde, iniciativa que combina rigor técnico e escuta humanizada para induzir melhorias no serviço público e nas condições de trabalho dos profissionais da área.
Durante as inspeções, os auditores avaliaram a oferta de medicamentos e insumos, a realização de exames, o estado dos equipamentos, a presença das equipes de saúde e as condições de limpeza e estrutura das unidades.
Escuta ativa dos profissionais de saúde, um dos benefícios da ação feita pelo Tribunal
O resultado mostra um cenário de avanços importantes, mas também fragilidades que continuam afetando diretamente pacientes e servidores.
JOSÉ ADELINO: AVANÇOS NA GESTÃO E NOVOS DESAFIOS
Na Policlínica José Adelino, a fiscalização reconheceu pontos positivos, como a presença de servidores administrativos nos fins de semana e o regime de sobreaviso no almoxarifado.
No entanto, foi registrada quantidade insuficiente de insumos essenciais, como tubos e ataduras, o que compromete o pleno funcionamento da unidade.
A Policlínica José Adelino, na Zona Leste de Porto Velho, foi uma das unidades fiscalizadas
Também foi identificada a escassez de medicamentos e a ausência de balança hospitalar adequada, já que o equipamento atualmente utilizado não é próprio para uso clínico.
Como ponto positivo, equipe do TCE-RO registrou a presença de agente de endemias nos fins de semana e o funcionamento contínuo da farmácia, das 7h às 18h, garantindo assistência completa à população.
SAMU: FROTA REDUZIDA E SOBRECARGA CONTINUAM PREOCUPANDO
No Samu, os auditores constataram que persistem irregularidades antigas, especialmente a frota insuficiente e com falhas mecânicas recorrentes.
Faltam condutores para completar as equipes, o que amplia a sobrecarga dos profissionais, que muitas vezes são acionados para remoções de pacientes sem quadro grave, situação que deveria ser absorvida por outros serviços de saúde.
Condição das ambulâncias foi verificada na ação do TCE-RO
O Tribunal alertou que o problema compromete a agilidade nos atendimentos de urgência e desgasta as equipes. Também foram observadas falhas de infraestrutura, como a falta de manutenção do ar-condicionado e a limpeza precária das ambulâncias no turno noturno, além do descumprimento de escala de plantão por dois servidores.
ANA ADELAIDE: MELHORIAS IMPLEMENTADAS E NOVOS DESAFIOS
Na Policlínica Ana Adelaide, o TCE-RO verificou avanços concretos em relação à última visita: problemas como vandalismo nos banheiros públicos, ausência de chuveiro na sala de observação e falhas na transferência de pacientes já foram solucionados.
Por outro lado, a fiscalização identificou novos desafios que exigem ação imediata da gestão.
A unidade enfrenta falta de kits laboratoriais essenciais para exames de diagnóstico e acompanhamento de pacientes críticos. Além disso, foram encontrados pacientes internados desde o dia anterior, o que gera superlotação, sobrecarga da equipe e riscos à segurança assistencial.
FISCALIZAR PARA TRANSFORMAR A SAÚDE PÚBLICA
Os resultados reforçam o papel do TCE-RO como agente transformador da realidade da saúde pública. Mais do que apontar falhas, o Tribunal busca escutar, compreender e propor soluções que melhorem a vida das pessoas.
Ao conversar com pacientes e profissionais, os auditores identificam problemas que vão além dos relatórios, e ajudam a construir caminhos para um atendimento mais digno e humano.
Secretário-geral de Controle Externo, Marcus Cézar Filho, coordenou a ação deste sábado
“É o Tribunal mais próximo da população, trabalhando para que o serviço de saúde tenha cada vez mais qualidade”, destacou o secretário-geral de Controle Externo, Marcus Cézar Filho.
O próximo passo será a elaboração de relatórios detalhados, com recomendações técnicas e encaminhamentos à gestão municipal, para que as melhorias saiam do papel e se tornem parte do dia a dia dos cidadãos.
Iniciativa foi apresentada em painel da AgriZone durante a COP30 nesta segunda-feira (10)
A integração entre segurança alimentar e segurança energética foi o foco do painel “Cultivando o Futuro: Segurança Alimentar e Energética Caminhando Juntas”, realizado nesta segunda-feira (10) na AgriZone, espaço da Embrapa em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante a COP30, em Belém (PA).
A coordenadora-geral de Sustentabilidade e Regulação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), Andrea Moura, representou o Ministério no debate e destacou o papel do Brasil como referência mundial em produção sustentável.
Durante o painel, Andrea explicou que a produção de alimentos e a de biocombustíveis no Brasil não competem entre si, resultado da capacidade do país de integrar diferentes cadeias produtivas de forma eficiente. Ela afirmou que é possível produzir grãos destinados à alimentação e matérias-primas para biocombustíveis sem comprometer a oferta de alimentos. Em muitos casos, as duas atividades se complementam, como ocorre quando a segunda safra de milho é cultivada após a soja, prática que contribui para a saúde do solo e aumenta a produtividade.
A coordenadora também destacou que os biocombustíveis têm papel essencial na transição energética global, pois são produzidos a partir de fontes renováveis, como milho, cana-de-açúcar e oleaginosas. Esses produtos permitem substituir gradualmente os combustíveis fósseis e impulsionar uma matriz energética mais limpa. Segundo ela, o Brasil tem grande potencial para ampliar essa produção, especialmente em setores estratégicos, como a aviação civil e o transporte marítimo.
Andrea ressaltou que o modelo agrícola brasileiro é um exemplo de como é possível conciliar segurança alimentar, sustentabilidade e inovação. Ela afirmou que o Brasil é parte da solução, pois o agro nacional contribui para alimentar o mundo e, ao mesmo tempo, gerar energia limpa de forma responsável e sustentável.
A atividade integrou a programação oficial da AgriZone, espaço do Mapa e da Embrapa que apresenta soluções inovadoras da agropecuária brasileira durante a COP30 e promove o diálogo entre governos, produtores, pesquisadores e organizações internacionais sobre os desafios e oportunidades do setor.
Cinco plantas de etanol de milho e dez unidades de sorgo recebem aval chinês; medida amplia oportunidades para as cadeias de grãos e biocombustíveis
OBrasil conquistou a habilitação dos primeiros cinco estabelecimentos para exportação de DDG/DDGs (grãos secos de destilaria) e de 10 unidades para exportar sorgo à China. A autorização fortalece a relação comercial com o principal parceiro do agronegócio brasileiro e abre novas oportunidades para o setor de sorgo e para a indústria de etanol de milho.
A medida decorre da assinatura do Protocolo Fitossanitário do sorgo (novembro de 2024) e do Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho (maio de 2025), além da conclusão dos modelos de certificado fitossanitário acordados entre as autoridades dos dois países.
No caso do sorgo, a região Centro-Oeste responde por mais de 60% da produção nacional. Em 2024, segundo o IBGE, o Brasil produziu mais de 4 milhões de toneladas, das quais 178,4 mil toneladas (4%) foram exportadas. Foram habilitadas quatro unidades no Mato Grosso, quatro em Minas Gerais, uma em Rondônia e uma na Bahia. A China é responsável por mais de 80% das importações globais de sorgo, que somaram mais de US$ 2,6 bilhões no último ano.
Quanto ao DDG, coproduto do processamento de milho para etanol, o Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo e exportou cerca de 791 mil toneladas do insumo em 2024. A nova autorização contempla quatro unidades no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul. No mesmo período, a China importou mais de US$ 66 milhões desse produto.
Com as habilitações, o Brasil passa a contar com um canal regular de embarques para o maior importador global de grãos e insumos para ração animal, ampliando a previsibilidade dos contratos e criando espaço para o aumento do volume exportado nas próximas safras.
O resultado é fruto de um trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado, em alinhamento com as exigências técnicas estabelecidas pelas autoridades chinesas.
A China segue como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras: em 2024, o país importou mais de US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional.
Além do impacto econômico, as habilitações reforçam a agenda de sustentabilidade do Brasil. A exportação de coprodutos do agronegócio, como o DDG, promove a economia circular, ao transformar resíduos industriais em insumos valorizados pela indústria global.
Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 488 novas oportunidades desde o início de 2023
Ogoverno brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com os governos dos Emirados Árabes Unidos e do Líbano, que permitirão ao Brasil exportar, respectivamente, codornas e feijão preto para esses países.
As autoridades sanitárias dos Emirados Árabes Unidos (EAU) autorizaram o Brasil a exportar codornas destinadas à alimentação animal. Em 2024, os EAU importaram mais de US$ 3,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, destacando-se como o 6º principal destino do agronegócio brasileiro.
No Líbano, as autoridades sanitárias autorizaram o Brasil a exportar feijão preto. Em 2024, o Brasil exportou para o Líbano mais de US$ 432 milhões em produtos agropecuários, com destaque para carnes, produtos dos complexos sucroalcooleiro e de soja.
Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 488 novas oportunidades desde o início de 2023.
Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O governo de Rondônia anunciou a oferta da Eletiva Libras II, componente curricular voltado ao aprofundamento dos estudos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A iniciativa integra o projeto Ensino Médio com Mediação Tecnológica, fortalecendo uma educação pública inclusiva, equitativa e eficiente, fundamentada no respeito à diversidade e na promoção da acessibilidade comunicacional.
O novo comportamento curricular dá continuidade ao percurso formativo iniciado com a Eletiva Libras I, oferecendo aos estudantes a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a estrutura, a gramática e a expressividade da língua de sinais. Além disso, o componente busca promover a compreensão dos aspectos culturais que envolvem a comunidade surda, fortalecendo uma postura cidadã, empática e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e acessível.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a ampliação do ensino da Língua Brasileira de Sinais é mais um passo importante para garantir que todos tenham acesso à comunicação e à aprendizagem. “O governo de Rondônia tem investido e trabalhado em ações que promovem a inclusão e o respeito à diversidade dentro das escolas. Valorizamos cada iniciativa que contribui para uma educação mais humana, acessível e transformadora”, evidenciou.
A titular da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Albaniza Batista, destacou o reflexo da iniciativa. “A introdução da Eletiva Libras II tem um impacto direto na formação dos nossos jovens, que passam a desenvolver empatia, respeito e sensibilidade às diferenças. Essa experiência amplia a visão de mundo dos estudantes e contribui para uma sociedade mais inclusiva.”
COMPETÊNCIAS COMUNICATIVAS
De acordo com o coordenador do projeto, Rogério Cajueiro, a inclusão da Eletiva Libras II no currículo da Mediação Tecnológica reforça o papel da escola como espaço de diálogo, convivência e valorização das diferenças. “O uso das tecnologias educacionais permite que estudantes de diferentes regiões do estado tenham acesso a uma aprendizagem significativa, que ultrapassa o campo linguístico e alcança dimensões sociais e humanas”, explicou.
A oferta da nova eletiva representa um avanço na consolidação de uma política educacional voltada à formação integral dos estudantes, ampliando suas competências comunicativas e sociais. A iniciativa também reforça o compromisso da Seduc com o cumprimento da Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão no Brasil, fortalecendo os direitos linguísticos e a inclusão no ambiente escolar.
O projeto de Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental, desenvolvido pela Superintendência Estadual do Indígena (SI) está consolidando um amplo levantamento de informações sobre os territórios e comunidades indígenas de Rondônia. A iniciativa, que será apresentada na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), reúne dados essenciais para o planejamento de políticas públicas integradas, com foco em sustentabilidade, desenvolvimento local e valorização dos povos originários.
O diagnóstico contempla o levantamento de indicadores sociais e econômicos, o mapeamento de áreas prioritárias para conservação e bioeconomia, a integração entre políticas públicas, cultura e meio ambiente, além da coleta de pontos geográficos das comunidades e da elaboração de mapas temáticos.
Mais de 1.200 indígenas foram entrevistados em nove territórios, em um trabalho de campo que envolveu o diálogo direto com pessoas acima de 18 anos, representantes de suas famílias. As entrevistas têm possibilitado compreender com profundidade o modo de vida, os desafios e as potencialidades de cada povo, fornecendo uma base sólida para a construção de ações futuras.
No contexto atual, os dados coletados passam por uma fase de organização e revisão em campo, com a sistematização de planilhas e mapas temáticos. Essa etapa permitirá que a SI planeje com mais precisão ações futuras e políticas voltadas à promoção da qualidade de vida, à proteção ambiental e ao fortalecimento das economias indígenas, de forma específica, de acordo com as necessidades de cada território.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a participação do estado na COP30 fortalece a Amazônia e os povos que a preservam há séculos. “O diagnóstico socioeconômico e ambiental é uma ferramenta estratégica para que possamos formular políticas públicas mais eficazes, que respeitem as tradições e promovam o desenvolvimento sustentável de todas as regiões do estado”, salientou.
Segundo o superintendente Estadual do Indígena, Gasodá Suruí, o levantamento é um marco na história das políticas voltadas aos povos indígenas em Rondônia. “Estamos construindo conhecimento a partir da escuta direta das comunidades, valorizando suas perspectivas e fortalecendo sua autonomia na gestão dos territórios”, destacou.
DESENVOLVIMENTO E CONSERVAÇÃO
Com esse trabalho, o governo de Rondônia abre caminho para políticas públicas mais assertivas, proteção ambiental ampliada e desenvolvimento econômico local aliado à conservação. O objetivo central é garantir que as populações tradicionais sejam protagonistas no cuidado com a Amazônia, fortalecendo sua autonomia, seus direitos e o alcance das iniciativas governamentais que transformam realidades.
Tema integra o Plano de Ação que será lançado pelo governo federal no Dia da Saúde, como parte das propostas do Brasil para fortalecer sistemas de saúde resilientes
Foto: João Risi / MS
Em Belém (PA), o Ministério da Saúde participou, nesta segunda-feira (10), do evento “Doença de Chagas: Mudanças Climáticas, o Olhar da Comunidade e Desafios na Prevenção e no Acesso ao Tratamento”, realizado na Casa Bayer durante o primeiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A atividade reuniu representantes da Secretaria de Saúde do Pará, da Fiocruz, de instituições de pesquisa e de comunidades afetadas, com o objetivo de discutir os impactos da crise climática na expansão das doenças tropicais negligenciadas (DTNs).
Para a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares, o debate é fundamental por reunir governo, comunidade científica e sociedade civil na discussão dos desafios de prevenção, vigilância e tratamento das doenças tropicais negligenciadas, como a Doença de Chagas — um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e na América Latina.
“É muito simbólico iniciar a COP30 com esse tema. Trata-se de uma das doenças tropicais negligenciadas mais associadas às desigualdades sociais e às condições de habitação. Apesar de já termos eliminado um dos principais vetores no Brasil, a doença ainda persiste e enfrenta novos desafios diante das mudanças climáticas”, afirmou.
Segundo a diretora, as mudanças climáticas funcionam como um acelerador das desigualdades, tornando mais complexos os esforços para enfrentar problemas de saúde pública. Para ela, enfrentar essa realidade exige inovação na produção de medicamentos, ampliação do diagnóstico precoce e atuação integrada com as comunidades locais.
Doenças tropicais negligenciadas e adaptação climática no SUS
No Brasil, a Doença de Chagas é um exemplo de como as transformações ambientais e sociais podem afetar diretamente a saúde das pessoas. O aumento da temperatura global e as alterações no regime de chuvas ampliam a distribuição geográfica dos vetores, encurtam seus ciclos de vida e elevam as possibilidades de transmissão vetorial e oral.
Esses impactos afetam principalmente sobre populações ribeirinhas, indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e extrativistas, que enfrentam vulnerabilidades associadas à moradia precária, à falta de saneamento, à insegurança alimentar e à dificuldade de acesso aos serviços de saúde. É nesse contexto que o Ministério da Saúde consolida políticas públicas voltadas à adaptação climática e à equidade em saúde.
Plano de adaptação
O Brasil tem se destacado na integração entre clima, saúde e equidade, com ações estruturadas que colocam o Sistema Único de Saúde (SUS) no centro das respostas aos impactos climáticos.
Nesta semana, o Ministério da Saúde vai apresentar na COP30 o AdaptaSUS – Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, que define metas até 2035 para fortalecer a resiliência do SUS diante dos efeitos do clima.
O plano prevê a avaliação nacional de impactos, vulnerabilidades e adaptação no SUS, o fortalecimento da vigilância de zoonoses e das redes laboratoriais, além do desenvolvimento de modelos preditivos e da ampliação do controle de doenças sensíveis ao clima, como a Doença de Chagas.
Referência mundial
Ainda na COP30, o Brasil lança o Plano de Ação de Belém para a Saúde e as Mudanças Climáticas, coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
O plano incorpora os princípios da justiça climática, da equidade em saúde e da participação social, reconhecendo que as mudanças climáticas agravam desigualdades e exigem respostas centradas nas populações mais afetadas.
A Doença de Chagas está entre as prioridades do plano, especialmente nas metas voltadas à identificação de riscos e doenças relacionadas ao clima, incluindo as doenças tropicais negligenciadas (DTNs).
A Fundação Cultural de Ji-Paraná (FCJP) divulga amanhã (11) a lista das 35 fotografias que vão compor o painel em comemoração aos 48 anos de emancipação do município. Neste ano, o tema escolhido foi “Ji-Paraná sob lentes: 48 anos refletidos sob o olhar da nossa gente”. As inscrições iniciaram em 8 de outubro.
De acordo com o edital do concurso de fotografia, as imagens (inéditas) deveriam reproduzir espaços físicos, arquitetônicos, atividades cotidianas, bens naturais, festividades, manifestações esportivas, sociais e culturais e outros que permitam identificar que elas são do município.
O participante teve que anexar a foto em formato JPG, preencher e enviar o formulário de inscrição, o descritivo da imagem, cópias de documento de identidade (ou CNH), comprovante de residência e as autorizações de uso de imagem e cessão de direitos autorais devidamente assinadas.
As regras do concurso proibiram fotografias que tivesse conteúdo ofensivo, discriminatório, ilegal ou que fizessem apologia ao crime, drogas ou nudez, ou imagens excessivamente manipuladas ou fora do tema proposto. Caso fossem enviadas, seriam desclassificadas pela comissão organizadora.
O resultado será divulgado no site oficial da Prefeitura de Ji-Paraná. Todos os selecionados receberão certificados de participação, e as imagens poderão ser utilizadas em exposições e eventos culturais sem fins lucrativos.
Rádio Atena sorteará uma motoneta e capacete avaliados em R$11 mil e Rádio Clube Cidade R$1.500, além dos tradicionais brindes da Toca do Coelho e Jirau Energia
A 13ª edição da Festa dos Jornalistas de Rondônia, marcada para 6 de dezembro de 2025, promete uma programação animada com diversas atrações musicais. O evento, que é exclusivo para profissionais atuantes da comunicação do Estado, terá como grande prêmio uma motoneta com capacete, no valor de R$ 11 mil, ofertado pela Rádio Atena FM. Também vai sortear a quantia de R$1.500, ofertado pela Rádio Clube Cidade FM, e ainda vários brindes da Toca do Coelho e Jirau Energia.
PATROCINADORES E APOIADORES
Por enquanto a festa conta com o apoio de importantes nomes e instituições, como o governador do Estado Marcos Rocha, senador Confúcio Moura, deputado Eyder Brasil, Daniel Pitbul, deputado Ribeiro do Sinpol, vereador Zé Paroca, o Grupo César Cassol e a FIERO, Fecomércio, Toca do Coelho, Rádio Atena FM, Rádio Clube Cidade FM, refrigerantes Dydyo, Coronel Church e Rovema.
DATA E LOCAL
Data: 06 de Dezembro de 2025 (sábado)
Horário: das 10h às 18h
Local: Restaurante Pitbull
Endereço: Rua da Estrada de Ferro, 3434, bairro Triângulo, Porto Velho
INGRESSOS
A entrada será mediante a doação de 2 kg ou mais de alimentos não perecíveis por pessoa.
PROGRAMAÇÃO E ATRATIVOS
Shows Musicais: A festa contará com um tributo oficial a Elvis Presley, o sambista Beto César, a dupla Eduardo Lima e Veríssimo Batera (MPB e Pop Rock), e a discotecagem de Kau Gomes.
Alimentação: Será servida feijoada aos participantes, acompanhada de Chopp Coronel Church, refrigerantes Dydyo, água e sorvetes Dullin.
“O evento tem um caráter solidário. Toda a comida arrecadada será doada ao Núcleo de Apoio a Crianças com Câncer (NACC). Parte das doações também será destinada a ajudar jornalistas que enfrentam dificuldades financeiras”, ressaltou a presidente do grupo União dos Jornalistas, que organiza o evento, jornalista Yalle Dantas.