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Vulcão nas Ilhas Canárias poderia provocar tsunami no Brasil

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Nós, brasileiros, aprendemos que fenômenos naturais como terremotos e vulcões não são motivo de preocupação. Mas esta semana trouxe uma notícia diferente. A atividade de um vulcão próximo à África teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma – ilha que compõe o conjunto das Ilhas Canárias espanholas – têm o potencial de provocar um tsunami na costa brasileira.

O vulcão vinha aumentando sua atividade sísmica ao longo dos últimos dias e entrou em erupção neste domingo (19). Fontes de lava e nuvens de fumaça foram registradas no local. As Ilhas Canárias ficam localizadas a noroeste da África, próximas à costa do Marrocos e do Saara Ocidental.

Chances remotas

Para as atividades vulcânicas do Cumbre Vieja causarem impacto na costa brasileira seria necessário um grande colapso do vulcão. Se isso ocorresse, atingiria toda a costa brasileira, de norte a sul, bem como de outros países banhados pelo Oceano Atlântico. Essa possibilidade, no entanto, é considerada remota por especialistas.

Um estudo do pesquisador norte-americano George Pararas-Carayannis, presidente da Tsunami Society International, afirmou que esse tipo de colapso é “extremamente raro e nunca ocorreu na história registrada”. Além disso, ele afirmou que estudos recentes prevendo a geração de tsunamis a partir da erupção do Cumbre Vieja foram baseados em suposições incorretas.

Pararas-Carayannis acrescentou em seu estudo que uma “atenção e publicidade inapropriadas da mídia a tais resultados probabilísticos têm criado uma ansiedade desnecessária de que megatsunamis poderiam ser iminentes e devastar populações costeiras em localidades distantes da origem – nos oceanos Atlântico e Pacífico”.

Já o geólogo Mauro Gustavo Reese Filho, da Universidade Federal do Paraná, afirma em estudo que, ainda que as chances sejam remotas, a população costeira do Brasil deveria ser conscientizada. “Estudos mais recentes dizem que as chances de ocorrência são remotas e longínquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacuação de áreas é justificável quando se trata de vidas humanas”, afirmou Reese em seu trabalho, também citado pela Metsul Meteorologia.

O pesquisador brasileiro apontou a falta de cuidados preventivos na costa brasileira. Ele parte do princípio de que uma mera possibilidade de desastre já indica a necessidade de ações preliminares. “A possibilidade de ocorrência deste evento por si só deveria ser razão para a prevenção de todos os tipos de danos na costa brasileira, porém até o momento nada foi feito. A falta de informação é a principal causadora deste problema, pois inclusive no meio geológico muitas pessoas não sabem sobre tal fato”.

Vulcões

Um vulcão é uma estrutura geológica, em terra firme ou em alto-mar. Eles se formam a partir do choque de duas placas tectônicas, massas rochosas rígidas que formam a crosta terrestre e que deslizam sobre o manto – material subjacente de consistência plástica. Quando essas placas se chocam, uma mergulha sobre a outra, elas se fundem parcialmente e as rochas esquentam a mais de 1000 graus Celsius. Há o aumento de pressão e a crosta terrestre derretida sobe à superfície, formando vulcões e ilhas.

Os vulcões típicos têm formato cônico e montanhoso, mas de proporções variáveis. Essa estrutura cônica, como uma chaminé, comunica uma câmara subterrânea profunda com a superfície. Nessa câmara fica armazenado o magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constituída em grande parte de silicatos (tipos de minerais), misturados com vapor de água e gás.

A erupção começa com uma instabilidade no solo, acompanhada por tremores de terra. Formam-se fendas na região instável e consequente saída explosiva de gases, ejeção de água subterrânea e terra. A seguir, verifica-se a abertura e limpeza da chaminé e a expulsão de cinzas, blocos e bombas vulcânicas. Finalmente ocorre o derramamento de lava, que nada mais é do que o magma expelido à superfície e ainda em estado líquido.

 

 

Fonte/Agência Brasil

Sem Censura recebe Wendell Belarmino, ouro na Paralimpíada de Tóquio

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Após a melhor participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos, na edição de Tóquio 2020, o programa Sem Censura recebe o atleta Wendell Belarmino, medalhista de ouro na natação. A jornalista e mediadora Marina Machado conversa com o nadador nesta segunda (20), ao vivo, a partir de 21h30 na TV Brasil. Na pauta, os treinamentos e competições do nadador no Brasil e no exterior.

Natural de Brasília, Wendell Belarmino pratica natação desde os três anos, mesmo tendo nascido com glaucoma congênito, o que causou perda gradativa na visão. Não desistiu do esporte, e intensificou o treinamento na categoria em que compete, a Classe S11, que abrange os nados livre, costas, peito e borboleta para atletas com deficiência visual. Os resultados começaram a aparecer no Parapan de Lima, em 2019, quando ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata, além de quebrar recorde nos 100 metros livre. Foi o primeiro brasileiro a se classificar para a Paralimpíada de Tóquio 2020, ao conquistar medalha de ouro nos 50 metros livre no Mundial de Londres, em 2019, quando também levou medalhas de prata e de bronze.

Os debatedores convidados desta edição são Gustavo Cunha, jornalista esportivo, e Maíra Nunes, jornalista do Correio Braziliense.

Em seu novo formato semanal, o programa Sem Censura ganha ritmo ágil e linguagem clara e direta com a participação de debatedores convidados e interação com o público, que pode participar usando a hashtag #novoSemCensura, no Facebook, Twitter e Youtube.

O programa vai ao ar pela TV Brasil e é transmitido para todo o país em TV aberta por intermédio das emissoras afiliadas à Rede Nacional de Comunicação Pública – TV, gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e outras plataformas.

Trabalhadores nascidos em dezembro podem sacar auxílio emergencial

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Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal.

Recursos também podem ser transferidos para conta corrente

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em dezembro podem sacar, a partir de hoje (20), a quinta parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 31 de agosto.

O calendário é organizado em ciclos de crédito em conta e de saque em espécie, de acordo com o mês de nascimento. O saque pode ser feito nas agências da Caixa, lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Para a retirada do dinheiro, é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora.

Agora, os recursos também podem ser transferidos para uma conta corrente, sem o pagamento de tarifas, e ainda podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar boletos e contas, como água e telefone, fazer compras pela internet e pelas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, com o cartão de débito virtual e QR Code.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br .

Calendário de pagamento da quinta parcela do auxilio emergencial de 2021
Calendário de pagamento da quinta parcela do auxilio emergencial de 2021 – Fonte: Ministério da Cidadania

Regras

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante sete meses, tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Pelas regras estabelecidas, o auxílio é pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não houve nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

O programa se encerraria com a quarta parcela, depositada em julho e sacada em agosto, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para o benefício. A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o pagamento do auxílio em 2021.

 

 

Repórter da Agência Brasil

Projeto da Uerj quer medir carga de coronavírus no ar em tempo real

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Trabalho é desenvolvidos por dez pesquisadores

“Ninguém começou a fazer isso agora. Mas a maioria dos equipamentos disponíveis no mercado não é apropriada para vírus. São mais apropriados, por exemplo, para bactérias, fungos e pólen. No caso do novo coronavírus, estamos falando de um vírus de RNA, muito suscetível às condições ambientais. Para coletar ambientalmente, e levá-lo em boas condições de análise até o laboratório, é preciso um equipamento que possa eliminar as interferências ambientais. Ele deve ser armazenado em baixa temperatura, na ausência de luz. São várias condições, essenciais para manter o vírus viável e assim evitar falsos negativos”, explica o cientista.

Em um ano e meio de trabalho, a equipe já desenvolveu dois equipamentos: o CoronaTrack e o CoronaTrap. Por enquanto, as análises ainda não ocorrem em tempo real. Uma vez capturadas, as amostras de aerossóis presentes precisam ser encaminhadas até um laboratório. Segundo Heitor Evangelista, os resultados ficam prontos em 24 horas.

“Temos observado, na prática, aquilo de que teoricamente se fala há muito tempo. Os ambientes internos oferecem maior risco que os ambientes externos”, observa o pesquisador.

Projeto da UERJ quer medir carga de coronavírus no ar em tempo real
Projeto da UERJ quer medir carga de coronavírus no ar em tempo real – Divulgação da UERJ

O CoronaTrack foi testado em lugares variados como praias, feiras públicas, restaurantes e na estação Central do Brasil. O CoronaTrap, desenvolvido mais recentemente, será usado durante as próximas semanas nas escolas públicas que retomaram as aulas.

A vantagem desse segundo equipamento é não precisar mais ser movimentado pelo ambiente, além de ter capacidade para monitorar uma área com maior abrangência. O coronavírus é capturado e armazenado em uma câmara escura climatizada, que o mantém sem contato direto com a luz e evita sua deterioração em função da temperatura, da radiação solar ou da umidade do ar.

A equipe já fez pedido de depósito de patente para o CoronaTrack e planeja, em breve, fazer o mesmo para o CoronaTrap.

A pesquisa vem sendo conduzida no Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg) da Uerj e é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), vinculada ao governo fluminense, que atua no fomento à ciência, à tecnologia e à inovação. Também já contou com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

Fonte/Agência Brasil

Mediação Tecnológica de Rondônia é referência no ensino remoto para outros estados

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O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) investe no planejamento aplicado à melhoria dos índices da Educação. A mediação Tecnológica de Rondônia tem um papel importante para impulsionar a educação no Estado quanto à respeito à inovação e tecnologia.

Pela qualidade do trabalho realizado, a mediação tecnológica destacou-se em nível nacional, tornando-se referência no ensino remoto. A central de Mídias do Estado está promovendo cursos intensivos à equipe de seis profissionais de educação da Mediação Tecnológica do Estado de Goiás (Goiastec), que inclui a Gerência da Mediação Tecnológica, Coordenação pedagógica e professores.

Desde o início desta semana, a equipe da mediação de Rondônia está promovendo cursos de imersão em metodologias para aplicação de mediação tecnológica para estudantes, à equipe Goiastec, ensino médio ao alcance de todos. Com duração de três dias, somando 24 horas de carga horária, a equipe realiza os treinamentos quanto aos instrumentais didáticos pedagógicos, produção de aulas, produção de vídeos, postura televisiva e dinâmica de estúdios.

A Gerente da Goiastec, Ensino Médio ao alcance de todos, Wanda Maria de Carvalho, evidenciou a qualidade do ensino da Educação pela Mediação Tecnológica de Rondônia e agradeceu pela cooperação e trabalho. “O encontro está sendo fantástico, implantamos a mediação tecnológica no início do ano de 2020, e logo após veio a pandemia e tivemos dificuldades, mas estamos avançando. Este curso aqui em Rondônia será de grande aprendizado para podermos oferecer uma melhor qualidade na educação aos estudantes do nosso estado”.

A gerente de Mediação Tecnológica da Seduc, Daniele Brasil, destacou que a ferramenta existe desde 2016 e com a pandemia foi necessário readaptações na forma da oferta de ensino. “A mediação conseguiu que todos os estudantes matriculados no modelo, cumprissem o calendário letivo, mas o nosso trabalho está em constante evolução e melhorias, onde é necessário abordar novas metodologias, tornando as aulas mais interativas e visualmente mais interessantes para atrair a atenção dos estudantes, e nisso a mediação tem se destacado”.

O secretário da Educação, Suamy Vivecananda, junto com a secretária adjunta Cristiane Lopes, visitaram os estúdios para acompanhar os trabalhos. A adjunta parabenizou as equipes pelo trabalho e frisou a importância do atendimento ao estudante por meio da tecnologia. “O Governo de Rondônia está comprometido com o trabalho em prol dos estudantes buscando sempre avançar com inovações e novas metodologias”.

O ensino ofertado pelo canal da Mediação Tecnológica em Rondônia atende cerca de seis mil estudantes, nos 52 municípios, sendo utilizadas cerca de 318 salas distribuídas em todo o Estado. Fazem parte dessa Rede de Ensino à distância, alunos de áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

As aulas contemplam todos os componentes curriculares, com intérprete de Libras, aprimoramento, revisão de conteúdo, incluindo a produção de material de estudo, atividades e avaliações. O programa ganhou destaque e se estendeu a todos os alunos da rede estadual (do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio).

O projeto conta com quatro estúdios de televisão, que funcionam diariamente e todas as aulas estão disponíveis no canal da Mediação Tecnológica Rondônia no youtube.

Ginastas rondonienses participam do Campeonato Brasileiro de Ginástica Aeróbica, em Sergipe

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A equipe de ginastas de Rondônia embarcou esta semana para Aracajú, estado de Sergipe, onde participa do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Ginástica Aeróbica e XVII Torneio Nacional de Ginástica Aeróbica. A competição acontece de 15 a 19 de setembro. A delegação rondoniense é compostas por 13 atletas, a técnica da equipe e duas acompanhantes.

O Governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), não mediu esforços para auxiliar a equipe rondoniense com o fornecimento de passagens aéreas, que foram adquiridas com recursos de emenda parlamentar do deputado estadual Neidson de Barros Soares e contrapartida da Sejucel, conforme preconiza a Portaria 06/2017 que estabelece procedimentos para concessão de incentivo ao atleta e paratleta previsto no “Programa de Desenvolvimento do Desporto de Rendimento” e suas alterações.

Ginastas receberam passagens para participar do campeonato nacional em Aracajú (SE)

A equipe é formada por atletas de vários clubes filiados à Federação Rondoniense de Ginástica (FRG), tais como: Clube Centro Esportivo e Cultural de Rondônia (Cecro), Clube Escola Pingo de Gente, Clube Conselho Escolar da Escola Municipal Senador Darcy Ribeiro, Clube Sport Club Genus de Porto Velho e Clube Associação de Pais e Mestres do Colégio Tiradentes da Polícia Militar.

O destaque é para a atleta Barbará Alejandra, da Venezuela e mora atualmente com a família em Porto Velho desde 2020. Praticando ginástica na Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Darcy Ribeiro, ela vai estar representando o Estado em uma competição nacional.

A competição encerra no domingo (19), porém a delegação de Rondônia estará em Aracajú até o dia 20, treinando no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Ginástica, com orientação dos treinadores da seleção brasileira de ginástica, com retorno previsto na próxima terça-feira (21).

Trigo irrigado no Cerrado bate sucessivo recorde mundial de produtividade com cultivar da Embrapa

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As altas produtividades de trigo no Cerrado podem levar o Brasil nos próximos anos a ser autossuficiente na produção do grão. E isso se deve, em grande parte, ao cultivo em dois sistemas de produção: trigo irrigado e trigo de safrinha na região. A cultivar de trigo irrigado BRS 264, desenvolvida pela Embrapa e que ocupa 70% da área cultivada com trigo na região, bateu novamente o recorde mundial de produtividade diária: 9.630 kg/ha, isto 80,9 kg/ha/dia, ou 160,5 sc/ha, colhidos pelo produtor Paulo Bonato, de Cristalina (GO).

O produtor já era o recordista mundial de produção de trigo por hectare/dia. Em setembro de 2020, ele colheu 8.544 kg/ha, isto é 74,9 kg/ha/dia, ou 142,4 sc/ha de grãos da cultivar BRS 264 em uma área de 50,8 hectares sob pivô central de irrigação. “Acreditávamos mesmo que ele poderia aumentar essa produtividade. Para isso, foram feitos ajustes no manejo durante o ciclo da cultura. O potencial dessa cultivar é impressionante em termos de produtividade e precocidade “, comemorou o pesquisador da Embrapa Cerrados, Júlio Albrecht.

O cultivo do Trigo Irrigado no Cerrado foi tema do Dia de Campo realizado na terça-feira (14), na fazenda Alvorada (PAD-DF), em formato presencial. O evento foi organizado pela Coopa/DF – Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal. “Ao longo dos anos firmamos essa parceria exitosa com a Embrapa para o desenvolvimento de materiais adaptados à região. Por conta disso, o cultivo do trigo irrigado já é realidade”, afirmou o presidente da COOPA-DF, José Guilherme Brenner.

Segundo Brenner, além do trigo irrigado, também deve contribuir para o aumento da produção nacional a introdução do cultivo do trigo safrinha. O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, concorda que o trigo é uma opção muito boa para a segunda safra no centro-oeste. “Essa cultura é uma alternativa importante para o sistema de produção do Cerrado. Recordes mundiais de produtividade estão sendo batidos na região. Agora, estamos trazendo opções de trigo sequeiro para produzir em safrinha depois da soja.”, informou.

“Este é o local onde vai acontecer o suprimento de trigo de que o Brasil necessita”, destacou o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemanski, também presente no dia de campo. “Queremos que em dois anos a cultura avance mais 100 mil hectares no Cerrado – sendo 75 mil em sequeiro e 25 mil irrigado. Para a balança comercial brasileira significa mais 300 mil toneladas de trigo e menos 450 milhões de reais de despesas com importação de trigo. O dinheiro que sai para o exterior para comprar trigo ficaria na economia interna com os fornecedores de insumos, com os produtores de sementes, com os agricultores, enfim, seria um ganho para toda a cadeia produtiva”, destacou.

Cultivares – o pesquisador Julio Albrecht foi um dos palestrantes do Dia de Campo e apresentou aos participantes as cultivares de trigo desenvolvidas pela Embrapa para a região do Cerrado. “A Embrapa Cerrados sempre acreditou muito na produção de trigo no Cerrado. Temos uma parceria com a Embrapa Trigo (localizada em Passo Fundo/RS) e estamos desenvolvendo novas cultivares e todo um trabalho de manejo da cultura do trigo voltado para essa região”, informou.

Foram apresentadas pelo pesquisador informações e características relacionadas às seguintes cultivares: BRS 264, BRS 404, BRS 254 e BRS 394. As cultivares mais plantadas na região e consideradas top de linha são a BRS 264 e BRS 404 (material para sequeiro). Segundo Albrecht, apesar de a BRS 264 estar no mercado há mais de 10 anos ela continua com alto potencial de produtividade e precocidade. “Sem dúvida é o material que possibilitou a expansão do trigo na região”, afirma.

A BRS 264 é indicada tanto para o sistema de produção irrigado, quanto para o sequeiro (nesse caso, mais para o sul de Minas Gerais). Sendo que a produtividade na safrinha chega a 70 sacos por hectare em média. “É a cultivar de trigo mais precoce do Brasil hoje, e uma das mais precoces do mundo. É muito difícil aliar precocidade com alta produtividade e conseguimos nesse material”, conta Albrecht. Segundo ele, com 90 dias a cultura completa a maturação e com 100 dias a lavoura já pode ser colhida. “Isso é redução de custo de produção”, destaca.

Além da alta produtividade e precocidade, a BRS 264 possui excelente qualidade industrial para panificação. “Se o produtor fala que tem 264 para comercializar, o moinho compra de olho fechado. Ele nem faz testes antes de comprar, tal é a confiança na qualidade do material”, conta. O pesquisador pontuou, ainda, outras características de destaque da cultivar: alta estabilidade (resistência da massa ao tratamento mecânico e ao processo fermentativo na fabricação do pão. Os moinhos exigem, no mínimo, 12 minutos, a BRS 264 pode chegar a 32 minutos); alta força de glúten, bom teor de proteína, grão duro e excelente rendimento industrial.

Já a BRS 404 é o material mais resistente à seca disponível para a região do Cerrado. Segundo Albrecht, apesar de ser indicada para o trigo safrinha, alguns produtores têm utilizado essa cultivar como trigo irrigado também e têm conseguido produtividade de até 100 sacos por hectare. “Este ano foi um ano muito seco, em que os produtores perderam um pouco a produtividade na safrinha em função da baixa umidade no solo, com uma distribuição de chuva bem irregular durante o ciclo da cultura, mas, mesmo assim, com esse material foi possível colher 60 sacos/ha”. De acordo com o especialista, o material tem boa aceitação no mercado moageiro, alta força de glúten, grão duro, proteína alta e estabilidade dentro da demanda dos moinhos.

O pesquisador também apresentou as cultivares BRS 394 e BRS 254. A primeira foi lançada em 2015 e é conhecida como “Trigo melhorador do Cerrado”. É indicada tanto para o cultivo irrigado, quando produz de 120 a 130 sacos/ha, quanto para a safrinha, com 70 a 80 sacos/ha. É um material precoce com colheita sendo feita com 110 dia. É moderadamente resistente ao acamamento. Tem boa aceitação no mercado, em função de seu excelente desempenho na indústria com alta força de glúten e estabilidade.

Por fim, foi apresentada a cultivar BRS 254. Apesar de ter sido lançada em 2005, ainda apresenta excelente produtividade e ótima qualidade industrial, também classificada como trigo melhorador. O ciclo dela é de 120 a 125 dias e é moderadamente suscetível ao acamamento. “Trata-se de um material ainda com bom potencial de produção. É superior aos outros materiais quando o assunto é qualidade industrial, por conta de sua elevada força de glúten. Também possui alta estabilidade e alto teor de proteína”.

Manejo – o pesquisador da Embrapa Trigo, Jorge Chagas, apresentou informações relacionadas ao manejo das cultivares de trigo da Embrapa para a região. Apesar de ser lotado na Embrapa Trigo, ele desenvolve seu trabalho na Embrapa Cerrados conduzindo ensaios tanto na Embrapa, quanto em fazendas parceiras.

O especialista esclareceu, no entanto, que seria muito difícil passar para os participantes o segredo do manejo do trigo irrigado. “Não há como fazer isso, sabemos que cada pivô tem um história de cultivo diferente o que pode resultar em respostas diferentes das cultivares de trigo ao manejo. O que podemos é fazer uma recomendação média para o produtor, uma referência, que pode ser ajustada ao seu sistema de cultivo para que ele não tenha problemas na condução da sua lavoura”, esclareceu.

O pesquisador passou informaçõe sobre datas de semeadura indicadas, a densidade de semeadura e a adubação para cada cultivar, destacando o manejo da adubação nitrogenada e os cuidados com o uso do regulador de crescimento. Ele ainda apresentou o programa que é disponibilizado gratuitamente no site da Embrapa Cerrados de monitoramento de irrigração. A ferramenta indica o momento e a quantidade de água a ser aplicada por irrigação para diversas culturas no sistema irrigado do Cerrado. Acesse aqui o programa.

Acesse aqui as publicações técnicas:
Informações fitotécnicas das cultivares de trigo BRS 254, BRS 264 e BRS 394 para o sistema irrigado do Cerrado do Brasil Central;

Informações fitotécnicas para potencializar o desempenho produtivo da cultivar de trigo BRS 404 no Cerrado do Brasil Central.

Informações sobre: BRS 264, BRS 404, BRS 394, BRS 254

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

“Preparo do solo e nutrição de plantas” foi tema do 2º Seminário CanaMS 2021

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Walder Antônio Gomes de Albuquerque Nunes, pesquisador chefe adjunto de P&D da Embrapa Agropecuária Oeste, fez a abertura do 2º Seminário do 6º Ciclo de Seminários do CanaMS 2021 no dia 9 de setembro. e informou aos participantes que serão três Seminários no total. O último será em novembro e já está sendo elaborado “A Embrapa tem um grande apreço por este evento, já bastante consolidado junto ao setor, sempre com parceiros muito relevantes de dentro e de fora do estado de MS”, disse Nunes. Ele falou ainda na importância das parcerias para o foco na entrega das pesquisas.

O 2º Seminário pode ser assistido na íntegra por este link: https://youtu.be/FcWS_dDm5xI

O evento é uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e conta com a organização da TCH Gestão Agrícola. Teve os seguintes apoios: Biosul, Sulcanas, Coplacana, Athenas Consultoria Agrícola e Laboratórios, Adecoagro. Os moderadores do 2º Seminário foram: Aldair dos Santos Rodrigues, consultor técnico e sócio administrador da TCH Gestão Agrícola, e Márcio Akira Ito, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste.

A primeira palestra foi sobre “Consumo hídrico da cana-de-açúcar”, apresentada pelo pesquisador Danilton Luiz Flumignan, da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS). Segundo ele, vários fatores determinam a produtividade das culturas. Dentre eles, o clima é fator chave, sendo a água o fator que mais impacta a produtividade. “Em Mato Grosso do Sul a gente tem incertezas com relação a dinâmica das chuvas. A cana está em um ambiente um pouco restrito, não no total de água no ano, mas sim na dinâmica das chuvas. Como ela é uma planta de metabolismo fotossintético do tipo C4, ela responde fortemente à disponibilidade dos fatores temperatura, radiação solar, CO2 e, principalmente, água”, disse.

O adequado manejo dos sistemas de produção é capaz até de contornar as dificuldades relacionadas à água, quando se faz sistemas de produção que reduzem a evaporação da água do solo e/ou que favorecem o aprofundamento do sistema radicular.

Existem estudos que demonstram que se a disponibilidade de água no sistema de produção de cana for alta, a produtividade é alta e se a disponibilidade for baixa, a produtividade da cana é baixa, respondendo à escassez hídrica.

Lisímetros de pesagem

São equipamentos usados nas pesquisas de campo para medir as taxas de evapotranspiração (ET), ou seja, o consumo de água das culturas agrícolas.

“Monitorando o consumo hídrico conseguimos determinar os valores de Kc, o chamado coeficiente de cultivo. Com ele é possível realizar o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC), realizar irrigação e estimar a produtividade de canaviais”, afirma o pesquisador.

A Embrapa Agropecuária Oeste realizou estudo sobre o consumo hídrico da cana-de-açúcar. Ela leva, aproximadamente, 100 dias para chegar na fase de máxima demanda hídrica. Isso converge com a quantidade de área foliar, ou seja, o porte das plantas. Um canavial irrigado com 80 dias desde o plantio cobre somente 25% do solo com sua vegetação, mas 80% dessa cobertura é atingida já aos 140 dias.

Outra palestra da Embrapa Agropecuária Oeste foi do pesquisador Cesar José da Silva, sobre “Preparo com perfil ou reduzido? Resultados do TCH em ambientes restritivos”.

Segundo Cesar Silva, é necessário ter a visão dentro de um planejamento de áreas de expansão e renovação de diversas etapas e fases dos sistemas de produção da cana. Último levantamento: 70% das áreas de renovação dos canaviais na região sul do MS é cana sobre cana.

Associação de práticas do preparo mecânico e culturais visando à melhoria dos ambientes. No caso de expansão do canavial em áreas de pastagens degradadas, a maioria segue o preparo e a correção química, e entra a cana no primeiro ciclo. “É importante observar que para ambientes restritivos para sistemas conservacionistas tem que haver sistemas mais complexos que combinam diferentes práticas: entre elas físicas e culturais”.

Os primeiros trabalhos da Embrapa em Dourados foram com cana cultivada em área onde havia pastagens ou lavouras de grãos em ambientes considerados A e B para produção de cana. Ele mostrou os resultados de três sistemas que foram conduzidos em Dourados, MS: Sistema de Preparo Convencional (SPC): dessecação, grade aradora, corretivos de solo, grade intermediária, subsolador, grade intermediária, grade niveladora, soja, cana. Sistema Plantio Direto (SPD): dessecação, corretivos de solo, soja, cana. Duplo Sistema Preparo Convencional (DSPC): SPC + grade intermediária pós-soja.

Um dos critérios para tomada de decisão sobre qual sistema adotar apontado pelo pesquisador foi o químico. Ele citou que, após o 2º corte da cana no ano de 2015 e após o 4º corte em 2017, o Sistema Plantio Direto e o Sistema de Preparo Convencional quase não apresentaram diferença na quantidade de alumínio, teores de cálcio, magnésio, fósforo e a saturação por bases apresentaram-se dentro da faixa adequada, até pelo menos 20 cm de profundidade no perfil.

Histórico de produtividade nessa área. O experimento foi monitorado até cinco cortes. Não havendo diferença entre os três sistemas. Outro exemplo da viabilidade de sistemas conservacionista para cana-de-açúcar em solos corrigidos apresentado foi em Pitangueiras, SP, onde a produtividade da cana em SPD foi de 98 Mg ha-1 enquanto do SPC foi de 89 Mg ha-1. Houve aumento de 9% da produtividade com o Plantio Direto, redução do custo de produção da soja em 24% e redução de 10% no custo de produção da cana-de-açúcar. Solo tradicional de cana, corrigido e muito provavelmente sem restrições químicas, físicas e biológicas.

Já os experimentos conduzidos em Caarapó e Angélica foram implantados em ambientes restritivos, que são área de expansão sobre pastagem degradada, solos arenosos, com baixa capacidade de retenção de água, baixa fertilidade, problema com alumínio tóxico, entre outros. Ainda se observa limitação química ao longo do perfil nessas áreas nos primeiros anos, entregando produtividades baixas aquém do potencial da região.

Soja e cana

A melhoria do ambiente antes do plantio, com uso de corretivos do solo incorporados no perfil com arado de aivecas, realizar o plantio de plantas de cobertura e adubação verde para cobertura  com palhada e estruturação desse solo com diferentes sistemas radiculares, posicionamento adequado das cultivares, resultam em ganho na produtividade da soja e na cana.

Produtividade da soja e da cana após consórcio entre gramíneas e leguminosas com doses de fosfato: as crotalárias produzem massa verde, controlam nematoides e fixa o nitrogênio – baixa persistência da cobertura; a urochloa possui alta produção de massa e alta relação C/N (persistência); o consórcio alia benefício das duas espécies.

Segundo Silva, para adotar sistemas conservacionistas deve haver envolvimento de todos da equipe: gerência, planejamento, colheita, preparo do solo, plantio e tratos culturais, grãos e diretoria.

Ao definir o tipo de preparo do solo, deve-se obedecer a critérios técnicos como análise química, física e biológica do solo e problemas fitossanitários, como bicudo-da-cana, risco de erosão e época em que vai realizar o preparo. Em situações onde há necessidade de preparo convencional, agregar ao sistema de manejo do solo a implantação de plantas de cobertura imediatamente após o preparo para promover a cobertura, estruturação do solo, evitar a erosão e obter aumento no TCH.

Mais palestras

Outras duas palestras foram “Preparo de solo em faixas sob dois sistemas e seus efeitos no solo, máquina e planta”, por Gustavo Naves dos Reis, gerente regional de manutenção automotiva do Grupo Adecoagro, no Vale do Ivinhema. E “Considerações sobre o preparo de solos e sistematização, buscando maximizar a longevidade do canavial “, por Marcos Malerba Fernandes, da Athenas Consultoria Agrícola e Laboratório (Jaboticabal, SP).

Para assisti-las, é só clicar em https://youtu.be/FcWS_dDm5xI

FIERO lança Instituto Amazônia+21 para promover negócios sustentáveis

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A atração de grandes empresas para investir e fazer parcerias com negócios sustentáveis na Amazônia motiva a criação do Instituto Amazônia+21 pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e demais Federações das Indústrias nos estados da Amazônia Legal. A demanda nacional e internacional por esse tipo de iniciativa foi mapeada no Fórum Mundial Amazônia+21, realizado pela FIERO em novembro do ano passado. O evento de lançamento do instituto ocorre terça-feira, dia 21, às 17 horas, em formato híbrido.

O presidente da FIERO Marcelo Thomé, coloca que a concepção do Instituto Amazônia+21 contempla uma pauta de negócios que enxerga na região o principal vetor de desenvolvimento sustentável do Brasil e da indústria verde brasileira. “Empresas do mundo todo procuram negócios sustentáveis e as maiores e melhores oportunidades estão aqui na região amazônica, por isso precisamos tomar a iniciativa, oferecer possibilidades e buscar conectar investidores com empresas locais e empreendimentos sustentáveis já instalados na Amazônia para realizar o nosso enorme potencial social, ambiental e econômico”, diz.

Marcelo Thomé aponta que os processos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Amazônia é outro compromisso do Instituto Amazônia+21, pois estes permitirão um novo ciclo econômico de capacitação de pessoas, melhorando o nível de competência profissional da população amazônica com foco na retenção desses talentos nas suas localidades. “Desenvolver capital humano e reter esse público na Amazônia é outro objetivo que queremos atingir”, comenta o presidente da FIERO.

O mapeamento de soluções, oportunidades e perspectivas relacionadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia foi uma das principais pautas do Fórum Mundial Amazônia+21, evento promovido pela FIERO e Prefeitura Municipal de Porto Velho, por meio da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho (ADPVH), em novembro de 2020, e que contou com a correalização da CNI e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). O Fórum reuniu especialistas, cientistas, empresas e representantes de vários governos, em debates e estudos que apontaram, entre outras oportunidades, tecnologia e inovação, bioeconomia, indústria verde e mercado de carbono como possibilidades estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico de Rondônia e de toda a Amazônia. “O Fórum nos mostrou demandas de empresas do Brasil e do mundo inteiro por negócios sustentáveis, então é com essa perspectiva que surge o Instituto Amazônia +21”, finaliza Marcelo Thomé.

Assessoria de Comunicação FIERO

Com 80 mil km de redes, Energisa orienta clientes a não mexerem nas estruturas de energia

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Ação de conscientização para evitar acidentes em casa, no lazer e durante o trabalho tem sido realizadas em várias regiões do estado, em parceria com órgãos públicos, sindicatos, associações de moradores etc.

 

A Energisa já construiu mais de 17 mil km de novas linhas de transmissão e de distribuição em Rondônia. São mais de 80 mil km de cabos e quase 6 mil torres que só podem ser acessados por técnicos treinados. Em algumas regiões, porém, a empresa vem registrando tentativas de acesso indevido na rede, o que representa um grave risco tanto para quem acessa quanto para a população, que pode ficar sem energia. O gerente de manutenção de redes de Alta tensão, Filipe Lima, explica que as novas redes contam com equipamentos de automação e podem ser energizadas mesmo a distância, o que ocorre em alguns testes. Por isso, a regra, sem exceção, é não se aproximar. “Segurança é nossa prioridade. Por isso, alertarmos a população para que não acesse a rede mesmo se não estiver em operação ainda”, frisou.

As ações de conscientização junto à comunidade também ocorrem através de palestras para estudantes, produtores ruais, profissionais da construção civil e telefonia. Cerca de 200 pessoas já participaram dos encontros que seguem protocolos de saúde contra a Covid-19. O material orientativo mostra a importância de a população agir com segurança e apresenta dicas para atuação durante obras, em momentos de lazer e até dentro de casa. Lima enfatiza que qualquer interação com a rede elétrica precisa ser realizada por profissionais capacitados e utilizando equipamentos de proteção individual corretos para a atividade. Ainda destaque que vandalismo, pipas, manipulação indevida e contato com a rede elétrica com automóveis estão entre as ações de maior risco e que podem ser evitadas. “Antes de iniciar qualquer atividade, faça uma avaliação preliminar de risco. Manusear objetos metálicos próximo a rede elétrica pode provocar acidentes sérios e até ser fatal. A segurança é responsabilidade de todos”, afirmou. Os moradores podem contribuir para a prevenção de acidentes informando à concessionária através dos canais de atendimento sobre situações que represente risco.

Em quase três anos de atuação, a Energisa investiu R$ 1,7 bilhões em melhorias da rede elétrica, incluído a instalação de equipamentos que auxiliam na segurança como dispositivos que desligam o fornecimento em caso de curto-circuito provocado, por exemplo, por acidentes de trânsito. O contato é disponível gratuitamente 24 horas por dia pelo 0800 647 0120, aplicativo Energisa, www.energisa.com.br ou whatsapp GISA (69 9 9358-9673).

 

 

Confira algumas das orientações:

  • Nuca toque ou se aproxime de cabo de energia partido;
  • Não tente socorrer quem estiver preso a um cabo partido. Chame imediatamente a Energisa;
  • Não solte pipa próximo às redes de energia e subestações;
  • Em caso de acidente de trânsito envolvendo poste de energia, espere dentro do veículo a chegada da equipe da Energisa e não toque nas partes metálicas do automóvel;
  • Nunca realize poda de árvores que estejam em contato com a rede elétrica;
  • Evite construir ou reformar perto da rede elétrica. Respeite a distância mínima de 2 metros na horizontal e 3 metros na vertical.
  • Tenha cuidado ao manusear objetos metálicos (vergalhões, escadas, antenas de televisão, andaimes) perto da rede elétrica.
  • Nuca escale postes ou torres de energia;
  • Não opere maquinário agrícola próximo a rede de energia. Tenha cuidado com antenas de rádio e caçambas ao manobrar os veículos.
  • Outras orientações estão disponíveis nas redes sociais  da Energisa e no canal no Youtube.