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Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia abre processo seletivo para profissionais da Engenharia

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O Governo de Rondônia, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), abriu um Processo Seletivo Simplificado para contratação de profissionais temporários para atuar na área de análise de Projetos de Proteção Contra Incêndios e Pânico (PPCIP) do órgão de defesa. De acordo com o edital, são ofertadas quatro vagas para pessoas formadas em Engenharia Civil e Engenharia Elétrica, que serão lotados na capital Porto Velho e nos municípios de Vilhena e Ji-Paraná, e a remuneração chega a mais de R$ 5.500.

Foram disponibilizadas 12 vagas para cadastro reserva e os aprovados terão que atuar nas dependências onde estão sendo oferecidas as respectivas vagas. A duração do contrato terá validade de até três anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual, a contar da data de assinatura do contrato.

Capitão BM Furukawa, disse que em julho será inaugurada a nova sede da Coordenadoria de Atividades Técnicas

Segundo o analista, capitão BM Sérgio Felipe Furukawa, os profissionais que estão sendo solicitados no edital irão trabalhar de forma administrativa, mais precisamente, no Centro de Análises de Projetos que é vinculado à Coordenadoria de Atividades Técnicas do CBM. “Na nossa corporação, obrigatoriamente, deve ter um bombeiro militar formado em Engenharia, considerando que esta parte de análise é feita por um profissional formado na área. A seleção visa contratar pessoas civis que tem esta formação e experiência para contribuir nas análises dos projetos de proteção contra incêndios e pânico viabilizado pela nossa entidade pública”, explica.

Ainda, conforme o capitão, a contratação temporária é de extrema importância, tendo em vista que no Estado existem várias empresas e instituições privadas que precisam ter seu PPCIP devidamente regularizado e o Corpo de Bombeiros Militar é o órgão público que atua diretamente na fiscalização destas empresas.

Em situações em que o bombeiro militar visita determinado local, e o responsável pelo mesmo não apresenta o documento, existe o risco do espaço ser fechado, o que gera uma desordem econômico-financeira para toda a região. “A função de fiscalização é exercida exclusivamente por nós, na qual conseguimos desenvolver as análises dentro dos prazos estabelecidos, sem prejudicar a regularização das empresas”.

O candidato poderá concorrer apenas para uma localidade, levando em consideração o tipo de graduação. Caso ele possua as duas graduações (Civil e Elétrica), poderá participar para uma localidade na vaga de Engenharia Civil e para Engenharia Elétrica, segundo o dispositivo 3.1 do edital. A carga horária do profissional contratado é de 40 horas semanal, e sua distribuição acontece conforme tabela apresentada a seguir:

Quadro de vagas Número de vagas Localidade
Graduação em instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), na área de Engenharia Civil 1 Vilhena
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Elétrica acrescido de especialização em Engenharia e Segurança do Trabalho (mínimo 600 horas) 

 

1 Porto Velho
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Civil 1 Porto Velho
Graduação em instituição reconhecida pelo MEC, na área de Engenharia Civil 1 Ji-Paraná

INSCRIÇÃO

A inscrição é on-line e estará aberta a partir do dia 18 de junho, segundo edital de retificação publicado recentemente, na qual é reorganizado o quadro de prazos de inscrição e demais etapas do processo simplificado.

Por meio do link processoseletivo.cbm.ro.gov.br, o interessado irá preencher um formulário em uma plataforma digital e logo após, deverá anexar alguns documentos comprobatórios necessários para comprovar que preenche os requisitos, como: comprovantes de escolaridade (nível superior); currículo (o qual foi preenchido no ato da inscrição) e Carteira de Identidade Profissional (CREA-RO).

Somente após a divulgação da homologação das inscrições, previsto para o dia 6 de julho, os candidatos serão convocados para participar das etapas de seleção. O CBM disponibiliza o telefone (69) 3216-2259 para eventuais dúvidas e esclarecimentos sobre a inscrição e o processo seletivo em geral.

ETAPAS DA SELEÇÃO

O processo de seleção acontece por meio de Avaliação de Títulos, cabendo uma comissão especializada do órgão de defesa conduzir este trâmite. A seleção será dividida em duas etapas, sendo a primeira consistindo na apresentação de currículo, registro em carteira de trabalho, comprovação de experiências profissionais e entre outros requisitos apresentados no dispositivo 4.2 a do edital. A segunda fase trata-se de uma entrevista técnica acerca dos conhecimentos do respectivo candidato a ser realizada presencialmente no Comando-Geral do CBM, localizado na Avenida Campos Sales, 3254, bairro Olaria, em Porto Velho.

A primeira etapa atuará como triagem, e a segunda de caráter mais classificatório. O candidato que tiver sua inscrição homologada, e não comparecer em qualquer uma das fases resultará na sua desclassificação. No item 4 do edital, os interessados podem conferir como funciona o passo a passo para alcançar a somatória de pontos que gera aprovação.

Projeto “Juventude Voluntária” conta com mais de 500 jovens atuando em dez municípios de Rondônia

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Diante do cenário pandêmico, as ações voluntárias são essenciais para contribuir no combate a covid-19. O Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) e a Coordenadoria da Juventude vem fortalecendo o projeto “Juventude Voluntária” em todo o Estado. O projeto é desenvolvido em dez municípios e conta com mais de 500 jovens.

A Coordenadoria reuniu 15 voluntários que estiveram participando da 24ª edição de drive-thru para testagem da covid-19 realizado no município de Vilhena, com a finalidade de mobilizar esse público para exercer a cidadania em ações voluntárias, promovendo solidariedade aos que necessitam.

De acordo com o superintendente da Sejucel, Jobson Bandeira, para participar do projeto, os jovens devem estar com ótima saúde, pois, vão atuar em ações da linha de frente contra o coronavírus. Os voluntários devem preencher um formulário, confirmando número de telefone e e-mail para contato.“Atendendo o convite do coordenador da Juventude, Gabriel Barbosa, pude coordenar a equipe da Juventude Voluntária aqui em Vilhena, nesse projeto da Sejucel em parceria com a prefeitura. Todos os voluntários se empenharam na realização do drive-thru, atendendo mais de 700 pessoas que fizeram os testes rápidos da covid-19. A ação, para interromper o ciclo de transmissão do vírus na forma de identificação das pessoas positivadas, foi um sucesso”, disse Priscila Castilho.

 

Recorde de vacinados em 24h e aumento inesperado de mortes são os cenários opostos da pandemia

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Recorde de vacinados em 24h e aumento inesperado de mortes são os cenários opostos da pandemia.
 mais um dia acima de 2 mil mortos, a covid no Brasil indica contágio acelerado.
Médias de casos e mortos diários crescem. Em relação ao número de vacinados, o Brasil teve recorde nas últimas 24 horas. Apenas 7 estados tiveram queda de óbitos. Rondônia se destaca por manter queda de 4%.

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Recorde no número de vacinados nas últimas 24 horas.

O Brasil alcançou a marca de 24 milhões de vacinados com duas doses contra covid-19 nesta quinta-feira (17). No total, 24.085.577 brasileiros receberam a segunda dose de imunizante contra a doença, o equivalente a 11,37% da população do país.Nas últimas 24 horas, a primeira dose de vacina foi aplicada em 2.088.159 pessoas, um recorde em aplicação em 24 horas.

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Esse recorde do número de vacinados em 24 horas tinha ocorrido há quase 2 meses, em 23 de abril, aplicadas 1.744.001 doses.

O Brasil chegou ao número de 60.381.020 imunizados.

Fiocruz alerta para aumento de casos e mortes com chegada do inverno.

Até domingo, 20 de junho, o Brasil deve chegar ao número de meio milhão de mortos pela Covid-19. houve um aumento significativo e preocupante nas taxas de casos novos e mortalidade no Brasil, no período de 30 de maio a 12 de junho. Nesse período, o país apresentou uma média de 67 mil casos e de 2 mil mortes por dia.

Com a chegada do inverno, as regiões Suk, Sudeste e parte do Mato Grosso do Sul devem ter aumento na taxa de mortalidade, com a maior incidência de outras doenças respiratórias que se manifestam na estação mais fria do ano.

Em dezoito estados do Brasil, 80% dos leitos de UTI estão ocupados, enquanto em 90% chegou a 90% nas últimas 24 horas.

Em relação às capitais, 16 delas estão com taxas de ocupação de pelo menos 80% e 9 com taxas iguais ou superiores a 90%.

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Houve aumento de letalidade em alguns estados. Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo. Em todo o país essa taxa tem média de 3% de crescimento comparando entre quinta e sexta-feira (intervalo de 24 horas).

A média de mortes nas últimas semanas nunca ultrapassou 2000. Com esse novo cenário dessa quinta-feira, a preocupação aumenta, ultrapassando a casa de 8% de crescimento de óbitos ocasionados pela Covid-19.

Das regiões, Sudeste (23%) e Sul (37%) apresentaram aceleração. Já Centro-Oeste (9%), Nordeste (5%) e Norte (6%) se mantiveram estáveis.

Rondônia teve queda de 4% de óbitos nas últimas 24 horas, estando entre os sete estados com queda de óbitos e ocupando a quarta posição, junto com Pernambuco, Espírito Santo, Acre, Tocantins, Distrito Federal e Santa Catarina.

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Victoria Bacon 

Parceria entre Governo Federal e Sebrae oportuniza empresas a aumentar a produtividade e competitividade

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Programa prevê consultorias dos Agentes locais de Inovação (ALI)

O Brasil Mais é uma iniciativa do Governo Federal, que visa aumentar a produtividade e competitividade das empresas brasileiras com acompanhamento por partes dos Agentes Locais de Inovação. O programa é coordenado pelo Ministério da Economia, com gestão operacional da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e execução pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço de  Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia(Sebrae).

Dentro do Plano Brasil Mais está o Programa ALI (Agentes Locais de Inovação) que é gratuito e ajuda a implantar práticas inovadoras nos negócios. O Agente acompanha o dono de um pequeno negócio com o objetivo de promover a inovação dentro da empresa.  O Agente Local de Inovação é um bolsista selecionado e capacitado pelo Sebrae, com o principal objetivo de ser um facilitador da gestão de inovação nos pequenos negócios, identificando necessidades e buscando soluções de acordo com as demandas de cada empresa. Os agentes atuam em melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto nas empresas participantes do projeto com soluções para melhorar a gestão, inovar processos e reduzir desperdícios. O acompanhamento tem a duração de quatro meses por parte dos agentes.

“Os agentes atuam em melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto nas empresas participantes do projeto com soluções para melhorar a gestão, inovar processos e reduzir desperdícios. O acompanhamento tem a duração de quatro meses por parte dos agentes. São dez agentes atuando em Rondônia distribuídos na capital Porto Velho e nas cidades de Ariquemes, Jaru, Cacoal e Vilhena”, explica Francinelson Lima, que é analista técnico do Sebrae em Rondônia.

O empreendedor de Ariquemes, Vitor Milan, é o proprietário da Altatec Informática, que atua com configurações de servidores, instalação de rede lógica e manutenção de computadores. Vitor declara que participar do Programa ALI foi fundamental para o desenvolvimento da empresa. “Foi muito bom ter um agente conosco, alguém que pode nos orientar nas tomadas de decisões, que estuda e observa a empresa de uma forma que a gente, que está na correria do dia a dia não vê”, destaca Vitor.

O Brasil Mais é baseado em promover melhorias rápidas, de baixo custo e de alto impacto para quem deseja aumentar a competitividade do negócio e se destacar no mercado. Está focado nas Micro e Pequenas Empresas, seja padaria, confeitaria, minimercado, pet shop, loja de roupa, clínica de fisioterapia ou qualquer outro segmento, na busca por melhores resultados. A força do programa está na parceria firmada entre o Ministério da Economia, o Senai, a ABDI e o Sebrae, bem como no acompanhamento técnico realizado pelos Agentes Locais de Inovação (ALI), que auxiliam no aprendizado das melhores práticas produtivas e gerenciais.

Os empreendedores interessados em participar do programa, podem acessar www.gov.br/brasilmais ou procurar qualquer atendimento do Sebrae em Rondônia para maiores informações. O programa é gratuito e de grande importância, especialmente neste momento de preparação para a retomada da economia.

Saiba mais sobre as ações do Sebrae: acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApp, pelo mesmo número. Siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais: Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube.

Coren de Rondônia manifesta-se contra decreto estadual liberando eventos com aglomeração

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O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO) manifesta completa discordância com o Decreto nº 26.134, publicado pelo governo do Estado na quinta-feira (17) liberando a realização de eventos com até 999 pessoas e a reabertura de boates. O decreto incentiva a aglomeração de pessoas em meio à pandemia, e vai contra todas as medidas de segurança e prevenção ao coranavírus recomendadas pela ciência e Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em Rondônia, os números de novos casos e mortes por Covid-19 apresentam uma constante “gangorra”, com dias de índices em baixa e dias de nova crescente. As cepas também evoluem e se espalham no país com a mesma velocidade em que tiram vidas. Já são mais 490 mil óbitos em todo o Brasil.
É vergonhoso que uma gestão de Estado não dê a mínima importância para todas essas questões e resolva jogar toda a responsabilidade para as prefeituras que ainda estão tentando administrar e vacinar os grupos de risco, como é o caso de Porto Velho. Com uma campanha lenta de imunização na maior parte das cidades, considerando principalmente a capital como a que mais registra casos de contaminação e mortes pelo vírus, o governo resolveu “lavar as mãos” para a saúde pública.
O Coren-RO reafirma o compromisso com a Enfermagem do Estado, sabendo que o retorno de todas as atividades citadas no decreto, como a reabertura de boates, poderá favorecer diretamente no surgimento de uma terceira onda que, além de ceifar vidas humanas, poderá levar ao colapso da rede de saúde e ainda a um maior esgotamento dos profissionais de saúde.

Artigo – Robustas Amazônicos Finos: quem semeia boas práticas, colhe qualidade

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Na cafeicultura existem duas perguntas que se propagam em toda a cadeia de produção e transformação. A primeira: O que é um café especial? A segunda: Como produzir um café especial? São questões que ecoam do campo à xícara e tem mais camadas que as paredes seculares das casas dos barões do café.
Assim como aconteceu nestas paredes, os tons, as cores e as percepções estéticas da bebida também foram modificadas com o passar do tempo. Assim é a definição de qualidade do café, os padrões são constantemente ressignificados em nome dos aspectos socioculturais e das tecnologias disponíveis.  Além, é claro, das questões referentes à escala de produção e a eterna batalha entre o tecnológico e o artesanal. Modelos que são, ao mesmo tempo, tão antagônicos e complementares. Então, vamos começar o artigo com um “spoiler”! Cafés especiais envolvem capricho, amor e, principalmente, entender que a alma do fruto está na semente. Sem ela não há vida, nem sabor. Resumindo, cafés especiais preservam a vida do embrião, do cafeicultor e, principalmente, do consumidor.
Agora que já discutimos o que faz um café ter qualidade e ser especial, como produzi-lo? Nesse caso, é preciso ser um pouco prolixo, apenas para que fique claro: produza semente! Partindo deste princípio, estabelecemos alguns passos que vão da colheita à armazenagem e que não podem ser negligenciados para quem deseja produzir cafés especiais.

 

 Passo a passo para colheita e pós-colheita dos cafés Robustas Amazônicos: https://youtu.be/gpm4sYOwnG4

 

 

1. Colher por clone – no caso dos cafés canéforas (robusta e conilon), cada clone tem características agronômicas e sensoriais únicas e isso torna mais fácil criar lotes homogêneos e obter a repetitividade no processo de pós-colheita. Além disso, cada clone tem seu ciclo de desenvolvimento que pode ser: precoce, intermediário ou tardio. A colheita individual por material genético garante maiores índices de frutos maduros (cereja). E, pensando na semente, sabemos que elas vão se tornando mais viáveis à medida que os frutos amadurecem. Para quem produz cafés da espécie arábica é interessante colher por talhões, que devem ser bem homogêneos em relação às características de solo, microclima, manejo e também genética.
2. Colher as plantas com o máximo de frutos maduros – apesar de ser indicado o início da colheita com pelo menos 80% dos frutos maduros, dificilmente se conseguirá cafés especiais com índices inferiores a 95%. Sendo assim, ter plantas com bom índice de maturação, 80% de frutos no estádio cereja, deve ser encarado apenas como o ponto de partida para iniciar os trabalhos, nunca uma meta. Outro ponto fundamental, frutos, ainda que tenham a mesma origem, se eles amadurecem em épocas diferentes, não devem ser misturados em um lote único. Há trabalhos científicos que demonstram que o brix – medida indireta de sólidos solúveis, principalmente açúcares – dos frutos cereja no início da safra, para uma mesma planta ou talhão, tem valores diferentes. E isso pode influenciar na qualidade final e seus atributos.
3. Lavar os frutos – além de retirar sujidades superficiais dos frutos, o processo de lavagem ajuda a eliminar os famosos “boias”, que podem ser resultado de frutos mal granados (apenas uma semente ou chochos), brocados, defeituosos e até secos (sobremaduros). Por meio do princípio da densidade, se separa os frutos íntegros, cerejas, verdoengos e verdes dos demais. Uma dica interessante, os frutos que boiam, porque estavam secos ou com apenas uma semente, dependendo das condições climáticas, podem apresentar boa qualidade. Sendo assim, podem ser beneficiados de forma diferenciada dos “defeituosos”. Para tanto, seria interessante ter uma mesa densimétrica.
4. Selecionar os frutos perfeitos – os frutos cereja são o princípio básico da qualidade de bebida. Como nem toda colheita é perfeita ou seletiva, se recomenda a catação manual dos frutos verdes remanescentes. Isso demanda mão de obra, mas pode ser viável para cafés com foco em mercados diferenciados ou concursos. O processo manual e mais artesanal é excelente e pode produzir microlotes excepcionais, mas são limitados pela capacidade de escala. Para aumentar esta produção de cafés especiais e diferenciados, é necessário o investimento na seleção mecânica. Atualmente, os equipamentos mais conhecidos são os de via úmida e as seletoras que utilizam processamento de imagens e inteligência artificial. Elas são consideradas ecológicas, não usam água e não geram resíduos. Estão se popularizando pela praticidade e incremento de resultados. Mas, ainda é considerado um investimento de alto custo, algumas centenas de milhares de reais.
5. Escolher o processamento – se baseia na realidade ambiental, tecnológica e o perfil sensorial que se deseja atingir. De forma geral, a escolha passa por duas opções básicas e suas variantes: via úmida ou via seca. A via úmida exige o uso de equipamentos como lavador/separador, despolpador e desmucilador (opcional). A via seca se dá sem processamento e os frutos vão íntegros à etapa de secagem. Obviamente, é mais fácil trabalhar a qualidade do café por meio dos equipamentos de via úmida. O sucesso da via seca está na homogeneidade de maturação das plantas e na capacidade de mão de obra. Mas, de forma geral, tem limitação de escala e maiores custos. Normalmente, a bebida do café de via úmida tem aspecto suave, leve e muito limpo. Já, a via seca, proporciona bebida marcante e adocicada.
6. Fermentar ou não fermentar?   Qualquer que sejam os processos escolhidos: natural, despolpado, desmucilado, descascado ou fermentado, eles não são melhores entre si. Cada um agrega características diferentes ao perfil sensorial natural e intrínseco do fruto. Os atributos sensoriais de cada processo, que também podem modificar as características físico-químicas dos grãos (sementes), podem trazer exoticidade e singularidade à bebida. A apreciação e valorização dessas nuances varia com o mercado, valores culturais do consumidor e também se modifica com o tempo. Atualmente, a maior acidez e percepção de doçura, que são obtidos no processo de fermentação positiva, têm sido muito valorizado. Com “status de novidade” entre os antenados da cadeia de transformação, tem conquistado júris de concursos. Já vimos esse filme antes, não …? Houve um tempo em que os cafés obtidos por via úmida eram muito mais valorizados que os naturais. O fato é que todos os processos mencionados, quando realizados com respeito às boas práticas agronômicas, são tecnicamente especiais, o resto é questão de gosto.
Para os cafés canéforas, os processos de fermentação positiva, sendo os anaeróbicos mais comuns, têm sido muito bem aceitos. É conhecido que os Robustas Amazônicos Finos, naturalmente, têm corpo agradável e marcante, doçura presente e acidez sutil, além das nuances de castanhas, caramelo e chocolate. A fermentação positiva ou controlada, tem agregado acidez a estes cafés, o que tem deixado a bebida muito equilibrada e com aspecto mais brilhante. Independente da preferência individual do consumidor, se pode dizer que os cafés de fermentação positiva e outros processos trazem ainda mais diversidade à cafeicultura. De certa forma, esta nova onda de processos de pós-colheita, vem para destacar o quanto a ciência pode transformar realidades, seja no campo ou na cidade. E serve para demonstrar que “o saber fazer” tem conquistado uma participação cada dia mais importante na determinação do “terroir” de uma região.
É incrível como as tecnologias de pós-colheita comprovam como se pode extrair diversidade sensorial em um único lote de frutos.  Definitivamente, não há espaço para marasmo e rotina no campo. Entretanto, há de se salientar que o desenvolvimento de novas técnicas de fermentação deve estar atrelado à pesquisa científica. Isso evitará menor chance de erros e a produção de grãos que podem trazer riscos à saúde do consumidor. Processos fermentativos equivocados, ao invés de agregar aspectos sensoriais desejáveis à bebida, podem proporcionar um ambiente favorável à proliferação de microrganismos, que têm como resultado do seu processo metabólico, toxinas que podem causar danos à saúde humana. Ser saudável, nutracêutico – com valor nutricional e que proporcionam também benefícios para a saúde – e seguro também são atributos de qualidade.
7. Secagem – qualquer que seja o método se secagem escolhido, existe um princípio básico: Quer produzir um café verdadeiramente especial? Esqueça os grãos, produza sementes! Isto quer dizer que a manutenção da viabilidade do embrião deve ser perseguida em cada etapa de produção.  Para isso, a secagem deve ser lenta e gradual. Se possível, a secagem deveria ser realizada à meia sombra. Tendo a temperatura de 35°C como alvo, aceitando-se o intervalo de 35°C a 45°C.  Este intervalo é naturalmente alcançado em secadores solares em diversas regiões do país. O uso de cobertura que proteja o café de eventuais chuvas e umidade noturna é bem-vindo. Além disso, as camadas devem ser o mais fina possível e os frutos e sementes precisam ser constantemente movimentados. O processo de secagem natural é muito tradicional, extremamente indicado para a agricultura familiar de pequena escala e possui grande diversidade de opções: estufas, pátios cimentados, terreiros suspensos, sendo o último considerado referência para cafés especiais.  Independente da escolha, todos seguem o princípio do uso da energia solar, circulação natural de ar e a proteção da umidade externa. É um processo lento de secagem que pode variar de uma a três semanas, de acordo com a estrutura e condições ambientais.
Mas, também é possível produzir cafés especiais por meio de secadores mecânicos.  Para tanto, é necessário atentar que a temperatura ideal de secagem se mantém a mesma (35°C a 45°C). Também é importante que o ar aquecido que trafega entre os frutos e sementes não carregue fuligem, fumaça e outros resíduos do processo de combustão. O famoso e tão necessário fogo indireto.  Infelizmente, apesar de extremamente práticos e de possibilitar a secagem rápida de grandes volumes de café, alguns encaram o processo como se fosse uma corrida. Chegam a utilizar altíssimas temperaturas (acima de 200°C) e finalizam o processo em menos de dez horas. Para se ter uma noção, a expectativa é que sejam necessárias entre 48 e 72 horas para secar cafés especiais. Obviamente, o tempo pode variar um pouco de acordo com o mecanismo escolhido e a umidade inicial dos frutos. Alguns cafeicultores utilizam mecanismos, tipo centrífugas, que retiram a umidade superficial do café antes de levá-lo ao secador. Em resumo, se o processo de secagem fosse uma corrida, ganharia quem chegasse por último.
Alternativas de terreiros secadores solares para a produção de cafés com qualidade: https://youtu.be/QgxsJ2vzKU4

 

 

 

Como fazer terreiro suspenso para secagem do café: https://youtu.be/OGoSwDxFPeU

 

 

 

8. Armazenagem e beneficiamento – ao finalizar a etapa de secagem o cafeicultor praticamente cumpriu a sua tarefa. O que resta agora é preservar a qualidade conquistada até o momento da comercialização ou torra. Para isso, existem alguns princípios básicos: o ambiente deve ser seco (umidade próxima a 60%), temperatura amena (entre 20°C e 25°C), limpo, livre de insetos, roedores e sem a presença de qualquer animal doméstico. Os frutos podem ser armazenados em coco, no caso dos cafés naturais, e em pergaminho, para os cafés provenientes de via úmida. Mas, por questão de espaço ou praticidade, também pode ser guardado já beneficiado. Existem diversos tipos de embalagens permeáveis, semipermeáveis, impermeáveis e algumas que até prometem maior preservação da qualidade. Seja qual for a escolhida, devem ser novas, limpas e codificadas de acordo com a rastreabilidade de cada lote. Deve-se evitar o contato das sacas com o piso ou paredes. Não raro, cafeicultores já perderam cafés espetaculares, ganhadores de concursos, por equívocos na armazenagem. O ideal é que o período de armazenagem se estenda por, pelo menos, 15 dias, para então o produto ser beneficiado. Pois, nesse período, ocorre a estabilização de transformações químicas e de propriedades físico-químicas associadas à qualidade de bebida. É importante frisar que, por melhores que sejam as condições de armazenamento, os cafés vão perdendo a intensidade de seus atributos ao longo do tempo. Então, é de se esperar que cafés de safra passada, ainda que mantenham características agradáveis e se enquadrem como especiais, possivelmente não têm a mesma potência dos de safra nova.
Uma dica importante fica para os cafés submetidos à fermentação positiva. Apesar de o entendimento completo dos processos físico-químicos ainda serem objeto de estudo, se tem observado, na prática, que os cafés fermentados tendem a se estabilizar em umidades inferiores a 10%. Sendo assim, para evitar perdas no momento de beneficiamento dos grãos, principalmente para os robustas de peneira alta, se recomenda não esperar muito para beneficiar os cafés armazenados.

Novos caminhos para diversificar a qualidade

São muitos os caminhos que levam à qualidade. Mas, todos têm em comum o respeito ao alimento e o capricho. Os cafeicultores brasileiros já perceberam que o país não é apenas um produtor de commodities. E, para manter e ampliar a sua participação no mercado mundial, que já é de 40%, precisa continuar evoluindo na qualidade do seu produto.   É preciso garantir que o alimento que chega à mesa do consumidor seja agradável, prazeroso, nutritivo e, principalmente, saudável.  Isto quer dizer, livre de contaminantes químicos, impurezas e micotoxinas.
Somos acostumados às frases como: “Os fins justificam os meios!” Mas, no caso dos cafés especiais, os meios justificam o fim. Nesse caso, cabe aí outra frase bastante conhecida e que deveria ser seguida por toda a cadeia: “Ame o próximo como a si mesmo!” O produtor que segue este princípio não vai querer entregar nada menos que o seu melhor. E o consumidor, por sua vez, vai se sentir feliz em valorizar de forma justa este trabalho de amor.
Para quem chegou até aqui, ficam algumas dicas extras para dois processos de fermentação positiva que podem ser úteis:
1. Apesar de existirem indícios de que a fermentação possa melhorar o aspecto sensorial dos cafés verdes, seja por possibilitar o despolpamento dos frutos, ou mesmo, diminuir a adstringência da bebida, o segredo está nas características intrínsecas dos frutos maduros. O café de qualidade e as características finais da bebida começam no fruto cereja.
2. O método conhecido como “sprouting process” ou “bombona” tem alguns protocolos específicos para o café robusta. Os frutos perfeitos e lavados vão diretamente para a bombona, se faltar um pouco para encher, não tem problema. Atenção com a vedação e com o posicionamento correto da válvula “airlock” ou da mangueira conectada à garrafa pet com água. A bombona só deve ser aberta no momento final do processo fermentativo. Segure a curiosidade, não a abra antes do tempo. Para cafés Robustas Amazônicos, o tempo de fermentação pode variar de dez a 20 dias. Normalmente, aos dez se obtém um padrão mais suave na bebida, lembrando frutas secas, espumantes e florais. Já aos 20 dias, o perfil fica mais intenso e com aroma e sabor marcantes, que lembram vinho, amarula e licor.
3. Apesar de a maioria dos processos de “bombona” utilizar frutos cereja íntegros, pode ser obtido excelente resultado utilizando-se frutos descascados. Mas, é preciso manter a mucilagem que envolve as sementes. Isso pode facilitar muito a produção de lotes maiores de cafés fermentados, pois a seleção manual dos frutos envolve um trabalho intenso.
4. Existe a possibilidade de usar leveduras comerciais para induzir um processo fermentativo, algumas vezes com sucesso. Também existem alguns grupos de pesquisa, selecionando microrganismos específicos para o processo de fermentação controlada do café. Mas, ainda há muito a evoluir se levarmos em consideração as variações de espécies e ambientes da cafeicultura brasileira. Na dúvida, é melhor o cafeicultor trabalhar a fermentação se beneficiando da microbiota local e endofíticos – microrganismos que vivem em associação positiva com as plantas do café. Os cuidados de higiene e os protocolos anaeróbicos – sem presença de oxigênio – têm sido suficientes para proporcionar um ambiente favorável à fermentação positiva. Também existem alguns processos, às vezes controversos, que utilizam aditivos como frutos e especiarias. Mas, ainda existe muito empirismo nesse processo, melhor aguardar estudos mais conclusivos e se dedicar aos processos já consagrados.
5. O fluxo de ar no “airlock” ou garrafa pet é um indicativo de que o processo está ocorrendo a contento. Normalmente, ocorre nas primeiras 24 horas, mas a intensidade vai depender de inúmeros fatores ambientais e genéticos.
6.  Ao finalizar o prazo do processo fermentativo na bombona, os frutos ou sementes devem ser escoados e levados para o processo de secagem, que devem seguir as mesmas regras já mencionadas. A expectativa é que o café tenha aromas agradáveis como de frutas secas, vinho e garapa. Aromas estranhos e duvidosos podem indicar algum equívoco no processo que pode ter levado à fermentação indesejada como acética e butírica. Caso isso ocorra, estes cafés são candidatos ao descarte. Pois, podem apresentar riscos à saúde do consumidor.
7. Após a secagem, como se tratam de cafés muito aromáticos, é interessante armazenar em embalagens impermeáveis ou sacarias limpas envoltas em filmes plásticos que ajudem a preservar as características desejáveis desses cafés.
A produção de cafés especiais, como pode ser visto, envolve muitos conceitos simples, mas que provém de uma complexidade de parâmetros científicos. O cafeicultor, antes de submeter sua produção à uma nova prática agronômica, deve consultar um engenheiro agrônomo ou especialista da área. Tanto a Embrapa Rondônia como a Emater-RO dispõem, em seus portais na internet, inúmeras informações em vídeos e documentos técnico-científicos que podem subsidiar o agricultor para a escolha do processo de colheita e pós-colheita que melhor se adequam à sua realidade e objetivos.
Como fazer fermentação positiva do café – método o “sprouting process”: https://youtu.be/Nt_tT_e0itI

Oposição abandona CPI em oitiva para ouvir médicos favoráveis ao tratamento precoce

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Marcos Rogério criticou covardia do relator e do grupo G7 após recusa de ouvir oitiva de especialistas favoráveis ao tratamento precoce

O vice-líder do Governo no Congresso Nacional, Marcos Rogério (RO), criticou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os membros da oposição, por terem abandonado a sessão desta sexta-feira (18/06) em meio a oitiva dos médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves, ambos a favor do tratamento precoce contra o Coronavírus.

De acordo com Marcos Rogério, membros da Comissão, que responsabilizam apenas o Governo Federal pelas mortes na pandemia, deveriam ter a hombridade de comparecer ao colegiado para ouvir pontos convergentes e divergentes do que acreditam.

“Eu não sou dono da verdade, eu quero saber dos dois lados. Ouvi os outros que eram contra o tratamento precoce, questionei. E hoje, da mesma forma, fiz questão de vir aqui para ouvir os médicos Dr. Ricardo e Francisco, que tem outra posição. Isso porque eu tenho interesse pela vida. Tenho interesse em saber se é possível salvar vidas com esse ou com aquele protocolo, em saber se o ‘fica em casa’ mata ou salva, se o tratamento precoce mata ou salva. Então, eu acho que quem está promovendo a morte aqui são esses que se acham donos da verdade, pais da ciência, que abandonaram a sessão porque dizem que já sabem tudo e que não querem ouvir o outro lado. Covardes. É isso que são”, criticou.

Ainda segundo o senador, além de agir com desrespeito aos depoentes, essa atitude mostra de forma clara de que o relator já tem seu parecer pronto desde o primeiro dia de funcionamento da Comissão. “Estou com vergonha em razão do papelão que fez o relator e os membros da oposição. Vergonha, porque dois médicos profissionais deixaram as suas atividades, vieram para cá para poder dividir a sua experiência. Essa CPI não está interessada na verdade, somente na confirmação de narrativas”, disse o parlamentar por Rondônia.

Em relação a não convocação do ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste Carlos Eduardo Gabas, rejeitada nesta quarta-feira (16), Marcos Rogério afirmou que a atitude da Comissão representa um “crime contra os nordestinos”. “Há dois dias essa CPI rejeitou a convocação do senhor Gabas, que tem acusação grave de indício de corrupção no Consórcio Nordeste. Compraram, pagaram antecipadamente e não receberam os respiradores que salvariam vidas de nordestinos. Foram R$ 48 milhões, mas o chamado G7 não quis investigar. Nordestinos perderam a vida por práticas criminosas”, frisou o vice-líder do Governo.

Parte dos trabalhos nesta sexta-feira foram conduzidos pelo senador Marcos Rogério, após a saída do senador Omar Aziz.

Avanço importante: asfalto no Jardim Social, Cidade Nova e Jardim Universitário tem contrato assinado com a Caixa Econômica

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Aprovação do Governo Federal deve acontecer nos próximos dias e licitação pela Prefeitura em breve

Faltam pouquíssimas etapas para que a pavimentação dos bairros Jardim Social, Cidade Nova e Jardim Universitário aconteça. Nesta semana o prefeito Eduardo Japonês deliberou com o Governo Federal por meio de videoconferência em seu gabinete e assinou contrato do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento). Agora, com a aprovação do projeto de engenharia nos próximos dias, ficará a cargo da Prefeitura providenciar a liberação orçamentária e licitar a obra. Assim, técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) revelam que a expectativa é que as obras comecem já neste ano.

“A assinatura do contrato é a última etapa da adesão ao Finisa, que passou primeiro por carta consulta, análise de risco, análise técnica, aprovação da Caixa e compliance, bem como outras revisões causadas pela pandemia. Adequamos tudo e demos prioridade aos projetos de asfaltamento que já estavam por sair. Agora é questão de alguns dias para que possamos tramitar novamente o processo na Prefeitura e, em poucas semanas, licitar”, explica o prefeito Eduardo Japonês.

O valor do contrato assinado nesta semana foi de R$ 25 milhões, sendo cerca de R$ 20 milhões para o asfaltamento dos três bairros, num total de 15,5 km, e mais R$ 5 milhões para dar andamento nas obras de esgotamento sanitário na cidade.

De acordo com a secretária municipal de Planejamento, Sueli Magalhães, a celeridade nos projetos é a marca desta gestão. “Desde a elaboração, contratação, aprovação e execução, estamos imprimindo um ritmo acelerado nestes projetos de infraestrutura. Muitos técnicos nossos não têm descanso, é um trabalho realmente grande. Assim, com os constantes pedidos de agilidade do prefeito Eduardo, fazemos tudo pensando na comunidade que precisa muito dessa pavimentação”, garante a secretária.

TRECHOS CONTEMPLADOS – Dos cerca de R$ 20 milhões de investimento, R$ 4,2 milhões são contrapartida do Município. Serão contempladas as ruas 1001, 5201, 5206, 5204, 5202-1006, 2509, 2507, 2505, 2503, 2511, 2513, 2515, 2517, 2519, 2521, 2523, 2525, 2527, 2529, 2531, 2533, 2535,  23, Maria Luiza Berça (2502), José Travalon (2506) e Regina Abrão (25). Além disso as avenidas 2506, Rotary Club (02) e Aline Almeida (2504) também receberão asfalto, assim como as travessas 01, 03, 04, 05 e 06.

Semcom

Reforma do postinho de saúde Leonardo Alves deve começar nos próximos dias, veja projeto da Prefeitura de Vilhena

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Com estrutura em “conceito aberto”, unidade terá investimento de R$ 730 mil da Unesc

A reforma do postinho de saúde Leonardo Alves em Vilhena deve começar nos próximos dias e tem investimento de R$ 730 mil, aproximadamente, da Unesc, como contrapartida pelo uso das unidades de saúde públicas da Prefeitura para o curso de Medicina da faculdade.

O projeto prevê substituição de toda a cobertura por estrutura metálica, colocação de telhas termo-acústicas e forro em placa de gesso. Será também trocado o piso, bem como promovida ampliação para adequação às normas da Agevisa. Um pequeno auditório será construído para treinamentos e reuniões das equipes da unidade, além de realizadas correções em instalações hidráulicas e elétricas, incluindo construção de nova fossa, novo sumidouro e implantação de projeto completo de prevenção e combate de incêndio.

Está prevista também a pintura interna e externa, requalificação urbanística do local com nova fachada, transformando a estrutura do postinho de saúde em um conceito arquitetônico aberto, sem muros na frente, com gramado na frente unidade, de maneira a promover maior integração da comunidade com o posto de saúde. Ao mesmo tempo, todas as portas estarão protegidas, haverá cerca elétrica e paisagismo semelhante à unidade Afonso Mansur.

O médico Jânio Marques Vieira, da Secretaria Municipal de Saúde, informa que a unidade vai se tornar uma unidade básica de saúde acadêmica/escola. “Praticamente todos os projetos (elétricos, arquitetônicos, de engenharia e outros), feitos pela Secretaria Municipal de Planejamento, estão prontos e de posse da faculdade. Faltam apenas ajustes técnicos do projeto hidrossanitário, que envolvem estruturas para água de consumo, esgoto, água pluvial (calhas) e drenagem de ar-condicionado. A previsão da Semplan é que tudo fique pronto dentro de uma semana e a obra possa começar”, garante o médico.

Assim que essas etapas finais do projeto hidrossanitário estiverem prontas, a Unesc garantiu que dará início imediato à obra. A faculdade, que já está de posse das chaves do prédio, contratou uma empresa que está já à disposição para iniciar a obra.

De acordo com José Aparecido, coordenador da Atenção Básica, a unidade possui quatro equipes de saúde familiar, sendo também atendida pelo programa Mais Médicos. “Com a reforma haverá uma melhor adequação do espaço utilizado pelos pacientes. Favorece a população da região, promovendo maior proximidade entre equipe de saúde e moradores. Assim, facilita o acesso aos programas de saúde básica, além de desafogar outras unidades e hospital”, explica.

O coordenador explica também que buscará junto à Unesc a possibilidade de vedar o espaço com novos tapumes devido à ação de vândalos no interior do prédio público. No entanto, a solução definitiva virá nos próximos dias com o início da reforma, derrubada do muro e começo, de fato, das obras no espaço.

 

 

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Foco na produção de alimentos saudáveis em sistemas sustentáveis

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Comemorando 46 anos de atuação, a Embrapa Pecuária Sul, sediada em Bagé (RS), está propondo um novo modelo de atuação, pautado pela produção de alimentos saudáveis a partir de sistemas sustentáveis. Dessa forma, as ações de pesquisa e desenvolvimento, de inovação e de transferência de tecnologia estão focadas em sistemas pecuários de produção, integrados ou não com a agricultura, baseadas na capacidade de garantir, ao mesmo tempo, sustentabilidade no uso dos recursos naturais, rentabilidade às cadeias produtivas e saudabilidade de produtos.

Para explicar melhor esse conceito e as linhas de atuação, conversamos com o Chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Flores Cardoso. Pesquisador na área de melhoramento genético animal, o dirigente, que assumiu a gestão no final do ano passado, aborda também a contribuição da instituição no desenvolvimento da pecuária e os desafios futuros.

 

Pergunta – Nesses 46 anos da Embrapa Pecuária Sul, o que destacaria de contribuições para a atividade pecuária brasileira?

Fernando Cardoso – Foram muitas as contribuições nesse período. Vale destacar a disseminação da mescla cornichão, trevo-branco e azevém, como base forrageira para produção animal, principalmente durante o inverno e a primavera, como uma grande alternativa nutricional. Inclusive essa oferta permitiu as primeiras produções de novilhos precoces.  Outra grande contribuição foi o desenvolvimento de raças sintéticas taurinas. Nesse caso, a raça Brangus é um bom exemplo, já que hoje é uma das mais criadas no país e também das que mais crescem. Outra linha de pesquisa que foi muito importante durante esse tempo está relacionada ao controle estratégico de endo e ectoparasitas.

Mais recentemente temos focado na produção de cultivares de forrageiras que apoiam o desenvolvimento animal, como, por exemplo, o capim-sudão BRS Estribo, que já é plantado em mais de meio milhão de hectares anualmente. Temos investido ainda no desenvolvimento de novos produtos cárneos, com o objetivo de agregar valor às cadeias produtivas, assim como estamos contribuindo com pesquisas e tecnologias de manejo e melhoramento do campo nativo.

Em relação ao melhoramento animal, fomos responsáveis pelo programa PampaPlus, das raças de Hereford e Braford, desenvolvido em parceria com a associação das raças. Ainda nessa área, participamos do Promebo e, há mais de duas décadas, realizamos provas de avaliação a campo de diferentes raças. A Embrapa Pecuária Sul tem também se destacado, nacional e internacionalmente, no uso da genômica para a seleção de animais com resistência do carrapato, combinando sanidade e melhoramento animal.

– O Sr. assumiu a chefia do centro há pouco mais de seis meses com uma nova proposta, que é produzir alimentos saudáveis em sistemas sustentáveis. Pode explicar um pouco mais esse conceito?

FC – O nosso desafio é focar na produção de alimentos saudáveis, a partir de sistemas sustentáveis. Nesse sentido, vamos continuar pesquisando e trabalhando com contribuições em diferentes áreas, como melhoramento genético, sanidade e também com outros componentes do sistema. O objetivo é trazer mais eficiência ao sistema, aumentando a produtividade e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa por unidade animal produzida. Com isso, queremos contribuir para esse grande desafio, que é reduzir o impacto da produção de alimentos no clima.

P – De que forma a pesquisa pode contribuir para chegar a esses objetivos?

FC – A produção de alimentos em sistemas integrados é uma grande oportunidade para trazer rentabilidade ao produtor e, ao mesmo tempo, conservar o ambiente. Então é necessário organizar as culturas no tempo, no espaço e também em um arranjo funcional no qual uma atividade beneficie a outra. Por exemplo, a pecuária acelera a ciclagem de nutrientes para a lavoura e a rotação de culturas com o uso de animais também contribui para a redução de plantas invasoras e da necessidade do uso de químicos. Nesse arranjo estamos incluindo também a pecuária de precisão e agricultura 4.0, ou seja, o uso da tecnologia da informação para melhorar os processos, para ser mais preciso nos tratos culturais, nas adubações, no manejo dos animais. Essa seria uma das formas de buscar rentabilidade econômica com sustentabilidade ambiental. Pretendemos contribuir também com o desenvolvimento de novos produtos cárneos e demonstrar a funcionalidade desses produtos para a saúde humana, que tanto agreguem valor a partes menos nobres da carcaça como também sejam feitos com características que melhorem a saudabilidade da carne. São alguns dos desafios que temos pela frente, buscando sempre tecnologias que proporcionem sistemas mais sustentáveis.

– Muito se tem falado do papel da pecuária na emissão de gases de efeito estufa. Quais as formas de mitigar essas emissões?

FC – Quanto à emissão de gases, diretamente relacionada com os efeitos do clima, estamos trabalhando com o objetivo de ter animais mais eficientes. Nesse sentido, realizamos provas a campo, como a Prova de Eficiência Alimentar, para identificar os reprodutores que transmitem essa característica de eficiência para sua progênie. Com isso, os animais vão emitir menos gases e produzir mais carne durante o ciclo produtivo. Outro ponto importante é um melhor manejo das pastagens, sejam nativas ou cultivadas, para permitir o sequestro de carbono. Então, a incorporação desse carbono no solo e uma redução das emissões pelos animais, faz com que o balanço de carbono possa ser favorável para a produção de alimentos. Entendemos que isso é perfeitamente possível, tendo todos os componentes da atividade mais eficientes e um melhor arranjo nos sistemas.

– Há alguns anos estamos presenciando na metade Sul do Rio Grande do Sul um enorme crescimento na produção de grãos, especialmente com a soja. É possível conciliar a produção do grão com a pecuária de uma forma sustentável e rentável?

FC – Acreditamos que o crescimento da atividade agrícola na região é positivo e uma enorme oportunidade para a intensificação sustentável da pecuária. Nossas parcerias com instituições e produtores, como a Farsul e a Fetag, vão no sentido de posicionar a pecuária dentro de sistemas eficientes de produção, sejam eles integrados ou não com as lavouras e florestas, de acordo com as vocações dos territórios e dos produtores. Que não seja apenas uma substituição da pecuária pela soja ou por outras culturas, como a vitivinicultura, a olivicultura, ou ainda a lavoura de arroz, tradicional na região. Mas sim uma integração funcional, resultando em sistemas integrados, em que realmente se busque a forma mais sustentável de produzir e a geração de riqueza, permitindo que mais tecnologias sejam incorporadas pelo setor produtivo.

P – A Embrapa, assim como outros órgãos federais, tem sofrido com a diminuição do orçamento a cada ano por parte do governo.  De que forma é possível manter a pesquisa e a inovação diante dessa realidade?

FC – O nosso enfoque é baseado na inovação aberta, com a participação dos produtores com recursos, como seus conhecimentos técnicos, com suas experiências, junto aos pesquisadores no desenvolvimento das soluções tecnológicas para os principais gargalos do setor produtivo. Dessa forma, a gente consegue acelerar a incorporação das novidades nos sistemas de produção. Trabalhamos prioritariamente com redes de produtores, porque aumentamos a capilaridade da difusão das tecnologias, com um enfoque territorial. Então, articulando os agentes do território, envolvidos em toda a cadeia produtiva, fica mais fácil que as soluções tecnológicas geradas pela pesquisa sejam efetivamente incorporadas no setor produtivo e que tragam desenvolvimento, maior renda, mais qualidade de vida e que também contribuam para a preservação do ambiente. Nesse sentido, a nossa expectativa é que a Embrapa Pecuária Sul migre de uma unidade que tem sido referência em pecuária (bovinos de corte, bovinos de leite e ovinos), para ser uma unidade de referência em sistemas integrados de produção, envolvendo pecuária, lavouras e também florestas.

Fernando Goss

Jornalista – Núcleo de Comunicação Organizacional