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Natal teve poucas ocorrências em Cerejeiras, mas cidade registrou casos de estupro e violência doméstica

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não teve ocorrência, porém no fim de semana foram registradas cinco

O feriadão natalino em Cerejeiras foi de poucas ocorrências policiais, mas com casos preocupantes.

Segundo os registros feitos na Polícia Civil, não houve nenhuma ocorrência no dia 23, no município.

Já no dia 24, houve uma única ocorrência, que foi um caso de uma garota que furtou as folhas de cheques do próprio pai e realizou compras numa loja de móveis.

No dia de Natal, 25, houve três ocorrências registradas.

Já do sábado até esta segunda-feira, 28, cinco casos foram registrados na Polícia Civil de Cerejeiras. Dois destes casos, no entanto, são preocupantes. Um deles é uma ocorrência de violência doméstica e outro, de estupro. Ambos os casos não serão aqui detalhados por serem crimes com amparo judicial de sigilo, para proteger as próprias vítimas.

Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa

Zagueiro Junior Lopes muda de clube na Tailândia: “Vamos fazer história”

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Defensor rondoniense troca o oitavo colocado da Liga Tailandesa pelo 16º
Zagueiro Júnior Lopes troca de clube na Tailândia. O jogador atuará no próximo ano com a camisa do Trat FC. O atleta estava desde desde 2019 no Conburi. Nas redes sociais, o defensor falou do desafio.

Agora vou para um novo desafio Trat. Com a Certeza que Deus estará comigo por onde eu estiver. Agradecer este novo clube que me abriu as portas. Prometo que vou honrar esta camisa com todas as minhas forças, pois em nome de Jesus, vamos fazer história
— afirmou Júnior Lopes.

O atleta se despediu do Conburi e afirmou ter cumprido o propósito na antiga equipe.
– Venho aqui primeiramente agradecer ao Conburi por esses quase dois anos que estive aqui, com coração apertado digo um até logo. Pois tenho um grande carinho e respeito por esse clube. Agradecer a diretoria, os funcionarios e, principalmente, a torcida que sempre me apoiou e reconheceram minha dedicação e empenho por este clube. Saio daqui com a certeza do dever cumprido – afirmou.

Nova equipe de Júnior Lopes, o Trat luta por recuperação no campeonato. Atualmente o time ocupa a 16ª posição com 10 pontos e está na zona de rebaixamento. O primeiro fora da zona é o Police Tero, com 17 pontos. Equipe que perdeu para o próprio Trat, por 1 a 0. Na próxima rodada, o adversário do time de Lopes será o Chiangrai United, dia 09 de janeiro às 07h (horário de Brasília).

 

Redação do ge Porto Velho

Cartórios já podem autenticar documentos por meio digital

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Certificação de cópias passa a ser de forma online

Os cartórios brasileiros já podem autenticar documentos por meio eletrônico. O novo serviço possibilitará a certificação de cópias de forma online pelo site

A novidade vem para complementar a digitalização de outros serviços que já estavam sendo prestados na plataforma de atos notoriais eletrônicos chamada e-Notoriado. Entre eles, assinaturas digitais de escrituras, procurações por videoconferência, atas notariais e testamentos, bem como separações e divórcios extrajudiciais.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), órgão responsável por gerir o módulo da Central Notarial de Autenticação Digital (Cenad), o novo recurso permite “a materialização e a desmaterialização” de autenticações em diferentes cartórios. Dessa forma, torna mais rápido o envio do documento certificado para pessoas ou órgãos, além de verificar de forma segura a autenticidade do arquivo digital.

A Cenad foi é o único meio nacional válido para a autenticação digital de documentos. Para tanto, será necessária a apresentação de um documento originalmente físico, junto a algum cartório de notas, para que ele seja digitalizado para, então, ser enviado para autenticação.

Segundo a presidente do CNB, Giselle Oliveira de Barros, o novo procedimento permite ao usuário trabalhar com o documento eletrônico, mas com segurança jurídica.

“Após o documento ser autenticado pela Cenad, ele pode ser enviado eletronicamente (emailwhatsapp ou qualquer outra ferramenta) a órgãos públicos ou pessoas físicas e jurídicas para a concretização de negócios, tendo o mesmo valor que o documento original, físico ou digital, apresentado pelo cidadão”, informou.

Como acessar o serviço

Para acessar esse serviço, “o usuário deve solicitar a autenticação digital a um tabelionato de notas de sua preferência e enviar o documento por e-mail, caso o original seja digital. Se o documento a ser autenticado for físico, é necessário levar o impresso ao cartório para digitalização e autenticação.

Ao receber o documento por meio da plataforma, que segue as normas de territorialidade para distribuição dos serviços, o tabelião verifica a autenticidade e a integridade do documento”, informa o CNB.

A autenticação notarial gera um registro na plataforma, com dados do notário ou responsável que a tenha assinado, a data e hora da assinatura, e código de verificação. “O usuário receberá um arquivo em PDF assinado digitalmente pelo cartório. O envio do arquivo poderá ser feito por e-mailWhatsApp ou outro meio eletrônico”, finaliza.

Edição: Kleber Sampaio/Agência Brasil

Caixa encerra hoje etapa de pagamentos do auxílio emergencial

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Banco faz o último crédito a beneficiários nascidos em dezembro

 Caixa Econômica Federal encerra hoje (29) a etapa de pagamento do auxílio emergencial com a liberação do crédito para 3,2 milhões de brasileiros nascidos em dezembro, no ciclo 6 de pagamentos do programa. Serão depositados R$ 1,2 bilhão nas contas digitais dos beneficiários, que não fazem parte do Bolsa Família. Os pertencentes ao Bolsa Família já receberam o último benefício de acordo com o calendário e critérios do programa social.

Do total, 50,3 mil pessoas receberão R$ 62,2 milhões da parcela do auxílio emergencial regular, no valor de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães chefes de família). Os demais, 3,2 milhões de beneficiários, serão contemplados com parcela do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães chefes de família), num total de R$ 1,1 bilhão.

Os recursos estarão disponíveis na poupança social digital e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.

Calendário

O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período, de acordo com o mês de nascimento.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta-feira serão liberados a partir do dia 27 de janeiro de 2021. A partir dessa data, o beneficiário poderá retirar o auxílio emergencial no caixa eletrônico, nas agências da Caixa ou lotéricas ou usar o aplicativo Caixa Tem para transferir o dinheiro da poupança digital para contas em outros bancos, sem o pagamento de tarifas.

O auxílio emergencial – criado em abril pelo governo federal -, pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil, foi estendido até 31 de dezembro, por meio da Medida Provisória 1000. O auxílio emergencial extensão foi pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada; no caso das mães chefes de família monoparental, o valor foi de R$ 600. Somente aqueles que já foram beneficiados e se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP receberam o benefício.

Cerca de 1,2 milhão de beneficiários que têm direito apenas à parcela de dezembro do auxílio extensão receberam os R$ 300 ou R$ 600 desde o dia 21 de dezembro. São pessoas que foram contempladas com a primeira remessa do auxílio emergencial em julho.

Com o pagamento de hoje, a Caixa completa o crédito dos recursos para esse público. Os saques em espécie e transferências por meio do Caixa Tem também estão disponíveis desde dia 21 para nascidos em janeiro e fevereiro. Para os demais beneficiários, segue o calendário de liberação dos ciclos 5 e 6, a partir de 4 de janeiro.

 

Repórter da Agência Brasil

Mais de 22 mil agricultores familiares foram beneficiados pelo PAA

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O programa investiu, em 2020, R$ 162,9 milhões na modalidade Compra com Doação Simultânea

O PAA tem, entre os objetivos, promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar – Foto: Agência Brasil

O  Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já investiu, até o momento, em 2020, R$ 162,9 milhões, beneficiando 22.587 agricultores familiares, na modalidade Compra com Doação Simultânea. Até 22 de dezembro, foram fornecidas 56.600 toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar à rede socioassistencial para atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A ação envolveu 1.331 projetos da agricultura familiar e 1.813 unidades da rede socioassistencial em todo o país.

O PAA tem, entre os objetivos, promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar. A execução do programa pode ser feita por meio de seis modalidades: Compra com Doação Simultânea, Compra Direta, Apoio à Formação de Estoques, Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite, Compra Institucional e Aquisição de Sementes.

O PAA vem sendo executado por estados e municípios em parceria com o Ministério da Cidadania e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É uma das ações do Governo Federal para a inclusão produtiva rural das famílias mais pobres.

Compra com Doação Simultânea

Na modalidade Compra com Doação Simultânea podem ser adquiridos alimentos in natura ou processados, enriquecendo os cardápios dos beneficiários. A iniciativa busca promover a articulação entre a produção da agricultura familiar e as demandas locais de suplementação alimentar, além do desenvolvimento da economia local.

Os produtos adquiridos dos agricultores familiares são doados às pessoas em insegurança alimentar, por meio da rede socioassistencial ou equipamentos públicos de segurança alimentar e da rede pública e filantrópica de ensino.

Mulheres

A agricultora familiar Lucia Barabasz, de Prudentópolis, no Paraná, destacou a importância do programa para o fortalecimento das atividades. “Principalmente para as mulheres, deu empoderamento. Hoje as pessoas veem um programa muito bom para o seu desenvolvimento”, afirmou.

O PAA conta com incentivo à inclusão feminina desde 2011, quando foi instituído como um dos critérios de priorização na seleção e execução do programa a participação mínima de 40% de mulheres como beneficiárias fornecedoras na modalidade de Compra com Doação Simultânea e 30% na de Formação de Estoque.

E, ao longo dos anos, a presença das mulheres na agricultura familiar tem aumentado. A participação feminina nas modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos alcançou 80% em 2019, de acordo com estudo da Conab.

 

Agricultura e Pecuária

CAPES amplia sistema de pós-graduação em 2020

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Atualmente o sistema conta com 99,6 mil bolsistas no país e no exterior
Responsável por financiar um em cada três estudantes de pós-graduação stricto sensu no Brasil, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), alcançou diversas conquistas em 2020, mesmo com a crise sanitária provocada pela pandemia da COVID-19. Hoje, a Fundação tem 99,6 mil bolsistas no país e no exterior.

Um dos marcos deste ano foi a implementação do modelo inédito de concessão de bolsas no país, que aumentou o número de benefícios em 41% dos cursos. A medida adicionou 3.386 bolsas nos mestrados e doutorados

A CAPES também financiou o trabalho de 3.300 pesquisadores em universidades ou centros de pesquisas estrangeiros. Além disso, o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) stricto sensu teve um acréscimo de 164 novos cursos de mestrado e doutorado.

Embora a pandemia tenha provocado o fechamento de aeroportos e fronteiras e a suspensão temporária de atividades acadêmicas em muitas instituições brasileiras e estrangeiras, a Fundação adotou uma série de medidas para garantir a continuidade do sistema, prorrogando, em muitos casos, o período de vigência das bolsas.

Neste cenário de desafios, a CAPES se mobilizou para garantir a segurança e o bem-estar de todos os bolsistas, repatriando cerca de 700 pesquisadores que solicitaram o retorno ao País. No Brasil, o prazo de vigência das bolsas de pós-graduação internas foi estendido e atendeu às necessidades de 32.522 estudantes.

Na área internacional, a fundação já está, inclusive, desenvolvendo ativamente ações de internacionalização e de mobilidade acadêmica, com processos seletivos abertos para concessão de bolsas de estudos no exterior em 2021. Estão em andamento seleções para 1.400 vagas em doutorado-sanduíche, 45 bolsas de doutorado na Alemanha, 20 bolsas de doutorado nos Estados Unidos, 10 bolsas de doutorado e pós-doutorado em Portugal, 15 bolsas para professores promoverem a língua, a cultura e a literatura do Brasil em outras nações, 15 bolsas para a Fundação Humboldt na Alemanha, além de outras seis bolsas para a Universidade de Yale, no Estados Unidos.

Em 2020 o Portal de Periódicos completou 20 anos. Com mais de 49 mil títulos, a maior base de apoio à pesquisa científica no Brasil atende estudantes de 435 instituições e reúne cerca de 460 mil usuários ativos.

 

Com informação da CAPES

Decreto traz regras e procedimentos para a regularização fundiária de áreas rurais em terras da Amazônia Legal e do Incra

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Estabelecer, de forma clara e objetiva, os procedimentos e os requisitos que devem ser seguidos na hora de se fazer a regularização fundiária de áreas rurais em terras da União, no âmbito da Amazônia Legal, e em terras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio de alienação e concessão de direito real de uso de imóveis. É o que prevê um decreto publicado nesta segunda-feira (28) no Diário Oficial da União.

O decreto tem por finalidade regulamentar uma lei de 2009 e promover a melhor destinação possível das terras públicas federais, visando o cumprimento da função social. A nova medida, segundo o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, traz mais agilidade e transparência nos processos de regularização fundiária.

“O decreto 10.592 é um marco importante na evolução e na modernização do processo de regularização fundiária do nosso país. Ele implica a modernização no processo com a permissão da utilização da tecnologia desde o início do processo, do usuário lá na ponta. Uma permissão do cruzamento dos bancos de dados com a utilização do sensoriamento remoto. Permite, com isso, que a gente tenha agilidade, segurança e transparência ao longo de todo o processo”, disse o presidente do Incra.

Ele define, por exemplo, as etapas do processo de regularização do imóvel e os documentos e declarações que devem ser apresentados pelo requerente, por meio físico ou eletrônico. Também deixa claro os procedimentos que devem ser adotados pelo INCRA durante todo processo.

O decreto traz, ainda, as regras da titulação do imóvel. Diz, por exemplo, que, de maneira geral, o beneficiário que transferir ou negociar, por qualquer meio, o título obtido, não poderá ser beneficiado novamente em programas de reforma agrária ou de regularização fundiária.

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a grande inovação da atual medida é a manutenção da possibilidade de verificação remota da presença dos requisitos legais para a realização da regularização fundiária. Cabe destacar, no entanto, que a realização de vistoria presencial não foi totalmente descartada.

Especificamente, prevê-se a obrigatoriedade de realização de vistoria presencial nos imóveis com área superior a 4 módulos fiscais até o limite de 2.500 hectares, além da obrigatoriedade, independentemente da extensão do imóvel, em outros casos definidos em lei.

Também está prevista a vistoria presencial se, por exemplo, o imóvel rural houver sido objeto de termo de embargo ou infração ambiental; apresentar indícios de fracionamento fraudulento; e houver conflito agrário declarado no ato de requerimento.

Conforme determina o decreto, o preço do imóvel considerará a extensão da área em módulos fiscais e será estabelecido entre dez e cinquenta por cento do valor mínimo da pauta de valores da terra nua, para fins de titulação e regularização fundiária.

NOVA PLATAFORMA DE GESTÃO TERRITORIAL

O presidente do Incra também anunciou, já para o primeiro semestre de 2021, uma nova plataforma de gestão territorial que vai agilizar todo o processo de cruzamento de dados necessários para fazer a regularização fundiária.
“Essa nova plataforma vai fazer o cruzamento de todas essas bases de dados, e que a gente consiga de fato estar operacionalizando de uma maneira automática todos esses dados, conseguindo, com isso, o nosso grande objetivo, que é agilizar esse processo e termos o resultado ainda mais expressivo a partir do próximo ano em termos de regularização fundiária de emissão de títulos”, acrescentou o presidente do Incra.
E falou sobre as metas para 2021.

“Em 2020, ultrapassamos os 100 mil títulos emitidos pelo Governo Federal; e a meta para o ano que vem é termos um resultado ainda maior do que esse”, finalizou Geraldo Melo Filho.

Agricultura e Pecuária

Senadores celebram novo Fundeb sancionado sem vetos

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A Presidência da República sancionou, sem vetos, a lei que regulamenta o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, na noite de sexta-feira (25), feriado de Natal.

A versão sancionada foi aprovada pelo Senado no dia 15 e confirmada pela Câmara recuperando o texto do relator, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES). O texto exclui as emendas que direcionavam parte dos recursos a escolas filantrópicas e do Sistema S. Ou seja, fica excluída a possibilidade de repasses do Fundeb para essas entidades. No Senado, o projeto foi relatado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

Educação

Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a sanção do novo Fundeb foi um dia histórico para a educação pública do país.

“Uma das contribuições mais relevantes e de maior impacto social que o Congresso Nacional incorporou ao patrimônio jurídico brasileiro”, disse Davi nas redes sociais.

Relator da proposta que tornou o Fundeb permanente (PEC 26/2020), votada pelo Senado em agosto, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) acredita que esse era o passo que faltava para fechar o ano com ações legislativas necessárias.

“Garantimos que os avanços assegurados pela Emenda Constitucional 108/2020 se concretizem a partir do ano que se inicia. Viva a educação!”

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Styvenson Valentim (Podemos-RN) também comemoraram a sanção.

“Depois de muitas batalhas travadas no Congresso ao lado dos movimentos de educação, a lei do novo Fundeb foi sancionada pelo governo sem vetos. O fundo tem que garantir uma educação pública mais justa no país, e iremos ficar atentos à aplicação da lei”, afirmou Randolfe.

“Só quem estudou em escola pública sabe a importância desses recursos para a educação brasileira”, disse Styvenson.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) também comentou o assunto.

“Aprovamos no Senado e a Câmara refez de uma maldade contra a educação no Brasil”, escreveu Paulo Rocha.

Novo Fundeb

Estabelecido pela Emenda Constitucional 108, promulgada em agosto, o Fundeb dependia de uma lei regulamentando a forma do repasse dos recursos. Com as mudanças, o fundo se torna permanente a partir de 2021 para financiar a educação infantil e os ensinos fundamental e médio nas redes públicas.

O Fundeb é composto de 20% da receita de oito impostos estaduais e municipais, como ICMS, ITR e IPVA, e de valores transferidos de impostos federais. Em 2019, o fundo custeou R$ 156,3 bilhões para a rede pública.

Com o novo fundo, o Congresso aumentou a participação da União no financiamento da educação básica. A participação federal passa dos atuais 10% para 23%. O aumento é escalonado. No ano que vem, o percentual passa para 12%. Em 2022, 15%; em 2023, 17%; em 2024, 19%; em 2025, 21%; e a partir de 2026, 23%.

Os valores alocados pelo governo federal serão distribuídos para os municípios que não alcançarem o valor anual mínimo aplicado por aluno na educação. O Fundeb permanente adota referência de valor por aluno no cálculo para distribuição de recursos da complementação da União.

O texto também traz as ponderações, a relação com o número de matrículas e os indicadores a serem verificados para a distribuição de recursos, além de detalhar como se dará o acompanhamento da avaliação, monitoramento, controle social, comprovação e fiscalização dos recursos a serem empregados.

Com Agência Brasil

Fonte: Agência Senado

‘Temos que nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro’, diz OMS sobre pandemia

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Diretor de emergências da entidade alertou que Covid-19 não é necessariamente a ‘grande’ pandemia, e que novo coronavírus pode se tornar endêmico.

O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou, nesta segunda-feira (28), que a pandemia de Covid-19 não é, necessariamente, a “grande” pandemia – e que o mundo precisa se preparar para algo que pode ser pior no futuro.

“Essa pandemia foi muito grave. Se espalhou ao redor do mundo extremamente rápido, afetou cada canto do planeta. Mas essa não é necessariamente a ‘grande’ [pandemia]”, alertou Ryan durante coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.

“Esse vírus é muito transmissível, mata, e tirou entes queridos de muitas pessoas. Mas a taxa de letalidade é razoavelmente baixa comparada a outras doenças emergentes. Isso é um alerta. O planeta é frágil. Essas ameaças vão continuar”, afirmou o diretor.

“Se tem uma coisa que precisamos aprender com essa pandemia, com toda a tragédia e perda, é que precisamos nos organizar. Temos que nos preparar para algo que pode ser ainda mais grave no futuro”, alertou Ryan.

No sábado (26), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também alertou que a pandemia de Covid-19 não seria a última que o mundo enfrentaria.

Ryan lembrou, ainda, que é provável que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) se torne endêmico – isto é, que nunca venha a desaparecer. Esse alerta já havia sido feito pelo diretor em maio.

O diretor e a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, reforçaram que, mesmo com a chegada de vacinas contra a Covid-19, as medidas de combate ao vírus precisarão ser seguidas por um tempo. Isto porque o objetivo principal das vacinas – ao menos as atuais – é evitar casos graves da doença, e não a transmissão do vírus.

Além disso, ainda deve levar tempo para que se consiga vacinar um número suficiente de pessoas para alcançar a imunidade de rebanho (veja vídeo abaixo).

'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso

Conflito na Etiópia

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também falou do conflito da região do Tigray, na Etiópia, seu país natal. Ele foi questionado sobre como havia passado o ano pessoalmente, para além da pandemia.

“Pessoalmente, além da pandemia, 2020 foi muito difícil para mim porque meu país está com problemas. E a guerra devastadora que está acontecendo é, na verdade, na minha região natal, o Tigray, no norte da Etiópia”, disse.

“Eu tenho muitos parentes lá, incluindo meu irmão mais novo, e eu não sei onde eles estão. Eu não me comuniquei com eles, porque não há comunicação. Como se a Covid não fosse suficiente, eu tenho essa dor pessoal também. Eu me preocupo com meu país. Carregar tudo isso tem sido difícil”, disse.

Por G1

Jornalista é condenada a quatro anos de prisão na China por filmar início da pandemia em Wuhan

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Sentença afirma que ela estava comprando briga e provocando problemas. Zhang Zhan é uma de pelo menos quatro jornalistas que desapareceram em 2020 na China depois que postaram informações que contradizem a narrativa oficial.

Em 2020, na cobertura jornalística da pandemia do coronavírus, a imprensa do mundo todo precisou trabalhar com duas linhas de atuação ao mesmo tempo. Além do dever profissional básico de buscar informações de fontes confiáveis, os jornalistas precisaram também desmentir boatos irresponsáveis, aquilo que já se tornou conhecido pelo nome inglês fake news.

Esse desafio duplo dos jornalistas foi o ano todo, em todos os países. Mas, em alguns, esse trabalho difícil e necessário foi atacado, boicotado e até criminalizado por governos autoritários. Na China, uma jornalista foi condenada a quatro anos de prisão.

Logo no começo de tudo, Zhang Zhan saiu de Xangai, onde morava, e foi para Wuhan. Lá, conseguiu registrar cenas de hospitais lotados, confusão nas ruas, e depois a cidade deserta no primeiro lockdown no lugar onde a pandemia começou. Foram meses de trabalho. Mas tudo acabou em maio, logo depois de um vídeo.

Zhang Zhan filma as ruas de um bairro onde surgiram casos de Covid-19. De repente, ela é abordada por um homem que pergunta onde ela mora e se é jornalista. E ameaça: se você postar isso na internet, vai ser responsabilizada. Dias depois, foi detida e, nesta segunda (28), condenada a quatro anos de prisão.

Mas não são só jornalistas na mira da censura. No dia 31 de dezembro de 2019, o médico chinês Li Wenliang compartilhou em um grupo de colegas um alerta sobre um vírus até então não identificado, que seria altamente contagioso. As autoridades o acusaram de espalhar boato e o obrigaram a assinar um documento em que reconhecia ter cometido uma ilegalidade. Ele morreu de Covid no dia 6 de fevereiro. Virou uma espécie de mártir, e o governo chinês teve que voltar atrás. Agradeceu e reconheceu a contribuição do médico na linha de frente do combate a pandemia.

Sobre a condenação da jornalista, o ministro das Relações Exteriores chinês disse nesta segunda que os órgãos judiciais chineses têm tratado casos consistentemente de acordo com a lei.

2020 foi o ano mais difícil para jornalistas no mundo todo. Um levantamento do Comitê para Proteção de Jornalistas, com sede em Nova York, mostrou que 274 foram presos por causa do trabalho, um recorde. Alvos de governos autoritários que se fortalecem tentando silenciar a voz do povo.

Zhang é hoje o rosto desses trabalhadores. Condenada por dizer coisas como a que diz em um vídeo: o jeito de administrar do governo é através de intimidação e ameaças. Essa é a tragédia do país.

Por Jornal Nacional