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Café com leite, combinação que vai bem do campo à mesa

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Campeão de qualidade do café também é referência na produção de leite em Rondônia

O produtor Juan Travain é o campeão, na categoria canéfora (robusta e conilon), do 17º Concurso Nacional de Qualidade do Café – Origens do Brasil – Safra 2020, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Segundo Juan, em sua trajetória na cafeicultura, ele aplicou conhecimentos adquiridos também no programa Balde Cheio, voltado para a produção de leite, no qual atua desde 2014. “A metodologia que a gente usa no Balde Cheio tem muitas similaridades com a produção de café com qualidade. Eu busquei aplicar o que aprendi e estamos colhendo bons resultados”, conta Juan, que é do município de Cacoal, Rondônia. Ele obteve 8,8 pontos em seu café de preparo natural no concurso e vendeu cada saca por R$1.450,00, três vezes mais que o valor da commodity no mercado.

O Balde Cheio é uma metodologia de transferência de tecnologia que tem como foco principal a capacitação continuada de técnicos da extensão rural e pecuaristas em produção intensiva de leite. Neste processo, a propriedade rural é a sala de aula. “O técnico é treinado dentro do ambiente do produtor, respeitando sua realidade, as dificuldades e a sua capacidade de investimento”, conta o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste e coordenador do programa Balde Cheio, André Novo. Ele acrescenta que, como metodologia de capacitação, o Balde Cheio pode ser aplicado a qualquer conceito, ensinamento ou troca de experiência em qualquer atividade. “Não é uma metodologia exclusiva à atividade leiteira”, afirma Novo.

Os conceitos desta metodologia já foram adaptados para gado de corte (programa Bifequali TT), sistemas integrados de produção (capacitação continuada de integração lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Pecuária Sudeste), também para produção de cabras, búfalas e abelhas. Fora da Embrapa, de acordo com André Novo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, do Rio de Janeiro, implantou o projeto Bule Cheio, com a cultura do café na região serrana do estado.

Para o coordenador do Balde Cheio, Juan é um empresário de visão. “Ele diz que aplica a metodologia não só na atividade leiteira, mas na cafeicultura e também no hotel em que é um dos proprietários. Ele usa o conceito de organização, de combinados, de fazer as coisas de forma paulatina, ou seja, conceitos embutidos na metodologia que a gente trabalha no Balde Cheio”, ressalta.

As similaridades, na prática, da produção de café e leite

Juan conta que quando começou no programa Balde Cheio, em 2014, foram muito trabalhadas as questões de como cuidar do solo, fazer as anotações necessárias e de pensar a cadeia de produção como um todo: qual animal serve pra determinado sistema, tipo de adubação para a pastagem, a organização dos piquetes, não ter barro nos carreadores, ordenha bem feita, entre outros. “Tudo foi pensado para ter a produção mais eficiente de leite e com qualidade”, conta Juan.

Ele lembra que, quando começou na cafeicultura, em 2017, por ter essa experiência de organização do Balde Cheio, aplicou muito os conhecimentos. Os clones de café que ele escolheu, por exemplo, optou por aqueles de menor porte. “Isso porque, comparando com a produção de leite, as vacas que são muito grandes, pro nosso sistema, dão problema de casco por serem muito pesadas, pode dar problema de úbere, por hectare acaba tendo menor produção do que vacas medianas, a temperatura do corpo delas é maior, então elas sofrem mais com o calor. Aí, no café, a gente escolheu plantas medianas em termos de porte”, explica.

Na organização da lavoura, Juan escolheu plantar o café com espaçamento de 3,20m X 0,90m, além de facilitar a colheita semimecanizada, confere mais espaço para as plantas. “É a mesma lógica que usamos para as vacas no pasto, o espaçamento por hectare pelo número de animais. São regras que, pra mim, se aplicam às duas coisas. Fizemos isso e fomos tendo acerto”, diz Juan. Além disso, a organização dos setores do café também levou em conta o sistema de irrigação utilizado e bem dimensionado. “Pra ter ideia, somos o segundo produtor do estado a fazer curva de retenção no solo, para saber quanto nosso solo suporta de água. Tudo isso foi por conta do Balde Cheio, que estuda também a questão da irrigação: quantos milímetros de água tem que jogar por dia na pastagem, e no café? Tudo isso foi pensado na hora de fazer a irrigação”, comenta.

Outra coisa que chamou bastante a atenção do produtor foi a questão da qualidade de pós-colheita do café. “Nas vacas a gente faz ordenha, vê quanto tempo uma vaca fica neste processo. E no café vemos quanto tempo temos pra tirar o café do pé e levar para a secagem. Então, nós dimensionamos o equipamento de pós-colheita do café para fazer a seca sem perder qualidade do grão. No leite fizemos isso pra não perder qualidade no leite, pois a ordenha precisa ser rápida pra não estressar a vaca e tem que gelar o leite o mais rápido possível. No café a gente faz isso pra planta não ficar com o fruto do café mais tempo que deveria, demorar pra colher pode estragar o grão. Então, tudo isso foi pensado porque é muito compatível com a produção de leite”, compara Juan.

Na parte de comercialização também há similaridades. “O Balde Cheio ensina a gente a sempre procurar o melhor negócio, fazer parcerias, não se prender a um laticínio só e sim a parceiros comerciais que pagam melhor e que entendem nosso trabalho. Então, nós partimos para uma pós-colheita e comercialização diferente também para o café, pela nossa experiência com o leite e também com o comércio. Assim, conseguimos exportar nosso café com melhores preços”, afirma o produtor.

Quanto ao projeto realizado para o beneficiamento do café, Juan fala sobre a preocupação com os valores de investimentos. “Aprendi a fazer o é preciso e a economizar no que não é necessário fazer. Isso o Balde Cheio nos ensina: fazer investimentos de acordo com a real necessidade e, se sobrar, faz as demais ações”, explica Juan, complementando que o foco na produção com eficiência, dará o retorno necessário para ampliar os investimentos.

Produção de leite e café

Atualmente, o sistema de pecuária de leite da família conta com 72 animais em produção, em uma área de 22 hectares, produzindo 1.200 litros de leite ao dia. Todo o leite tirado é processado na agroindústria da família, que é conduzida por três sócios: Juan Travain, sua esposa Keren Ribeiro e o sogro Ovídio Ribeiro. O foco é a produção de iogurte, que se tornou referência em Rondônia. No laticínio, atuam oito colaboradores, já na produção de leite, são três. A parte de campo, manejo, ordenha e produção de leite com qualidade é coordenada por Juan. Na agroindústria, Ovídio é responsável pelo processamento e produção, Keren atua na administração financeira, de pedidos e entregas, assim como no controle de planilhas e vistorias. Juan atua na compra de equipamentos e no apoio às ações de venda e todos juntos cuidam do controle de qualidade. “Todas as decisões são tomadas em conjunto”, conta Keren.

A cafeicultura da família está em uma área de 96 hectares, com uma produção estimada em 8.500 sacas de 60 quilos de café para esta safra. Nesta cultura agrícola, atuam 17 colaboradores, desde o campo até o beneficiamento, e as ações são conduzidas por cinco sócios, sendo Juan, mais três irmãos e mais um amigo.  O principal objetivo da produção é atender o mercado interno e externo com café em grão cru.

 

 

 

Renata Silva (MTb 12361/MG)

Segunda edição da Agrolab Amazônia será em setembro

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É o maior evento virtual totalmente voltado para o Agronegócio da Amazônia Legal

A segunda edição do Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia deve acontecer nos dias 14 a 16 de setembro deste ano. Trata-se do maior evento totalmente on line voltado para o Agronegócio da Amazônia Legal. A iniciativa é do Sebrae em Rondônia mas que tem conquistado o apoio de diversas entidades do poder público, iniciativa privada e também do terceiro setor pois o evento, além de promover serviços e produtos do setor produtivo da Amazônia, acabou sendo a arena de debates extremante relevantes.

O Fórum de Governadores da Amazônia Legal já confirmou uma reunião, a exemplo do ocorrido na edição do ano passado. O presidente do Fórum e governador do Maranhão, Flavio Dino, em reunião com a coordenação do evento já afirmou que dedicará esforços do fórum no apoio à mobilização para o evento.

As discussões de governança durante a primeira Agrolab Amazônia devem se repetir esse ano: fóruns de dirigentes estaduais da Emater, debates sobre a sustentabilidade no agronegócio, como ampliar a cultura da internacionalização no setor produtivo e muitos outros temas que diretamente afetam o dia a dia do produtor rural.

A experimentação da realidade virtual foi um dos pontos altos da primeira edição e que deve ser ampliada neste ano. A Agrolab Amazônia acaba quebrando paradigmas, entre eles, que dizia que o produtor rural não está conectado. Pelos números absolutos de inscritos, mais de 4 mil (nem todos produtores rurais, evidentemente), a primeira edição mostrou que o produtor rural está buscando novas ferramentas e novos meios de se relacionar, em busca de novos mercados.

Para saber o que ocorreu na primeira edição da Agrolab Amazônia, o ambiente virtual, a programação, os números consolidados do evento e ainda realizar a inscrição gratuita, basta acessar www.agrolabamazonia.com.

Espetáculo de dança produzido por vilhenenses será exibido em festival organizado pela Funarte

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“Maculelê: Reconstruindo o Quilombo” foi premiado no Festival Funarte Acessibilidança e fica disponível em vídeo com Libras.

Será exibido nesta quarta-feira(23) a partir das 20 horas (horário de Brasília),  no Festival Funarte Acessibilidança o espetáculo de dança em vídeo “Maculelê: Reconstruindo o Quilombo”, que foi produzido pelos produtores culturais vilhenenses Washington Kuipers, Andréia Machado e Marcio Guilhermon.

O espetáculo foi premiado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte no Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020.

O espetáculo de Rondônia, será exibido pelo canal da Funarte no YouTube, com intérprete de Libras e conta com 10 dançarinos de Vilhena(RO). A montagem configura um conjunto de danças afro-brasileiras como o maculelê, o jongo e a capoeira, repleto de música, energia e alegria.

Segundo Andréia Machado, a apresentação tem como objetivo contribuir para a preservação e a valorização da cultura de afrodescendência, por meio do resgate do valor da herança cultural ligada a essas danças.

O espetáculo de dança “Maculelê Reconstruindo o Quilombo”, foi produzido por membros Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade Amazônica (ACEMDA) e do Ponto de Cultura e Mídia Livre Serpentário Produções que trabalham com projetos culturais que valorizam a cultura em Rondônia.

“Estamos muito felizes com a exibição do espetáculo que foi produzido em Vilhena. Agradecemos a todos os colaboradores deste projeto, desde os dançarinos ao figurinista, iluminador e a intérprete de libras, todos estão de parabéns”, disse Andréia Machado.

Sobre o festival

O festival conta com espetáculos de todas as regiões do Brasil. No concurso, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte. O objetivo do processo seletivo é valorizar e fortalecer as expressões da dança brasileira, bem como fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade.

Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso das mais recentes tecnologias, estendendo, assim, um novo modelo para todo o Brasil. O coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro, destaca a importância de se levar essa linguagem artística à população, durante o período de distanciamento social. “Estamos estreando o Festival Funarte Acessibilidança, um projeto inédito com foco na acessibilidade e na inclusão. Ao longo dos próximos meses, serão apresentados espetáculos de dança das cinco regiões do Brasil, plenamente acessíveis ao público, contemplando uma enorme diversidade na sua programação”, explica o coordenador.

Mensalmente, serão exibidas as montagens premiadas de cada uma das cinco regiões do Brasil, por meio do canal da Funarte no YouTube (www.youtube.com/funarte). As ações também serão divulgadas no Portal da instituição e em suas redes sociais. No decorrer das apresentações, o coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro, participará de uma “live”, com diretores e artistas de dança, além de convidados.

O festival foi lançado no dia 16 de junho. Os projetos contemplados nas demais regiões do país serão exibidos em seguida, com novas sessões liberadas todas as quartas-feiras, no decorrer do segundo semestre.

O Festival Funarte Acessibilidança pode ser acompanhado gratuitamente no canal: www.youtube.com/funarte. Os vídeos ficarão disponíveis no canal da Funarte no YouTube após a exibição.

Programa “Peixe saudável” atende piscicultores de cidades do Cone Sul com laboratório móvel

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Buscando fortalecer ações voltadas à piscicultura, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), vem dando continuidade ao programa “Peixe Saudável”, levando para o Cone Sul o laboratório móvel para auxiliar na manutenção de qualidade sanitária dos animais, seguindo as exigências da Instrução Normativa nº 04 MPA/2015, que institui o Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo (Aquicultura com Sanidade).

O objetivo do Programa é ofertar um atendimento particularizado ao piscicultor da Agricultura Familiar, com orientações e análises de água e peixes, mediante adoção de boas práticas de manejo, além de fomentar a cadeia produtiva da piscicultura em todo o Estado, levando aos consumidores um peixe saudável e com boa qualidade sanitária.

A gerente de desenvolvimento da aquicultura e pesca da Seagri, Mirtes de Lima Pinheiro, está visitando o Cone Sul do Estado e, juntamente com três laboratórios móveis, vai atender as demandas de capacitação técnica realizando a demonstração do método de coleta e análise de água, além de necropsia e explanação sobre Boas Práticas de Manejo (BPM) aos técnicos e piscicultores do município de Vilhena e Colorado do Oeste.

“O Programa foi desenvolvido para atender os produtores da Agricultura Familiar. Os laboratórios móveis, além de trazer um incentivo que pode melhorar a produtividade, diminuem os custos das análises de água e do licenciamento ambiental das atividades na piscicultura”, disse Mirtes.

Em visita ao escritório da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Mirtes esteve com o gerente local, Lauro Vilas Boas, e com o gerente regional, Cleverson Oliveira, discutindo sobre os serviços ofertados pelos laboratórios e as BPM que vem sendo aplicadas na piscicultura.

Após o treinamento, os técnicos da Emater estarão orientando os produtores sobre a origem e alimentação segura de alevinos, condução, manejo e vazio sanitário, abordando também sobre a despesca e acondicionamento para garantir a segurança de um alimento saudável até a mesa do consumidor. “Quando o laboratório chegar estaremos realizando as análises de água para emissão de licenças ambientais. Hoje, quando os produtores necessitam desses serviços pagam para uma empresa privada e é necessário aguardar alguns dias para obter os resultados. Com a chegada do laboratório móvel, o produtor terá esse trabalho de forma gratuita e rápida”, disse.

O gerente local também destaca que, com a análise das pisciculturas, é ofertado um bem estar aos peixes, proporcionando melhor desenvolvimento, baixando o custo de produção e tendo melhor conversão alimentar digerida. “Se o produtor tem uma boa qualidade de água, ele tem uma boa sanidade, prevenindo doenças nos animais”.

Com parceria entre Sicoob Credisul, Faron e Prefeitura, escolas de Vilhena (RO) ganham projeto de reforma

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A Sicoob Credisul e a Faculdade Marechal Rondon (Faron) entregaram na quinta-feira, 17 de junho, o projeto de reforma de quatro escolas de Vilhena (RO) para a Prefeitura. O projeto, no valor de R$ 35 mil, foi custeado pela cooperativa com recurso do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (FATES) e elaborado por nove alunos do 9º e 10º período de Engenharia Civil da Faron.

A cerimônia de entrega aconteceu na Sala Expansão do CTC Sicoob Credisul, com a presença de Ivan Capra, presidente do conselho de administração da Sicoob Credisul; Vilmar Saúgo, diretor executivo da Sicoob Credisul; Carlos Alberto Modotte, mantenedor da Faron; Josi Modotte, vice-diretora da Faron; Eliana Moriguchi, coordenadora do curso de Engenharia Civil; Eduardo Tsuru, prefeito de Vilhena (RO); e Ronaldo Alevato, secretário municipal de Educação de Vilhena (RO).

Ivan Capra afirmou que um dos papéis mais importantes da Sicoob Credisul é levar benefícios para a comunidade. “Como cooperativa, nós sempre estamos fornecendo recursos e formando parcerias para melhorar a qualidade de vida da população”, disse. Vilmar Saúgo frisou que parcerias como essa ajudam a fomentar a economia local. “A cooperativa doa para a comunidade, a prefeitura deixa dinheiro na cooperativa, que empresta para os empresários, que formam profissionais e geram emprego. É um ciclo que faz a economia girar. O dinheiro fica aqui, esse é o nosso diferencial”, explicou.

Eduardo Tsuru e Ronaldo Alevato agradeceram as duas instituições. “Precisamos do apoio de vocês e sabemos que podemos contar com isso”, disse Tsuru. “Parabéns pela administração de muita responsabilidade e que venham novas parcerias”, finalizou Alevato.

Elaboração do projeto

Os alunos, que já estão na reta final da graduação de Engenharia Civil, puderam ter na prática um primeiro contato com a profissão que escolheram. A coordenadora Eliana Moriguchi explicou que foram criados quatro grupos de trabalho, cada um responsável por uma parte do projeto: estrutural; instalações hidrossanitária e elétrica; arquitetônica; planilhas orçamentárias e memoriais descritivos. “Iniciamos em maio e trabalhamos todos os dias com muito empenho, esforço e dedicação dos alunos e professores. Como desenvolvimento profissional e técnico foi muito bom”, disse Moriguchi.

A estudante Alana Silva contou que foi uma oportunidade de aprender e aplicar na prática o que estudou na graduação. “A gente vê bastante teoria e a prática é muito importante. Realmente foi um trabalho de dedicação, conseguimos ver como é a complexidade de um projeto em si”.

Também participaram do projeto os universitários Amanda Loviski, Cleyton Vieira, Dielly Oliveira, Eduardo Ferreira, Emeny Yukimi, Guilherme de Oliveira, Lays Rocha e Thallyson Muniz.

 

Aline Rayane de Mattos
Marketing, Comunicação e Projetos Sociais

IFRO lança a 3ª edição do Projeto Empoderamento da Mulher com 2 mil vagas em cursosa distância

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex/IFRO), inicia a 3ª edição do Projeto Empoderamento da Mulher. Nesta oferta são 2.000 vagas disponíveis. Os cursos serão realizados na modalidade a distância (EaD), com carga horária de 160 horas, durante o período de 4 meses. O período de inscrição para os cursos vai de 21/6 até dia 4/7/2021 e podem participar mulheres de todo o estado de Rondônia.

A oferta de vagas e áreas de formação está distribuída para ser coordenada pelos campi do IFRO. O Campus Ariquemes é responsável pelo curso de Assistente Administrativa, com 300 vagas. Ji-Paraná promove o curso de Assistente Financeira, possuindo 300 vagas abertas. Do Campus Cacoal, são 200 vagas para Cuidadora Infantil.

Campus Colorado do Oeste oferta o curso de Estética Facial e Maquiagem, sendo 300 vagas. Dos campi da capital, o Porto Velho Calama oferece a formação em Cuidadora de Idoso, com 200 vagas; e o Campus Porto Velho Zona Norte tem 300 vagas para Gestão de Vendas e Marketing Digital.

Há ainda a opção de cursos de idiomas. Pelo Campus Guajará-Mirim, há 200 para Espanhol Básico. E o Campus Vilhena oferecerá Inglês Básico, com 200 vagas.

Alguns cursos exigem o ensino fundamental I e II completos e outros apenas o ensino fundamental I (1º a 5º). A idade mínima para participar é 16 anos.

Para mais informações e para realização de inscrição acesse o edital disponibilizado neste endereço AQUI.

Público

Poderão participar dos cursos mulheres a partir de 16 anos de idade, residentes em qualquer município do estado de Rondônia, e que se encontrem em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O Projeto tem como objetivo qualificar mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica no estado de Rondônia. Os cursos de formação inicial e continuada (FIC) visam prepará-las para o empreendedorismo e protagonismo social e econômico, nos processos de desenvolvimento local e regional.

A ação está alinhada, segundo a Pró-Reitora de Extensão do IFRO, Maria Goreth Araújo Reis, aos objetivos da Agenda 2030 de alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. E aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que também almejam a redução da desigualdade dentro e fora dos países.

“Entendemos que a aquisição de conhecimento é imprescindível para o cumprimento desses objetivos e para a promoção da inclusão social e produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Por meio da qualificação profissional elas terão a oportunidade de se tornarem protagonistas de sua própria história, pois todos os cursos, além das áreas profissionalizantes, trazem em seu bojo conteúdos de empreendedorismo, o que permite o aproveitamento de oportunidades para novos negócios ou preparação para postos de trabalho”, ressalta Goreth.

Segundo a Deputada Federal Jaqueline Cassol, que fez a indicação parlamentar para o aporte financeiro desta terceira edição do Projeto, a qual destinou R$ 700 mil para a realização das ações, “a parceria com o IFRO tem sido essencial para a manutenção dos cursos do projeto empoderamento da mulher que são uma importante ferramenta para promover a independência feminina”.

Acesse o Edital 2/2021/REIT- PROEX/IFRO completo AQUIhttps://selecao.ifro.edu.br/reitoria/824-edital-n-02-2021-selecao-de-candidatas-para-cursos-do-projeto-empoderamento-da-mulher

E as inscrições estão sendo feitas AQUIhttps://inscricao.ifro.edu.br/

 

Assessoria de Comunicação e Eventos – ASCOM/IFRO

Deputada Rosangela Donadon emite nota de pesar pelo falecimento de ex-vereador de Vilhena, Cabo João

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É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do ex-vereador de Vilhena e amigo Cabo João que muito trabalhou pelo desenvolvimento do município e quem sempre admirei pela garra e o trabalho. Neste momento de tristeza, me uno em oração aos seus familiares e amigos e expresso as minhas mais sinceras condolências. Desejo que Deus console o coração da minha amiga Nica de todos os familiares e amigos.

 

Deputada Rosangela Donadon

Operação Acolhida já interiorizou mais de 50 mil venezuelanos

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Refugiados recebem apoio para construir uma nova vida no país

Deixar o país onde vive para morar em outro lugar nem sempre é fácil. Mas para muitos não é uma escolha. É caso de Hany Cruz e família, que deixaram Cuba há três anos após divergências políticas e buscam uma nova chance em Rio Branco (AC). Ela trabalha na prefeitura da cidade ajudando migrantes venezuelanos que, como ela, se viram obrigados a deixar o país de origem. “Devagar, aos poucos, fomos comprando as coisas, fomos nos estabilizando. Hoje, estou orientando, ajudando, fazendo a documentação de outros migrantes, estou muito feliz por ajudar, compartilhar minha experiência, meu conhecimento”, relatou Hany Cruz.

No fim de 2020, 82,4 milhões de pessoas em todo o mundo estavam deslocadas por guerras, conflitos, perseguições e violações de direitos humanos, sendo 26,4 milhões delas refugiadas. Foi o que apontou relatório divulgado pela Acnur, a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados, divulgado na última sexta-feira (18). A publicação mostra ainda que ao longo do ano passado, apenas 251 mil refugiados retornaram para os lares. Esse é o terceiro menor número da última década.

O Dia Mundial do Refugiado foi lembrado nesse domingo (20). A data foi instituída em 2001 para propor uma reflexão sobre as condições de vida das pessoas forçadas a sair dos países de origem devido a perseguições, conflitos armados e crises humanitárias. No Brasil, a Lei de Refúgio brasileira, que é uma das mais avançadas no mundo, e a Operação Acolhida, que recebe venezuelanos no Brasil devido à crise político-econômica no país vizinho, reforçam a solidariedade do povo. O Governo Federal estima que cerca de 260 mil refugiados e migrantes venezuelanos vivem atualmente no Brasil.

“Somos referência mundial no acolhimento de refugiados, sobretudo no continente sul-americano, recebendo grande número de venezuelanos que emprestam a sua força de trabalho e o seu conhecimento para a construção do nosso país”, afirmou o secretário Nacional de Justiça, Cláudio de Castro Panoeiro.

Operação Acolhida

O acolhimento aos refugiados da Venezuela é um dos destaques da atuação do Governo Brasileiro, que, em 2018, criou a Operação Acolhida para receber venezuelanos que deixam o país. O Ministério da Justiça reconheceu mais de 46 mil venezuelanos refugiados desde 2019. Somente em 2020, foram mais de 25 mil reconhecimentos.

Apenas até o mês de abril deste ano, cerca de 900 crianças venezuelanas tiveram reconhecida a condição de refugiadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desde 2019, mais de 3 mil crianças venezuelanas obtiveram o reconhecimento.

Coordenada pela Casa Civil, a Operação Acolhida tem três eixos que são: ordenamento de fronteira que prevê documentação, vacinação e operação de controle do Exército Brasileiro; acolhimento, que compreende oferta de abrigo, alimentação e atenção à saúde; e a interiorização, com o objetivo de inclusão socioeconômica.

Quase 53 mil refugiados e migrantes venezuelanos já foram interiorizados e acolhidos em mais de 670 municípios brasileiros após chegarem ao Brasil em busca de um futuro melhor com emprego e acesso a serviços de educação e saúde.

As ações têm a participação de 11 ministérios, organizações da sociedade civil e organismos internacionais.

Quem pode ser considerado refugiado

A lei brasileira de refúgio define que é refugiada a pessoa que, devido a fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora do país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país.

Aquela que, não tendo nacionalidade e estando fora do país onde antes teve a residência habitual, não possa ou não queira regressar a ele, em função das circunstâncias anteriores. E que, devido a grave e generalizada violação de direitos humanos, é obrigada a deixar o país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país.

Apoio aos refugiados no Brasil

No Brasil, o Governo Federal tem atuado no apoio aos refugiados. Nos últimos anos, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu mais celeridade ao atendimento desses casos.

“Nos últimos três anos, de 2019 a 2021, dentro deste Governo e desta gestão, o Conare teve a felicidade de decidir em torno de 100 mil pedidos de refúgio que foram apresentados ao Estado Brasileiro, dos quais cerca de 50 mil pessoas foram reconhecidas como refugiadas”, ressaltou o Secretário Nacional de Justiça, Cláudio de Castro Panoeiro.

“Desde o final do Século 19, o Brasil vem recebendo estrangeiros por diferentes motivos, que decidem optar por morar no nosso país. No início do século 21, nós confirmamos uma vez mais a nossa vocação com o acolhimento do fluxo venezuelano”, completou o secretário.

Conheça mais histórias de pessoas acolhidas pelo Governo Brasileiro nas redes sociais do SecomVc no FacebookInstagram e Twitter.

Presidente Alex Redano acompanha trabalho do Governo para a retomada das cirurgias eletivas

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Deputado fez indicação para a retomada dos procedimentos e tem tratado da questão com o Governo
O presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), comemorou a retomada das cirurgias eletivas de menor risco, após o Governo acatar sua indicação e editar novo decreto permitindo já de imediato alguns procedimentos.

“Apresentei indicação parlamentar ao Governo, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), para que fosse autorizada a retomada das chamadas cirurgias eletivas e também de exames, para reduzir uma grande fila de espera de pacientes que se acumulou nesse período de pandemia. E o Governo nos atendeu e está voltando aos poucos esses procedimentos”, destacou Redano.

Alex Redano agradeceu ao governador Marcos Rocha e ao secretário da Sesau, Fernando Máximo, por terem editado o novo decreto. “As cirurgias eletivas foram suspensas, tanto na rede pública quanto na rede privada. Isso gerou uma fila de espera enorme e, em alguns casos, acabou tornando o que antes era uma simples cirurgia, num problema mais grave e complexo. Mas, com a sensibilidade do governador e do secretário, estamos retomando as cirurgias de forma gradual e com todos os cuidados”, completou Redano.

Novo decreto

Na semana passada, o Governo publicou o Decreto nº 26.134, que determinou novas medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e também serviu de base para a elaboração de um plano de retomada gradual das cirurgias eletivas e de exames.

O novo decreto já estipula que fica permitida a realização imediata de cirurgias eletivas que não necessitem de reserva de leito de UTI para o pós-operatório, procedimentos que não utilizem anestesia geral ou materiais e medicamentos do chamado “kit intubação”.

Mas, as demais cirurgias eletivas, que não se enquadrem nesse modelo, deverão aguardar mais 30 dias para que seja elaborado um plano estadual de retomada integral dos procedimentos.

Em Rondônia, as duas unidades estaduais de saúde que realizam cirurgias eletivas são o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, e o Hospital de Urgência e Emergência Regional (Heuro), em Cacoal.

 

Texto: Assessoria

Copom: Inflação persiste, mas economia evolui mais que o esperado

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Moeda Real

Ata da reunião do comitê da semana passada foi divulgada hoje

Copom elevou a Selic

“Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real”, informou a autoridade monetária ao divulgar a ata da reunião realizada na semana passada pelo comitê.

Apesar da persistência inflacionária apontada, o BC prevê uma “evolução mais positiva do que o esperado” para a economia brasileira, conforme vem sendo identificado nos indicadores recentes que mostram “revisões relevantes” nas projeções de crescimento. Com isso, acrescenta a ata, “os riscos para a recuperação econômica reduziram-se significativamente”.

No cenário externo, a ata registra que estímulos fiscais e monetários em alguns países desenvolvidos têm promovido ”uma recuperação robusta da atividade econômica”, o que corrobora para um cenário mais otimista nesses países.

“No cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de US$/R$ 5,052, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,8% para 2021 e 3,5% para 2022”, diz a ata.

Levando em conta esse cenário, o Copom prevê uma trajetória de juros que se eleva para 6,25% ao ano em 2020 e para 6,5% ao ano, em 2022. “As projeções para a inflação de preços administrados são de 9,7% para 2021 e 5,1% para 2022. Adota-se uma hipótese neutra para a bandeira tarifária de energia elétrica, que se mantém em ‘vermelha patamar 1’ em dezembro de cada ano-calendário”, complementa.

Na avaliação do BC, manifestada semana passada pelo Copom, foi dito que o cenário indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro, de forma a mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. “Não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”, complementa a nota.

Para a próxima reunião, a expectativa é de “continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude”. O comitê, no entanto, ressalta que uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte “pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

Trajetória

Com a decisão, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

O centro da meta inflacionária, definida pelo Conselho Monetário Nacional, está em 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

 

Agência Brasil