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MPF recomenda ao Incra retomada do processo de regularização e destinação para reforma agrária de fazenda em RO

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Objetivo é garantir segurança jurídica e evitar conflitos após decisão judicial recente que determinou a desocupação da área

Foto mostra uma área verde cercada

Foto: Image by jeswin em Freepik

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adote, de forma imediata e prioritária, todas as providências necessárias para impulsionar o processo de assentamento e regularização fundiária da Fazenda Morro Vermelho, localizado no Distrito de Jacy-Paraná, em Porto Velho (RO).

A recomendação foi motivada pelo prolongado histórico de inércia, acompanhado pelo MPF desde 2015. Ainda em 2023, o Incra informou ao órgão ministerial que havia pendências técnicas e operacionais para concluir a regularização.

Segundo o MPF, a falta de organização administrativa, associada ao histórico de conflitos no campo no estado, pode gerar ou intensificar tensões e situações de conflito agrário, razão pela qual o órgão atua também de maneira preventiva. “O estado de Rondônia é notório por vários conflitos agrários e mortes no campo e os órgãos públicos ligados à temática de reforma agrária e regularização fundiária não podem se omitir no exercício de suas atribuições constitucionais”, alerta a recomendação.

A situação merece urgência especialmente após a sentença publicada em setembro deste ano, que julgou procedente ação de reintegração de posse movida pelo próprio Incra e determinou a desocupação da área em 30 dias. A mesma decisão autorizou o órgão a dar destinação legal ao imóvel, incluindo a identificação de possíveis beneficiários da reforma agrária.

A recomendação indica, então, que a autarquia constitua um grupo de trabalho específico e apresente um cronograma de ações em até 90 dias. Segundo o MPF, é fundamental a manutenção de um diálogo constante com a comunidade, incluindo a participação de um representante dos ocupantes nas discussões e a garantia de transparência em todas as etapas.

O MPF recomenda, ainda, que o Incra realize um levantamento sócio-ocupacional das famílias do acampamento Egídio Brunetto – que ocupa a área – para identificar suas condições de vulnerabilidade e apurar a existência de histórico de conflitos na localidade. A autarquia deve efetivar, em prazo razoável, a análise e o cadastramento dos interessados que atendam aos requisitos do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Por fim, o MPF destaca que é fundamental que o Incra mantenha atualizado e divulgue amplamente em seu site o cadastro de áreas desapropriadas e de beneficiários da reforma agrária em Rondônia, assegurando a necessária transparência à política pública.

Íntegra da recomendação

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia

Cultura do alho ganha zoneamento de risco climático

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Zarc delimita as áreas e épocas de baixo risco climático para a implantação e produção do alho no Brasil

Cultura do alho ganha zoneamento de risco climático

O alho é a mais nova hortaliça contemplada no Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que estabelece as regiões de produção e épocas de plantio mais favoráveis para o cultivo no território brasileiro, com base nas probabilidades ou risco de perda de produção causada por eventos meteorológicos adversos. 

As portarias foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (25). Os estudos foram elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças, em conjunto com associações de produtores e instituições de ensino e de pesquisa agropecuária. 

O zoneamento funciona como um instrumento de gestão de risco climático e, no caso do alho, abrange as regiões tropicais e subtropicais do país, com o propósito de orientar produtores, agentes financeiros e seguradoras. A implantação da lavoura fora dos períodos indicados está sujeita a elevada probabilidade de perdas. 

O objetivo do zoneamento para a cultura do alho foi identificar as áreas de menor risco climático e definir os melhores períodos de plantio no Brasil, visando reduzir perdas de produção e obter melhores rendimentos. O pesquisador Marcos Braga, responsável técnico pelos estudos, assinala que o Zarc avalia exclusivamente riscos agroclimáticos, portanto, parte-se do pressuposto de que todas as outras necessidades da cultura serão atendidas com um adequado manejo agronômico. 

ALHO EM CLIMA TROPICAL E SUBTROPICAL 

Os estudos consideraram as cultivares de alho nobre, que representam a maior parte da produção nacional que chega aos mercados, pois alcançam maior valor comercial e atendem melhor às exigências do consumidor em termos de qualidade de bulbo. Na opinião do pesquisador Francisco Vilela, membro da equipe Zarc Alho, a subdivisão do zoneamento em duas regiões, em função do clima tropical ou subtropical, é o aspecto mais relevante porque, apesar das variedades serem as mesmas, as épocas de plantio e os sistemas de produção apresentam diferenças importantes.  

PRINCIPAIS RISCOS CLIMÁTICOS PARA O ALHO 

Como o alho é uma espécie originária do continente asiático, em regiões de clima frio, para a cultura ter um bom desenvolvimento e alta produtividade no Brasil é indispensável que as regiões e épocas de produção atendam a certas condições de temperatura e fotoperíodo – referente ao número de horas de luz por dia. 

As cultivares de alho nobre são originárias do sul do Brasil e requerem mais de 13 horas diárias de luz e temperaturas diárias mais baixas, entre 13 e 18ºC, para formação de bulbos de bom tamanho e valor comercial. Cultivares mais precoces respondem ao estímulo de dias mais curtos, enquanto materiais tardios como os alhos nobres dependem de dias mais longos para conseguir formar bulbos. “Quando o número de horas de luz fica abaixo do mínimo exigido pela cultivar ocorre somente o crescimento vegetativo da planta”, explica Braga. 

Em relação à temperatura, o alho exige temperaturas amenas (18º a 20ºC) na fase inicial do ciclo, temperaturas mais baixas (10º a 15ºC) durante as fases vegetativa e de bulbificação, e temperaturas mais elevadas (20º a 25ºC) no período de maturação. Segundo o pesquisador, o acúmulo de horas de frio é fundamental para a resposta do alho ao fotoperíodo, resultando em boa formação dos bulbos de alho e para a produtividade da lavoura.  

Assim, alguns limiares de temperatura foram utilizados na avaliação de riscos para a cultura. Em condições subtropicais, a temperatura média deve ser menor que 14ºC e a temperatura máxima não pode ultrapassar 31ºC no período que se estende do plantio até o início da bulbificação das plantas. Já em condições tropicais, a temperatura média não pode ser superior a 12ºC nem a máxima acima de 32ºC. Esses parâmetros apresentaram bom desempenho como delimitadores do desempenho da cultura em diversos locais de produção conhecidos.  

Um critério auxiliar adotado no zoneamento desta cultura é a altitude, pois é um fator relevante para as condições térmicas que afetam a produção de alho nobre em produtividade e qualidade. Em regiões subtropicais, a altitude mínima para estabelecer os cultivos deve estar acima de 600 metros, enquanto em locais tropicais fica acima de 750 metros.  

A PRÁTICA DA VERNALIZAÇÃO 

É indispensável que o alho nobre passe pelo processo de vernalização, tratamento de frio do alho semente pré-plantio, antes da implantação da lavoura para garantir uma boa produção independentemente das condições climáticas futuras. O pesquisador Francisco Vilela explica que a vernalização dos bulbos é capaz de tornar a planta menos exigente em fotoperíodo e em temperaturas baixas, permitindo formação de bulbos em locais que não possuem as condições climáticas ideais para determinada cultivar.  

“O processo de vernalização do alho-semente em câmara frigorífica ocorre em faixas de temperaturas positivas entre 3ºC a 5ºC ou negativas entre -1 a -3ºC e umidade relativa do ar de 65 a 70%, dependendo do sistema de produção adotado e níveis de produtividade almejados pelo produtor. Essa técnica permitiu ampliar as regiões e as épocas de cultivo das cultivares de alho nobre, anteriormente restritas ao Sul do Brasil”, esclarece o pesquisador, ao contar que hoje as cultivares de alho nobre têm sido plantadas, com vernalização, desde o centro-norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e regiões de altitude do norte da Bahia e da Chapada Diamantina.  

Vilela conta que a vernalização do alho-semente antes do plantio é uma exigência nas áreas de clima tropical. Já nas regiões subtropicais, como o sul do país, a prática pode ser dispensável, muito embora tenha sido feita por segurança em função das mudanças climáticas. “Essas variações das formas de produção do alho são peculiares do Brasil. Em outros países, o processo é muito mais homogêneo”, observa o pesquisador.  

DISPONIBILIDADE DE ÁGUA

O cultivo do alho em sistemas de produção não irrigados, ou seja, de sequeiro, apresenta risco elevado de perdas por déficit hídrico.  

Com um sistema radicular superficial, o alho é uma planta bastante sensível à falta de água. Contudo, irrigação em excesso também pode prejudicar a produtividade e a qualidade do alho, notadamente em solos com problemas de drenagem. Assim, irrigar no momento correto e na quantidade adequada é decisivo para a obtenção de altas produtividades e a qualidade do produto.  

Em relação à necessidade hídrica da cultura, estima-se que varia de 400 mm a 850 mm, dependendo das condições climáticas e do ciclo de produção. Portanto, como o alho é uma cultura muito exigente em água durante o seu ciclo produtivo, os cultivos comerciais são irrigados, principalmente com sistemas por aspersão, sejam convencionais ou mecanizados.  

“Mesmo nas regiões subtropicais do país, mais frias, alguns poucos locais suportariam o cultivo dependente de chuvas, porém com baixa janela de plantio e alto grau de risco de perdas. Assim, para todo o Brasil foi considerado somente o cultivo do alho em sistema de produção irrigado”, assinala Braga.  

OUTROS RISCOS ASSOCIADOS AO ALHO 

O cultivo do alho não deve ser realizado em áreas onde já tenha sido identificada a ocorrência de podridão branca (Stromatinia cepivora Berk. sin. Sclerotium cepivorum), pois é o risco de perdas elevadas e inviabilização da colheita é muito alto. “Esse fungo pode causar danos em todas as fases de crescimento da planta e seu desenvolvimento é favorecido por temperaturas de 10 a 20°C”, explica Braga. O patógeno pode sobreviver por longos períodos no solo e não há medidas efetivas de controle da doença. Ou seja, a ocorrência da doença em locais de cultivo inviabiliza a produção naquele local. 

CONSULTA AO ZARC 

As datas de plantio estipuladas para o cultivo de alho nobre no Zarc devem ser seguidas pelos produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR).  “A função do zoneamento não é colocar entraves aos produtores, mas sim oferecer a eles a garantia de recebimento do valor segurado”, analisa Braga. 

Os resultados do Zarc do alho foram disponibilizados pelo MAPA no Painel de Indicação de Riscos (http://indicadores.agricultura.gov.br/zarc/), nas portarias por Estado (https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/riscos-seguro/programa-nacional-de-zoneamento-agricola-derisco-climatico/portarias/portarias), e no aplicativo Zarc Plantio Certo (Android e IOS). 

PARCERIAS 

O desenvolvimento do Zarc do alho contou com uma equipe multidisciplinar formada por especialistas da Embrapa Hortaliças, Embrapa Agricultura Digital, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina. Também participaram técnicos e representantes da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), da Associação Gaúcha de Produtores de Alho (Agapa), da Associação Mineira dos Produtores de Alho (Amipa) e da Wehrmann Agrícola. 

Informações à imprensa
Paula Rodrigues
MTB 61.403/SP
[email protected]
(61) 3385.9109 

Agricultura e Pecuária

Rondônia deve encerrar 2025 com a 3ª melhor economia do Brasil

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Atualizada em novembro, a Resenha Regional de Assessoramento Econômico de uma instituição financeira com as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), sinaliza que Rondônia deve atingir o terceiro maior crescimento do PIB do Brasil em 2025, com projeção de chegar a 5,3%.

O resultado é fruto da combinação de uma série de avanços no cenário econômico rondoniense, entre eles o fato de Rondônia ter a segunda menor taxa de desemprego do Brasil, consolidando-se como um ambiente repleto de oportunidades para ter renda e uma vida digna, e onde a produção de alimentos está em alta, com destaque para o café, cacau, tambaqui e carne bovina, com recorde de exportações, refletindo positivamente no comércio e serviços.

Os produtos de Rondônia, inclusive o café, bate recorde de exportação

Também contribui para o sucesso econômico rondoniense o apoio a setores estratégicos, a exemplo do histórico lançamento, este ano, do Plano de Desenvolvimento do Turismo de Pesca Esportiva em Rondônia, coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e pela Superintendência Estadual de Turismo (Setur).

O plano traz  impacto positivo em diversas atividades econômicas, desde guias e condutores de pesca, valorizando a comunidade ribeirinha, até agências de turismo, lojas, hospedagem e restaurantes, fortalecendo rendas e contribuindo para o bem-estar social.

O titular da Sedec, Lauro Fernandes, destacou que Rondônia mantém um dos melhores ritmos de crescimento do Brasil, resultado de políticas públicas sérias, focadas no progresso de Rondônia. “O que faz a economia dar certo em Rondônia é ser atrativo para negócios, altamente produtivo no campo, gerador de empregos, promovedor de capacitação profissional gratuita e impulsionador do progresso nos 52 municípios. As decisões do governo estão afetando positivamente a economia e a população.’’

O apoio a setores estratégicos contribui para o sucesso econômico rondoniense

Ranking de projeções do PIB em 2025 (Estados e DF)
| 1º | Mato Grosso (MT) | 6,4% |
| 2º | Tocantins (TO) | 5,7% |
| 3º | Rondônia (RO) | 5,3% |
| 4º | Mato Grosso do Sul (MS) | 4,8% |
| 5º | Roraima (RR) | 4,3% |
| 6º | Pará (PA) | 3,7% |
| 7º | Acre (AC) | 3,5% |
| 7º | Maranhão (MA) | 3,5% |
| 9º | Goiás (GO) | 3,4% |
| 10º | Espírito Santo (ES) | 3,2% |
| 10º | Paraná (PR) | 3,2% |
| 12º | Amapá (AP) | 2,9% |
| 13º | Bahia (BA) | 2,8% |
| 14º | Paraíba (PB) | 2,7% |
| 15º | Santa Catarina (SC) | 2,4% |
| 15º | Piauí (PI) | 2,4% |
| 17º | Distrito Federal (DF) | 2,2% |
| 18º | Rio de Janeiro (RJ) | 1,8% |
| 18º | São Paulo (SP) | 1,8% |
| 18º | Ceará (CE) | 1,8% |
| 21º | Amazonas (AM) | 1,6% |
| 22º | Sergipe (SE) | 1,5% |
| 23º | Rio Grande do Norte (RN) | 1,4% |
| 24º | Alagoas (AL) | 0,6% |
| 25º | Rio Grande do Sul (RS) | 0,3% |
| 26º | Pernambuco (PE) | 0,2% |

Porto de Porto Velho recebe premiação nacional pelo 4º ano consecutivo e está entre os portos mais bem avaliados do país

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O Porto de Porto Velho voltou a figurar entre os destaques do sistema portuário público brasileiro. A autoridade portuária recebeu o troféu do Prêmio CIDESPORT 2025, em Florianópolis, no dia 13 de novembro, ao alcançar o 3º lugar na categoria de portos com movimentação de até cinco milhões de toneladas. A cerimônia ocorreu durante o XII Congresso Internacional de Desempenho Portuário que tem parceria com a Universidade de Valência, Espanha.

Premiação considera indicadores que medem desde políticas ambientais e mitigação de impactos até responsabilidade social

A premiação considera indicadores que medem desde políticas ambientais e mitigação de impactos até responsabilidade social, integridade institucional e transparência administrativa. Na prática, o resultado coloca o porto rondoniense entre as autoridades portuárias públicas de médio porte mais bem avaliadas do país na agenda Ambiental, Social e Governança (ESG), hoje central para a competitividade logística.

O reconhecimento deste ano dá sequência a uma série de conquistas iniciadas em 2022, mas com critérios diferentes a cada edição. A trajetória recente revela um padrão de evolução contínua em dimensões estratégicas da gestão portuária.

Em 2022, o Porto de Porto Velho conquistou o 1º lugar na categoria “Avanço” do prêmio Portos+Brasil, organizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR). No ano seguinte, a mesma premiação concedeu ao terminal o 2º lugar na categoria “Variação da Margem EBITDA”, indicador associado à eficiência econômica e rentabilidade operacional. Em 2024, o Porto voltou ao topo ao receber o 1º lugar na categoria “Conformidade Regulatória”, na modalidade Porto Público, durante a 7ª edição do prêmio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

CICLO DE CRESCIMENTO

Cada reconhecimento destacou um aspecto específico da gestão, da infraestrutura e da operação. Em conjunto, os prêmios desenham um ciclo que vai do salto operacional à solidez econômica, da regularidade institucional ao desempenho ESG.

Para o diretor-presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), Fernando Parente, o pódio no CIDESPORT consolida esse percurso. “A gente vem construindo resultados de forma consistente, ano após ano, e por critérios diferentes. Isso mostra que o porto avançou na operação, na eficiência econômica, na conformidade e agora na sustentabilidade”, afirmou. Segundo ele, “o ESG não é um adorno. É uma forma de garantir crescimento com responsabilidade numa região estratégica como a Amazônia.”

Segundo o diretor-presidente da Soph, o reconhecimento reforça a confiança de operadores e parceiros. “Quando instituições diferentes avaliam e chegam a conclusões positivas sobre dimensões distintas do porto, isso cria um selo de credibilidade. Ajuda a atrair negócios e também a elevar o padrão interno de gestão”, declarou.

REPUTAÇÃO E COMPETITIVIDADE

O resultado ocorre em um momento em que portos amazônicos são pressionados a conciliar expansão logística com exigências ambientais e sociais cada vez mais objetivas. A avaliação ESG, nesse cenário, tem funcionado como critério de reputação e de competitividade, especialmente para cadeias produtivas que dependem de rastreabilidade e governança.

Com o troféu de 2025, o Porto de Porto Velho completa quatro anos seguidos de premiação nacional, sustentado por indicadores que apontam amadurecimento institucional. A meta agora é transformar a sequência de resultados em política permanente, mantendo eficiência operacional ao lado de compromissos ambientais, sociais e de integridade pública.

Histórias de solidariedade reforçam a importância da doação regular de sangue

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No último ano, mais de 3,3 milhões de bolsas de sangue foram coletadas. Cada bolsa doada pode atender mais de uma pessoa

Foto: arquivo pessoal

“Sua doação de sangue pode salvar vidas, da mesma maneira que um dia alguém pode salvar a sua vida com uma doação”. É com essa frase que Vilcimar Damaceno Oliveira, de 46 anos, incentiva a população a agir com solidariedade. O policial militar é morador do Gama, no Distrito Federal, e doa sangue há mais de uma década no Hemocentro de Brasília.  

Em abril deste ano, Vilcimar fez sua 100ª doação de sangue. Ele ainda lembra quando foi que começou a ser um doador. “Em 2012 fiz uma doação de sangue para ajudar um conhecido. No ano seguinte, fui convidado para fazer doação de plaquetas. Me explicaram que uma bolsa de plaquetas dupla serve para até seis pessoas. Saber que esse ato nobre pode salvar tantas vidas me fez continuar”, conta ele.  

A doação de sangue é essencial para salvar vidas. Cada bolsa coletada pode atender mais de uma pessoa, já que o sangue é separado em diversos componentes que podem ser usados em diferentes tratamentos.  

Em 2015, João Aleixo, também morador do DF,  precisou fazer uma prostatectomia radical (cirurgia para remover a próstata inteira). Para que isso fosse possível, os médicos recomendaram que a família do idoso doasse sangue. A transfusão foi possível graças ao gesto dos familiares, como a Isadora Sine, neta de João.  

A solidariedade com o familiar foi o começo para uma série de visitas ao hemocentro, e agora, Isadora é doadora regular. “Eu acho satisfatório doar e ver as bolsinhas cheias e pensar na possibilidade de ter meu sangue circulando no corpo de uma pessoa que precisou dele”, diz com emoção. 


Foto: acervo pessoal

Em 2024, cerca de 1,6% da população brasileira doou sangue no Sistema Único de Saúde (SUS), o que corresponde a mais de 3,3 milhões de bolsas coletadas no país.  

Em junho, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Doe Sangue. Você pode”, com o objetivo de incentivar a doação regular e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques em níveis seguros. Isso porque são esses estoques que garantem atendimento a pacientes em situações críticas, desde transfusões de emergência até transplantes e procedimentos oncológicos de alta complexidade.   

Atualmente, o Brasil possui 2.097 estabelecimentos de doação de sangue, entre públicos, privados e privados contratados.  

Quem pode doar  

Para ser um doador de sangue é preciso:  

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem ter autorização dos responsáveis)  
  • Apresentar documento de identificação com foto;  
  • Pesar no mínimo 50 kg;  
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;  
  • Estar alimentado (é necessário evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue).  

Acesse a página de doação de sangue

Camilla Nunes e Juliana Soares
Ministério da Saúde 

Confira a programação de exposição sobre resposta à aids no Brasil

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Ação ocorre de 1º de dezembro de 2025 a 30 de janeiro de 2026, no SESI Lab, em Brasília
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Foto: Internet

Em 2025, o Ministério da Saúde celebra, oficialmente, 40 anos da resposta nacional ao HIV e à aids. Para evidenciar os avanços alcançados nas políticas públicas, a mobilização social e toda a história dessas quatro décadas, a pasta realiza a exposição 40 Anos da História da Resposta Brasileira à Aids. Sua abertura oficial ocorre no dia 1º de dezembro, às 16h, no SESI Lab, em Brasília.

Com estruturas físicas e digitais e programação diversificada, a mostra que destaca ciência, campanhas, músicas, jogos digitais, filmes e literatura. São ao todo quatro ambientes: História – O tempo não para; Avanços tecnológicos – Museu de grandes novidades; Conquistas – Eu quero uma pra viver; e Cinema e debate – A velha bandeira da vida.

Os primeiros cinco dias de programação da exposição incluem também encontros técnicos voltados para gestores de saúde e movimentos sociais, com foco em melhorias no cuidado das pessoas vivendo com HIV e aids, além de certificações para territórios que alcançam metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a eliminação da transmissão vertical do HIV – durante a gestação, parto ou amamentação.

A partir do dia 6 de dezembro, tem início a 13ª edição da Cinema Mostra Aids, uma realização do Grupo Pela Vidda/SP, em parceria com o Ministério da Saúde. Serão nove filmes que abordam as diversas fases da epidemia desde seu início na década de 1980. No período da exposição, haverá ainda duas sessões da peça teatral educativa “O rapaz da rabeca e a moça Rebeca”, em parceria com a Friocruz, além de oficinas de arte, rodas de conversas com influenciadores digitais, escritores e especialistas, dentre outras atividades.

Diversas ações são abertas ao público, mas as vagas são limitadas. Para participar é preciso se inscrever no site da exposição.

A exposição é uma realização do Ministério da Saúde com o apoio do SESI Lab, do Grupo Pela Vidda-SP, do Museu da Pessoa, da Casa de Oswaldo Cruz, da Universidade de Brasília (UnB) e do Unaids Brasil. A curadoria da mostra foi realizada por um comitê que incluiu representes de redes e movimentos nacionais de pessoas vivendo com HIV e aids, além de técnicos, pesquisadores, organismos internacionais e parceiros do Ministério da Saúde.

Swelen Botaro
Ministério da Saúde

Rondônia abre 3 mil vagas, 54 para Auxiliar de Produção

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319 novas vagas foram abertas nesta semana, e estão distribuídas em 10 municípios, que concentram as maiores ofertas e reforçam a movimentação econômica regional

Rolim de Moura lidera a semana com 54 vagas para Auxiliar de Produção

Rondônia iniciou esta semana com 3.011 vagas de emprego abertas no Sistema Nacional de Emprego de Rondônia (Sine-RO), incluindo 319 novas oportunidades cadastradas em 10 municípios. Entre os destaques está o cargo de Auxiliar de Produção, com 54 vagas somente em Rolim de Moura, uma das maiores ofertas recentes no setor industrial do estado.

O objetivo é ampliar o acesso da população ao mercado de trabalho e reforçar o apoio às empresas que buscam novos profissionais. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) coordena as ações do Sine-RO, que mantém atualizações constantes das vagas, atendimento diário aos candidatos e suporte às empresas parceiras interessadas em ampliar seus quadros de funcionários.

GERAÇÃO DE RENDA

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o intuito é criar caminhos reais para que mais rondonienses conquistem trabalho e qualidade de vida. “Temos investido em políticas que fortalecem a economia e ampliam a oferta de vagas, garantindo que o desenvolvimento chegue a todas as regiões do estado”, enfatizou.

Segundo o coordenador-geral de Trabalho, Emprego e Renda, Fábio Mota, as novas oportunidades demonstram o aquecimento do mercado. “A demanda por mão de obra qualificada tem crescido, e o Sine-RO atua para facilitar esse encontro entre empresas e trabalhadores, oferecendo atendimento orientado e tecnologia a favor do cidadão”, destacou.

As vagas abrangem diversos segmentos, como comércio, serviços, logística e indústria, e atendem diferentes níveis de escolaridade. O secretário da Sedec, Lauro Fernandes, reforçou o papel estratégico do órgão. “Estamos fortalecendo o ambiente econômico e fomentando novas oportunidades em todo o estado. Nosso foco é apoiar quem busca emprego e também quem empreende”, frisou.

As 319 novas vagas abertas nesta semana estão distribuídas em 10 municípios, que concentram as maiores ofertas e reforçam a movimentação econômica regional. Entre eles, estão:

  • Rolim de Moura (71 vagas)
  • Ji-Paraná (90 vagas)
  • Porto Velho (69 vagas)
  • Jaru (24 vagas)
  • Vilhena (21 vagas)

INSCRIÇÃO

Os candidatos podem se inscrever diretamente pelo site ou aplicativo, onde também é possível acompanhar cada etapa do processo seletivo. Quem precisar de ajuda no cadastro ou encaminhamento tem à disposição atendimento presencial especializado nas unidades do Tudo Aqui.

 

Secom

RO libera R$ 17 milhões para licença-prêmio e pecúnia

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A titular da Seduc, Albaniza Oliveira, destacou que o investimento não se limita ao aspecto financeiro, mas faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede estadual

A Licença-prêmio assegura ao servidor público o direito a três meses de licença remunerada

O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), realiza nesta sexta-feira (28), o pagamento de R$ 17.673.003,80 (dezessete milhões, seiscentos e setenta e três mil, três reais e oitenta centavos) em benefícios destinados a servidores ativos e inativos da Educação, incluindo licenças-prêmio em pecúnia, diferença de licença-prêmio e verbas rescisórias.

O governo vem ultrapassando a meta definida no acordo firmado entre a Seduc, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) e o Sindicato dos Professores (Sinprof), que estabelece o pagamento mínimo de R$ 600 mil mensais em licença-prêmio em pecúnia. Somente neste mês, o estado destinou R$ 7.654.123,88 (sete milhões, seiscentos e cinquenta e quatro mil, cento e vinte e três reais e oitenta e oito centavos) ao pagamento da diferença de licença-prêmio em pecúnia para 3.596 servidores ativos. Além disso, foram investidos R$ 6.965.938,69 (seis milhões, novecentos e sessenta e cinco mil, novecentos e trinta e oito reais e sessenta e nove centavos) no pagamento de licença-prêmio em pecúnia para 267 servidores, e R$ 3.052.945,22 (três milhões, cinquenta e dois mil, novecentos e quarenta e cinco reais e vinte e dois centavos) no pagamento de verbas rescisórias a 259 servidores inativos e contratos temporários.

A titular da Seduc, Albaniza Oliveira, destacou que o investimento não se limita ao aspecto financeiro, mas faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede estadual. “O governo vem, prioritariamente, investindo na valorização dos profissionais da Educação, com ações de incentivo aos estudos e à qualificação dos servidores, formação continuada e melhorias na infraestrutura das escolas. A concessão da pecúnia é mais uma ação desta gestão para reconhecer e valorizar a categoria”, afirmou.

A Licença-prêmio está prevista na Lei nº 68/92, art. 123  , que assegura ao servidor público, após cada quinquênio de efetivo serviço prestado ao Estado, o direito a três meses de licença remunerada. Quando não usufruída, a legislação permite a conversão em pecúnia, possibilitando ao servidor receber o benefício em valores financeiros.

 

 

Secom

Tem Pare e Siga na BR-364, saiba o que fazer

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Rodovia segue com pontos ativos do sistema; Nova 364 orienta condutor sobre procedimentos ao volante

As obras intensificadas na BR-364, no trecho de Porto Velho a Vilhena, mobilizam frentes de trabalho no reparo de pavimento. Para garantir o fluxo nos dois sentidos, é necessário adotar o sistema Pare e Siga, que consiste na liberação do tráfego em sentidos alternados. Para garantir a segurança do usuário, a Nova 364 Concessionária de Rodovia, que administra o trecho, orienta sobre os procedimentos de segurança ao deparar-se com a operação.

Sinalização – é importante observar a presença de placas metros antes dos trechos em Pare e Siga. E reduzir a velocidade com a aproximação, geralmente em escala de 80 km/h para 60 km/h.

Homens-bandeiras – Eles vão sinalizar com a bandeirinha o momento de reduzir ainda mais a velocidade. É a aproximação do tráfego retido, no sistema de “Pare”.

Parada – Está na via de Pare? Ligue o pisca-alerta e aguarde com paciência.

Posso sair do veículo? É importante permanecer dentro do veículo. Isso garante sua segurança e a dos demais ocupantes.

Infração – Oferecer risco a terceiros por manobras perigosas no sistema Pare e Siga é infração de trânsito de natureza grave, com cinco pontos na CNH e multa. A depender da atitude, como transitar ou ultrapassar pelo acostamento, são infrações gravíssimas, com multas e a anotação de sete pontos no prontuário do condutor.

Pista liberada – Ao sair com o veículo, jamais ultrapasse os outros veículos. Mantenha a calma e siga o fluxo na área em obras, onde a pista está afunilada, em velocidade reduzida e a uma distância segura do veículo à frente.

Não pare na pista – Jamais pare ou reduza excessivamente a velocidade para observar a movimentação dos trabalhadores e de máquinas. Isto pode aumentar o risco de colisão traseira.

Programe a viagem – Com as frentes de serviços em operação na BR-364, é inevitável a formação de tráfego e o aumento no tempo da viagem. A Nova 364 orienta o condutor que antecipe sua viagem. Se houver compromisso profissional, programe o tempo e considere avisar sobre possíveis atrasos. Devido à espera, inevitável por tratar-se de trecho em pista simples, a sugestão é levar no veículo água para hidratar-se e um lanche.

Sobre a Nova 364

A Nova 364 Concessionária de Rodovia administra 686,7 quilômetros da BR-364, de Porto Velho até Vilhena. Via arterial da economia agrícola, o trecho rodoviário receberá investimentos de mais de R$ 12 bilhões que incluem obras de ampliações e melhoramentos entre duplicação, faixas adicionais, dispositivos, via marginal e o Expresso Porto.

 

 

Por Wilson Vieira

Energisa impulsiona eficiência energética em Vilhena com entregas na APAE e no Lar dos Idosos Maria Tereza da Lamarta

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Projetos somam mais de R$ 270 mil em investimentos e reforçam compromisso com sustentabilidade e responsabilidade social na região sul do estado

A cidade de Vilhena, no Cone Sul de Rondônia, recebeu um novo fôlego em sustentabilidade com a entrega de dois projetos de eficiência energética promovidos pela Energisa Rondônia. A iniciativa faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As ações contemplaram a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e o Lar dos Idosos Maria Tereza da Lamarta, garantindo modernização, economia e uma operação mais sustentável para instituições que prestam serviços essenciais à comunidade.

APAE recebe modernização e quase 50% de redução no consumo de energia elétrica

Com um investimento de mais de R$ 70 mil, a APAE de Vilhena passou por uma modernização dos sistemas de climatização e refrigeração. Ao todo, foram substituídos 10 aparelhos de ar-condicionado e uma unidade de refrigeração, garantindo mais conforto aos atendidos e maior eficiência no uso da energia elétrica.

A iniciativa deve proporcionar uma economia anual de 11,57 MWh (megawatt-hora), unidade que mede a quantidade de energia consumida em uma hora, o que representa uma redução de cerca de 50% no consumo da instituição. O volume economizado equivale ao gasto médio de 4 residências populares com consumo de 200 kWh (quilowatt-hora) por mês.

Além da redução nos custos, o projeto contribui para o meio ambiente com a diminuição de aproximadamente 1,5 tonelada de CO₂ (dióxido de carbono) lançado na atmosfera todos os anos.

Lar dos Idosos tem economia de mais de 80% após instalação de placas solares

 No Lar dos Idosos Maria Tereza da Lamarta, o impacto foi ainda maior. A instituição recebeu mais de R$ 200 mil em melhorias, incluindo a instalação de 62 placas solares e a substituição de aparelhos de ar-condicionado por modelos mais eficientes.

A economia anual será de expressivos de cerca de 60 MWh, reduzindo em mais de 80% o consumo de energia elétrica da instituição. O volume economizado equivale ao consumo médio de 26 residências populares.

A ação também garante benefícios ambientais significativos, com a redução anual de, aproximadamente, 8 toneladas de CO₂ despejadas na atmosfera.

Compromisso que transforma realidades em Rondônia

Para a Energisa Rondônia, as entregas reforçam a importância de apoiar instituições sociais que desempenham papel essencial na vida da população.

“Cada projeto desse porte representa mais do que economia: é qualidade de vida, sustentabilidade e fortalecimento das instituições que cuidam de quem mais precisa”, destacou Camila Lopes, analista de eficiência energética da Energisa Rondônia.

Desde 2018, a distribuidora já investiu mais de R$ 60 milhões em eficiência energética no estado, beneficiando organizações sociais, hospitais, escolas e serviços públicos. Os projetos já proporcionam uma economia anual de aproximadamente 25 mil MWh, energia suficiente para abastecer mais de 10 mil residências populares. Além disso, já evitaram a emissão de cerca de 3,1 mil toneladas de CO₂, consolidando Rondônia como referência em boas práticas de sustentabilidade na Amazônia.

 

 

Assessoria