Início Site Página 150

Mais de 2 mil vagas de emprego disponíveis no Sine Estadual

0

O governo de Rondônia iniciou o ano com a oferta de 2.065 vagas de emprego disponíveis no Sistema Nacional de Emprego de Rondônia (Sine-RO), distribuídas em diversos municípios do estado, fortalecendo a geração de trabalho e renda, e ampliando o acesso da população ao mercado formal.

O objetivo é facilitar o encontro entre trabalhadores e empresas, por meio do Sine-RO, que atualmente reúne 6.791 empresas cadastradas, com oportunidades em diferentes áreas profissionais. As vagas contemplam desde funções operacionais até cargos técnicos e administrativos, atendendo aos diversos perfis de candidatos.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos do governo em políticas de empregabilidade refletem diretamente no desenvolvimento econômico. “Iniciar o ano com mais de duas mil vagas abertas demonstra o comprometimento da gestão estadual em estimular a economia, apoiar as empresas e garantir dignidade às famílias rondonienses por meio do trabalho”, salientou.

O titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lauro Fernandes, ressaltou a importância do Sine-RO como ferramenta estratégica para o crescimento do estado. “O sistema fortalece a intermediação de mão de obra, aproxima o trabalhador das oportunidades e contribui para um ambiente econômico mais dinâmico e competitivo em Rondônia.”

Entre as funções com maior número de vagas disponíveis nesta semana, com oportunidades distribuídas principalmente em Ji-Paraná, Porto Velho, Cacoal, Ariquemes e Vilhena, destacam-se:

  • Operador de Caixa (22 vagas)
  • Vendedor Interno (14 vagas)
  • Auxiliar de Depósito (12 vagas)
  • Repositor (10 vagas)
  • Operador de Produção I (10 vagas)
  • Vendedor (7 vagas)
  • Auxiliar de Limpeza (6 vagas)
  • Auxiliar de Produção (6 vagas)

As inscrições podem ser realizadas diretamente pelo site ou aplicativo, onde os candidatos também acompanham cada etapa do processo seletivo. Para quem precisa de auxílio no cadastro ou no encaminhamento às vagas, o atendimento presencial é oferecido nas unidades do Tudo Aqui, com equipes capacitadas para orientar os trabalhadores.

ATENDIMENTO ESTADUAL

Unidades do Tudo Aqui no estado

Porto Velho

  • Tudo Aqui da Zona Leste – das 8h às 20h – Avenida Amazonas, nº 8.338, Bairro Tiradentes
  • Tudo Aqui do Centro – das 7h30 às 18h – Avenida Sete de Setembro, nº 830, Bairro Centro

Ariquemes

  • Tudo Aqui de Ariquemes – das 7h30 às 17h30 – Avenida Tancredo Neves, nº 2.606, Setor Institucional (antigo Fórum de Justiça)

Ji-Paraná

  • 7h30 às 18h – Avenida Maringá, nº 618, próximo à UBS L1 Maringá, entre T5 e T6

Rolim de Moura

  • 7h30 às 18h – Avenida 25 de Agosto, nº 4.803, Bairro Centro

Cacoal

  • 8h às 19h30 – Rua Antônio Deodato Durce, nº 3.500, Bairro Floresta, loja 223 (Corredor Central)

Vilhena

  • 7h30 às 18h – Avenida Sabino Bezerra de Queiroz, nº 5.422, Bairro Jardim Eldorado

Posto de Ouro Preto

  • Rua Ana Nery, nº 901, Bairro Jardim Tropical, Ouro Preto do Oeste

Posto de Pimenta Bueno

  • Av. Pres. Dutra, n° 918 – sala 5 – Pioneiros, Pimenta Bueno

Posto de Jaru

  • Rua Tapajós, 3537, setor 2, Jaru

Rondônia se tornou referência em educação profissional no Brasil e ensino profissionalizante da Amazônia foi apresentado na Europa

0

De 2019 a 2025, Rondônia tornou–se uma referência nacional no fortalecimento e na expansão do ensino profissionalizante, sendo o primeiro estado no país a adotar unidades flexíveis itinerantes como uma política pública. O ensino gratuito do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep), constitui–se, portanto, em  um serviço acessível como saúde, segurança, entre outros benefícios prioritários para a população.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância da qualificação da mão de obra no cumprimento das metas preconizadas no Planejamento Estratégico da gestão estadual. “Nos últimos anos, Rondônia colecionou indicadores positivos, sendo inclusive um dos estados com menor taxa de desemprego no país e essas conquistas  são resultados de investimentos em políticas públicas que asseguram o desenvolvimento sócioeconômico”, evidenciou.

Até chegar ao patamar de ser reconhecido nacionalmente e até em outros países, o modelo rondoniense de interiorização da educação profissional passou por significativas etapas.

  • Mapeamento das potencialidades regionais
  • Lançamento do ensino online
  • Aquisição de escolas móveis
  • Inauguração da nova sede administrativa do Idep, em Porto Velho
  • Instalação de salas descentralizadas no estado
  • Fortalecimento da educação rural
  • Lançamento de cursos técnicos
  • Realização de cursos profissionalizantes em comunidades remotas
  • Ensino de novas tecnologias como IA e robótica
  • Oferta de cursos técnicos no ensino médio

ESCOLAS MÓVEIS  

 

Em 2021, entraram em operação as escolas móveis que ofertam cursos em várias áreas

Com o objetivo de levar ensino profissionalizante a todas as regiões do estado, a gestão estadual adquiriu seis unidades flexíveis itinerantes. Em 2021, entraram em operação as escolas móveis que ofertam cursos nas referidas áreas:

  • Panificação e Confeitaria
  • Imagem Pessoal
  • Máquinas Agrícolas
  • Frigorífico e Piscicultura

Em 2023, o ensino itinerante ganhou reforço: a gestão estadual repassou ao Idep mais duas escolas móveis que oferecem cursos nos seguintes nichos de mercado:

  • Informática
  • Mecânica de Motocicletas

NOVA SEDE

Outra conquista é a nova sede administrativa do Idep e da Escola Técnica Estadual  (Etec), inaugurada em maio de 2022, em Porto Velho.  Com dez salas de aula, o estabelecimento de ensino,  que dispõe de cursos nos três turnos – manhã, tarde e noite –  tem capacidade para atender 840 alunos.

Além da sua unidade executora em Pimenta Bueno, o Centro Técnico de Educação Rural – Centec Abaitará, que oferta cursos técnicos em agronegócio, agroecologia, agropecuária e zootecnia,  o Idep oferece  cursos nos 52 municípios em salas descentralizadas, nas escolas móveis, além de cursos remotos.

Em 2020, o governo de Rondônia adquiriu dois ônibus escolares, ampliando a frota do Abaitará que transporta alunos de diferentes  municípios. Neste mesmo ano, foram lançados  cursos técnicos gratuitos em diversas áreas, que inicialmente contemplaram dez municípios e vem aumentando sua abrangência em mais cidades, inclusive em distritos.

Formatura do Primeiro Curso Técnico em Administração do distrito de São Carlos, que é  uma comunidade ribeirinha

COMUNIDADES REMOTAS

A interiorização do ensino profissionalizante gerou novas oportunidades em localidades remotas. Comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas tiveram acesso à qualificação profissional perto de casa e pela primeira vez na história de Rondônia foram ofertados cursos técnicos para essas populações.

Com o objetivo de profissionalizar jovens, o Idep em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) viabiliza o Curso Técnico em Informática para estudantes do ensino médio em tempo integral da rede pública de Rondônia.

Para  capacitar quem busca  ocupações da era tecnológica, o Idep lançou  novos cursos como o de Operador de Drone,  implantou em todos os seus cursos técnicos um módulo sobre Inteligência Artificial e realiza  cursos de curta duração com noções básicas de IA, enquanto a comunidade escolar é capacitada em robótica.

Devido ao sucesso da democratização do ensino profissionalizante, a presidente do Idep, Adir Josefa de Oliveira, participou em setembro de 2023 na Alemanha de uma visita técnica realizada pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/Mec).

“Tivemos a oportunidade de conhecer experiências inovadoras do setor educacional da Alemanha e  apresentar os avanços que a educação profissional de Rondônia registrou nos últimos anos”, relatou, acrescentando que a experiência rondoniense foi divulgada  ainda num vídeo institucional veiculado nos estabelecimentos de ensino que integram a rede de educação profissional e tecnológica do Brasil, na Alemanha e na África.

Investimentos do governo de RO melhoram trafegabilidade da Rodovia-464, em Tarilândia

0

O governo de Rondônia está executando 4 quilômetros de microrrevestimento asfáltico na RO-464, no distrito de Tarilândia, município de Jaru. A rodovia é um importante eixo de mobilidade para moradores, produtores rurais e comerciantes da região.

A intervenção, realizada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), tem como objetivo preservar o pavimento, aumentando a vida útil da via e oferecendo mais segurança e conforto aos usuários. O microrrevestimento é uma técnica moderna, que sela a superfície da pista e melhora a via para todos que a utilizam.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o investimento reforça o compromisso da gestão com a infraestrutura viária, inclusive nos distritos. “Estamos trabalhando para levar melhorias não apenas às grandes rodovias, mas também às vias que passam dentro das cidades e distritos. A RO-464 é fundamental para Tarilândia, e esse microrrevestimento garante mais segurança, qualidade de vida e desenvolvimento para a população local”, salientou.

De acordo com o diretor-geral adjunto do DER-RO, Anderson Dias, a obra segue rigorosamente os critérios técnicos. Ele ressaltou que o serviço contribui diretamente para a conservação da rodovia. “O microrrevestimento é uma solução eficiente, que protege o pavimento existente e evita intervenções mais complexas no futuro. É um trabalho planejado, executado com qualidade e pensado para atender quem utiliza essa rodovia todos os dias”, explicou.

MAIOR DURABILIDADE

Morador de Tarilândia, Marcos Oliveira, confere de perto obra executada pelo DER-RO

O coordenador de Usinas de Asfalto (Cousa), Lucas Albuquerque, destacou o ritmo intenso dos trabalhos e a qualidade dos materiais empregados. “A carreta de microrrevestimento está trabalhando para entregar um material bom para todos, com equipe dedicada e material de alta performance. Utilizamos insumos de qualidade, o que garante um acabamento superior, maior durabilidade e um resultado visível para quem trafega pela via.”

Quem está feliz com as obras é o morador Marcos de Oliveira, que comemorou a realização dos serviços feito em frente à sua residência. “A rodovia já estava boa, mas agora com esse microrrevestimento vai ficar melhor ainda. Além de melhorar o tráfego, valoriza a cidade, as casas e deixa Tarilândia com um visual muito mais bonito”, afirmou.

Com a execução do microrrevestimento na RO-464, o governo de Rondônia reforça o comprometimento com a manutenção da malha viária, promovendo mais segurança, desenvolvimento e qualidade de vida para a população de Tarilândia e do município de Jaru.

Saúde amplia testagem de HIV em comunidades indígenas e fortalece o diagnóstico precoce de ISTs

0
Com apoio dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), mais de 1 milhão de testes rápidos para detecção de infecções foram distribuídos nos territórios em 2025

Foto: divulgação/MS

O Ministério da Saúde aumentou em 47% a cobertura de testagem para HIV nas comunidades indígenas em comparação com 2022. Além disso, em 2025, mais de 1 milhão de testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) foram distribuídos aos territórios indígenas, por meio dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) espalhados pelo país – um aumento de 25% em relação a 2022.

Entre 2024 e 2025, a cobertura da testagem para HIV e outras ISTs cresceu 63,62%, refletindo a ampliação da oferta de exames para o diagnóstico precoce e o acesso oportuno ao tratamento. As ações nos territórios também incluem a distribuição de preservativos, fortalecendo as estratégias de prevenção.

Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, “essa é uma estratégia crucial, que amplia e qualifica o diagnóstico precoce, melhora o acesso ao tratamento e reduz a transmissão entre a população indígena, além de revelar a real dimensão da carga de doenças e infecções nas terras indígenas”.

Para reforçar as estratégias de prevenção e os atendimentos de saúde, as equipes multiprofissionais de saúde indígena visitam constantemente as aldeias para realizar ações assistenciais. Além da distribuição e realização de testes, as atividades nos territórios também incluem a distribuição de preservativos.

“A ampliação da testagem fortalece o controle das ISTs, principalmente quando combinada com estratégias de prevenção combinada e ações para reduzir as morbidades e garantir ao paciente tratamento rápido e qualificado”, explica a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena (DAPSI) do Ministério da Saúde, Putira Sacuena.

Dezembro Vermelho

Em 2025, o Ministério da Saúde lançou em todo o país a campanha “Dezembro Vermelho”, mobilização nacional de conscientização sobre o HIV, a aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A pasta também promoveu o webinário “Dezembro Vermelho no contexto indígena – HIV/aids: prevenir, diagnosticar e cuidar”, com o objetivo de debater atualizações sobre ISTs, com ênfase no HIV/aids, no âmbito da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde Indígena.

O evento foi voltado a profissionais de saúde indígena que atuam na vigilância e na assistência às ISTs, vinculados aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), bem como àqueles que trabalham nos Polos Base e nas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI).

A iniciativa busca qualificar e fortalecer o cuidado integral e o enfrentamento do HIV/aids no contexto da saúde indígena, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de prevenção, do manejo clínico e do diagnóstico precoce, além de ampliar o acesso à informação e a qualidade da atenção às pessoas que vivem com HIV.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Prefeitura de Vilhena contrata banca organizadora e anuncia edital iminente para concurso de Agente Municipal de Trânsito

0

Certame será organizado pelo Instituto Brasileiro de Gestão Pública e Pesquisa (IBGP), prevê 15 vagas imediatas e 10 para cadastro reserva

Na última semana, a Prefeitura de Vilhena deu mais um passo decisivo para a realização do concurso público destinado ao cargo de Agente Municipal de Trânsito e definiu a banca organizadora responsável pela aplicação das provas: o Instituto Brasileiro de Gestão Pública e Pesquisa (IBGP). Com isso, a publicação do edital está prevista para ocorrer nos próximos dias.

O concurso, que será conduzido pela Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran) , tem como objetivo fortalecer a estrutura operacional e administrativa do trânsito municipal, acompanhando o crescimento urbano da cidade e garantindo mais segurança viária à população. A aplicação das provas está prevista para ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026.

O edital ofertará 25 vagas, sendo 15 para provimento imediato e 10 para formação de cadastro reserva. O salário base é de R$ 3 mil, acrescido dos benefícios previstos em lei. A iniciativa integra o processo de consolidação do Grupo Ocupacional de Segurança Pública Municipal e Fiscalização de Trânsito (SPM), criado a partir de recentes alterações legais aprovadas pela Câmara Municipal.

A realização do concurso reforça o cumprimento da competência constitucional dos municípios, conforme o art. 30, incisos I e V, da Constituição Federal de 1988, além de atender às disposições da Lei Federal nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), que integra Vilhena ao Sistema Nacional de Trânsito.

A função de fiscalização de trânsito é essencial para a segurança viária, mobilidade urbana e qualidade de vida da população, estando respaldada por diversas normas municipais, como a Lei nº 4.287/2016 (Plano Diretor de Mobilidade Urbana), Lei nº 637/2024 (Semana Municipal de Trânsito), Lei nº 5.087 (Política Municipal de Educação no Trânsito) e o Decreto nº 11.458/2017, que define as competências da Semtran.

A criação do cargo também está amparada pelas Leis Municipais nº 7.214/2025 e nº 7.247/2025, que tratam da atualização do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração dos servidores públicos e da estrutura administrativa do Poder Executivo, garantindo o enquadramento legal da nova categoria e as Leis Municipais nº 6.587, de 15 de outubro de 2025, e 6.618, de 2 de dezembro de 2025, que instituiu o cargo de provimento efetivo de Agente Municipal de Trânsito.

Semcom

Pontão de Cultura Raízes Amazônicas capacita 15 pessoas em oficina gratuita de artesanato com fibras vegetais em Vilhena

0

O Pontão de Cultura Raízes Amazônicas: Celebrando a Diversidade Cultural, coordenado pela Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade Amazônica (ACEMDA), realizou em dezembro, em Vilhena (RO), a Oficina de Artesanato com Fibras Vegetais: Criatividade & Sustentabilidade, capacitando 15 participantes de forma gratuita.

A atividade integrou a campanha “Celebrando a Diversidade Cultural Amazônica”, iniciativa que tem como foco a preservação ambiental, o consumo consciente e a valorização da cultura local por meio da produção artesanal com matérias-primas naturais da Amazônia Legal.

De acordo com a presidente da ACEMDA, Andréia Machado, a oficina proporcionou aos participantes uma nova percepção sobre o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento das práticas culturais regionais. “Nosso objetivo é incentivar o consumo consciente, a preservação ambiental e a valorização da cultura amazônica, ao mesmo tempo em que oferecemos formação prática e possibilidades de geração de renda”, destacou.

A oficina foi ministrada pelo artesão Marcio Guilhermon, em parceria com o Ponto de Cultura Meu Norte – Associação de Capoeira de Vilhena, e aconteceu na sede da instituição, localizada na Rua 743, nº 1546, bairro Cristo Rei. Durante a formação, os participantes aprenderam técnicas de manuseio de fibras de coco e buriti, confeccionando colares, pulseiras, flores e outros produtos artesanais.

“Além do aprendizado técnico, a oficina fortalece a identidade cultural local e incentiva a economia criativa, mostrando que é possível gerar renda de forma sustentável e alinhada à preservação ambiental”, acrescentou Andréia Machado.

O Pontão de Cultura Raízes Amazônicas foi contemplado no Edital de Seleção Pública MinC nº 9, de 31 de agosto de 2023, como parte da política de base comunitária Reconstruindo o Brasil. A realização da oficina reafirma o compromisso da ACEMDA com a promoção da diversidade cultural, da participação social e do desenvolvimento comunitário em Vilhena e região.

Texto e fotos: Assessoria

Ministério da Saúde envia equipe para monitorar o cenário sanitário na fronteira com a Venezuela

0
Até o momento, não há aumento no fluxo migratório na fronteira com Roraima. SUS está preparado para expandir equipes, estrutura e insumos em caso de agravamento da crise no país vizinho
fns - foto - igor evangelista ms (2).jpg

Foto: Igor Evangelista/MS

Após o ataque à Venezuela ocorrido no sábado (3/01), o Ministério da Saúde enviou equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, estado que faz fronteira com o país. A pasta também estrutura plano de contingência para resposta do SUS ao possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça. Até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região.

“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, o Ministério da Saúde mobilizou equipes da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), FNSUS e de Saúde Indígena para reduzir, ao máximo, os impactos no SUS brasileiro.

O Ministério da Saúde também está à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para o caso de ajuda humanitária. “Estamos nos preparando para apoiar, se necessário, com medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, foi destruído pelo ataque”, reforçou Padilha.

Fortalecimento da Operação Acolhida

A Operação Acolhida foi totalmente assumida pelo Ministério da Saúde em 2025, após os Estados Unidos suspenderem o financiamento das agências internacionais que apoiavam a estratégia humanitária. Desde julho, com a implantação do Projeto Saúde nas Fronteiras, em parceria com a AgSUS, o ministério mantém 40 profissionais permanentes que fazem o acompanhamento e o acolhimento dos migrantes nos abrigos em Pacaraima e Boa Vista. Até dezembro, foram investidos cerca de R$ 900 mil em equipes e insumos.

O Saúde nas Fronteiras conta com equipes multiprofissionais, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, nutricionista, psicólogo, assistente social e mediador intercultural para atuação em espaços de alojamento e ocupações espontâneas. Além disso, inclui equipe de técnicos de enfermagem, auxiliares administrativos e mediadores interculturais, com foco nas demandas de imunização.

De setembro a novembro de 2025, foram realizados mais de 5 mil atendimentos, sendo 2 mil na capital Boa Vista e 3 mil em Pacaraima. Em 2024 e 2025, foram aplicadas cerca de 500 mil doses de vacina na Operação Acolhida. Em um cenário de emergência, o Ministério da Saúde está pronto para triplicar a capacidade de atendimentos no SUS, saltando de três para nove equipes itinerantes do Saúde nas Fronteiras.

O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional ao garantir assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional. Para imigrantes em cidades de fronteira, esse direito é assegurado, independentemente do status migratório ou nacionalidade.

Ministério da Saúde

Debate ganha nova dimensão após entrada em vigor de lei mato-grossense

0

O agronegócio brasileiro entrou em uma fase de intensa incerteza jurídica e de imagem internacional após importantes tradings (além da própria Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove) anunciarem o início do processo de saída da Moratória da Soja. Enquanto no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda aguarda decisão do ministro Flávio Dino sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para prorrogar por 120 dias a suspensão da lei do Estado de Mato Grosso (em vigor desde o dia 1o) que retira benefícios fiscais de empresas signatárias de compromissos socioambientais voluntários.

Ontem, o Pensar Agro antecipou que o Supremo deve decidir ainda nesta semana sobre o pedido da AGU, que questiona os efeitos da Lei nº 12.709/2024 de Mato Grosso — norma que impede que empresas que adotem exigências ambientais superiores à legislação nacional tenham acesso a incentivos fiscais estaduais enquanto mantiverem esses compromissos privados.

O que está acontecendo agora

Com a lei já em vigor desde 1º de janeiro de 2026, várias empresas associadas à Abiove e grandes tradings formalizaram sua intenção de se desligar da Moratória da Soja, um pacto voluntário criado em 2006 para impedir a compra de soja originada de áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008.

Esse movimento foi confirmado em reportagens internacionais, como a da agência Reuters, que noticiou que as principais tradings já constam como não-assinantes do acordo nos registros públicos da Moratória.

Reação do setor socioambiental

Organizações ambientais já se manifestaram publicamente sobre o assunto. O Greenpeace Brasil divulgou nota nesta segunda afirmando que a saída de empresas do pacto representa um retrocesso nos mecanismos de proteção da Amazônia e pode comprometer a credibilidade da soja brasileira nos mercados exigentes.

Além disso, o WWF-Brasil também identificou risco de aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e impacto negativo nas metas brasileiras assumidas no Acordo de Paris caso os sistemas de monitoramento e rastreabilidade da cadeia da soja deixem de operar com os padrões anteriormente praticados.

Posicionamentos

A Abiove, por sua vez, tem dito em comunicados repassados à imprensa que a segurança jurídica é central para a continuidade das exportações brasileiras e que a experiência acumulada ao longo de quase 20 anos não será desperdiçada. A associação afirma que seus associados continuarão a atender às exigências ambientais dos mercados internacionais, mesmo fora do termo formal da Moratória da Soja.

Segundo a Abiove, o atual arcabouço legal — que inclui o Código Florestal Brasileiro e a Resolução CONAMA nº 510/2025, que define critérios mínimos para autorizações de supressão vegetal — já garante os requisitos necessários para preservar a sustentabilidade da produção e a confiança dos compradores no exterior.

Em sentido oposto, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) afirmou, em nota, que a saída das tradings da Moratória da Soja amplia riscos ambientais, climáticos e reputacionais para o agronegócio brasileiro. Segundo a organização, o movimento ameaça diretamente os sistemas de monitoramento, rastreabilidade e auditoria que, desde 2006, asseguram a não aquisição de soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008.

O instituto avalia que o esvaziamento do pacto pode resultar em aumento do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa, com potenciais impactos sobre as metas climáticas do Brasil e sobre a credibilidade do produto nacional no mercado internacional.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), o que tem que ser levado em consideração, neste imbróglio todo é o posicionamento de quem produz.

“O produtor rural brasileiro não pode ser penalizado por cumprir rigorosamente a legislação ambiental do País e, ainda assim, ser submetido a exigências adicionais criadas fora do ordenamento jurídico nacional. Em Mato Grosso, quem produz soja respeita o Código Florestal, mantém áreas de preservação e reserva legal e opera dentro das regras estabelecidas pelo Estado brasileiro”, garante.

“A chamada Moratória da Soja acabou criando um desequilíbrio ao impor restrições que vão além da lei, afetando diretamente a competitividade do produtor e gerando insegurança jurídica. O agricultor precisa de previsibilidade para investir, produzir e continuar gerando emprego, renda e alimentos, e não de acordos privados que mudam as regras no meio do jogo”, disse Rezende.

“O posicionamento de Mato Grosso reflete o sentimento do campo: somos favoráveis à preservação ambiental, mas dentro da lei. Não é aceitável que produtores que cumprem todas as normas sejam tratados como irregulares ou tenham acesso a mercados e benefícios limitado por critérios que não foram definidos pelo Congresso Nacional nem pelos órgãos reguladores do País”, completou o presidente do IA e da Feagro-MT.

Calendário de eventos 2026 ajuda produtor a planejar investimentos, tecnologia e mercado

0

O ano de 2026 começa com uma agenda robusta de feiras e eventos do agronegócio espalhados por todas as regiões do país. Mais do que vitrines de máquinas e insumos, esses encontros têm se consolidado como pontos-chave para decisões de investimento, ajustes de manejo e leitura de mercado em um cenário de margens apertadas e forte concorrência internacional.

Para o produtor rural, acompanhar o calendário com antecedência passou a ser parte do planejamento da safra. É nesses eventos que chegam primeiro as novidades em mecanização, biotecnologia, agricultura digital, crédito, seguro rural e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Agenda começa ainda no verão

O circuito de grandes feiras começa já em fevereiro, com destaque para o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), um dos principais termômetros tecnológicos da agricultura brasileira. Ainda no Sul, o Show Tecnológico Copercampos, em Santa Catarina, reforça o papel das cooperativas na difusão de inovação.

Em março, o ritmo se intensifica com eventos de forte peso regional e nacional, como a Expodireto Cotrijal (RS), o Farm Show Primavera do Leste (MT) e o Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), todos com foco direto em produtividade, logística e mercado de grãos.

No Matopiba, o AgroRosário, na Bahia, ganha relevância como espaço de discussão sobre expansão agrícola, clima e infraestrutura, enquanto no Centro-Oeste o TecnoAgro, em Chapadão do Sul (MS), reforça o debate sobre sistemas produtivos adaptados ao Cerrado.

Abril concentra grandes decisões

Abril tende a ser um dos meses mais estratégicos do calendário do agro em 2026. A Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Parecis Super Agro (MT) e a Norte Show, em Sinop (MT), reúnem produtores em plena tomada de decisão para a próxima safra.

O mês culmina com a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), considerada a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. Tradicionalmente, o evento funciona como um divisor de águas para negociações de máquinas, implementos e soluções de alto valor agregado.

Do campo à cadeia produtiva

Em maio e junho, a agenda avança com eventos que ampliam o foco para toda a cadeia produtiva. AgroBrasíliaShowtecFenagra e a Bahia Farm Show combinam tecnologia, política agrícola e mercado, atraindo produtores, indústrias, bancos e formuladores de políticas públicas.

Já no segundo semestre, o destaque fica para feiras mais especializadas, como a Agroleite, no Paraná, voltada à cadeia do leite, e a AveSui, referência nacional em aves e suínos, que fecha o calendário em outubro.

Planejamento virou diferencial competitivo

Com custos elevados, crédito mais seletivo e pressão internacional sobre preços, participar de feiras deixou de ser apenas visita institucional. Para muitos produtores, é parte do cálculo econômico da atividade: comparar soluções, negociar condições e antecipar tendências.

Em 2026, o calendário do agro reforça um recado claro: informação, tecnologia e presença estratégica nos principais eventos são cada vez mais determinantes para a competitividade no campo.

SERVIÇO:

Fevereiro

  • Show Rural Coopavel
    9 a 13 de fevereiro
    Cascavel (PR)

  • Show Tecnológico Copercampos
    24 a 27 de fevereiro
    Campo Demonstrativo Copercampos – Campos Novos (SC)

Cotas sem tarifa do México abrem espaço para avanço da carne brasileira

0

A decisão do governo mexicano de liberar cotas de importação sem imposto para carne bovina e suína até o fim de 2026 cria uma janela comercial relevante para o Brasil, principal fornecedor fora dos acordos de livre comércio da América do Norte. O movimento ocorre em meio a ajustes na política de combate à inflação no México e a um cenário global de maior disputa por mercados para as proteínas animais.

De acordo com o decreto, o México permitirá a entrada, sem cobrança de tarifa, de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suína até 31 de dezembro de 2026. As cotas são globais, válidas para todos os países exportadores — com exceção daqueles que mantêm acordo de livre comércio com os mexicanos, como Estados Unidos e Canadá.

Na avaliação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, esse desenho tende a favorecer diretamente o Brasil. “Estados Unidos e Canadá não entram nessa cota porque já têm acordo com o México. Na prática, o Brasil é o principal fornecedor fora desse bloco”, afirmou.

A iniciativa complementa decisão anunciada no fim de dezembro, quando o governo mexicano retirou as duas proteínas do Pacote Contra a Inflação e a Carestia (Pacic), programa criado para conter a alta dos preços dos alimentos por meio de isenções tributárias.

Brasil já é fornecedor relevante

Dados da plataforma Agrostat, do Mapa, mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou 74,3 mil toneladas de carne suína e 113,2 mil toneladas de carne bovina ao México. Em receita, as vendas somaram R$ 181,4 milhões no caso da carne suína e R$ 618,9 milhões na bovina.

Segundo Rua, apenas uma parcela das exportações brasileiras será impactada pelas cotas, e, ainda assim, o mercado mexicano segue competitivo. “Mesmo com as cotas, o México continua mais atrativo do que outros destinos. Os Estados Unidos, por exemplo, ainda aplicam uma tarifa de 26,4%”, destacou.

China segue no radar

Paralelamente ao movimento mexicano, o Brasil acompanha com atenção a medida de salvaguarda adotada pela China para a carne bovina importada. O mecanismo prevê uma tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassarem a cota estabelecida — no caso brasileiro, 1,1 milhão de toneladas.

Segundo o secretário do Mapa, o governo brasileiro negocia para que os embarques realizados até 31 de dezembro de 2025 fiquem fora do cálculo dessa cota. Além disso, o País prepara propostas para tentar absorver eventuais volumes não utilizados por outros exportadores.

“As propostas ainda não foram formalmente enviadas. Estamos estruturando alternativas porque ainda não está claro como essas redistribuições poderiam ocorrer”, explicou Rua.

A missão oficial à China, inicialmente prevista para janeiro, foi adiada por questões de agenda. Ainda assim, a expectativa do governo é que o tema avance antes da visita ou, no máximo, seja tratado diretamente durante as reuniões bilaterais.

Produtores pedem cautela dos frigoríficos

As medidas chinesas geraram reação entre produtores. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com o risco de que o custo da sobretaxa recaia sobre o pecuarista.

Em nota, a entidade defendeu que frigoríficos evitem repassar perdas ao produtor e alertou contra práticas especulativas. “Os grandes exportadores têm condições de redirecionar volumes para outros mercados sem penalizar quem está na porteira”, afirmou a associação.

Para a Acrimat, o momento exige equilíbrio da indústria e atuação firme do governo federal para proteger não apenas os exportadores, mas também quem sustenta a produção no campo.

Pensar Agro