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Denúncia Eleitoral: saiba quando e como comunicar irregularidades

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Conheça exemplos de irregularidades eleitorais, aprenda como fazer uma denúncia e saiba quais canais o TRE-RO disponibiliza para atender a população.

Conheça exemplos de irregularidades eleitorais, aprenda como fazer uma denúncia e saiba quais ca...
Saiba como denunciar uma possível irregularidade eleitoral pelos canais oficiais do TRE-RO. Arte: Ascom/TRE-RO.

As eleições devem ocorrer de forma justa e com igualdade de oportunidades para todas as candidatas, candidatos, partidos políticos, federações e coligações. Para isso, a Justiça Eleitoral fiscaliza o cumprimento da legislação, mas a participação da população também é importante. Ao identificar uma possível irregularidade eleitoral, qualquer cidadão pode comunicar o fato ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).

O que pode ser uma irregularidade eleitoral?

Nem toda propaganda é irregular. No entanto, algumas situações podem descumprir a legislação eleitoral e devem ser analisadas pela Justiça Eleitoral. Entre elas estão:

  • propaganda eleitoral realizada antes do período permitido pela legislação;
  • propaganda intrapartidária divulgada ao público em geral pedindo voto antes do início da campanha eleitoral;
  •  uso de bens, veículos ou prédios públicos para favorecer candidaturas;
  •  compra de votos ou promessa de dinheiro, presentes ou qualquer vantagem em troca do voto;
  • divulgação de informações falsas para prejudicar ou favorecer candidatas e candidatos;
  • criação ou compartilhamento de vídeos, fotos ou áudios falsos produzidos com inteligência artificial (deepfakes);
  • uso de perfis falsos, robôs ou disparo em massa de mensagens para influenciar o eleitorado;
  • utilização de outdoors ou outras formas de propaganda proibidas pela legislação.

Caso tenha dúvidas sobre a situação, o cidadão pode encaminhar a denúncia para que a Justiça Eleitoral analise o caso.

Como denunciar?

O principal canal para registrar uma denúncia é o Formulário de Denúncia 148, disponível no Portal do TRE-RO. Pelo formulário, é possível relatar a ocorrência e anexar até cinco arquivos, como fotografias, vídeos, áudios ou documentos que possam auxiliar na análise dos fatos.

Além do formulário eletrônico, o TRE-RO também recebe denúncias pelos seguintes canais:

  • Telefone: 148 (ligação paga) ou 0800 148 0148 (ligação gratuita);
  • WhatsApp: (69) 3211-2148.

Como fazer uma boa denúncia?

Para facilitar a análise da ocorrência, procure informar:

  • o que aconteceu;
  • onde aconteceu;
  • quando aconteceu;
  • quem estava envolvido, se souber;
  • fotos, vídeos, áudios, documentos ou links que ajudem a comprovar a situação.

Quanto mais completas forem as informações, maiores serão as condições de a Justiça Eleitoral verificar os fatos e adotar as providências previstas na legislação.

A colaboração da sociedade fortalece a fiscalização e contribui para eleições mais transparentes e democráticas.

#ParaTodosVerem

Arte com fundo em tons de amarelo, laranja e azul. Ao centro, em destaque, a frase “FAÇA AQUI SUA DENÚNCIA” em letras pretas sobre faixas brancas. Na parte inferior, aparecem as marcas das Eleições 2026, da campanha Democracia se constrói com participação e do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO).

Assessoria de Comunicação do TRE-RO

Ezequiel Neiva intensifica agenda pelo interior e defende retomada da representatividade do Cone Sul na Câmara Federal

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A programação continua neste fim de semana, com agendas confirmadas em Corumbiara, Chupinguaia, Pimenteiras do Oeste e Cabixi

Com o calendário eleitoral de 2026 se aproximando, o deputado estadual Ezequiel Neiva (PL) tem acelerado a agenda política pelo interior de Rondônia. Pré-candidato a deputado federal, o parlamentar vem percorrendo diversas regiões do estado em busca de fortalecer sua base, consolidar novas alianças e ampliar o diálogo com lideranças municipais, produtores rurais, empresários e apoiadores.

As visitas têm sido realizadas ao lado do filho, Wiveslando Neiva, que também se apresenta como pré-candidato a deputado estadual. Juntos, eles têm promovido encontros com prefeitos, vereadores, presidentes de associações, lideranças comunitárias e simpatizantes do projeto político que o partido pretende apresentar nas eleições de 2026.

Nos últimos dias, Ezequiel e Wiveslando Neiva passaram por Nova Mamoré, Vale do Anari, Theobroma, Machadinho do Oeste, Espigão do Oeste, Cacoal, Vilhena, Cerejeiras e Colorado do Oeste. A programação continua neste fim de semana, com agendas confirmadas em Corumbiara, Chupinguaia, Pimenteiras do Oeste e Cabixi.

Segundo Ezequiel, o momento é de ouvir as demandas da população e construir um projeto voltado ao fortalecimento dos municípios. “Estamos visitando cada região, conversando com as lideranças e ouvindo quem conhece a realidade de cada município. Nosso compromisso é construir uma representação forte em Brasília, capaz de abrir portas e buscar recursos para Rondônia”, afirmou.

Representatividade do Cone Sul

Durante os encontros, um dos principais temas defendidos por Ezequiel Neiva tem sido a necessidade de o Cone Sul voltar a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. O parlamentar destaca que a região, formada por municípios de grande importância econômica para Rondônia, está há cerca de 15 anos sem um representante federal, situação que, segundo ele, reduz o protagonismo político da região e dificulta a conquista de investimentos estratégicos.

Para Ezequiel, a presença de um deputado federal com forte articulação em Brasília pode fazer diferença na captação de recursos para infraestrutura, saúde, educação, agricultura, assistência social e desenvolvimento regional. “O Cone Sul merece voltar a ter voz em Brasília. Quem conhece a realidade da região sabe das necessidades dos municípios e pode lutar diretamente pelos investimentos que fazem a diferença na vida das pessoas”, defendeu.

Potencial para ampliar investimentos

Ao apresentar sua proposta política, Ezequiel também tem argumentado que um deputado federal bem articulado consegue garantir importantes recursos para Rondônia ao longo do mandato.

Segundo ele, é possível viabilizar aproximadamente R$ 120 milhões por ano em investimentos federais, o que representa algo próximo de R$ 500 milhões durante quatro anos de mandato, beneficiando dezenas de municípios por meio de obras, aquisição de equipamentos, investimentos na agricultura, pavimentação, saúde e educação.

 

 

Assessoria

Semosp informa: Ponte sobre Rio Piracolino passa por manutenção e a Linha 135 ficará interditada

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A previsão é de que a liberação do trecho ocorra no sábado, 18

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informa à população que, na manhã desta quarta-feira, 15, a ponte sobre o Rio Piracolino, localizada na Linha 135, passará por serviços de manutenção em sua estrutura. Para garantir a segurança dos trabalhadores e a eficácia dos serviços, um trecho da estrada precisou ser temporariamente interditado.

Em comunicado, a Semosp solicitou a compreensão de todos os motoristas, produtores e moradores que utilizam a Linha 135 diariamente e informou que as equipes já estão trabalhando no local para que as melhorias sejam concluídas o quanto antes.

A previsão é de que a liberação do trecho ocorra no sábado, 18. Dessa forma, o alerta é para que quem precisar acessar a Linha 135 no trecho da ponte sobre o Rio Piracolino, deverá procurar trechos alternativos como a BR-364 ou outras estradas nas proximidades.

Fundação Cultural de Vilhena passa a atender em novo endereço a partir de 03 de agosto

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Mudança temporária ocorre em razão da reforma da sede, que visa melhorar a estrutura e fortalecer a cultura no município

A Fundação Cultural de Vilhena (FCV) informa que, a partir do dia 03 de agosto, os atendimentos ao público passarão a ser realizados em novo endereço, localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, nº 921, bairro Jardim Eldorado ao lado do Bolsa Família). A mudança é temporária e ocorre em razão do início das obras de reforma da sede da autarquia.

A reforma receberá um investimento de R$ 579 mil, provenientes de recursos próprios do município, e tem como objetivo promover uma revitalização completa da estrutura física da Fundação Cultural, bem como do espaço que abriga a Biblioteca Municipal, atendendo demandas estruturais e proporcionando melhores condições de funcionamento da instituição.

A obra integra um conjunto de investimentos voltados ao fortalecimento da cultura em Vilhena. Além dos recursos destinados à reforma, o município também prevê a aplicação de outros R$ 650 mil para o fortalecimento das políticas culturais, ampliando o incentivo aos artistas locais.

A modernização da sede representa um importante avanço para o setor cultural do município. Com uma estrutura mais adequada, a Fundação Cultural poderá oferecer melhores condições de trabalho para servidores, acolhimento ao público e desenvolvimento de projetos, oficinas, exposições e demais atividades.

Durante o período das obras, todos os serviços administrativos da Fundação Cultural continuarão sendo prestados normalmente no endereço provisório. A mudança foi planejada para garantir a continuidade dos atendimentos, sem prejuízos à população e aos agentes culturais do município.

 

Assessoria

Eleitor escolherá dois senadores neste ano; veja como votar

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Em 2022, os brasileiros escolheram apenas um senador para representar seu estado. Nas eleições gerais deste ano, a responsabilidade é dobrada: o eleitor deverá votar em dois candidatos ao Senado.

Isso ocorre porque, do total de 81 cadeiras de senador, 54 estarão em disputa (duas para cada estado e para o Distrito Federal), o que significa renovação de dois terços da Casa. As 27 cadeiras restantes (um terço) continuarão ocupadas pelos eleitos em 2022, pois o mandato de senador é de oito anos — diferente da Câmara dos Deputados, onde o mandato é de quatro anos e todas as 513 vagas são disputadas a cada eleição.

Nas próximas eleições gerais, em 2030, o eleitor voltará a votar em apenas um senador, renovando 27 cadeiras. Em 2034, de novo serão dois eleitos, totalizando 54; e assim sucessivamente. Essa alternância, segundo o consultor do Senado Gilberto Guerzoni Filho, faz parte do modelo adotado pela Constituição para garantir a renovação parcial da Casa.

Passo a passo 

No dia 4 de outubro, o eleitor votará duas vezes para senador na urna eletrônica. Primeiro o eleitor escolherá um candidato e confirmará o voto. Em seguida, registrará o voto em outro candidato.

Os dois votos precisam ser destinados a dois candidatos diferentes. Caso o eleitor repita o número nas duas oportunidades, apenas o primeiro será considerado válido. O segundo será anulado automaticamente pela urna.

Na votação para senador, não é possível votar na legenda. O eleitor deve digitar o número do candidato, composto por três dígitos, e confirmar o voto. Caso informe apenas o número do partido, o voto será considerado nulo para senador.

Também não é possível votar em candidatos registrados em outro estado. Cada eleitor vota apenas nos candidatos que disputam as vagas da unidade da Federação onde possui domicílio eleitoral.

Voto incompleto

Nesse processo de dupla votação, muitos eleitores eleitores acabam se confundindo e, consequentemente, anulando o seu voto. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2018, quando cada eleitor devia votar em dois candidatos ao Senado, milhões de brasileiros deixaram de preencher uma das vagas ou optaram por votar em branco ou nulo para senador, fenômeno que ficou conhecido como “voto incompleto”. Cerca de 63 milhões de votos para o Senado foram registrados nessa situação. 

— Às vezes o eleitor não está atento a isso. Como acontece só de oito em oito anos e ele não lembra mais desse fato, ou é a primeira vez que ele está indo votar, precisa ficar atento porque, na urna eletrônica, ele vai votar duas vezes para o Senado. Vai escolher dois senadores diferentes, do seu estado, e de qualquer partido. Não há nenhuma vinculação: ele pode escolher o primeiro candidato de um partido e o segundo de outro partido.

Guerzoni explica que o segundo nome de senador costuma ser, às vezes, o último voto que o eleitor escolhe.

— Há vários estudos indicando que, na verdade, ele primeiro escolhe seu presidente, em segundo o governador, e as escolhas para o Legislativo ele acaba fazendo depois. No caso de dois senadores fica ainda mais difícil. 

No entanto, o consultor considera provável que nesta eleição a escolha ao Senado acabe se tornando foco de bastante atenção do eleitor. Ele avalia que o atual cenário de disputa política entre os dois principais campos ideológicos colocaram as atribuições específicas do Senado no centro do debate eleitoral. 

— Além das atribuições semelhantes da Câmara, o Senado tem atribuições próprias como a aprovação de autoridades, aprovação de empréstimos ou a condução da política externa. E por conta da polarização da política, tem tido muito destaque a composição do Senado. Então o que a gente tem visto é uma disputa bastante grande entre governo e oposição para alcançar a maioria ou pelo menos um número significativo de senadores. 

Ordem de votação 

Ao contrário das eleições para presidente e governador, a disputa para o Senado não tem segundo turno. Serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal, independentemente do percentual obtido.

A votação seguirá a seguinte sequência na urna eletrônica:

  • 1°: deputado federal;
  • 2°: deputado estadual ou distrital;
  • 3°: primeiro voto para senador;
  • 4°: segundo voto para senador;
  • 5°: governador;
  • 6°: presidente da República.

Somente depois da confirmação do segundo voto para senador a urna permitirá o voto para governador.

‘Colinha’ é permitida; celular, não

Para facilitar a votação, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. A chamada “colinha” é permitida e ajuda a reduzir o tempo de permanência na cabine de votação.

Já o uso do telefone celular durante a votação continua proibido. O aparelho deverá permanecer desligado e ser entregue aos mesários antes do ingresso na cabine. Quem se recusar a cumprir a regra poderá ser impedido de votar.

Para ajudar na colinha

  • Para senador, vote em dois candidatos diferentes, um após o outro;
  • O número do candidato a senador tem três dígitos;
  • Não existe voto de legenda para senador;
  • Não é possível votar em candidato de outro estado;
  • Só depois do segundo voto para senador aparecerá a votação para governador.

Fonte: Agência Senado

Senado aprova aposentadoria diferenciada para agentes de saúde

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Agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias estão próximos de conquistar o direito a se aposentarem mais cedo que o previsto na regra atual.  A regra está na PEC 14/2021, aprovada pelo Senado nesta terça-feira (14). O texto, aprovado com 73 votos favoráveis e apenas um contrário, ainda será promulgado.

O texto aprovado fixa regras permanentes e transitórias de aposentadoria para as duas categorias; disciplina a contratação desses agentes; estende as regras aos agentes indígenas; e indica a forma como a União custeará o aumento de despesa.

— Parabéns pela luta, parabéns pela conquista e parabéns ao Congresso brasileiro, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, que fizeram a sua parte — comemorou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dirigindo-se aos agentes de saúde presentes nas galerias.

Regra de transição

Pelo texto, a idade mínima para a aposentadoria da categoria aumentará gradualmente até 2041, desde que comprovados 25 anos de contribuição e de exercício na atividade profissional:

  • 50 anos para mulheres e 52 para homens até o fim de 2030;
  • 52 anos para mulheres e 54 para homens até o fim de 2035;
  • 54 anos para mulheres e 56 para homens até o fim de 2040;
  • 57 anos para mulheres e 60 para homens a partir de 2041.

Atualmente, a aposentadoria dessas categorias segue a regra geral: no mínimo 62 anos de idade para mulheres e 65 para homens, com pelo menos 15 anos de contribuição no caso do RGPS e 25 anos de contribuição no caso do RPPS.

A regra valerá tanto para quem estiver vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), aplicável a servidores públicos, quanto para quem estiver no RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As idades mínimas poderão ser reduzidas em um ano para cada ano de contribuição e de efetivo exercício que exceder os 25 anos exigidos, até o limite de cinco anos.

Outra regra de transição permite aposentadoria para agentes que preencham, de forma cumulativa:

  • idade mínima de 60 anos para mulheres e 63 para homens;
  • 15 anos de contribuição;
  • 10 anos de efetivo exercício na atividade;
  • pontuação mínima resultante da soma da idade com o tempo de contribuição: 83 pontos para mulheres e 86 para homens.

A proposta também assegura que sejam contados, para fins de aposentadoria, os períodos de afastamento para desempenho de mandato classista. Além disso, poderá ser computado o tempo trabalhado em condição de readaptação funcional, quando a mudança de função tiver ocorrido em razão de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho.

Integralidade e paridade

O texto também prevê integralidade e paridade para os agentes aposentados pelo RPPS. A integralidade significa o cálculo dos proventos com base na remuneração do cargo efetivo, enquanto a paridade garante reajustes na mesma proporção e na mesma data dos servidores em atividade, assim como extensão de benefícios ou vantagens que venham a ser concedidos.

Para os agentes vinculados ao RGPS, como o teto dos benefícios costuma ser inferior à remuneração da categoria, a PEC estabelece que a União pagará um benefício extraordinário correspondente à diferença entre o valor pago pelo INSS e a totalidade da remuneração, assegurando assim a mesma integralidade e paridade do regime próprio.

A PEC também assegura a revisão de valores para agentes aposentados antes da promulgação da futura emenda, desde que eles já cumpram os requisitos previstos na proposta na data da concessão da aposentadoria. A medida não autoriza o pagamento de valores retroativos.

Atividade essencial

A proposta reconhece a atividade dos agentes como “essencial” ao Sistema Único de Saúde (SUS). Fica proibida a contratação temporária ou terceirizada desses profissionais, exceto em situações de emergência em saúde pública previstas em lei.

O texto determina que os agentes sejam submetidos ao mesmo regime jurídico dos servidores ocupantes de cargo efetivo. Também prevê a admissão, pelos respectivos entes federativos, de profissionais vinculados ao SUS na atenção básica ou na vigilância epidemiológica e ambiental que atualmente mantenham vínculo temporário, indireto ou precário.

Para a admissão, será exigida participação em processo seletivo público de provas ou de provas e títulos realizado após 14 de fevereiro de 2006, ou em seleção pública anteriormente validada pela Emenda Constitucional 51, de 2006. Estados, Distrito Federal e municípios deverão concluir a regularização até 31 de dezembro de 2028.

Tramitação

De autoria do ex-deputado Dr. Leonardo, a PEC havia sido aprovada em 2025 pela Câmara. No Senado, a discussão foi iniciada em junho e incluiu cinco sessões de discussão em primeiro turno. Imediatamente após a aprovação na primeira votação, os senadores aprovaram um pedido de quebra de prazos, que dispensou as três sessões de discussão exigidas pelo regimento antes do segundo turno. Com isso, a PEC foi aprovada definitivamente.

No Senado, a proposta teve como relator o senador Irajá (PSD-TO), que destacou o trabalho da categoria em todas as partes do país.

— É uma luta de 24 anos de mais de 370 mil pais e mães de família, nossos agentes de saúde e de combate às endemias de todo o Brasil, que fazem um trabalho que nos orgulha como brasileiros. Eles são, de verdade, o nosso SUS de carne e osso — disse o relator no Plenário.

Impacto orçamentário

A votação da PEC vinha sendo reivindicada por lideranças, mas o Executivo havia demonstrado preocupação com a questão fiscal.

De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto da PEC no Orçamento será de R$ 3 bilhões por ano, porque o texto prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento de despesas nos regimes próprios de previdência, além de determinar o repasse de recursos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.

Antes da votação, a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), lembrou que houve uma tentativa de alterar o calendário da votação, sem êxito. Ela listou ações do governo em prol da categoria e lembrou do compromisso com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio do sistema previdenciário. A líder liberou o voto da bancada e declarou que se absteria de votar.

— Expus a posição do Governo, liberei a bancada. O governo vai ter muita coisa para trabalhar, não é pouca, e ele precisa estar livre para trabalhar (…). O tempo do calendário foi mais forte do que o tempo político. Então, submetemo-nos, curvamo-nos a ele – concluiu.

Para o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a aprovação do texto foi uma oportunidade de reconhecer no texto da Constituição um trabalho que a população já reconhece no dia a dia.

— São profissionais indispensáveis ao funcionamento do SUS. São eles que conhecem as famílias pelo nome, acompanham gestantes, idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, verificam a situação vacinal, identificam situações de vulnerabilidade e orientam a população sobre a prevenção das doenças – lembrou.

Fonte: Agência Senado

TJRO mantém condenação a empresa e município por acidente fatal com andaime defeituoso

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Os julgadores da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia mantiveram a condenação solidária por danos morais do Município de Colorado do Oeste e de uma empresa prestadora de serviço em razão de um acidente ocorrido com um trabalhador que realizava  manutenção no Ginásio de Esporte Municipal. Ele morreu em decorrência da queda do andaime. A indenização no valor total de 150 mil reais, será dividida entre três pessoas da família da vítima.

O acidente, ocorrido no dia 21 de março de 2019, de uma altura de aproximadamente 11 metros, decorreu das péssimas condições do equipamento utilizado pela empresa contratada pelo Município.

A sentença do juízo de 1º grau foi mantida em grau de recurso de apelação porque, segundo o voto do relator, o Município de Colorado do Oeste, como tomador do serviço, foi negligente ao não providenciar as condições necessárias para a execução regular do serviço.

Por outro lado, a empresa foi condenada porque o laudo pericial criminal juntado ao processo apontou que a estrutura do andaime fornecido para a realização do serviço estava em péssimo estado de conservação, apresentando trincas e falhas no travamento das rodas, o que causou o tombamento e o consequente acidente.

O julgamento do recurso de Apelação Cível (n. 7000446-58.2020.8.22.0012) foi realizado durante a sessão eletrônica, entre os dias 6 e 10 de julho de 2026. Participaram do julgamento os desembargadores Daniel Lagos (relator do caso), Gilberto Barbosa e o juiz Ilisir Bueno Rodrigues.

Assessoria de Comunicação Institucional

Menor prazo da série histórica: Judiciário analisa 85% das medidas protetivas em até 24 horas

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Com base nos dados obtidos no Painel Violência contra a Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário alcançou o menor prazo da série histórica na análise de medidas protetivas de urgência. Nos últimos 12 meses, encerrados em maio de 2026, o volume de análises foi de 85% das 675.969 decisões proferidas no período (média diária de 1,8 mil análises/ 77 por hora).

Segundo o CNJ, a marca revela um avanço no cumprimento do prazo legal estabelecido pela Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), que é de 48 horas. No intervalo avaliado, mais de 90% das primeiras respostas judiciais ocorreram em até dois dias. Previstas em lei, as medidas de urgência visam interromper o ciclo de violência contra mulheres e incluem o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato com a vítima. O dispositivo legal permite, inclusive, a concessão imediata da proteção sem audiência prévia ou manifestação do Ministério Público.

Canais de Atendimento

A mulher em situação de vulnerabilidade pode solicitar a medida protetiva em delegacias de polícia (especializadas ou comuns) e, em alguns estados, por canais eletrônicos da Polícia Civil.

Ainda de acordo com informações do CNJ, o pedido também pode ser apresentado pela mulher, sem a necessidade de estar acompanhada de advogada(o), ao Ministério Público, à Defensoria Pública, ou ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Ligue 180 – A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia para orientações e informações sobre a rede de acolhimento. Em caso de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Proteção à mulher no TRF1

Alinhado às diretrizes do CNJ e reforçando o compromisso com a proteção integral à mulher, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) mantém canais especializados voltados ao combate à violência de gênero e à promoção da igualdade:

  • Ouvidoria da Mulher

Magistradas, servidoras e colaboradoras do Tribunal que forem vítimas de violência doméstica podem acionar a Ouvidoria da Mulher TRF1 para receberem orientação e auxílio em relação à situação de violência vivida. O atendimento ocorre em ambiente reservado, com garantia de sigilo e segurança, por uma profissional capacitada.

Além da escuta inicial, a Ouvidoria realiza a análise de risco de cada situação e pode encaminhar a vítima para acompanhamento psicológico, suporte jurídico, rede de proteção local e avaliação da Polícia Judicial sobre a necessidade de adoção de medidas de segurança.

Canais de denúncia

Ouvidoria da Mulher – telefones: (061) 3314-5855 ou 3314-5865

e-mail: [email protected]

Leia também:

Acesse a página da Comissão TRF1 Mulheres

AN, com informações do CNJ

Assessoria de Comunicação Social

Novo grupo de estudo é incluído em iniciativa da Esmaf/Reint1 e prazo para inscrições é prorrogado

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Estão prorrogadas até 17 de julho as inscrições para participar dos grupos de estudo da Escola de Magistratura Federal (Esmaf) em parceria com a Rede de Inteligência da 1ª Região (Reint1). Agora, uma nova temática foi incluída no edital: Direito e Estado no século XXI, sob a coordenação do desembargador federal I’talo Mendes.

Instituída pela Portaria Esmaf 12/2026, a iniciativa quer promover espaços permanentes de reflexão, pesquisa aplicada, intercâmbio de experiências e produção de conhecimento para aperfeiçoar a prestação jurisdicional e o desenvolvimento institucional da Justiça Federal da 1ª Região.

Podem se inscrever desembargadoras e desembargadores federais do TRF1; juízas e juízes federais titulares e substitutos em exercício na 1ª Região, incluindo magistradas e magistrados lotados nas seções judiciárias dos estados que a integram; servidoras e servidores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

São até dez vagas disponíveis por grupo, divididas nas seguintes temáticas:

  1. Inteligência Artificial, Governança de Dados e Inovação na Jurisdição, coordenado pelo desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, vice-diretor da Esmaf e coordenador da Reint1;
  2. Conflitos Socioambientais e Territoriais na Amazônia Legal, coordenado pelo desembargador federal Flávio Jardim;
  3. Litigância de Massa e Litigância Predatória em Demandas Previdenciárias, coordenado pelo desembargador federal Marcelo Albernaz;
  4. Perspectiva de Gênero na Jurisdição Federal: fundamentos teóricos, interpretação jurídica e desafios contemporâneos, coordenado pela desembargadora federal Daniele Maranhão.
  5. Direito e Estado no século XXI, coordenado pelo desembargador federal I’talo Mendes.

Atenção!

Encerrado o prazo de inscrições, a Esmaf procederá à análise e à homologação das inscrições, com divulgação da lista de inscritas(os) e todas as demais informações, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, por meio do e-mail institucional e no portal da Esmaf.

Clique neste link para se inscrever.

Confira o Edital completo neste link.

Leia também:

03/07/2026 – Escola de Magistratura da 1ª Região institui grupos de estudo em parceria com Rede de Inteligência: saiba como participar

RL/AL

Assessoria de Comunicação Social

Vacinação de gestantes no SUS reduz pela metade os casos graves de bronquiolite em bebês menores de 6 meses

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Queda de 52,5% foi quase cinco vezes maior do que a observada nas demais faixas etárias infantis. Estudo em andamento estima que cerca de 6,8 mil casos graves tenham sido evitados

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Foto: Luís Ferreira/ MS

A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses. Disponível na rede pública desde dezembro, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior.

Os dados serão apresentados nesta terça-feira (14) durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS e reforçam a importância da adesão de todas as gestantes à vacinação. Até agora, mais de 1,2 milhão de doses foram aplicadas no país.

No primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna.

Além disso, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. A análise também mostra que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.

Prevenção

Além da vacinação de gestantes, o SUS oferta o nirsevimabe, um imunobiológico que também garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.

Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo.

Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE). Mais de 100 mil doses foram registradas.

Gestantes e responsáveis por crianças elegíveis devem procurar uma unidade de saúde para verificar a indicação da vacinação e do nirsevimabe, conforme os critérios estabelecidos para cada público.

Vanessa Aquino  
Ministério da Saúde