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Do 8 ao 80: Três alimentos verdes que aceleram a perda de peso

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Uma dieta simples e equilibrada – rica em fibras e pobre em açúcar, conservantes e gorduras prejudiciais à saúde – é tudo o que precisa para manter o seu corpo saudável e levá-lo à meta de perda de peso.

 E alguns alimentos que podem acelerar  processo. São verdes e deliciosos:

Espargos: são um diurético natural, portanto, podem ajudar a aliviar o inchaço e outras sensações desagradáveis. O seu equilíbrio de aminoácidos e minerais também pode ajudar a aliviar os sintomas da ressaca, de acordo com um estudo publicado no Journal of Food Science.

Abacate: as superfrutas contêm dois óleos, linalol e acetato de geranila, que demonstraram ter um efeito positivo na síndrome do intestino irritável e outros distúrbios digestivos.

Kiwi: um dos poucos alimentos que combinam fibras e ômega-3, o kiwi ajudará a fortalecer o sistema digestivo enquanto reduz a inflamação e melhora a saúde do coração.

Notíciasominuto

Negado pedido de Wilson Witzel para suspender processo de impeachment

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que sejam retirados dos autos do processo de impeachment do governador afastado do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, documentos que não dizem respeito aos fatos descritos na denúncia. Negou, porém, o pedido de suspensão do processo desde a origem, como pretendia a defesa.

Na Reclamação (RCL) 47040, Witzel alegava que o ato do presidente do Tribunal Especial Misto (TEM) de juntar aos autos a complementação da colaboração premiada da principal testemunha (Edmar Santos) após o término da instrução probatória afrontaria entendimento firmado pelo STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 378. Nesse processo, o STF decidiu que o interrogatório deve ser o último ato instrutório do procedimento de impeachment. A reclamação pedia, no mérito, a reabertura da instrução probatória, com nova oitiva de Edmar Santos e novo interrogatório de Witzel.

De acordo com o ministro, após informações prestadas pelo TEM, foi possível verificar que a juntada da colaboração de Edmar Santos foi determinada pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 13/4, sem pedido das partes ou ordem específica do Tribunal Misto. Não se trata, portanto, de produção de nova prova que justifique a reabertura da instrução processual e a renovação dos atos pretendida pela defesa.

O ministro Alexandre de Moraes também verificou que os novos anexos enviados pelo STJ tiveram sua juntada como prova de defesa indeferida pelo Tribunal Especial Misto, pois não diziam respeito, de forma direta, às condutas atribuídas ao governador afastado. “São documentos juntados aos autos que, por não dizerem respeito aos fatos imputados ao governador afastado no processo de impeachment, não caracterizam inovação processual apta à renovação da instrução processual e do interrogatório, este como último ato da defesa”, afirmou, ao determinar que tais anexos sejam extraídos do processo de impeachment.

Leia a íntegra da decisão

 

STF

Covid-19: Fiocruz inicia teste clínico com medicamentos para hepatite C

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Dois medicamentos usados contra a hepatite C se mostraram eficazes ao inibir a replicação do Sars-CoV-2 em estudos com células em laboratório, com a pesquisa entrando agora em sua fase 2: o teste em pacientes. Os resultados desta primeira fase do trabalho, liderado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram publicados (21/4) em artigo na Journal of Antimicrobial Chemotherapy, da Oxford Academic. Os resultados da fase 2 possivelmente serão conhecidos no segundo semestre deste ano.

O estudo, iniciado no ano passado, partiu de semelhanças entre o novo coronavírus e o vírus da hepatite C. Se esses dois medicamentos eram eficazes contra um, também poderiam apresentar resultados contra o outro, explica Thiago Moreno, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) e coordenador do estudo que resultou no artigo Atividade antiviral in vitro dos medicamentos anti-HCV daclatasvir e sofosbuvir contra Sars-CoV-2, o agente etiológico da Covid-19.

A pesquisa mostrou que o daclatasvir foi pelo menos sete vezes mais potente do que o sofosbuvir e que, inclusive, ajudou o segundo a ganhar potência. O sofosbuvir inibe a síntese de RNA viral por agir diretamente na enzina que ajuda no processo de multiplicação do vírus. Já o daclatasvir não só inibiu a síntese de RNA viral, como atrapalhou o processo em que o vírus multiplica seu material genético dentro da célula. “Ele facilitou que certas estruturas do RNA viral, que precisam estar bem modeladas, se dispersassem. Com isso, essa enzima que faz a multiplicação do material genético do vírus não conseguiu funcionar adequadamente”, observa Moreno.

 

Na fase 2, em andamento em colaboração com o grupo do HCor e a Coalizão Covid, está sendo administrada em pacientes a mesma dosagem utilizada contra a hepatite C. Mas os pesquisadores já sabem que pode ser necessária uma dose maior. Com a atual, a taxa de inibição da replicação ficou entre 90% e 50% – considerando o pico do medicamento e seu índice mais baixo, quando se aproxima o horário da dose seguinte. O ideal é chegar a inibir 99,99%.

“Será que é suficiente para combater a Covid-19? Não sei, esse ensaio clínico vai revelar”, diz Moreno. Se a dosagem regular não funcionar, outras serão propostas, mas isso pode fazer a pesquisa dar um passo atrás e voltar à fase 1 para garantir que existe segurança e tolerabilidade em doses mais altas.

O uso de um medicamento conhecido — o chamado reposicionamento de droga — traz vantagens e desvantagens ao tentar adaptá-lo a outra enfermidade. “É como se uma roda do carro estivesse caindo porque perdeu um parafuso. Você acha um outro, que não é exatamente o mesmo, e tenta usá-lo para a roda não cair, mas não tem certeza absoluta de que vai funcionar”, diz Moreno.

Praticidade e preço 

Por outro lado, entre as vantagens estão o preço e a praticidade. Os pesquisadores buscaram medicamentos na forma de comprimidos, para que sua administração fosse mais fácil, podendo ser usado em tratamento ambulatorial. Além disso, anos atrás, a empresa que o produz o daclatasvir abriu mão da patente, possibilitando a fabricação de genéricos. O tratamento com o medicamento produzido na Índia sai em torno de US$ 5 (cerca de R$ 27), observa Moreno. No momento, o daclastavir está sendo usado em pacientes hospitalizados e com alta carga viral para melhor acompanhamento dos resultados.

Em termos de comparação, o remdesevir, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso contra a Covid-19, é aplicado de forma intravenosa, em uso hospitalar, utiliza uma tecnologia mais cara e é propriedade de uma empresa farmacêutica, o que também pesa no seu preço.

Apesar de a publicação final ter sido agora, o estudo já foi discutido com Anvisa ao longo de todo o segundo semestre de 2020, e no começo deste ano recebeu sinal verde para começar o ensaio clínico com o HCor e o Grupo Coalizão Covid. “É provável que para o segundo semestre deste ano a gente já tenha os resultados da fase 2 e até da fase 3”, diz, referindo-se ao aumento do teste em escala, com mais pacientes.

A divulgação em 2020 do estudo em uma pré-publicação atraiu grande interesse internacional. Além dos grupos do CTDS/Fiocruz, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram fechadas parcerias com as Universidades de Columbia (EUA) e Liverpool (Reino Unido), que desenvolviam pesquisas complementares: a instituição britânica fez as predições das doses e a americana realizou os experimentos enzimáticos. “É um estudo que é muito completo, fornecendo várias camadas de evidências para o efeito dessas drogas”, diz Moreno.

 

 

Fiocruz/ Instituto Oswaldo Cruz

 

 

 

Boletim aponta que pandemia permanece em patamares críticos

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Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (28/4), aponta queda no número de casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos. Os valores, no entanto, ainda permanecem em patamares críticos. Outro dado preocupante é a taxa de letalidade. No final de 2020, este indicador se encontrava na faixa de 2%, aumentou para 3% na SE 11 (14 a 20 de março) e, na última SE, subiu para 4,4%. A análise do Boletim é referente à Semana Epidemiológica 15, período entre 18 e 24 de abril.

O número de casos diminuiu a uma taxa de -1,5 % ao dia, enquanto o de óbitos por Covid-19 foi reduzido a uma taxa de -1,8 % ao dia, “mostrando uma tendência de ligeira queda, mas ainda não de contenção, da epidemia”. Em relação à taxa de ocupação de leitos, chama atenção a redução nos estados de Rondônia (de 94% para 85%) e Acre (de 94% para 83%) – ainda que ambos continuem na zona de alerta crítico -,  a saída de Alagoas da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário (de 83% para 76%) e a saída da Paraíba da zona de alerta (de 63% para 53%).

Na visão dos pesquisadores do Observatório, o quadro atual pode representar uma desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos, que revelam a intensa circulação do vírus no país. “Esse conjunto de indicadores, que vêm sendo monitorados pelo Observatório Covid-19 Fiocruz, mostram que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo nas próximas semanas”.

Diante desse cenário, os pesquisadores alertam que a flexibilização sem um controle rigoroso das medidas de distanciamento físico e social pode retomar o ritmo de aceleração da transmissão, com a “produção” de novos casos, vários deles graves, e elevação das internações e taxas de ocupação de leitos.

“A integração entre Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde deve ser intensificada para otimizar os processos de triagem de casos graves, seu encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e aconselhamento de contatos para medidas de proteção e quarentena. Além disso, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, orientam.

 

 

 

  • Agência Fiocruz de Notícias

Crianças de 6 a 10 anos são as mais afetadas pela exclusão escolar na pandemia, alertam UNICEF e Cenpec Educação

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Estudo traz um panorama da exclusão escolar antes e durante a pandemia, e mostra que o Brasil corre o risco de regredir duas décadas no acesso de meninas e meninos à educação

Nos últimos anos, o Brasil vinha avançando, lentamente, no acesso de crianças e adolescentes à escola. Com a pandemia da Covid-19, no entanto, o País corre o risco de regredir duas décadas. Em novembro de 2020, mais de 5 milhões de meninas e meninos não tiveram acesso à educação no Brasil – número semelhante ao que o País tinha no início dos anos 2000. Desses, mais de 40% eram crianças de 6 a 10 anos de idade, etapa em que a escolarização estava praticamente universalizada antes da Covid-19. É o que releva o estudo “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil – um alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na Educação”, lançado nesta quinta-feira pelo UNICEF, em parceria com o Cenpec Educação.

Com escolas fechadas por causa da pandemia, em novembro de 2020, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não frequentavam a escola (remota ou presencialmente). A eles, somam-se outros 3,7 milhões que estavam matriculados, mas não tiveram acesso a atividades escolares e não conseguiram se manter aprendendo em casa. No total, 5,1 milhões tiveram seu direito à educação negado em novembro de 2020.

A exclusão escolar atingiu sobretudo crianças de faixas etárias em que o acesso à escola não era mais um desafio. Dos 5,1 milhões de meninas e meninos sem acesso à educação em novembro de 2020, 41% tinham de 6 a 10 anos de idade; 27,8% tinham de 11 a 14 anos; e 31,2% tinham de 15 a 17 anos – faixa etária que era a mais excluída antes da pandemia.

“Crianças de 6 a 10 anos sem acesso à educação eram exceção no Brasil, antes da pandemia. Essa mudança observada em 2020 pode ter impactos em toda uma geração. São crianças dos anos iniciais do ensino fundamental, fase de alfabetização e outras aprendizagens essenciais às demais etapas escolares. Ciclos de alfabetização incompletos podem acarretar reprovações e abandono escolar. É urgente reabrir as escolas, e mantê-las abertas, em segurança”, defende Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

O estudo mostra, também, que a exclusão afetou mais quem já vivia em situação vulnerável. Em relação às regiões, Norte (28,4%) e Nordeste (18,3%) apresentaram os maiores percentuais de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos sem acesso à educação, seguidas por Sudeste (10,3%), Centro-Oeste (8,5%) e Sul (5,1%). A exclusão foi maior entre crianças e adolescentes pretos, pardos e indígenas, que correspondem a 69,3% do total de crianças e adolescentes sem acesso à Educação.

“Os números são alarmantes e trazem um alerta urgente. O País corre o risco de regredir duas décadas no acesso de meninas e meninos à educação, voltado aos números dos anos 2000. É essencial agir agora para reverter a exclusão, indo atrás de cada criança e cada adolescente que está com seu direito à educação negado, e tomando todas as medidas para que possam estar na escola, aprendendo”, afirma Florence.

O estudo lançado nesta quinta-feira traz as seguintes recomendações: realizar a busca ativa de crianças e adolescentes que estão fora da escola; garantir acesso à internet para todos, em especial os mais vulneráveis; realizar campanhas de comunicação comunitária, com foco em retomar as matrículas nas escolas; mobilizar as escolas para que enfrentem a exclusão escolar; e fortalecer o sistema de garantia de direitos para garantir condições às crianças e aos adolescentes para que permaneçam na escola, ou retornem a ela.

O UNICEF e parceiros oferecem apoio a estados e municípios para realizar a Busca Ativa Escolar, reabrir as escolas em segurança, promover o acesso à internet e garantir o direito de aprender a cada menina e menino.

A exclusão escolar, até 2019
Além de os dados sobre a exclusão escolar na pandemia, o estudo traz ainda uma análise aprofundada do cenário educacional brasileiro antes dela. De 2016 até 2019, o percentual de meninas e meninos de 4 a 17 anos fora da escola no Brasil caiu de 3,9% para 2,7%.

As desigualdades, no entanto, permaneciam. Em 2019, havia quase 1,1 milhão de crianças e adolescentes em idade escolar obrigatória fora da escola no Brasil. A maioria deles, crianças de 4 e 5 anos (384 mil) e adolescentes de 15 a 17 anos (629 mil). Na faixa etária de 6 a 14 anos, eram 82 mil.

A exclusão escolar afetava principalmente quem já vivia em situação mais vulnerável. Os maiores percentuais de exclusão de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estavam nas regiões Norte (4,3%) e Centro-Oeste (3,5%), seguidas por Nordeste e Sul (2,7%) e Sudeste (2,1%). Os meninos eram maioria entre quem estava fora da escola nas faixas etárias mais novas. O cenário se invertia quando chegavam ao final da adolescência, em que 50,9% dos que estavam fora da escola eram meninas.

A exclusão era, proporcionalmente, maior nas áreas rurais, em comparação com as urbanas. Ela afetava mais crianças e adolescentes pretos, pardos e indígenas (71,3%), e estava focada nos mais pobres. Do total de meninas e meninos fora da escola em 2019, 61,9% viviam em famílias com renda per capita de até ½ salário mínimo.

As causas da exclusão variavam por faixa etária, mas destacavam-se a falta de vaga para os mais novos e o desinteresse pela escola, aliado à gravidez na adolescência e ao trabalho, para os mais velhos. Motivos relacionados à saúde somente apareciam na faixa etária de 6 a 14 anos, o que pode indicar um alerta um sobre inclusão de crianças com deficiência.

Conheça o estudo completo aqui.

Unicef/Assessoria

Sesu é responsável por planejar e executar programas voltados para a formação superior

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Prédio do Ministério da Educação

Secretaria também atua na formulação de programas voltados às residências em saúde e que promovam o aumento do intercâmbio

A Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) é responsável por planejar, orientar, coordenar e supervisionar o processo de formulação e implementação da Política Nacional de Educação Superior. O Secretário de Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, reforça o compromisso da Sesu: “A Educação Superior aliada à pesquisa e à extensão é fundamental para a formação de profissionais com habilidades nas diferentes áreas do conhecimento para o desenvolvimento de uma nação”.

Por meio da Sesu são propostos e executados programas voltados para a ampliação do acesso e da permanência de estudantes na etapa da formação superior. Além disso, a Sesu também trabalha para estabelecer políticas e executar programas voltados às residências em saúde e para proporcionar o aumento do intercâmbio, dando maior visibilidade internacional à educação superior do Brasil. Dentre os programas mais conhecidos da Sesu estão:

– o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), um sistema informatizado gerenciado pelo MEC, que seleciona candidatos a vagas em cursos de graduação ofertadas pelas instituições públicas de educação superior;

– o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo integrais e parciais de 50% em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, para estudantes brasileiros ainda não graduados, em instituições privadas de ensino superior;

– o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), uma política educacional que concede financiamentos a estudantes de cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes); e

– a Residência em Saúde, que é uma modalidade de ensino de pós-graduação destinada a 16 categorias profissionais sob a forma de curso de especialização e forma, por meio de programas de instituições credenciadas, especialistas nas diversas áreas da saúde.

– o Projeto Alunos Conectados, iniciativa de conectividade de banda larga móvel implementada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que possibilita que estudantes em condição de vulnerabilidade socioeconômica tenham acesso ao conteúdo das aulas e às atividades acadêmicas fora do campus de sua instituição de ensino, no contexto da pandemia da Covid-19.

Além dos programas citados, também são ações, projetos e atividades da Sesu:

– Diploma Digital;

– Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF);

– Programa Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G);

– Programa Educação Tutorial (PET);

– Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes);

– Programa de Bolsa Permanência (PBP);

– Programa de Bolsa Permanência Prouni (PBP Prouni);

– Reconhecimento e Revalidação de Diplomas Estrangeiros – Portal e Plataforma Carolina Bori;

– Projeto Mais Médicos para o Brasil (PMM);

– Política de Expansão das escolas médicas, no âmbito do Programa Mais Médicos;

– Programa de Certificação de Hospitais de Ensino;

– Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies);

Saiba mais sobre os programas e ações da Sesu.

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Sesu

Curso Alfabetização Baseada na Ciência tem material on-line

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Iniciativa faz parte da implementação da Política Nacional de Alfabetização voltada para educadores

No Dia Mundial da Educação, celebrado nessa quarta-feira (28), o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou todo o conteúdo do curso on-line Alfabetização Baseada na Ciência (ABC), voltado para educadores da Pré-Escola e do Ensino Fundamental. São vídeos, entrevistas, artigos, slides, questionários e outros materiais que ficarão disponíveis, gratuitamente, em dois manuais publicados no site da pasta.

A iniciativa faz parte da implementação da Política Nacional de Alfabetização, e tem como objetivo elevar a qualidade da educação no Brasil e valorizar os docentes brasileiros.

O material do curso on-line é produzido por especialistas portugueses e está dividido em duas partes. A primeira parte do conteúdo, “Alfabetização Baseada na Ciência: Manual do Curso ABC”, que é teórica, foi elaborada pela Faculdade de Psicologia e de Ciência da Educação, da Universidade do Porto, em Portugal. O documento é composto por 23 capítulos que apresentam conhecimentos teóricos para o ensino da leitura e da escrita.

A segunda parte do material, “ABC na Prática: Construindo Alicerces para a Leitura”, que é a prática, foi produzida pelo Centro de Investigação e Intervenção na Leitura, do Instituto Politécnico do Porto. O produto apresenta programas de intervenção para crianças, com atividades para alunos de 5 e 6 anos de idade, estruturadas e adaptadas ao português do Brasil.

Material acessível

Com o material acessível na internet, estudantes de licenciatura e professores brasileiros que trabalham com alfabetização, leitura e escrita poderão contar com um material de alta qualidade, como explicou o secretário de Alfabetização do MEC e coordenador-geral do Curso ABC, Carlos Nadalim.

“Considerando o contexto da crise sanitária que estamos vivendo, julgamos necessário e importante disponibilizar o quanto antes aos professores e ao público em geral esses materiais riquíssimos, que dão base ao curso ABC. Buscamos, desse modo, mitigar os impactos da crise sobre a aprendizagem dos alunos da pré-escola e dos anos iniciais do ensino fundamental”, frisou Nadalim.

Curso ABC

O curso ABC, formulado em 2019, é fruto de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Secretaria de Alfabetização do MEC, a Universidade do Porto, o Instituto Politécnico do Porto e a Universidade Aberta de Portugal.

O curso foi criado para qualificar alfabetizadores, com base em evidências científicas, abrangendo aspectos teóricos e práticos. Inicialmente, a formação ofereceria atividades presenciais e visitas às escolas portuguesas. Mas, com as restrições impostas pela Covid-19, o curso foi adaptado para ser on-line.

“Inicialmente, a ideia é que nós enviássemos 150 professores brasileiros a Portugal para que pudéssemos, então, formar diversos multiplicadores para a utilização das evidências científicas nas nossas políticas nacionais. Mas, devido às restrições impostas, o curso foi adaptado para a versão on-line”, explicou Victor Godoy, secretário executivo do Ministério da Educação.

Desde então, a Universidade Aberta de Portugal passou a organizar o curso na modalidade a distância e a produzir as legendas em português brasileiro.

Tempo de Aprender

O Curso ABC já conta com mais de 173 mil inscritos e mais de 3 milhões de acessos. A formação, que possui carga de 180 horas, faz parte do Programa Tempo de Aprender, destinada a profissionais que atuam na alfabetização infantil.

“Um dos quatro eixos do Tempo de Aprender é a formação continuada de profissionais da alfabetização, no qual se insere o curso Alfabetização Baseada na Ciência, ABC”, complementou o secretário Carlos Nadalim.

Uma pesquisa recente sobre o Curso ABC revela que, dos 7 mil cursistas que participaram da sondagem, 94% manifestaram estar muito satisfeitos com o curso e 89% consideraram os temas pertinentes.

Dia Mundial da Educação

A data para celebrar o Dia Mundial da Educação foi escolhida após o Fórum Mundial de Educação, promovido no ano 2000, na cidade de Dakar, no Senegal. No evento, líderes de 164 países, incluindo o Brasil, assinaram o Marco de ação de Dakar: educação para todos, um compromisso pela ampliação da Educação Básica em todo o mundo.

Como estabelece a Constituição Federal, a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, e deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.

Acesse todo o conteúdo do curso on-line Alfabetização Baseada na Ciência (ABC)

Educação e Pesquisa

Como plantar mandioca, o alimento do século, segundo a ONU?

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Aprenda como plantar mandioca para garantir a segurança alimentar de famílias e animais ou para obter rendimento

NOTÍCIAS DO CAMPO

Saiba de tudo que acontece no mundo do agronegócio. Mostramos as novidades da agricultura e pecuária brasileiras e no mundo, como a previsão do tempo vai afetar a produção, safras e consumo. Confira também, no Estadão Summit Agro, a cotação do café, soja, milho, boi gordo e muito mais.

Conheça o mais relevante evento sobre agronegócio do País

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a mandioca como o alimento do século 21. Apesar de ter origem brasileira, os maiores produtores do tubérculo são Nigéria, Tailândia e Indonésia. A produção no Brasil se concentra nos estados da Bahia, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Altamente versátil, a planta serve tanto para a alimentação de seres humanos quanto de outros animais, além de ser utilizada na fabricação de bioetanol. O alto preço dos cereais torna a raiz da mandioca uma excelente alternativa de carboidrato para substituir o trigo e o milho, especialmente quando em formato de farinha.

Também conhecida como aipim, macaxeira, maniva, entre tantos outros nomes, as variedades são classificadas em “bravas” e “mansas”. A diferenciação é feita de acordo com o teor de ácido cianídrico nas plantas, um veneno perigoso para todos os animais, incluindo os humanos. A toxidez varia de acordo com as espécies, a idade das plantas, o solo, o clima, a altitude e a forma de cultivo.

 

Antes de aprender como plantar mandioca, algumas informações são importantes. A planta pertence à família Euphorbiaceae, a mesma da mamona e da seringueira. O arbusto apresenta crescimento vertical, apresentando uma altura de 1,5 metro a 2,4 metros. As suas folhas são palmadas e contêm de cinco a sete lóbulos na cor verde- azulada. A planta tem fácil propagação e elevada tolerância a longas estiagens. O mandiocal exige poucos insumos modernos e tem grande resistência ou tolerância a pragas e doenças. O cultivo pode ser mecanizado desde o plantio até a colheita, sem grandes perdas na matéria seca, e ainda ser realizado em consórcio com plantas alimentícias e industriais.

Os mandiocais se desenvolvem melhor em regiões com temperatura entre 20°C e 27°C, com boa distribuição de chuva e precipitações de mil a 1,5 mil milímetro por ano. As plantas precisam de luminosidade, podendo ser cultivadas sob o sol ou sombra parcial.

Preparo do solo

A mandioca cresce em solos pouco férteis, exigindo uma boa drenagem para facilitar o crescimento e evitar o apodrecimento de suas raízes. Por isso, o ideal é arar e gradear o solo para eliminar compactação e desfazer torrões.

Adubo

Antes do plantio, recomenda-se a aplicação de calcário e fósforo. Em seguida, as mudas são cobertas com 3 centímetros de terra para a adubação com potássio. Após 30 a 60 dias de brotação das manivas, o nitrogênio deve ser aplicado em dosagem única.

O plantio é realizado a partir de pedaços de caules de plantas adultas saudáveis (manivas), que devem ter de 15 cm a 25 cm de comprimento e cerca de 2,5 centímetros de diâmetro, sempre na época de chuvas. As manivas são colocadas em sulcos de 5 cm a 10 cm de profundidade, com distância de 50 cm a 60 cm entre as plantas e de 1 metro entre as fileiras. A mandioca pode ser cultivada em consórcio com feijão, milho e amendoim.

Trato cultural

No primeiro ciclo da lavoura, deve-se limpar as ervas daninhas, realizar o controle de pragas (em especial o mandarová) e a adubagem de cobertura. No segundo ciclo, é recomendável a poda da parte aérea para a realização de novos plantios.

Colheita

A colheita da mandioca pode ocorrer de seis meses a três anos após o plantio das manivas, dependendo da cultivar e das condições de cultivo. No Brasil, geralmente ocorre de 12 a 18 meses.

Não perca nem um fato que acontece no agronegócio. Inscreva-se em nossa newsletter.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Centro de Produções Técnicas (CPT), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Organização das Nações Unidas (ONU).

Anvisa: replicação de adenovírus na Sputnik é comprovada em documentos

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Agência fez pronunciamento para responder ao laboratório russo

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, fez um pronunciamento hoje (24) por meio das redes sociais do órgão questionando críticas feitas pelos laboratórios e instituições responsáveis pelo desenvolvimento da vacina Sputnik V.

O pedido de importação de 66 milhões de doses do imunizante foi negado na segunda-feira (26). A Anvisa apontou uma série de problemas, entre eles, a presença ou não de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.

Hoje pela manhã, a conta oficial dos responsáveis pela vacina no Twitter comunicou a intenção de judicializar a análise feita pela agência brasileira. “Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”, diz a mensagem.

No pronunciamento, a Anvisa buscou rebater o argumento da Sputnik V e reforçar a análise realizada por sua equipe técnica, bem como a decisão de negativa da importação. O presidente da agência e o gerente-geral de Medicamentos do órgão, Gustavo Mendes, disseram que a informação da presença de adenovírus com capacidade de replicação foi admitida nos documentos entregues pelo laboratório.

“A Anvisa foi acusada de mentir, de atuar de maneira antiética e de produzir fake news sobre a identificação do adenovírus replicante em documentos que tratam da vacina Sputnik V. As informações sobre a presença de adenovírus replicantes constam dos documentos entregues à Anvisa pelo desenvolvedor da vacina Sputnik V”, disse Barra Torres.

Equipe experiente

Gustavo Mendes defendeu a equipe responsável pela análise de vacinas, que, segundo ele, tem experiência no assunto. O gerente-geral argumentou que o exame das propostas é orientado sobretudo pela avaliação acerca da segurança da vacina. Na análise, a equipe teria encontrado nos documentos e durante testes sinais da presença de adenovírus com possibilidade de replicação.

“A sequência da avaliação começa quando a empresa atesta que o processo de fabricação das partículas RAD5SCov2, uma das partículas importantes neste caso, pode produzir partículas replicantes, aquelas que vão se espalhar pelo corpo, o que não é esperado de uma vacina. A vacina é composta de dois tipos de adenovírus. Para um é apresentada justificativa para não replicação, para outro não”, disse Mendes.

Reunião com Instituto Gamaleya

O gerente-geral acrescentou que a detecção de adenovírus replicante ocorreu no produto acabado, e não em fases intermediárias da fabricação. O índice de presença teria sido 300 vezes superior ao maior limite permitido por uma autoridade sanitária, no caso a dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

Mendes relatou que no dia 23 de abril foi realizada uma reunião entre a equipe técnica da Anvisa e do Instituto Gamaleya, responsável pelo desenvolvimento da vacina Sputnik V. No pronunciamento, foi exibido vídeo em que os técnicos da Anvisa questionam o ponto do adenovírus replicante e por que não houve correção da questão.

O vídeo mostra o que seria a voz de representantes do instituto russo admitindo que o ajuste levaria muito tempo. No diálogo registrado, os representantes da Sputnik V se colocam à disposição para responder a questionamentos dos técnicos da Anvisa. Segundo Gustavo Mendes, a agência enviou por escrito as dúvidas, mas as respostas recebidas do Instituto Gamaleya não teriam contemplado os questionamentos.

Equipe da Sputnik V

Em sua conta no Twitter, a equipe responsável pela vacina Sputnik V interpretou o pronunciamento como uma admissão de não ter encontrado presença de adenovírus replicante no imunizante, mas que estava preocupada com o limite regulatório teórico russo para esse parâmetro.

Em entrevista coletiva a jornalistas após o pronunciamento, o diretor-presidente da Anvisa rebateu as mensagens da Sputnik V. “Não há interpretação. Está escrito e foi falado no vídeo apresentado. Não, eles apresentam documentos [sobre o] que seria o valor máximo aceitável, que é entendimento que conflita com o FDA e o que foi encontrado nas amostras, e o que foi encontrado é superior ao valor zero”, disse Barra Torres. Ele acrescentou que, se não houver mudanças na vacina, não há como autorizar seu uso no Brasil.

União Química

A União Química, empresa brasileira que firmou parceria para produção da Sputnik V, divulgou carta enviada ao presidente da Anvisa ontem (28). No documento, a farmacêutica questiona que doses da vacina foram analisadas e coloca que nenhuma vacina Sputnik V foi oficialmente fornecida à Anvisa nem por ela e nem pelo parceiro russo.

Na carta, a União Química alega que o Instituto Gamaleya negou ter encontrado qualquer presença de adenovírus replicante em qualquer lote do imunizante. A companhia considera que as afirmações da Anvisa sobre a presença de adenovírus replicante são falsas e reitera a informação de que uma subsidiária do Fundo de Investimento Direto Russo (outra instituição participante no consórcio de produção da vacina) vai entrar com processo judicial.

Sobre o assunto, Barra Torres declarou na entrevista coletiva que a agência não se utiliza de laboratório. “Houve circulação na mídia de que a Anvisa teria analisado em seus laboratórios vacina falsificada. A análise é feita em cima de documentos enviados pelo desenvolvedor. Há várias questões para além do adenovírus”, pontuou o diretor-presidente.

Vírus replicante

Em sua apresentação na segunda-feira (26) o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, argumentou que os lotes analisados mostram a presença de adenovírus com capacidade de reprodução no composto da vacina, o que traz riscos à saúde. A tecnologia utilizada na fabricação da Sputnik V é a do adenovírus vetor. Por meio dessa técnica, o código genético do Sars-Cov-2, que é o vírus da covid-19, é inserido no adenovírus e este, ao ser administrado em seres humanos por meio da vacina, estimula as células do organismo a produzir uma resposta imune.

O adenovírus é um vírus que possui uma capacidade natural de replicação no corpo humano, mas quando utilizado como imunizante, essa capacidade de reprodução deve estar neutralizada, o que não teria ocorrido no caso dos lotes da Sputnik avaliados pela Anvisa.

“Um dos pontos críticos, cruciais, foi a presença de adenovírus replicante na vacina. Isso significa que o vírus, que deve ser utilizado apenas para carregar o material genético do coronavírus para as células humanas e promover a resposta imune, ele mesmo se replica. Isso é uma não conformidade grave”, disse Mendes na segunda-feira. “Esse adenovírus replicante foi detectado em todos os lotes apresentados da vacina Sputnik”,

Esse procedimento, explicou o gerente-geral, está em desacordo com o desenvolvimento de qualquer vacina de vetor viral, de acordo com os parâmetros de autoridades regulatórias dos Estados Unidos e da União Europeia. Ele alertou que, uma vez no organismo humano, o adenovírus replicante poderia causar viroses e se acumular em tecidos específicos do corpo, como nos rins.

*Matéria alterada às 19h24 para acréscimo de informações sobre o adenovírus replicante

 

 

Agência Brasil

Aprovada ampliação da lista de doenças rastreadas em teste do pezinho do SUS

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O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (29), o Projeto de Lei (PL) 5.043/2020, que amplia o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse teste é feito a partir da coleta de gotas de sangue dos pés dos recém-nascidos. Para determinar a ampliação, o projeto, que teve origem na Câmara dos Deputados, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990).

O parecer do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), que foi o relator da matéria no Senado, foi favorável ao texto que já havia sido aprovado pelos deputados federais — Kajuru rejeitou as seis emendas apresentadas no Senado. Dessa forma, o projeto será enviado à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Atualmente, o teste do pezinho realizado pelo SUS engloba seis doenças. São elas: o hipotireoidismo congênito; a fenilcetonúria; a anemia falciforme; a fibrose cística (também conhecida como mucoviscidose); a hiperplasia adrenal congênita; e deficiência de biotinidase.

Com a mudança prevista no projeto, o exame passará a alcançar 14 grupos de doenças, medida que será implementada de forma escalonada, em prazo a ser regulamentado pelo Ministério da Saúde. A ampliação do teste deverá entrar em vigor 365 dias após a publicação da lei originada pelo projeto.

A implementação do PL 5.043/2020 deverá ser feita na seguinte ordem: na primeira etapa está prevista, além da continuidade da detecção das doenças já previstas, a ampliação do teste para a detecção de doenças relacionadas ao excesso de fenilalanina e de patologias relacionadas à hemoglobina (hemoglobinopatias), além de incluir os diagnósticos para toxoplasmose congênita.

Na segunda etapa, seriam acrescentadas as testagens para galactosemias; aminoacidopatias; distúrbios do ciclo da ureia; e distúrbios da beta oxidação dos ácidos graxos (deficiência para transformar certos tipos de gorduras em energia).

Na terceira etapa, seriam acrescentados os exames para doenças lisossômicas (que afetam o funcionamento celular).

Na quarta etapa, seriam incluídos os exames para imunodeficiências primárias (problemas genéticos no sistema imunológico).

Por fim, na quinta etapa, seriam acrescentados os testes para atrofia muscular espinhal (degeneração e perda de neurônios da medula da espinha e do tronco cerebral, que resulta em fraqueza muscular progressiva e atrofia).

A lista de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho deverá ser revisada periodicamente, com base em evidências científicas e priorizando-se as doenças com maior prevalência no país, com protocolo de tratamento aprovado e incorporado ao SUS.

Durante os atendimentos de pré-natal e pós-parto, os profissionais de saúde deverão informar à gestante e a seus acompanhantes sobre a importância do teste do pezinho e eventuais diferenças existentes entre a modalidade do exame oferecida pelo SUS e a modalidade oferecida pela rede privada (que rastreia um número maior de doenças).

Ao recomendar a aprovação do projeto, Jorge Kajuru lembrou que é o autor do PL 2.696/2019, projeto de lei que também dispõe sobre a ampliação dos exames de triagem neonatal. No parecer ao PL 5.043/2020, ele observou que o teste do pezinho realizado em laboratórios privados consegue detectar até 53 doenças, muitas consideradas raras. E lamentou que a maioria da população não tenha acesso à ampla testagem, tendo em vista seu alto custo.

“Por isso, é essencial ampliar a lista de doenças triadas no âmbito do SUS, para que toda a população brasileira possa ter a escolha de diagnosticar tempestivamente uma ampla variedade de enfermidades congênitas e tratá-las de forma rápida, possibilitando a cura ou, pelo menos, o controle da progressão das doenças”, argumentou Kajuru em seu parecer.

O relator também destacou acordo firmado com a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) para apresentarem projeto conjunto prevendo a inclusão, na testagem neonatal, de exames específicos para detecção de doenças neuromusculares.

Apesar de reconhecer o mérito das emendas apresentada no Senado, Kajuru explicou que as rejeitou para evitar que a proposta tivesse de voltar à análise da Câmara dos Deputados e, assim, houvesse uma demora maior na entrada em vigor da ampliação da testagem.

Repercussão

Depois do esclarecimento do senador Jorge Kajuru de que o teste do pezinho pode ser feito até trinta dias após o nascimento da criança, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) retirou destaque de sua autoria para estabelecer um rol mínimo de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho.

Durante a discussão, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) registrou que apresentou duas emendas para que o projeto tivesse uma amplitude maior, abrangendo cerca de 20 doenças que podem acontecer no pós-parto. No entanto, prevaleceu o que foi estabelecido pelo relator.

— Pela relevância e pela urgência que se está realmente atribuindo a esse projeto, nós o apoiaremos, claro, mas sem deixar de citar esse teste do pezinho com essa amplitude. Depois de consultar vários médicos, vários especialistas nessa área, eles disseram que, no intervalo de 24 horas, podem ser identificadas até 23 doenças — ressaltou.

A senadora Nilda Gondim (MDB-PB) declarou que o SUS “precisa despertar” e incluir as doenças raras nos exames.

— Eu acho que esse projeto é altamente relevante, porque não é possível que somente os abastados e os que podem pagar um plano de saúde, que têm acesso à rede privada de saúde, possam realizar exames neonatais que, em alguns casos, são determinantes para atenuar algumas doenças, evitar outras ou até mesmo salvar uma vida — afirmou ela.

Já a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) ressaltou que a falta de um diagnóstico precoce, além de prejudicar as crianças, faz o “SUS vai gastar muito mais com a doença diagnosticada tardiamente”.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) também apontou a importância da ampliação do teste do pezinho feito pelo Sistema Único de Saúde.

— Eu só gostaria de dizer que eu voto favoravelmente a essa ampliação do escopo do teste com muita emoção, porque o estado de Santa Catarina passou a adotar o teste do pezinho em 1984 como obrigação estadual, já que nós não tínhamos o SUS nessa época. E a lei estadual, e dessa eu faço de questão de reportar o número: 6.762, de 1986, tornou obrigatória, às expensas do governo do estado de Santa Catarina, a realização desse teste — disse ele.

Ao defender a ampliação do teste do pezinho no SUS, o senador Lasier Martins (Podemos-RS) destacou sua importância para combater a mortalidade infantil, que tem índices elevados no Brasil.

— É de extrema importância esse teste, porque ele detecta as eventuais doenças, com o SUS fazendo o rastreamento. A surpresa é que o SUS, até este momento, rastreia apenas seis doenças. Quando as redes particulares conseguem detectar, como disse o relatório, até 53 doenças — ressaltou.

O Senador Alvaro Dias (Podemos-PR) parabenizou o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) pelo relatório. Ele lembrou que, quando era governador, foi implantando no Paraná o teste do pezinho por meio de legislação estadual.

Fonte: Agência Senado

Foto: Divulgação/PMPA