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Justiça Rápida leva atendimento à Comunidade Quilombola de Pedras Negras e Reserva Extrativista Rio Cautário

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Parte dessas áreas só pode ser acessada por meio de transporte fluvial.

Percorrendo trechos em terra e água, o Poder Judiciário de Rondônia realizou, na última semana, a Operação Justiça Rápida Itinerante na Comunidade Quilombola de Pedras Negras, localizada entre os municípios de São Francisco do Guaporé e Alta Floresta do Oeste, e na Reserva Extrativista Rio Cautário, que abrange Costa Marques e Guajará-Mirim.

Auxiliando na missão de levar cidadania e acesso à Justiça em regiões de difícil acesso, os juízes Paulo Juliano Roso Teixeira e Eliezer Nunes Barro conduziram a operação, que garantiu a prestação de serviços judiciais de forma gratuita aos moradores da região.

Entre as demandas e conflitos que podiam ser solucionados, estavam: reconhecimento de paternidade, correção de certidão de nascimento, casamento e óbito, divórcio, guarda de menores entre pais, conversão de união estável em casamento e outras questões relevantes.

A Operação Justiça Rápida Itinerante é coordenada pela Corregedoria Geral da Justiça (CGJ), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), com apoio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). A iniciativa também contou com a colaboração do Ministério Público, Defensoria Pública, Sedam, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, demonstrando integração e parceria para promover a cidadania.

As demandas das populações tradicionais e extrativistas também foram ouvidas de forma atenta e os encaminhamentos serão devidamente documentados, respeitando o desenvolvimento sustentável e a justiça social.

Assessoria de Comunicação Institucional

Mapa publica editais para credenciamento de laboratórios

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os Editais SDA/Mapa nº 16/2026 e nº 17/2026, que abrem processo de credenciamento de laboratórios para atuação em diferentes áreas analíticas no âmbito da defesa agropecuária.

Edital SDA/Mapa nº 16/2026 destina-se ao credenciamento de laboratórios nas áreas de Físico-Química de Produtos de Origem Animal, Físico-Química de Produtos de Origem Vegetal, Microbiologia de Alimentos e Água, Resíduos e Contaminantes em Alimentos, Físico-Química de Alimentos para Animais e Físico-Química de Vinhos, Bebidas e Fermentados Acéticos.

Já o Edital SDA/Mapa nº 17/2026 contempla o credenciamento de laboratórios na área de Qualidade do Leite.

Os credenciamentos serão realizados conforme as disposições da Lei nº 14.515, de 29 de dezembro de 2022, da Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, do Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, da Portaria Mapa nº 747, de 23 de dezembro de 2024, e das demais normas aplicáveis.

Os requisitos para participação, a documentação exigida, o cronograma, os prazos de inscrição e de apresentação da documentação, bem como as orientações para envio das propostas e os canais para esclarecimento de dúvidas, constam dos respectivos editais. Os interessados devem consultar atentamente o documento correspondente antes de realizar a inscrição.

Informações à imprensa
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Pela primeira vez, Pesquisa Nacional de Saúde realiza exames de sangue e urina

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Saiba a metodologia e os procedimentos a serem realizados

Já está em campo a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria pelo Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerado o maior levantamento sobre as condições de saúde da população brasileira, o estudo traz, de forma inédita nesta edição, a coleta de amostras de sangue e urina de parte dos participantes, ampliando a capacidade de identificar fatores de risco, monitorar doenças e subsidiar políticas públicas de saúde.

A participação na PNS é totalmente gratuita, voluntária e segura. A pesquisa é realizada em duas etapas: primeiro, entrevistadores do IBGE visitam os domicílios selecionados para aplicação do questionário. Em seguida, parte dos participantes será convidada a realizar a coleta de sangue e urina, que ocorrerá em uma nova visita previamente agendada. Poderão ser entrevistados os moradores com idade a partir de 15 anos e a coleta dos exames de sangue e urina somente para pessoas com 35 anos ou mais. Estima-se que aproximadamente 140 mil domicílios em todas as regiões do Brasil sejam visitados pelas equipes.

Novos Exames

Além do questionário, que aborda temas relacionados à saúde e as condições de vida da população, incluindo características do domicílio, educação, renda, utilização de serviços de saúde e hábitos de vida, a segunda fase da PNS inclui a coleta dos biomarcadores (exames de sangue e urina).

Esta etapa será realizada somente com moradores de capitais e regiões metropolitanas. A coleta é realizada na casa do participante pelo profissional do laboratório parceiro, devidamente identificado, acompanhado do entrevistador do IBGE. Esta visita é previamente agendada após a entrevista e o participante receberá um material impresso com todas as orientações para o dia da coleta e para acessar o resultado dos exames.

Todos os materiais utilizados durante a coleta, como agulhas, seringas, luvas e demais insumos, são descartáveis e de uso único. Após a realização dos exames, todo o material biológico e os insumos utilizados serão descartados de forma segura, em conformidade com as normas sanitárias e ambientais vigentes, garantindo a segurança dos participantes, dos profissionais envolvidos e o respeito aos princípios éticos da pesquisa.

As informações prestadas durante a pesquisa ao IBGE são confidenciais e o sigilo é garantido por lei.

Atenção: saiba como identificar os pesquisadores

Os entrevistadores do IBGE utilizam colete e crachá com foto e matrícula funcional, além de dispositivos eletrônicos para registro das entrevistas.

Nos domicílios selecionados para a coleta de biomarcadores a visita será realizada por um profissional de saúde, devidamente identificado e acompanhado do entrevistador do IBGE. Após a entrevista, o participante receberá um material impresso com todas as orientações para o dia da coleta e para acessar o resultado dos exames.

Aqueles que receberem um pesquisador em seu domicílio, podem conferir a identidade dos servidores e obter mais informações sobre a pesquisa ligando gratuitamente para o telefone 0800 721 8181 (Segunda a sábado, das 8h às 21h30 no horário de Brasília) ou acessando o site Respondendo o IBGE (IBGE | Respondendo ao IBGE ). Também é possível receber informações e tirar dúvidas junto à Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS) pelo telefone 136.

Histórico

Considerada a pesquisa de saúde mais abrangente do Brasil, a PNS completa 13 anos em 2026. Seus resultados permitem identificar desigualdades em saúde, acompanhar mudanças no perfil epidemiológico da população ao longo do tempo e produzir evidências que orientam o planejamento, a implementação e a avaliação da saúde no Brasil. A inclusão dos exames laboratoriais nesta edição amplia significativamente o potencial da pesquisa.

Guilherme Costa
Ministério da Saúde

Brasil envia 4,5 toneladas de vacinas para apoio humanitário à Venezuela

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A nova remessa inclui imunizantes BCG, tríplice viral e pentavalente. Ao todo, são mais de 690 mil doses doadas
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Foto: Divulgação/ MS

O Brasil enviou, nesta segunda-feira (20), uma nova remessa com aproximadamente 4,5 toneladas de vacinas para apoiar a resposta à emergência em saúde provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela em junho deste ano.

A carga reúne 690 mil doses, sendo 48 mil da vacina BCG, 102 mil da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampocaxumba e rubéola, e 540 mil da vacina pentavalente. O transporte foi realizado em voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Os imunizantes doados não impactam o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esta é mais uma etapa da ajuda humanitária brasileira à Venezuela. Ao todo, o país já encaminhou cerca de 16,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, incluindo antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras, dispositivos para infusão e outros materiais hospitalares.

Além desta remessa, o Brasil já havia enviado outras 350 mil doses de vacinas, das quais 100 mil contra a febre amarela e 250 mil doses da vacina contra raiva canina, destinadas às ações de controle de doenças em situações de emergência.

Camila Marques
Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Contas de energia têm até 98% de desconto até julho

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A campanha da Energisa também oferece parcelamento em até 36 vezes, conforme as condições de cada débito, e as negociações podem ser feitas pelo WhatsApp da concessionária: (69) 99358-9673

Os clientes da Energisa Rondônia que possuem contas de energia em atraso têm até o dia 31 de julho para aproveitar as condições especiais da campanha “Negocia Energisa”. A iniciativa oferece descontos que podem chegar a 98% sobre o valor da dívida, além da possibilidade de parcelamento em até 36 vezes, conforme o perfil do cliente e o tempo de atraso das faturas.

A campanha é destinada a todos os clientes da distribuidora. As negociações podem ser quitadas à vista ou parceladas, com opções de pagamento via Pix, cartão de débito ou cartão de crédito.

A negociação pode ser realizada de forma rápida e sem sair de casa, pelo WhatsApp da assistente virtual Gisa, no número (69) 99358-9673. Durante o atendimento, o cliente recebe uma simulação das condições disponíveis para o seu caso e pode escolher a opção de pagamento que melhor se encaixa no orçamento.

Vacinação contra influenza entra na reta final

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População tem até 30 de julho para se imunizar contra a gripe; vacina está disponível para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade

Texto: Taiana Mendonça Edição: Secom Foto: Secom
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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), reforça o alerta para os últimos dias da campanha de vacinação contra a Influenza. A mobilização segue até o dia 30 de julho e não será prorrogada. A vacina está disponível gratuitamente para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade.

A imunização é a principal forma de prevenir casos graves da gripe, reduzir internações e diminuir a circulação do vírus, protegendo especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

O prefeito Léo Moraes destacou que a vacinação é um compromisso coletivo com a saúde da população.

“Vacinar é um ato de cuidado consigo mesmo e com quem está ao nosso lado. Estamos na reta final da campanha e queremos que cada porto-velhense aproveite essa oportunidade para se proteger. Nossa rede de saúde está preparada para atender a população, mas é importante que todos procurem uma unidade antes do encerramento da campanha”, afirmou o prefeito.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça que a participação da população é essencial para ampliar a cobertura vacinal no município.

“A imunização é uma responsabilidade compartilhada. Queremos garantir que nossa população esteja protegida e com a saúde em dia. Pedimos que todos aproveitem estes últimos dias da campanha e procurem a unidade de saúde mais próxima. É um gesto simples, rápido e que faz toda a diferença para a saúde coletiva”.

Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país

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A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.

Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.

A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.

A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.

O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.

A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.

Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.

No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.

Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.

 

Fonte/Pensar Agro.

Produtores usam aviões para tentar fazer chover sobre as lavouras

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Em Goiás, o agro está, literalmente, tentando fazer chover, com o uso de aviões agrícolas. A técnica, conhecida como semeadura ou nucleação de nuvens, espalha partículas de sal em formações carregadas de umidade para tentar antecipar ou aumentar a precipitação.

O interesse cresceu diante das estiagens prolongadas e da irregularidade das chuvas no Cerrado. Segundo a empresa responsável pela iniciativa, aproximadamente 100 produtores de diferentes regiões goianas já demonstraram interesse em participar das operações.

A tecnologia não produz nuvens nem retira água de uma atmosfera seca. Sua utilização depende da existência de nuvens com características adequadas e de um processo de formação de chuva já em andamento. As aeronaves lançam partículas de cloreto de sódio na base de nuvens do tipo cúmulo, desde que apresentem umidade elevada e correntes de ar ascendentes. O sal funciona como um núcleo em torno do qual as pequenas gotas de água podem se agrupar. Ao ganhar tamanho e peso, elas têm maior possibilidade de chegar ao solo na forma de chuva.

A operação em Goiás é realizada em nuvens quentes, nas quais a precipitação ocorre principalmente pelo encontro e pela união das gotas de água. A aeronave precisa alcançar a formação no momento adequado, o que exige acompanhamento meteorológico e uma janela limitada para o voo.

Sem nuvens com água suficiente, a tentativa não produz precipitação. Por isso, a nucleação não substitui irrigação, reservatórios, conservação do solo ou planejamento hídrico. Também não deve ser tratada como garantia contra perdas provocadas pela seca.

Essa dificuldade não se restringe ao projeto desenvolvido no Estado. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) reconhece que a estrutura das nuvens pode ser alterada pela introdução de partículas, mas alerta que os resultados variam conforme o tipo de formação e as condições atmosféricas. Experiências feitas em uma região não podem ser automaticamente reproduzidas em outra, segundo a avaliação da entidade.

Uma análise do Escritório de Accountability Governamental dos Estados Unidos, órgão de fiscalização ligado ao Congresso americano, encontrou estimativas de aumento da precipitação entre zero e 20% nos estudos examinados. O relatório ressalta, porém, que as limitações das pesquisas dificultam a medição do efeito real da tecnologia. A chuva poderia ocorrer naturalmente, mesmo sem a intervenção.

Para verificar o resultado, seriam necessários radares meteorológicos, pluviômetros distribuídos pela área, informações detalhadas sobre cada nuvem e a comparação com formações semelhantes que não recebessem partículas. O acompanhamento por mais de uma temporada também ajudaria a separar o possível efeito da nucleação da variação natural do clima.

A semeadura de nuvens não é uma atividade nova. Há programas de modificação do tempo nos Estados Unidos, na China, na Austrália, na Tailândia e em países do Oriente Médio. Os materiais utilizados variam conforme as características das formações. Em nuvens quentes, podem ser empregadas partículas de sal; em nuvens frias, é mais comum o uso de iodeto de prata.

No Brasil, a nucleação de nuvens está enquadrada entre as operações que podem ser executadas pela aviação agrícola. Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também mencionam aeronaves utilizadas para provocar precipitação. O reconhecimento da atividade, contudo, não representa uma certificação de eficácia para qualquer operação ou condição meteorológica.

Para o produtor, a decisão de contratar o serviço deve considerar o custo, a frequência de nuvens adequadas, a área potencialmente atendida e a existência de dados que permitam avaliar o resultado. Também é necessário verificar se a empresa e a aeronave estão regularizadas e se o plano operacional inclui acompanhamento meteorológico.

A experiência goiana amplia a atuação dos aviões agrícolas para além da aplicação de defensivos, fertilizantes e sementes. A frota já é empregada no combate a incêndios e agora tenta ocupar espaço na gestão do risco hídrico. A tecnologia pode funcionar como ferramenta complementar, mas não elimina a necessidade de seguro rural, manejo conservacionista, armazenamento de água e sistemas de irrigação onde forem economicamente viáveis.

Pensar Agro

Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

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A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio. No trimestre móvel terminado em maio, a alta é de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, a variação positiva acumulada no período de 12 meses fica em 1,7%.

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (20).

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O resultado de maio retoma a trajetória positiva na comparação entre meses imediatamente seguidos, após recuo em abril e estabilidade em março.

Confira o comportamento do ano mês a mês:

  • Maio: 0,7%
  • Abril: -0,1%
  • Março: 0%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,7%

Sinais de arrefecimento

Apesar da retomada de crescimento em maio, o indicador de 12 meses (1,7%), que mostra uma visão de retrovisor de mais longo prazo, aponta desaceleração, ou seja, perda de força. Em março deste ano, a variação era de 3%. Em maio do ano passado, 3,8%.

Ao apresentar os resultados, a FGV destaca que o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre até maio, chegando ao maior patamar desde o quarto trimestre de 2024, quando avançou 4%. Desse desempenho, mais de 60% vieram do consumo de serviços e de bens duráveis.

A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia.

No entanto, ela aponta que há algumas “fragilidades” no resultado do PIB brasileiro.

“O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e, apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor que a média geral do início do ano”, explica.

Para ela, a concentração do crescimento no consumo das famílias mostra dependência desse componente, uma vez que as exportações e os investimentos apresentaram quedas.

“Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, avalia.

Comportamentos

As exportações tiveram crescimento de 4,3%, o menor desde o segundo trimestre de 2025 (2,1%).

“As exportações da [indústria] extrativa mineral registram crescimento significativamente inferior ao que vinha apresentando desde o início do ano, o que explica a redução do crescimento das exportações”, destaca o acompanhamento.

As importações cresceram 8,9%, terceiro trimestre móvel seguido de alta.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento na economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 2% no trimestre móvel. Foi a segunda expansão depois de recuo nos quatro trimestres móveis imediatamente seguidos.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia em maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, perdendo apenas para fevereiro (19,2%).

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB acumulado até maio, em valores correntes, é estimado em R$ 5,466 trilhões.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que indicou expansão de 0,1% na passagem de abril para maio e de 1,4% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última divulgação foi no fim de maio, que apontou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.

A próxima divulgação será referente ao segundo trimestre de 2026, no dia 1º de setembro.

Expectativas

O relatório Focus desta semana, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro estima que a economia brasileira vai terminar 2026 com alta de 1,99%.

previsão do Ministério da Fazenda é variação de 2,3%.

 

Agência Brasil

Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin

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Produto biológico é indicado para pacientes adultos recidivantes ou inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco

Foto: Envato

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20/7) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). O produto, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT). 

O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado que atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais. 

O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.  

O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. O novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com linfoma agressivo em cenário de necessidade clínica. 

Confira a Resolução 2.831/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Categoria

Saúde e Vigilância Sanitária