Início Site Página 1091

Sancionada lei do Sinal Vermelho contra violência doméstica

0
Projeto foi sancionado pelo Presidente da República para o enfrentamento a agressões físicas e psicológicas sofridas por mulheres

Um X vermelho na mão é um sinal de alerta contra agressões a mulher. E a medida faz parte de lei sancionada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (28). O projeto de Lei 741/2021 define o programa de cooperação Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica como uma das medidas de combate à violência contra a mulher.

A nova legislação também altera a modalidade da pena da lesão corporal simples cometida contra a mulher por razões da condição do sexo feminino e cria o tipo penal de violência psicológica contra a mulher.

A letra X escrita na mão da mulher, de preferência na cor vermelha, funciona como um sinal de denúncia de forma silenciosa e discreta de situação de violência. A ideia é de quem perceber esse sinal na mão de uma mulher que procure a polícia para identificar o agressor.

A medida já conta com o apoio de mais de 10 mil farmácias pelo país e recentemente recebeu a adesão formal do Banco do Brasil. “Não estamos dividindo o país entre homens e mulheres, o que esse X representa é uma conscientização”, disse a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. “É uma Lei que está sendo sancionada, mas que já pegou no Brasil”, complementou.

Com a sanção da Lei, os Poderes Executivo e Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e os órgãos de segurança pública poderão fazer parceria com estabelecimentos comerciais privados para a promoção e a realização do programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica para ajudar a mulher vítima de violência.

Presidente sanciona projeto de lei. Foto: Alan Santos/PR

Denúncia

A comerciária Eva Silva sofreu violência logo após o casamento e sabe a importância que tem a denúncia. Ela passou por agressões físicas e psicológicas, tentativas de assassinato, cárcere privado e até um parto prematuro em que a criança não sobreviveu. Cansada com a violência que aumentava a cada dia, Eva procurou a Justiça. Só assim foi possível afastar o agressor de seu convívio. “Eu aconselho essas mulheres que sofrem violência doméstica que não fiquem caladas, que elas abram a boca, procurem seus direitos, que saiam fora enquanto há tempo”, recomendou.

Para denunciar, existe o Ligue 180 que registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes. O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Grandes operações

Durante o evento, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou que o Conselho Nacional de Segurança vai fazer uma grande operação por ano no enfrentamento da violência contra a mulher. Segundo a ministra, na última grande operação, em março deste ano, foram presos 10.300 agressores de mulheres em todo o país.

Campanha

Campanha do Sinal Vermelho foi lançada no ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com o apoio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. A ideia inicial é que a mulher consiga pedir ajuda em farmácias ou drogarias com um “X” vermelho na palma da mão, desenhado com batom ou qualquer outro material. Agora, a medida passa a ser lei.

Assistência Social

Projeto inclui beneficiários do Bolsa Família nos grupos prioritários de vacinação

0

Beneficiários do programa Bolsa Família podem passar a fazer parte dos grupos prioritários de vacinação contra a covid-19. É o que prevê o PL 1.990/2021, em análise no Senado A intenção é proteger do coronavírus a parte da população mais afetada pela pandemia: tanto pela doença, à qual está mais exposta, quanto pelos efeitos econômicos da crise sanitária. Além disso, a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS) afeta o tratamento médico aos mais pobres, observa a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), autora do projeto.

Ao apresentar a proposta, Eliziane Gama citou o relatório O Vírus da Desigualdade, lançado pela Oxfam Brasil, organização de combate à desigualdade social. Segundo a senadora, o documento mostra que as pessoas mais ricas recuperam em tempo muito menor as perdas econômicas oriundas da proliferação do coronavírus, enquanto os mais pobres terão que esperar mais de uma década para isso.

Ela também citou o número de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, que aumentou durante a pandemia. “De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a partir de janeiro de 2021, 12,8% dos brasileiros e brasileiras passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês, isto é, R$ 8,20 ao dia”, lamentou.

Eliziane Gama observou ainda que as famílias mais pobres dependem unicamente do sistema público de saúde e, por isso, é mais afetada pelos problemas do SUS. Além disso, essas pessoas também estão mais expostas à contaminação do vírus, devido à falta de acesso à informação e à infraestrutura de saúde.

O projeto, apresentado em maio, ainda não tem relator definido.

Fonte: Agência Senado

Congresso Nacional tem 25 vetos em pauta

0

De acordo com a Constituição Federal de 1988, cabe ao Congresso Nacional a última palavra no processo legislativo, com a apreciação dos vetos da Presidência da República. Com o fim do recesso parlamentar, na próxima semana, senadores e deputados terão o compromisso de apreciar 25 vetos, conforme indica a pauta do site do Congresso Nacional nesta terça-feira (27). A data da sessão para a apreciação dos vetos ainda não foi marcada.

Um dos itens em pauta é o veto total (VET 41/2021) ao projeto que trata do acesso a tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral por usuários de planos de saúde (PL 6.330/2019). Do senador Reguffe (Podemos-DF), o projeto poderia beneficiar mais de 50 mil pacientes que poderiam realizar o tratamento em casa, sem necessidade de internação hospitalar.

Segundo a mensagem de veto encaminhada ao Congresso Nacional, o projeto “comprometeria a sustentabilidade do mercado”, “criaria discrepâncias” e “privilegiaria pacientes acometidos por doenças oncológicas que requeiram a utilização de antineoplásicos orais”. Ainda de acordo com o Executivo, “o alto custo dos antineoplásicos orais” poderia comprometer a “sustentabilidade do mercado de planos privados de assistência à saúde”.

O veto integral ao projeto provocou a reação de vários parlamentares. Reguffe classificou a decisão como “absurda e ilógica”. Para o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), a decisão foi “lamentável”. Ele disse que “o veto ao projeto que beneficiaria doentes de câncer é chocante e desumana injustiça”. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que “nem as pessoas com câncer escapam das maldades do governo Bolsonaro”. Segundo o senador, “milhões de crianças, adultos e idosos serão prejudicados com o veto”.

Eletrobras

A pauta do Congresso também traz o veto parcial (VET 36/2021) à MP de privatização da Eletrobras (MP 1.031/2021). O presidente Jair Bolsonaro vetou diversos artigos, como a possibilidade de empregados demitidos após a privatização adquirirem ações da empresa com desconto. Para ele, vendas de ações dessa forma tipificam conduta ilegal de distorção de práticas de mercado.

Também foi vetada a permissão para que funcionários demitidos da Eletrobras até um ano após a privatização sejam realocados em outras empresas públicas. Nesse caso, Bolsonaro alegou que práticas desse tipo violam a Constituição em relação ao acesso a emprego público por concurso.

Foi vetada ainda a proibição de extinção, fusão ou mudança de domicílio estadual, durante 10 anos, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), de Furnas, da Eletronorte e da Eletrosul. De acordo com o Executivo, proibições desse tipo prejudicam a gestão da Eletrobras privatizada, tirando flexibilidade na adoção de novas estratégias.

Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro também vetou de forma integral (VET 40/2021) o projeto que trata das parcerias entre o governo e o terceiro setor durante a pandemia de covid-19 (PL 4.113/2020). O governo apontou insegurança jurídica como motivo para o veto. Além disso, segundo o Executivo, a proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que afasta indevidamente a realização do chamamento público e tem incidência bastante ampla.

O projeto que trata da autorização para produção de vacinas anticovid em indústrias veterinárias teve um item vetado (PL 1.343/2020). O veto parcial (VET 39/2021) atingiu o item que previa incentivo fiscal destinado às empresas que adaptarem suas estruturas industriais para a produção de vacina contra a covid-19. O texto enviado ao Congresso reconhece a “boa intenção do legislador”, mas aponta “óbice jurídico”, já que legislação determina que benefícios tributários só podem ser criados por lei em sentido estrito.

Outro veto que consta da pauta do Congresso Nacional é o veto parcial (VET 38/2021) à Medida Provisória (MP) 1.033/2021, que trata da modernização do marco legal das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), com incentivos à comercialização de oxigênio medicinal relacionada ao combate à covid-19.

Outros

Senadores e deputados também terão de apreciar o veto total (VET 33/2021) ao projeto que previa a inclusão do lúpus e da epilepsia na lista de doenças com benefícios da Previdência Social (PLS 293/2009). Ainda consta da pauta o veto parcial (VET 37/2021) à MP que trata da isenção de IPI nos veículos adquiridos por pessoa com deficiência (MP 1.034/2021) e o veto total (VET 32/2021) ao projeto (PLC 148/2017) que trata da inclusão de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Sessões

No primeiro semestre, o Congresso Nacional se reuniu pelo menos oito vezes. A primeira sessão de 2021 foi uma sessão solene, realizada no dia 3 de fevereiro, para a inauguração da 3ª Sessão Legislativa Ordinária da 56ª Legislatura. A mais recente sessão realizada foi no dia 15 de julho, quando ocorreu a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2022 (LDO–PLN 3/2021). O projeto agora aguarda a sanção da Presidência da República.

Neste primeiro semestre, o Congresso confirmou vários vetos, mas também rejeitou alguns. Foi o caso do veto parcial (VET 21/2021) ao projeto do auxílio emergencial para trabalhadores e empresas do setor cultural durante a pandemia de covid-19 (PL 795/2021), derrubado pelos parlamentares na sessão de 1º de junho.

Na mesma data, o Congresso também decidiu derrubar o veto parcial (VET 17/2021) à lei que garantiu isenção do pagamento da conta de luz para moradores do Amapá prejudicados pelo apagão que atingiu o estado no ano passado (Lei 14.146, de 2021 — decorrente da MP 1.010/2021). Com a derrubada do veto, famílias de baixa renda do Amapá continuaram com uma isenção adicional, correspondente a três faturas.

Em abril, senadores e deputados derrubaram parte do veto parcial (VET 56/2019) que barrou 24 dispositivos do Pacote Anticrime. Sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a Lei 13.964, de 2019 modifica a legislação penal e a processual penal. Com a derrubada do veto, 16 dos 24 dispositivos voltaram para a lei, decorrente do PL 6.341/2019.

Sanção

Além do projeto da LDO, outros três projetos aprovados pelo Congresso Nacional aguardam sanção presidencial esta semana. Nesta quarta-feira (28), termina o prazo do PL 4.384/2020, que suspende metas para prestadores de serviço do SUS, e do PL 741/2021, que criminaliza a violência psicológica contra a mulher. A proposta relatada pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES) também cria um programa que permite que vítimas peçam socorro de forma silenciosa, utilizando um “X” na palma da mão. Até quinta-feira (29), deve ser sancionado o PL 2.112/2021, que inclui lactantes entre as prioridades de vacinação contra a covid-19.

Fonte: Agência Senado

Covid-19: Adolescentes entre 12 a 17 anos serão incluídos na vacinação

0
O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o lançamento do Plano Nacional de Fortalecimento das Residências em Saúde.

Adolescentes com comorbidades serão os primeiros a serem imunizados

A medida foi acertada durante reunião entre o ministério e representantes de estados e municípios.

Também foi definido que, após a distribuição da primeira dose dos imunizantes para todo o país, o ministério deve decidir sobre a antecipação do intervalo entre as duas doses da Pfizer, que, atualmente, é de 90 dias. Na bula do fabricante, o intervalo é de 21 dias.

A redução é estudada para acelerar a imunização diante do crescimento dos casos de pessoas infectadas com a variante delta do vírus da covid-19.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a segunda dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, explicou o ministro.

Os estados e municípios ainda deverão seguir as orientações do Ministério da Saúde sobre os intervalos entre as doses de vacinas e outras recomendações do PNI.

 

 

 Por Agência Brasil – Brasília

Mayra Aguiar conquista bronze no judô na Olimpíada de Tóquio

0

Gaúcha se tornou a 1ª judoca do país a faturar três medalhas olímpicas

A gaúcha Mayra Aguiar conquistou feito inédito na manhã desta quinta-feira (29) após conquistar medalha de bronze na categoria meio-pesado (até 78kg) do judô na Olimpíada Tóquio. A sexta medalha do Brasil veio com a vitória de Mayra contra a sul-coreana Hyunji Yoon, que foi imobilizada por 20 segundos no Nippon Budokan, templo das artes marciais na capital japonesa. A judoca se tornou a primeira mulher a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual. Ela já havia levado o bronze nos Jogos de Londres (2012) e na Rio 2016.

Mayra também se tornou hoje (29) a única judoca brasileira, no feminino e masculino, a subir no pódio em três edições dos Jogos Olímpicos. Esta foi a 24ª medalha conquistada pelo judô na história das Olimpíadas.

Quem levou a medalha de ouro na categoria até 78 kg foi a japonesa Shori Hamada, que derrotou a francesa Madeleine Malonga, que ficou com a prata. A outra medalha de bronze foi para a alemã Ana-Maria Wagner.

Rumo ao bronze

Na estreia, Mayra Aguiar venceu a israelense Inbar Lanir por ippon aos 40 segundos de combate. Em seguida, nas quartas de final, ela perdeu para a alemã Anna-Maria Wagner após sofrer um wazari. Na repescagem, a judoca de 29 anos (faz 30 em 3 de agosto) derrotou Aleksandra Babintseva, do Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês) em luta que foi definida com a adversária tomando três penalidades (Shido), enquanto Mayra levou apenas uma.

O primeiro judoca brasileiro a subir ao pódio em Tóquio foi Daniel Cargnin, de 23 anos, na categoria meio-leve (até 66kg). No último domingo (25) ele também faturou o bronze ao derrotar o israelense Baruch Shmailov.

 

 

Repórter da Rádio Nacional

 

Caixa paga hoje auxílio emergencial a nascidos em novembro

0
Saque do auxílio emergencial

Beneficiários do Bolsa Família com NIS 9 também recebem hoje

Trabalhadores informais nascidos em novembro recebem hoje (29) a quarta parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 9 poderão sacar o benefício.

No último dia 15, a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da quarta parcela. O calendário de depósitos, que começaria no último dia 23 e terminaria em 22 de agosto, teve o início antecipado para o último dia 17 e será concluído amanhã (30).

Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020.

Crédito em poupança social digital

Mês de nascimento Dia do crédito
Janeiro 17 de julho
Fevereiro 18 de julho
Março 20 de julho
Abril 21 de julho
Maio 22 de julho
Junho 23 de julho
Julho 24 de julho
Agosto 25 de julho
Setembro 27 de julho
Outubro 28 de julho
Novembro 29 de julho
Dezembro 30 de julho

Saque em dinheiro

Mês de nascimento Dia do crédito
Janeiro 02 de agosto
Fevereiro 03 de agosto
Março 04 de agosto
Abril 05 de agosto
Maio 09 de agosto
Junho 10 de agosto
Julho 11 de agosto
Agosto 12 de agosto
Setembro 13 de agosto
Outubro 16 de agosto
Novembro 17 de agosto
Dezembro 18 de agosto

Bolsa Família

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da quarta parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 19 e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Número final do NIS Dia da liberação
1 19 de julho
2 20 de julho
3 21 de julho
4 22 de julho
5 23 de julho
6 26 de julho
7 27 de julho
8 28 de julho
9 29 de julho
0 30 de julho

Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

O programa se encerraria neste mês, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial . Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

 

 

Agência Brasil

Sistema Enade aberto para alteração de locais de prova

0
Procedimento pode ser feito pelo coordenador para estudantes de cursos a distância ou que se encontram em mobilidade acadêmica no dia de aplicação do exame

O  sistema do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2021 está com a funcionalidade para alteração dos locais de prova disponível. O procedimento deve ser realizado pelos coordenadores de curso que precisam indicar o município dos polos presencias dos estudantes inscritos no exame vinculados a curso de educação a distância (EaD) ou em mobilidade acadêmica. Com a alteração, esses alunos realizarão o exame nos municípios do polo de apoio presencial ou onde estiverem cumprindo a atividade curricular, conforme informado no sistema. Os coordenadores de curso devem atualizar essa informação até 31 de agosto.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará a prova do Enade 2021 em 14 de novembro e avaliará os concluintes de 30 cursos de bacharelado, licenciatura e superiores de tecnologia, das áreas vinculadas ao ano II do ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Inscrição – Até o dia 8 de agosto, os coordenadores dos cursos enquadrados no Enade 2021 podem inscrever os estudantes habilitados no exame. No momento da inscrição, a instituição de educação superior deve informar o número de CPF do estudante, conforme cadastrado na Receita Federal, bem como os dados acadêmicos. Ao final do processo, cabe à instituição comunicar o estudante sobre sua inscrição no exame.

A inscrição no exame é obrigatória para estudantes ingressantes e concluintes habilitados de cursos de licenciatura, bacharelado e superiores de tecnologia vinculados às áreas de avaliação da edição. Após serem inscritos, os estudantes concluintes habilitados para o Enade 2021 também devem preencher o cadastro de dados pessoais e o Questionário do Estudante até 13 de novembro. O estudante que precisar de atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social pode fazer o pedido entre 30 de agosto e 3 de setembro, no Sistema Enade.

Enade – O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, bem como o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.

Confira o edital do Enade 2021

Acesso o Sistema Enade

Saiba mais sobre o Enade

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações do Inep

Alerta sobre casos raros de síndrome de Guillain-Barré pós-vacinação

0
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os eventos adversos foram relacionados às vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. A Anvisa mantém a recomendação pela continuidade da vacinação, uma vez que os benefícios das vacinas superam os riscos. Os fabricantes deverão incluir alerta na bula.

Casos raros de síndrome de Guillain-Barré (SGB) após a vacinação contra Covid- 19 têm sido relatados em diversos países, inclusive no Brasil. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (28/7), a Anvisa informa que, até o momento, recebeu 27 notificações de casos suspeitos de SGB após a imunização com a vacina da AstraZeneca, além de três casos com a vacina da Janssen e outros quatro com a CoronaVac, totalizando 34 registros.

A SGB é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Os episódios pós-vacinação (eventos adversos) também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da influenza (gripe).

A maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. O principal risco provocado pela  síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas.

É importante destacar que a Anvisa mantém a recomendação pela continuidade da vacinação com todas as vacinas contra Covid-19 aprovadas pela Agência, dentro das indicações descritas em bula, uma vez que, até o momento, os benefícios das vacinas superam os riscos.

Diante dos relatos de eventos adversos raros pós-vacinação, a Agência solicitou que as empresas responsáveis pela regularização das vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac incluam nas bulas dos respectivos produtos informações sobre o possível  risco de SGB.

Confira a íntegra do Comunicado 008/2021.

Sinais e sintomas 

A maior parte dos pacientes percebe inicialmente a SGB pela sensação de dormência ou queimação nas extremidades dos membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida, superiores (mãos e braços). Outra característica, percebida em pelo menos 50% dos casos, é a presença de dor neuropática (provocada por lesão no sistema nervoso) lombar ou nas pernas. Fraqueza progressiva é o sinal mais perceptível, ocorrendo geralmente nesta ordem: membros inferiores, braços, tronco, cabeça e pescoço.

Pessoas vacinadas devem procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sinais  e sintomas sugestivos de SGB, que incluem, ainda, visão dupla ou dificuldade em mover os olhos, dificuldade de engolir, falar ou mastigar. Também devem ficar atentas a problemas de coordenação e instabilidade, dificuldade em caminhar, sensações de formigamento nas mãos e pés, fraqueza nos membros, tórax ou rosto, além de problemas com o controle da bexiga e função intestinal.

Os profissionais de saúde devem ficar atentos para os sinais e sintomas de SGB para garantir o diagnóstico correto, a fim de iniciar os cuidados de suporte e tratamento adequados e descartar outras causas.

Notificação 

A ocorrência de SGB pós-vacinação contra Covid-19 deverá ser relatada à Anvisa. É imprescindível o cuidado na identificação do tipo de vacina suspeita de  provocar o evento adverso, como número de lote e fabricante.

Profissionais de saúde e cidadãos podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed. Se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa. 

Empresas detentoras de registro ou de autorização temporária de uso emergencial de vacina também devem usar o VigiMed para notificar eventos adversos e o Notivisa para queixas técnicas e desvios de qualidade.  

 

 

 

 

Fonte/Anvisa

Sebrae, Undime e Sinepe realizam Educação Summit em agosto

0

Evento será totalmente on-line com temas muito importantes para educadores

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia (Sebrae), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Rondônia (Sinepe) realizarão um grande evento para debater os principais temas relacionados à educação: é o Educação Summit, que correrá dia 04 de agosto, em evento totalmente virtual.

O Educação Summit é um evento focado no desenvolvimento dos educadores do estado de Rondônia em suas habilidades, competências e principalmente comportamentos, revelando a importância de serem protagonistas de suas histórias, manterem-se motivados para inspirar seus alunos, com informações e ferramentas que lhes empoderem para que tenham mais condições de adaptabilidade e promoção de transformação diante dos desafios enfrentados, para uma nova educação em um novo tempo.

“O evento é indicado para profissionais da educação tanto de instituições de ensino pública como privada, da educação infantil até o ensino superior, pois o conteúdo que estamos trazendo, além de ser altamente técnico, é extremamente motivador e inspirador, fazendo, seguramente, com que os profissionais tenham performances de excelência em seu dia a dia”, disse a analista do Sebrae Rita de Cássia, gestora do evento.

Com palestrantes renomados como Rossandro Klinjey, Priscila Boy, Professor Motta, Thelmy Resende e Martha Gabriel, a programação oferece palestra com temas “a importância da autoestima na prevenção de doenças e na qualidade de vida, BNCC, educação Empreendedora e avaliação: um tripé da aprendizagem” e, claro, uma esclarecedora discussão sobre a “Educação 5.0”, entre tantos outros conteúdos pois a programação é o dia inteiro. Imperdível.

Para se inscrever gratuitamente, basta acessar o link sebrae.ro/educacao, onde é possível verificar a programação completa, lista de palestrantes e demais informações sobre a realização do evento. As vagas são limitas.

Grupos de autocuidado, coordenados pela Agevisa, ajudam pacientes em tratamento contra hanseníase a superar doença

0

Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) de origem holandesa, a NHR Brasil, reforça a importância dos grupos de autocuidado na melhoria da qualidade de vida das pessoas em tratamento contra a hanseníase no Estado. Desses grupos surgem histórias de superação.

Maria Silva, há sete anos participa dos grupos de autocuidado da Agevisa

A aposentada, amazonense de Lábrea e moradora no bairro Cohab Floresta em Porto Velho, Maria Silva de 69 anos, foi diagnosticada com hanseníase há mais de 50 anos. “Para quem enfrenta essa doença, vencer a hanseníase não é só encarar o tratamento e as possíveis sequelas que podem gerar. Essa doença mexe com a estrutura social e a autoestima. Eu fui excluída por muitos, as pessoas me olhavam diferente. Naquela época era mais difícil. O preconceito e o processo era mais doloroso ainda”, revela.

“O grupo de autocuidado me ajudou bastante, comecei a retomar minha vida social, a conversar com as pessoas, e me relacionar melhor com todos”.

Quando se mudou para Rondônia, há sete anos os tempos já eram outros e agora a aposentada recebe todo o atendimento na Policlínica Osvaldo Cruz, referência no tratamento da hanseníase onde todo o processo de descoberta e tratamento mudou suas perspectivas. Lá a artesã teve contato, por meio da Agevisa com o projeto Art’s BioHans, desenvolvido em parceria com a NHR Brasil.

ART’S BIOHANS

Para entender a vida de pacientes brasileiros, como Maria Silva mudou, é preciso conhecer a origem. A história da NHR Brasil começou na Holanda, há mais de 50 anos. A partir de uma visita a pacientes com hanseníase em um hospital na Tanzânia na década de 1960, Francisca Anten e o professor Dick Leiker idealizaram a NLR, organização não-governamental que luta por um mundo livre da hanseníase.

Maria Silva, de 60 anos, numa das oficinas de artesanato bio sustentável do grupo de autocuidado

Atuando em diversos países, a NLR começou a apoiar projetos de combate à hanseníase no Brasil em 1994. O trabalho foi desenvolvido em parceria próxima com o setor público, com presença na rotina dos programas de controle da hanseníase, capacitação de profissionais de saúde e produção de materiais educativos em até 13 estados brasileiros.

Em 2011, surgiu a NHR Brasil que atua com apoio aos projetos em áreas de alta endemicidade para a hanseníase. Atualmente, os projetos em execução e em fase de desenvolvimento estão nos estados do Ceará, Piauí, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Rondônia. O principal objetivo é promover e apoiar o diagnóstico precoce, a prevenção de sequelas e incapacidades, a redução do estigma vivenciado por pessoas acometidas pela hanseníase e o desenvolvimento inclusivo para pessoas com deficiência. A Ong integra a Federação Internacional de Associações de Combate à Hanseníase (Ilep) e coordena três programas estratégicos de atuação: Zero TransmissãoZero Deficiências e Zero Exclusão.

GRUPOS DE AUTOCUIDADO

Por onde anda a artesã Maria Silva carrega a caixa térmica recheada de bombons, pães e geleias

Em parceria com a NHR Brasil foram criados pela Agevisa vários grupos de autocuidado em diversos municípios de Rondônia e entre os projetos realizados está o programa de perspectiva de geração de renda para as pessoas que já tiveram ou estão acometidas pela doença.

Os cursos de capacitação ajudam a complementar a renda familiar de Maria Silva, que já participou das oficinas de biojoias e gastronomia e mostra animada, com um sorriso largo e contagiante, o que produziu e para todo lado que anda carrega a pequena caixa térmica recheada de gostosuras.

“Em 2017 eu fiz o curso de gastronomia oferecido pelo projeto da Agevisa com a Art’s BioHans e isso fez toda a diferença na minha vida”.

A aposentada conta ainda que recebe a aposentadoria de um salário mínimo “É pouco para viver. Depois do curso eu vi que podia ter as minhas coisas, que tinha condições de trabalhar, e comecei a fazer sanduíches naturais, suco verde, bolo, bombons regionais de castanha, cupuaçu, coco e maracujá, e isso me faz muito bem”.

Com a ajuda da experiente artesã Cristiane Oliveira, a aposentada também fez a oficina de artesanato bio sustentável e hoje modela belíssimas peças a partir de produtos da floresta como cocos babaçu, fibras de bananeira, buriti, tucumã e sisal, ouriço de castanha e tucumã para a confecção de brincos, colares e pulseiras a partir de sementes, garrafas com adornos de palha e outros objetos vendidos pelas redes sociais do projeto.

Junto com outras mulheres maria Silva modela peças a partir de produtos naturais da floresta

“É uma terapia para mim. Agora me sinto mais segura”.

Palavras de quem nem gostava de sair de casa antes da pandemia, ela andava a cidade toda de ônibus vendendo os produtos em feiras e espaços públicos. “Já cheguei a ter uma renda extra de quase R$ 600 por mês e conseguia ajudar meu irmão, que é doente e que mora em Manaus. Envio mantimentos por barco frequentemente. Agradeço muito a Deus por isso e tenho fé que essa pandemia vai passar e eu vou voltar a vender bem”, comenta a aposentada.

“É nesse aspecto que elas podem realizar seus sonhos,  uma vez que os seus produtos contém a narrativa de resgate, de recuperação de doença estigmatizada, sobretudo de comunidade. Tudo aqui é 100% natural, com design, corte, lapidação e marchetaria produzidos pelas mãos delas”, explica a artesã Cristiane Oliveira.

Os interessados em adquirir os produtos ou divulgar os trabalhos das artesãs podem entrar em contato pelo telefone (69) 3216 5285 ou diretamente pelas redes sociais do projeto.