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Rondônia recebe remessa de 40,5 mil doses de vacinas contra a covid-19 do Ministério da Saúde

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O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), recebeu do Ministério da Saúde, nesta terça-feira (27), em Porto Velho, mais uma remessa com 40,5 mil doses de vacinas contra a covid-19, que fazem parte do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. Deste total, 32,4 mil são da CoronaVac; 600 monodose do mesmo imunizante e 7,5 mil da AstraZeneca.

Doses da CoronaVac contemplam a faixa etária de 49 a 45 anos, 1ª e 2ª doses. Já as doses da AstraZeneca se destinam às pessoas com comorbidades e portadoras de alguma deficiência

Diretor-geral da Agevisa, Gregório de Lima, pede à população para receber 2ª dose

No ato de entrega dos imunizantes, o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, pediu para as pessoas que receberam a 1ª dose, que procurem as unidades de saúde para receber a 2ª dose. “Ainda estamos em estado de alerta, por isso é  preciso completar o ciclo, e todos têm direito a recebê-la nos postos de saúde. Ainda há doses a serem administradas, não podemos interromper o trabalho. Vacinar é a medida preventiva para se reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos”.

Segundo Gregório de Lima, Porto Velho no momento vacina pessoas com 30 anos, enquanto seis municípios do interior já vacinam jovens de 18 anos. Ele estima que até o bimestre setembro-outubro deste ano todos tenham recebido a 1ª dose.

O Governo Federal já enviou a Rondônia 1,14 milhão de vacinas, das quais, 457,7 mil da AstraZeneca; 422,3 mil da CoronaVac; 139,2 mil da  Pfizer; e 34,5 mil da Janssen.

Gregório de Lima orientou ainda para que sejam mantidas as medidas de prevenção: uso de máscara, distanciamento social, etiqueta respiratória, e higienização das mãos e de objetos de uso pessoal.

“A Agevisa reforça a todos que receberam a 1ª dose para receberem a 2ª da mesma vacina, fechando a cerca protetora para se chegar a 70% da população imunizada no Estado”, disse Gregório.

RANKING DE DISTRIBUIÇÃO

Em 19 de julho, o Estado classificava-se em quarto lugar no ranking nacional de distribuição. Segundo explicou o coordenador de Imunização da Agevisa, Ivo Barbosa, da Rede de Frio, as vacinas são embarcadas às Regionais da Agência no interior, sob rigorosa logística e cuidado na manutenção da temperatura das doses.

UNIFACIMED fecha parceria com Deputado Estadual Cirone Deiró

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Parceria visa beneficiar a população de Cacoal e região com novos projetos

O UNIFACIMED recebeu, no último dia (12), a visita do Deputado Estadual de Rondônia, Cirone Deiró. Durante o encontro com a diretora do Centro Universitário, Adriele Fontes, foram tratadas várias demandas e novos projetos do UNIFACIMED que poderão contar com a colaboração do deputado e que beneficiarão a população de Cacoal e região.

Serão ações sociais focadas tanto na zona urbana quanto rural do município, além de programas de inclusão social de mães e crianças portadoras de necessidades especiais.

Durante a reunião foram abordadas as possibilidades de condições especiais para a formação e qualificação do homem do campo por meio dos cursos de Medicina Veterinária e Agronomia. O deputado enfatizou a necessidade e importância destes dois cursos para a população de Rondônia.

“Para a Instituição é fundamental a parceria com o deputado Cirone, que é um legítimo representante do povo e empresário da cidade de Cacoal e sempre esteve envolvido em ações sociais, com seu apoio, poderemos buscar caminhos para contribuir e beneficiar cada vez mais a população de Rondônia”, destacou a gestora do UNIFACIMED, Adriele Fontes.

O deputado também colocou em pauta o grande número de jovens, adultos e idosos que ainda não tiveram acesso à educação básica e até mesmo a alfabetização, solicitando a parceria do UNIFACIMED. A Instituição então, ouvindo a solicitação e entendendo a realidade de muitos, colocou à disposição o curso de Pedagogia para execução do projeto.

“Reforçamos aqui nosso compromisso de contribuir para que o UNIFACIMED continue sendo referência no ensino superior de qualidade e na pesquisa em todo estado e país”, declarou o parlamentar.

Seis municípios rondonienses recebem fiscalização do Ipem; medidas beneficiam consumidor

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O Governo de Rondônia, por meio do Instituto de Pesos e Medidas de Rondônia (Ipem), realizou mais uma semana de fiscalização pelo interior do Estado. No balanço geral da operação, foram fiscalizados 213 instrumentos, sendo 129 bombas medidoras de postos de combustíveis e 84 balanças comerciais. Após a vistoria, 17 instrumentos foram reprovados. As ações foram acompanhadas pelo presidente do Ipem, Aziz Rahal Neto, e pelo diretor técnico do órgão, Waldir Tschurtschenthaler Costa.

A atividade tem o objetivo de evitar que o consumidor seja prejudicado no ato da compra de produtos, seja em supermercados, postos de combustíveis e demais estabelecimentos comerciais.

“O trabalho segue com nossas equipes de fiscalização desenvolvendo ações rotineiras por todo Estado, com o intuito de garantir que se cumpram as normas do Instituto Nacional de Metrologia e Tecnologia (Inmetro). Dessa forma garantimos uma maior segurança na concorrência entre as empresas e o consumidor”, pontuou Aziz Rahal Neto.

Ao todo, foram visitados seis municípios: Alto Alegre dos Parecis, Alto Paraíso, Ariquemes, Castanheiras, Ouro Preto do Oeste e Rolim de Moura.

As fiscalizações do Instituto cumprem todos os requisitos de segurança contra a covid-19, com as equipes mantendo o distanciamento necessário com a utilização de máscaras e aplicação de álcool em gel.

O consumidor que encontrar, ou suspeitar de alguma irregularidade, pode informar à Ouvidoria do Ipem, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 647 7277.

Ações integradas com reforço da Força Nacional resultam em apreensões, prisões e multas ambientais em Rondônia

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Em pouco mais de um mês de atividades, a “Operação Rondônia”,  já resultou na apreensão de sete armas de fogo, cinco prisões em flagrantes e, pelo menos 400 abordagens a veículos (carros e motos), com estrutura da Segurança Pública envolvendo a Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e com reforço da Força Nacional que está atuando no Estado com militares designados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As ações desencadeadas pelas forças de Segurança Pública reforçam o compromisso do Governo de Rondônia para prevenir e reprimir as ações violentas ao patrimônio e à população. As medidas adotadas neste momento, têm como um dos focos a garantia da paz no campo, com ações que também podem ser desenvolvidas em qualquer outra atividade policial.

Conforme dados colhidos pelo Poder Executivo, até a última segunda-feira (26), além das abordagens a veículos, quatro embarcações foram vistoriadas. No total, até a data citada, um quantitativo de 825 pessoas foram abordadas para averiguação. Durante as atuações, foi identificado um foragido da Justiça, além de outras sete prisões realizadas.

Força Nacional tem atuado em vários estados do Brasil

Até o momento de atividades policiais da “Operação Rondônia”, foram efetuadas dez fiscalizações ambientais e mais de R$ 1,5 milhões em multas já aplicadas.

Vale destacar que o reforço da Força Nacional foi solicitado pelo próprio governador Marcos Rocha durante reunião realizada em abril deste ano ao Ministério da Justiça, em Brasília (DF).

Desde 21 de junho, a Força Nacional está efetivamente com um contingente atuando em conjunto com as forças de Segurança Pública do Estado, visando o apoio no atendimento a crimes de qualquer ordem, tanto no campo quanto em áreas urbanas, principalmente homicídios, porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

A permanência da tropa foi autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pela Portaria 235, de 14 de junho, com ações de preservação da ordem pública pelo prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

No momento da apresentação do efetivo da Força Nacional, o gestor da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania do Estado de Rondônia (Sesdec), José Hélio Cysneiros Pachá, reforçou que  os policiais foram designados para garantir o aumento da capacidade de policiamento rural da Polícia Militar e outras missões que forem necessárias.

Na ocasião, o comandante da Força Nacional em Rondônia, major Inácio Delgado, deixou claro que a atuação da tropa é dinâmica e se desloca pelo país de acordo com a necessidade e as demandas repassadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Procon alerta consumidores de Rondônia sobre cuidados que devem ser mantidos contra golpes nas redes sociais

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O Governo de Rondônia, por meio do Programa de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon), alerta sobre aumento no número de vítimas que têm caído em golpes ocorridos através de aplicativos de mensagens e redes sociais. Pelo menos duas empresas do Estado tiveram o perfil clonado e lideram o número de reclamações.

De acordo com o coordenador Estadual do Procon, Ihgor Rego, as empresas entraram em contato com o órgão após perceberem que tiveram seus perfis clonados nas redes sociais. Uma delas fez um alerta em sua página oficial depois de tentar, por várias vezes, denunciar o perfil fake sem sucesso e por isso pediu orientação ao Procon.

“A fraude começa com a criação de um perfil falso, onde o grupo de estelionatários se passa pela verdadeira empresa e entra em contato com as vítimas oferecendo benefícios. Uma dessas empresas sediadas em Porto Velho é do ramo hoteleiro e o perfil falso oferecia diárias de presente, mas em troca a pessoa deveria enviar um código que aparecesse na tela. Ao enviar o código o consumidor tinha o aplicativo de mensagens clonado e liberava todo o acesso aos dados. Com o aplicativo clonado os estelionatários começavam a pedir dinheiro aos amigos da vítima”, explica o coordenador.

O GOLPE

Pelo menos cinco consumidores já procuraram o Procon depois de caírem no golpe e foram encaminhados a Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor e Defraudações (Deconde) para apuração por se tratar de crime.

“A clonagem de número de telefone em aplicativos de mensagens é um dos golpes mais comuns e que vem aumentando cada vez mais nos últimos anos”, alerta o coordenador.

Duas empresas do Estado tiveram o perfil clonado e lideram o número de reclamações no Procon em Rondônia

Ihgor Rego explica ainda que os golpistas têm diversos meios de conseguir o número da vítima e clonar esse aplicativo de mensagem mais usado hoje em dia. O mais usual é quando o número da vítima é retirado de anúncios em plataformas de sites de compras ou anúncios públicos em redes sociais.

Através disso, as vítimas recebem um torpedo de SMS no qual consta um código de seis dígitos. Depois disso, o golpista se passa por funcionário da plataforma de anúncio e solicita este código, alegando que isso é necessário para ativar o anúncio. Outras vezes alegam que houve duplicidade de anúncio, com valores diferentes. Para isso solicitam a verificação da vítima com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço) e finalizam solicitando o código que a vítima recebeu em seu celular.

O código é uma verificação e não deve ser repassado a terceiros. O golpista digita o número de celular da vítima no celular dele para ativar o aplicativo. Este código foi enviado para o celular da vítima. É por este motivo que o bandido solicita o código, pois diz ser um passo necessário para habilitar o anúncio, induzindo a vítima a fornecê-lo. Com esse código em mãos, o golpista desvia o aplicativo da vítima para o que foi instalado no celular dele e a vítima perde o acesso ao aplicativo.

A partir disso, o falsário conversa com os amigos da vítima, se fazendo passar por ela, fala que está sem dinheiro, com algum problema na conta ou cartão de crédito bloqueado e solicita dinheiro emprestado, se comprometendo a pagar no dia seguinte. Os amigos da vítima, acreditando estarem falando com pessoas de sua confiança, acabam transferindo o dinheiro para a conta bancária informada, que normalmente é de algum laranja. Assim que a transferência é feita, eles também se tornam vítimas do golpe e, na maioria das vezes, só percebem se tratar de outra pessoa quando já realizaram o depósito.

COMO IDENTIFICAR A FRAUDE

Depois de clonar o aplicativo. o falsário passa a pedir dinheiro aos amigos da vítima

O golpista cria uma conta falsa na rede social com todas as informações e imagens do perfil original da empresa, um clone quase perfeito, exceto pelo nome usado na extensão do endereço. Com a página fake no ar, os golpistas começam a entrar em contato com potenciais vítimas do golpe, dizendo que analisaram o perfil dela e oferecendo vantagens. Mas atenção, em alguns casos os golpistas tem conseguido fazer até a verificação da conta, identificada por um selo azul.

COMO EVITAR CAIR NO GOLPE

Para evitar cair nesse golpe é muito importante habilitar a confirmação em duas etapas do aplicativo de mensagens. Basta clicar em ‘Configurações/Ajustes’, depois em ‘conta’ e em seguida em ‘confirmação em duas etapas’, depois é só habilitar senha de 6 dígitos numéricos. Caso já tenha enviado o código para alguém e caído no golpe, é preciso enviar um e-mail para o suporte do aplicativo pedindo desativação temporária de sua conta e explicando o que aconteceu.

COMO DENUNCIAR PERFIS FALSOS

Se você encontrar uma conta que acredite estar se passando por uma pessoa, marca ou organização, denuncie.

  • Toque em  “…” na parte superior direita do perfil
  • Toque em Denunciar
  • Selecione “O conteúdo é inadequado” e, depois, “Denunciar conta”
  • Selecione a opção “Está fingindo ser outra pessoa”
  • Indique se a conta falsa está fingindo ser você, uma pessoa conhecida ou uma celebridade/figura pública. No caso de perfis verificados, você pode indicar qual o perfil legítimo que a conta falsa está fingindo ser. 

    É importante habilitar a confirmação em duas etapas do aplicativo de mensagens

COMO RECUPERAR SUA CONTA

O primeiro passo para recuperar a conta é solicitar a verificação via SMS. Reinstale o aplicativo de mensagem e entre com seu número de telefone e confirme o código de seis dígitos que você receberá via SMS. Dessa forma, qualquer indivíduo que estiver usando sua conta será desconectado automaticamente.

Notifique amigos e família. Muitos golpistas usam sua lista de contatos para solicitar informações sigilosas e pedir depósitos em dinheiro. Se sua conta for violada, entre em contato com pessoas próximas para avisar sobre o ocorrido. No caso de uma pessoa supostamente conhecida solicitando dinheiro, é recomendável entrar em contato por telefone para confirmar a autenticidade do pedido.

Entre em contato com a equipe de atendimento do aplicativo enviando um e-mail em português, com assunto como “Conta clonada/roubada” contendo o número em formato internacional (+55 DDD …). Descreva o ocorrido com o máximo de detalhes possível no corpo do e-mail.

REGISTRAR OCORRÊNCIA

Para apuração de denúncias, ligue 197 ou 98439-0102 da Polícia Civil e o boletim de ocorrência em Rondônia deve ser registrado como estelionato pela internet na página da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.

Inscrições para o processo seletivo de bombeiros civis voluntários em Rondônia são prorrogadas

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Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), prorrogou, até quinta-feira (29), o Processo Seletivo para bombeiros civis voluntários que irão atuar no combate aos incêndios florestais em todo o Estado. Podem participar do processo seletivo pessoas físicas com idade entre 18 e 59 anos com Curso de Formação de Bombeiro Civil.

Os interessados devem acessar o Edital nº 27/2021 que contém as informações necessárias relacionadas ao processo seletivo. A inscrição deverá ser realizada no Portal de Processos Seletivos do Governo do Estado de Rondônia, através do link que disponibiliza o Edital e a Ficha de Inscrição que deverá ser preenchida com dados pessoais do candidato e demais informações.

Será considerado efetivamente inscrito o candidato que, após ter realizado o preenchimento do formulário de inscrição conforme o Edital, tiver sua inscrição homologada pelo titular da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) divulgada no portal e no Diário Oficial do Estado, nas datas estabelecidas.

DAS VAGAS

São ofertadas 62 (sessenta e duas) vagas para o serviço voluntário no âmbito Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) no Interior do Estado de Rondônia, além de 62 (sessenta e duas) vagas para cadastro de Reserva.

As vagas estarão disponíveis para os municípios Vilhena, Cerejeiras, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Rolim de Moura, Cacoal, Ji-Paraná, Ouro Preto, Jaru, Machadinho, Buritis e Porto Velho.

Rondônia lidera produção de gado na Amazônia, sem vacinação e de modo sustentável

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Com mais de 15,1 milhões de cabeças de gado no pasto, o Estado de Rondônia é a grande potência produtiva de carne e derivados na Amazônia, e desponta em primeiro lugar no ranking nacional de produtores em área livre de febre aftosa sem vacinação. Este desempenho é um reconhecimento ao esforço do Governo de Rondônia no seu projeto de desenvolvimento sustentável para o setor, por meio da Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron).

Consciente da grandeza do setor produtivo primário e entusiasta dos projetos do Governo para incentivar a produção de carne, leite e derivados, o governador Marcos Rocha enaltece o trabalho de sua equipe na promoção de medidas de apoio, incentivo e orientação técnica que têm contribuído para a expansão equilibrada da fronteira agropecuária, de modo especial a bovinocultura que, como atividade econômica, está segurando o campo com geração de emprego e renda, e de riqueza econômica, eis que é item fundamental na pauta de exportações do Estado de Rondônia.

EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

De acordo com o médico veterinário Fabiano Alexandre dos Santos, gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Animal da Agência Idaron, muitos fatores contribuíram para este reconhecimento de Rondônia como líder de produção de gado na Amazônia com a segurança sanitária legal e necessária, sem vacinação, que abriram as portas do Estado para o mundo.

Nesta perspectiva, Rondônia exporta praticamente toda de sua produção, 76 milhões de toneladas de carne por trimestre, que tem um efeito de US$ 329 milhões (dólares) no mesmo período na balança comercial do Estado, constituindo no cômputo anual um total de US$ 1,3 bilhão com a exportação de 304 milhões de toneladas de carne, segundo dados do Núcleo de Agrodados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Atualmente, Rondônia tem 15,1 milhões de cabeças de gado no pasto

O dirigente da Idaron lembra que desde 2003, quando o Estado de Rondônia foi declarado livre da febre aftosa, com vacinação, foi constatado um impulso considerável na produção de bovinos, e que neste processo, alguns fatores foram decisivos. Segundo ele, com o aumento da procura da carne de Rondônia a agropecuária tradicional passou por uma grande transformação, que exigiu o emprego de tecnologia reprodutiva para geração de animais de alta performance – precocidade, acabamento e carcaça – e de tecnologia de manejo de pastagem e nutrição, entre outros que foram decisivos na conquista de novos mercados pelo mundo.

Para Fabiano Santos, outro fator que foi um divisor no desempenho da produção bovina rondoniense foi a ação do Governo de Rondônia. Neste projeto de apoio e incentivo aos produtores rurais – na agricultura e pecuária, o Poder Executivo se esmerou nas orientações para uma produção sustentável, sem agressão à natureza e com o aproveitamento dos recursos disponíveis. Dessa forma, foram evitadas abertura de novas áreas para a agricultura e pecuária, com o consequente aproveitamento das áreas degradadas, encapoeiradas, que foram destocadas, limpas, tratadas e recompostas para plantação de lavouras e pastagens, resultando na ampliação da área produtiva e nos níveis de produtividade da agropecuária.

Segundo ele, aliado a todos esses fatores, um outro aspecto foi decisivo e marcou a vocação produtiva rondoniense para a pecuária, já em 2003, especialmente, com a declaração do Estado de Rondônia como zona livre de aftosa com vacinação, e daí para frente o rigor da fiscalização e controle da doença até chegar à condição de zona livre da aftosa sem vacinação.

Fabiano Santos destaca também as iniciativas de industrialização – a instalação de grande plantas frigoríficas e de laticínios neste período em todas as regiões do Estado, que impulsionaram positiva e concretamente os níveis da produção e as exportações rondonienses.

Vale observar que neste universo produtivo do setor pecuário, a produção leiteira também foi impulsionada, e já chega em 2021 com uma perspectiva de produção de nada menos de 700 milhões de litros de leite, marcada por uma produção trimestral de 176 milhões de litros, que são consumidos internamente, exportados ou transformados pelas indústrias em queijos, doces, iogurtes, etc, e que também resultam em divisas para o Estado.

Para Fabiano Santos, mais importante é o exemplo que Rondônia passa para o mundo, de que é possível, com boa vontade e política pública dirigida – mérito do Governo de Rondônia, produzir alimentos com qualidade e quantidade de modo sustentável, sem prejuízos ou danos ao meio ambiente. “O Estado se destaca porque o Governo do Estado se esforça e adota medidas concretas para seu desenvolvimento sustentável”, finaliza.

Governo de Rondônia faz abertura da colheita de algodão no Estado; cultura já ocupa cerca de 11 mil hectares

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O Governo de Rondônia fez na sexta-feira (23) a abertura da colheita de algodão da safra 2021. O ato ocorreu na maior fazenda produtora da cultura no Estado, localizada no município de Vilhena. A produção estadual já ocupa cerca de 11 mil hectares, fortalece a economia sustentável e a empregalidade proviniente dos negócios do campo.

O Estado é considerado extremamente vantajoso para a produção do agro, onde a cultura de algodão encontra condições para se desenvolver, com um clima favorece a abundância de chuvas, bem como a localização estratégica que permite abastecer o mercado interno e externo; e também as ações de apoio desenvolvidas pelo Governo de Rondônia.

“Rondônia é um Estado que está cada vez mais se desenvolvendo, tem vocação para o agronegócio e é vantagem produzir aqui. Hoje nós temos um vasto plantio de soja, milho, café, várias culturas que estão se fortalecendo, a exemplo também do algodão que está no período de colheita. São as nossas riquezas do campo e o Governo de Rondônia tem dado apoio do pequeno ao grande produtor para que cresçam ainda mais”, afirma o governador Marcos Rocha.

Governador Marcos Rocha confere beneficiamento do algodão

Essa aproximação entre o Governo do Estado e os produtores contribui para que a produção agrícola dispare em Rondônia. De acordo com o gestor da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, o valor bruto da produção saltou de R$ 9.8 bilhões em 2019 para R$ 19.3 bilhões em 2021. “E o algodão é mais uma commodities que o Estado coloca no mercado mundial”.

O presidente da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), Luciano Brandão, reforçou que o Estado tem condições e ações de políticas públicas voltadas a ajudar o pequeno, o médio e o grande produtor, o que tem refletido neste bom desempenho da produção no campo.

COLHEITA

Na fazenda, o governador Marcos Rocha conferiu a movimentação das colheitadeiras em uma imensidão de terra que ocupa a lavoura de algodão. Ele ainda visitou a beneficiadora da matéria-prima, onde a pluma é separada do caroço. E a qualidade da produção é avaliada.

De acordo com o gerente da fazenda, Márcio Gomes, a safra 2021 ocupou 5.790 hectares. Ele já prevê o crescimento da lavoura para 6.050 hectares na próxima safra e possui a capacidade de expansão para até oito mil hectares. “Parte desta produção gera a pluma que é destinada ao mercado externo, principalmente a China, e outra parte, é o caroço que fica no mercado interno como fonte de alimento para a pecuária”.

Em Rondônia, lavoura de algodão ocupa cerca de 11 mil hectares

Na fazenda, são adotadas boas práticas de produção, com consideração ao meio ambiente para gerar produções sustentáveis. A qualidade do algodão têm alcançado padrão elevado e serve de matéria-prima para fabricação de tecidos finos.

Márcio explica que a produção de algodão possui alta rentabilidade e empregabilidade. A fazenda emprega cerca de 150 pessoas, mas também contribui com a geração de mais postos de trabalho com movimento de toda a cadeia de serviços até o produto chegar ao consumidor.

“Um grande fator positivo para a produção de algodão em Rondônia é o clima. Com abundância de chuvas nós temos uma produção excelente. Além disso temos mercado para nossa produção de caroço por ser um estado do agronegócio, a ainda estamos em uma localização estratégica em relação ao mercado exterior. Eu tenho muito orgulho de Rondônia, é um Estado de oportunidades, onde o agronegócio tem uma diversificação muito ampla. Tenho certeza que o Rondônia vai crescer ainda mais”, considera o gerente.

Reunião Técnica une produtores, técnicos e instituições em prol do maracujá

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O maracujá foi o centro das atenções em dois dias de Reunião Técnica realizada nos dias 22 e 23 de julho de 2021, na Embrapa Agropecuária Oeste. No evento, foram convidados produtores e técnicos. Como foi presencial, uma parte dos convidados participou no primeiro dia e a outra no segundo. Todas as recomendações do protocolo da Covid-19 foram seguidas.

A reunião foi uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e a Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf) e teve apoio do Senar/MS, Sebrae, Apoms e UFGD. Guilherme Cardoso Oba, engenheiro agrônomo do Departamento de Produção da prefeitura municipal de Dourados, representou o secretário da Agricultura Familiar, Ademar Zanatta. Ele relatou que foi estabelecido um plano de trabalho para diversas culturas e que o começo está sendo com o maracujá. “Estimular horticultura não é fácil, é um trabalho árduo, mas começa aqui com o trabalho dos produtores por meio das instituições”, disse Oba. No segundo dia, o secretário Zanatta fez a abertura do evento – confira o áudio no fim da matéria. Confira o áudio também do chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira.

O evento começou com a apresentação de Ivo de Sá Motta, pesquisador em horticultura sustentável, da Embrapa Agropecuária Oeste, com o tema “Produção sustentável de maracujá azedo (amarelo) – práticas agrícolas iniciais”. Segundo ele, o objetivo geral do projeto é contribuir para fortalecer a cadeia produtiva da horticultura (maracujá azedo) em sistemas de produção sustentáveis de Mato Grosso do Sul. “Pretendemos fazer mais três ou quatro videoconferências ao longo do ciclo da cultura para que a gente possa passar em cada etapa as questões mais importantes para os produtores”.

Segundo o pesquisador, os plantios comerciais são baseados em maior parte no maracujá azedo. Para mostrar a diferença de produtividade de maracujá, Motta comparou Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Pelo IBGE de 2019, MS teve uma área 33 ha, produção de 378 toneladas e produtividade de 11,45 ton/ha, abaixo da média nacional. Já Santa Catarina possuía área de 1891 ha, produção de 44.934 toneladas e produtividade de 23,76 t/ha

Sobre as doenças, quanto menos poda, menos se expõe o maracujazeiro a doenças. Só a poda inicial de formação. Mas a virose do endurecimento do fruto é a mais importante, causada pelo vírus CABMV, transmitida pelos pulgões. “Ela acabou com o plantio em muitos estados. Porém, a partir de pesquisas, desenvolveu-se tecnologia para conviver com a cultura”, falou.

O ponteiro da fruta começa a amarelar, com bolhas nas folhas, o albedo da fruta fica espessa, com manchas. “Essa doença já está presente em nosso estado, mas é relativamente baixa ainda. Pesquisadoras da Agraer/Cepaer de Campo Grande, Olita Salati Stangarlin e Aline M. A. Cezar, identificaram a doença aqui no estado. Mas a doença ainda não se manifesta plenamente. Se alguém identificou é interessante que nos comunique. A tendência é que ao aumentar o plantio, ela apareça. A ideia é entrar com a tecnologia já”, alertou.

O modelo tecnológico proposto para o maracujazeiro segue vários passos, como instalar a barreira vegetal, que deve entrar antes da cultura (contorno da área com capim elefante), vai funcionar como um filtro; renovação anual de pomares com período de vazio sanitário em julho (30 dias). “Se quiser produzir em escala, esse modelo tecnológico está sendo plenamente adotado em Santa Catarina”, afirmou Motta.

Seguindo o modelo, fazer a produção de “mudão” em ambiente protegido (em estufas com telado anti-afídeos, antecâmara e cobertura plástica). A semeadura deve ser realizada entre março e abril e o plantio das mudas de porte alto em agosto-setembro; manter a cobertura de solo (entrelinhas vegetadas), realizar o roguing que é a eliminação de plantas sintomáticas; evitar a disseminação da doença por ferramentas ou pela mão; e fazer a adubação equilibrada (planta bem nutrida é mais resistente, principalmente a doenças).

Motta mostrou quais são as etapas para conversão do sistema de produção convencional para o sistema de produção sustentável: procurar, em primeiro lugar, reduzir o número de agrotóxicos. Depois, substituir defensivos químicos por biológicos, extratos vegetais e caldas; redesenhar os sistemas produtivos: barreiras vegetais, solo vivo (práticas de controle da erosão, cobertura do solo (viva ou morta) e matéria orgânica do solo).

Para formar mudas, o que estão propondo são mudas com 100 dias. “É o ideal, porque ela vai com porte menor. Vamos recomendar o plantio mais cedo, a partir de agosto. Semeadura em março e abril no viveiro”, explicou.

Já a preparação da área leva em consideração os seguintes aspectos: eliminar plantas velhas em áreas próximas; evitar baixadas, porque o maracujá não tolera geadas; evitar solos encharcados, porque causa doença radicular; buscar local ensolarado; evitar proximidade do maracujazeiro doente e de áreas com nematoide; coletar amostras de solo para recomendação de calagem e adubação, fazer barreira vegetal: prática fundamental da sanidade da cultura, realizar o controle preventivo de doenças e pragas. “A qualidade da muda começa pela semente, depois do substrato e aquisição de mudas saudáveis (tipo mudão) são fundamentais”, disse. Fazer o sistema de condução em espaldeira (latada como uma possibilidade futura) também faz parte do preparo.

Para o manejo ecológico do solo, é necessário calagem após análise do solo, terraceamento em nível, preparo correto do solo, sulcos em nível ou covas, adubação da cova ou sulcos, aporte de matéria orgânica ao solo com plantas de cobertura, adubos verdes, estercos, compostagem, vermicompostagem e restos culturais e agroindustriais.

Atualmente, o espaçamento adensado é mais adotado em função do ciclo anual da cultura. Entre plantas, adota-se 2,5m. Entre linhas, o mínimo é de 2,5m para cultivos conduzidos manualmente. Em cultivo mecanizados, deve ser adotado de 3m a 3,5m.

Atentar para as datas: época de plantio: semeadura: março, abril, maio. Vazio sanitário: julho Plantio (transplante) em agosto e setembro. Produção: dezembro a junho.

Quanto ao controle de plantas daninhas, são necessárias capinas superficiais, cobertura morta ou plástica (nas plantas), vegetação espontânea ou adubação verde nas entrelinhas, roçada nas entrelinhas e evitar ferimentos superficiais do sistema radicular. Já para o controle de pragas e doenças, entre eles estão o plantio de barreira vegetal, uso de mudas saudáveis e de boa procedência, rotação de culturas periodicamente, manejar corretamente a irrigação, entre outras ações.

O engenheiro agrônomo da prefeitura de Dourados, Guilherme Oba, falou sobre a irrigação. Segundo ele, a demanda hídrica da cultura é de 2700 mm/ano/cultura. Anualmente, em média a chuva em Dourados é de 1400mm, o que mostra a necessidade de irrigação do maracujazeiro. Na fase de desenvolvimento vegetativo (fase I), que corresponde a 0 a 90 dias após transplantio, há a necessidade de irrigar 2,9 L/planta/dia. Na fase de floração, frutificação e produção (90 a 300 dias após o transplantio) (fase II), deve-se irrigar com 23,4 L /planta/dia. No final da produção (300 a 360 dias após o transplantio) (fase III), a recomendação é irrigar 14,5 L/planta/dia.

“A irrigação por gotejamento é o mais recomendado por trazer maior eficiência de uso da água, é um tipo de irrigação que exige baixa pressão de trabalho, causa menor incidência de doenças e plantas daninhas”, disse Oba.

O custo de irrigar não é maior para o maracujá, porque há um espaçamento grande de linhas laterais. A desvantagem é que a filtragem é rigorosa.

Ele exemplificou o manejo da irrigação em uma área de 100 plantas de maracujá, com gotejador de 4,8 L/hora, sendo que são usados dois e a planta no meio, e irrigação em área total uma vez ao dia. Na Fase I, o consumo por dia é de 2,9 L/planta. Isso dá um total de tempo de irrigação de 18 minutos e consumo de 290 L/dia. Na Fase II, o consumo diário por planta é de 23,4 L, com tempo de irrigação de 146 minutos e consumo de 2.340 L/dia. Na fase III, o consumo é de 14,5 L/planta/dia, com tempo de irrigação de 91 minutos e consumo de 1.450 L/dia.

Em seguida, falou o técnico do Senar, Eduardo Soares Neves, apresentando “Maracujá amarelo: cultivo racional e lucrativo”. Ele contou um pouco da experiência que têm no Assentamento Guanabara, a 80 km do município de Amambai, MS. O perfil dos produtores é que são da agricultura familiar, atividade principal é a bovinocultura de leite, quem faz a gestão da propriedade é o casal, a área costuma ter 20 hectares e algumas propriedades são arrendadas e vendidas.

Escolheram o maracujá por ser de ciclo curto, é rentável em pequenas áreas e possui mercado consumidor para atender. São 12 os produtores do assentamento, com uma média de 200 plantas por produtores. Produtores com resultado de 40 kg de plantas. “Alguns meses, a produção alcançou 8 mil kg”, afirmou Neves. O mercado consumidor são empresas de polpas, entregam os maracujás em mercados e frutarias e fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O controle de pragas e doenças foi realizado com calda bordalesa, calda sulfocálcica, produtos à base de cobre, com variedades de maracujá resistentes e outros inseticidas orgânicos. No segundo dia, falaram pelo Senar/MS Darlan Flausino, engenheiro agrônomo, e Murilo Endo de Araújo, técnico do campo da Ateg do Senar/MS.

Para conhecer um pouco mais sobre a Associação de Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul (Apoms), o Antônio Paulo Ribeiro, coordenador técnico da Apoms e presidente da Cooperapoms falou aos presentes. A Cooperapoms é o braço comercial da Apoms para incentivar a comercialização. “A matriz da Associação é em Glória desde 2000, nasceu para trabalhar com café na região e, com o tempo, foi aumentando seu leque, com produtores para trabalhar com agroecologia e orgânicos. Parceiros foram fundamentas nesse trabalho, como a Embrapa, a Agraer”, contou Ribeiro.

A partir de 2010, por projetos, ampliou seu trabalho com a equipe e se credenciou como certificadora do sistema Sistema Participativo de Garantia (SPG) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ribeiro falou que a Apoms possui projeto com a Petrobras para fazer articulação com os produtores e dar condições de infraestrutura. “Produzir é fácil, comercializar é difícil. Baixa capacidade de mão de obra, dificuldade de logística. Baixo número de mão de obra nas nossas propriedades é comum. E nossos jovens estão saindo do campo. Por isso a Apoms traz essa preocupação com esse processo de comercialização”, disse.

Sílvia Zoche Borges (DRT-MG 08223) (Colaboração: Kátia Kuratone (DRT/MS 293) Assessoria da Prefeitura Municipal de Dourados)
Embrapa Agropecuária Oeste

Equipes da Energisa já percorreram 21.000 km – metade da circunferência da Terra – para fazer ligações do Programa Luz para Todos

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Há obras em andamento em todas as regiões do estado. Promessa de 6 mil ligações no ano, com investimentos de R$ 90 milhões, será cumprida

 

No início do ano, quando anunciou que faria 6 mil novas ligações no Programa Luz Para Todos (PLPT) em 2021, a área de planejamento da Energisa não contava com o agravamento da pandemia de Covid-19, que impactou deslocamentos de pessoas e materiais para obras. Os percalços, porém, não pararam as equipes. Embora Rondônia tenha uma das menores densidades populacionais do país, com cerca de 7 habitantes por quilômetro quadrado, o que explica o vai e vem obrigatório para alcançar clientes em todos os cantos do estado, estão sendo realizadas cerca de 550 ligações por mês.

O gerente da Energisa responsável pela implementação do programa no estado, Alfredo de Brito, explica que o plano de obras foi definido pelo Comitê Gestor em 2018, a partir de um levantamento realizado em 2016 – antes da pandemia e também da chegada da Energisa em Rondônia. Por isso, um cuidado que a empresa tem tomado é o de mapear todas as regiões próximas daquelas que foram planejadas no passado.

“Muitas vezes, é difícil identificar porque são áreas rurais, uma chácara fica distante da outra, mas se há a previsão de 10 ligações, mas percebemos que pode haver 30, as equipes só saem do local com 100% dos moradores atendidos”, resume, reconhecendo que isso acaba atrasando a abertura de novas frentes de obras. “Mas é mais inteligente garantir que ninguém fique para trás do que ter que voltar depois”, completa.

Com equipes em Porto Velho (distrito de Jacy-Paraná, Linha do Ibama e Nazaré (baixo Madeira); no Cone Sul (Chupinguaia, Corumbiara e Pimenta Bueno); na BR-429 (São Miguel do Guaporé) e em Machadinho do Oeste, Ji-Paraná e Rio Pardo, entre outros locais, Brito fez um balanço do programa, que está em sua 6ª etapa. Veja as principais informações pontuadas por ele:

Cronograma

O programa está na 6ª Tranche (etapa) que foi estabelecida pelo Governo Federal em 2018, com a previsão de 9.675 ligações. Já foram feitas 6.883 em 50 dos 52 municípios rondonienses. As 2.792 ligações que faltam serão entregues até dezembro de 2021.  Acompanhe a evolução do atendimento através do monitor online disponibilizado pela Energisa clicando aqui.

Desafio

As equipes já percorreram 21.000 quilômetros somente na sexta tranche, o equivalente a meia volta ao mundo. Serão necessários mais de 31 mil postes e quase 4 mil quilômetros de cabos, o que daria uma viagem de carro entre Porto Velho e Rio de Janeiro.

Reta final

A 6ª tranche não encerra o programa no estado, mas é um marco importante rumo a universalização da energia elétrica no estado. Para cumprir o compromisso assumido e o plano de trabalho definido pelo Comitê Gestor, estão sendo feitas 550 ligações por mês e o ritmo deve seguir forte até o fim do ano. O investimento de R$ 90 milhões previsto para 2021 é 40% maior do que o realizado em 2020.

Cadastramento

Embora o cronograma de obras do Programa Luz para Todos seja decidido pelo Comitê Gestor a partir dos pedidos que são feitos nas agências e canais de atendimento, acontecia muito de as equipes passarem por uma região e logo depois começarem a aparecer novos pedidos. Por isso, a empresa começou a verificar os cadastros quando chega em uma região.

Atrasos

Além dos novos cadastros, a pandemia limitou a circulação das equipes e atrasou a entrega de alguns materiais. Então, é possível que algumas famílias que estavam previstas para esse ano fiquem para o começo do ano que vem. Aqueles que não serão atendidos em 2021 estão sendo comunicados por correspondência. Quem não receber nenhuma carta, pode esperar que será atendido.

Papel social

O Luz para Todos é um programa que tem um valor social muito grande, que promove desenvolvimento, gera conforto e segurança para as famílias e conta com apoio da Aneel e do Governo Federal. É uma prioridade para a Energisa também.

7ª tranche

Para solicitar a ligação de energia, o proprietário do imóvel, ou representante da comunidade, deve entrar em contato com a Energisa apresentando a documentação necessária e endereços dos interessados. A instalação é gratuita para unidades com carga até 50 kV.  

 

Comitê Gestor

 

O Comitê Gestor Estadual do programa é composto por representantes do Ministério de Minas e Energia, Governo do Estado, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Associação de Prefeitos do Estado e da distribuidora de energia.