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Rede Ebserh alerta para importância de exame para detectar osteoporose

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Como não há sintomas, é importante a detecção da doença precocemente para iniciar o tratamento

A osteoporose é uma condição assintomática que deixa os ossos frágeis e porosos e, à medida que vai progredindo com o avançar da idade, aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril e da coluna. Como não há sintomas, é importante que o público em geral e os profissionais de saúde se conscientizem sobre a importância de detectar a doença precocemente e iniciar o tratamento.

A orientação da Rede Ebserh (HU-UFSC/Ebserh) é a prevenção. A reumatologista do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, Andressa Miozzo Soares, explica: “É importante saber que a doença existe para prevenir problemas no futuro. O diagnóstico pode ser feito por meio do exame de densitometria óssea e, se for diagnosticada num estado inicial ou mesmo numa fase de osteopenia (que significa, em termos gerais, pré-osteoporose), podemos prevenir que aconteça uma fratura”, disse a médica.

Caso não seja realizado o exame, o paciente só vai ficar sabendo que tem osteoporose quando sofrer alguma fratura óssea e, nestes casos, há risco de perda de qualidade de vida, imobilização e até mesmo aumento de morte. Toda mulher com 65 anos ou mais ou que estiver na menopausa e apresentar algum fator de risco, bem como homens com mais de 70, têm de fazer a densitometria, independente de sintomas.

Além da idade, da menopausa e de descendência como fator de risco, também é importante observar casos de histórico familiar de osteoporose ou fraturas e uso de remédios que provoquem perda de massa óssea. Embora a doença possa ter consequências graves, o tratamento é simples e eficaz, com medicamentos que são bem tolerados pelos pacientes.

Hábitos de vida saudáveis desde a infância e adolescência podem ajudar a prevenir o aparecimento da osteoporose na velhice. Exercícios físicos, boa alimentação, boa ingestão de cálcio e vitamina D podem ajudar a ter um osso de melhor qualidade.

O HU-UFSC participa da cadeia de cuidado nesta área acompanhando os pacientes idosos internados e nos ambulatórios, mesmo quando atendidos em outras especialidades e no tratamento dos casos mais graves. Além deste atendimento especializado, o HU contribui para a formação de profissionais, com uma vaga de residência para Reumatologia, que dura dois anos após a residência médica em clínica médica e a formação em Medicina.

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Vinculadas a universidades federais, essas unidades hospitalares têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde da região em que estão inseridos.

Com informações do Ebserh

Outubro é o mês com menor número de mortes por Covid-19 desde abril de 2020

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Dados foram divulgados pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde nessa segunda (1º)

Com a maior campanha de vacinação da história do Brasil caminhando a passos largos, o país fechou o mês de outubro registrando o menor número de mortes por Covid-19 desde abril de 2020. Dados divulgados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, mostram que 11 mil pessoas morreram pela doença no mês passado. O levantamento foi feito nessa segunda-feira (1º).

Em abril de 2020, o Brasil registrou 5,7 mil mortes pela doença. O número de outubro também é inferior ao totalizado em abril deste ano, quando a crise sanitária atingiu o pico de casos e óbitos, e 82,2 mil brasileiros perderam a vida para a Covid-19.

A queda no número de óbitos é registrada desde junho, quando o Programa Nacional de Imunizações (PNI) avançou na vacinação dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Os dados divulgados apontam a eficácia da campanha de vacinação no combate à crise pandêmica.

Atualmente, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, já enviou doses suficientes para imunizar todos os grupos prioritários, todos os brasileiros adultos com ao menos uma dose e segue nas novas etapas da campanha, com a dose de reforço para idosos acima de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde, além da imunização de adolescentes e a segunda dose da população.

Ao todo, 334,9 milhões de vacinas Covid-19 foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. E mais de 275,9 milhões foram aplicadas. Só nas últimas 24 horas foram mais de 515 mil. Cerca de 155,1 milhões de brasileiros já tomaram a primeira dose da vacina, o que equivale a 87,6% do público-alvo de 177 milhões de brasileiros. E mais de 120,7 milhões tomaram a 2ª dose ou dose única, o que representa 68,1% da população vacinável.

A vacinação também reflete na queda da média móvel de casos e óbitos. O índice registrado nesta segunda é 324,43. O valor representa uma queda de 14,5% em comparação a 14 dias atrás. A média móvel de casos também diminuiu. Em duas semanas caiu 3,9% e está em 11,89 mil. Desde abril de 2021, a média móvel de casos e óbitos registra queda de cerca de 90%.

Com informações do Ministério da Saúde

Secretário de Saúde de Rondônia elogia escolha da nova diretora do Hospital Regional de Vilhena

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Weslaine Amorim assumiu hoje, no lugar de Clair Cunha, que pediu pra sair

Em vídeo gravado ontem, quando esteve na cidade acompanhando um mutirão de médicos que atenderam pacientes de todo o Cone Sul, o secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, elogiou a escolha da técnica em enfermagem Weslaine Amorim como nova diretora do Hospital Regional de Vilhena.

A unidade era comandada pelo servidor municipal Clair Cunha, que vai atuar em outro programa de saúde. Assim como o diretor da UPA, Frank Frank Yuri Feitosa, que volta a trabalhar na área de TI do município, Clair pediu para deixar o cargo. Frank será substituído pelo enfermeiro Alex Bruno Domiciano.

Weslaine foi empossada hoje “tenho conhecimento e atuação na área da saúde há 20 anos, atuando como técnica em enfermagem, servidora efetiva dos municípios de Colorado de Oeste e Vilhena”

A nova diretora hospitalar é formada administração, com ênfase em gestão pública, pela Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras (Facel Curitiba-PR)

Weslaine está cursando pós-graduação em gestão hospitalar e saúde pública. bacharel em serviço social (faculdade FAMA de Vilhena) e também está no 5º período de Direito (Unesc/Vilhena).

CLIQUE ABAIXO e assista o vídeo.

https://www.folhadosulonline.com.br/noticias/detalhe/2021/assista-secretario-saude-rondonia-grava-video-e-elogia-escolha-nova-diretora-do-hospital-regional-vilhena

Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

Fome, desemprego e meio ambiente podem impactar o voto dos jovens em 2022, sugere nova pesquisa

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Levantamento do Ipec mostra que, embora 20% ou mais dos jovens desconheçam o que seja o Congresso Nacional ou o Supremo Tribunal Federal (STF), eles se recusam a participar do debate político, que 80% deles consideram intolerante e agressivo

São Paulo, 25 de outubro de 2021 – Combate à fome e a pobreza, geração de empregos e preservação do meio ambiente são os valores sociais considerados mais importantes pelos jovens e poderão estar entre os principais fatores para definição do voto dos jovens nas eleições presidenciais de 2022, como mostra a nova pesquisa do Ipec (antigo Ibope). A pesquisa retrata como os jovens entre 16 e 34 anos de idade percebem a política nacional. O estudo foi encomendado pelo movimento cívico global Avaaz e pela Fundação Tide Setubal.

No questionário foi solicitado aos entrevistados que indicassem qual valor social era o mais importante para eles. Como resposta, 33% citaram o combate à fome e à pobreza como primordiais. Para 16%, é um país com economia forte e que gere empregos. Além disso, chama a atenção que, atualmente, um número maior de jovens valoriza mais a preservação da Amazônia e do meio ambiente (14%) do que o acesso à educação e à saúde (ambos com 3% das menções) e o combate à corrupção (7%), por exemplo.

Nana Queiroz, responsável sênior de campanhas na Avaaz, afirma:

“O que essa pesquisa nos mostra é que este governo falhou com os jovens: não há comida na mesa de suas famílias, eles não têm lugar no mercado de trabalho e seu futuro está sendo ameaçado pela destruição ambiental. Os candidatos precisam ter propostas para melhorar esses aspectos concretos de suas vidas se quiserem conquistar seus mais de 58 milhões de votos. Eles estão famintos por soluções reais e um debate político saudável, mas, em vez disso, estamos servindo a eles um prato de discussões podres e polarização intolerante.”

A pesquisa também revela que 20% de nossos jovens desconhecem o que é o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal, por exemplo. Mas eles também não se sentem encorajados a fazer perguntas ou a discutir política: 80% consideram que o debate político é agressivo e intolerante e 59% não falam sobre política nas mídias sociais por medo de serem julgados, cancelados ou tratados de forma agressiva.

Os dados mostram ainda que o medo da intolerância política afeta mais os jovens de menor renda: 7 em cada 10 jovens entre as famílias com renda familiar de até 1 salário-mínimo não participam das discussões sobre política nas redes sociais por medo.

Outras descobertas que se destacam:

• 69% consideram que a direita é intolerante e agressiva

• 66% pensam o mesmo sobre a esquerda

• 83% acreditam que o debate político nas mídias sociais é agressivo ou intolerante

• 80% consideram o debate político como um todo, agressivo ou intolerante

• 58% acham que a divisão entre direita e esquerda não faz sentido

Porém, o estudo aponta que os jovens estão dispostos a participar da vida política: 82% dos entrevistados entre 16 e 18 anos estão interessados em tirar o título de eleitor para votar nas próximas eleições, mesmo antes de atingir a idade obrigatória. Quando perguntados sobre o motivo, 29% dizem que o momento político preocupante exige isso; 28% querem exercer seu direito de voto e 25% afirmam que os jovens devem participar da vida política. Isso representa cerca de 5 milhões de votos não previstos que podem influenciar o placar do jogo político no próximo ano.

Marcio Black, coordenador do programa de Democracia e Cidadania Ativa da Fundação Tide Setubal, explica:

“Os jovens brasileiros querem votar e participar da vida política, mas a cultura do cancelamento e os debates agressivos que permeiam o ecossistema político os estão afastando. Nenhuma sociedade pode evoluir ou se transformar se as pessoas se sentem silenciadas ou com medo de falar sobre seus erros e dúvidas. Se não trouxermos os jovens de volta ao centro do debate político, corremos o risco de perdê-los ou para a radicalização ou para a apatia.”

A pesquisa representa a população do país com idade entre 16 e 34 anos. Levantamento realizado entre 18 e 21 de setembro de 2021, com 1.008 jovens nessa faixa etária, por meio de questionários aplicados presencialmente, por uma equipe de entrevistadores especificamente capacitada para lidar com este tipo de público. Previamente, o questionário foi validado por jovens de diversas partes do Brasil que participaram de grupo focal de discussão. A margem máxima de erro é estimada em 3 pontos percentuais para mais ou para menos em relação aos resultados obtidos na amostra total. O nível de confiança é de 95%.

Os resultados completos da pesquisa e os detalhes de sua metodologia podem ser encontrados no anexo.

Sobre a Avaaz: A Avaaz é um movimento democrático global com mais de 60 milhões de membros em todo o mundo. Todos os seus recursos financeiros provêm de pequenas doações individuais. Este estudo faz parte de uma campanha contínua da Avaaz para proteger a sociedade contra os perigos da desinformação e defender a liberdade de expressão nas mídias sociais. Algumas campanhas a favor da Internet e investigações da Avaaz incluem as seguintes:

∙ Em parceria com a USP e o Instituto Questão Ciência, medimos o impacto da desinformação relacionada à COVID-19 e à saúde no Brasil e no mundo, expondo redes de desinformação que atingiram 3,8 bilhões de visualizações estimadas e ameaçando a confiança da população na vacina contra a COVID;

∙ Desmascaramos redes brasileiras de distribuição de desinformações sobre a vacina que visavam a obtenção de lucro com a venda de curas “alternativas” em 2019;

∙ Publicamos um estudo sobre grandes redes de desinformação com mais de meio bilhão de visualizações antes das eleições na União Europeia em 2019;

∙ Colaboramos para garantir que meio bilhão de cidadãos europeus tenham acesso a uma internet livre e democrática por lei;

∙ Revelamos uma grande rede de desinformação durante as eleições brasileiras de 2018;

∙ Apoiamos a aprovação do Marco Civil da Internet, no Brasil, em 2014, garantindo a neutralidade na web a todo cidadão brasileiro.

Sobre a Fundação Tide Setubal : Organização não governamental, de origem familiar, criada em 2006, que fomenta iniciativas promotoras da justiça social e do desenvolvimento sustentável de periferias urbanas e que contribuam para enfrentar desigualdades socioespaciais das grandes cidades, em articulação com sociedade civil, instituições de pesquisa, Estado e mercado.

 

Tudorondonia/Assessoria

Empregada encontra empresário morto na geladeira da casa dele em MT

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Um empresário de 53 anos foi encontrado morto na geladeira da casa onde morava, na região do Setor Industrial, em Querência, a 912 km de Cuiabá, nesse domingo (31). O corpo de Irineu Schindler foi achado pela empregada doméstica que trabalhava no local. A polícia não informou se havia sinais de violência.

De acordo com a Polícia Civil, a funcionária de Irineu contou que foi na casa dele e encontrou as portas aberta e uma geladeira deitada no chão do quarto.

Ela contou à polícia que, ao abrir a geladeira, encontrou Irineu já sem vida. A funcionária foi quem acionou a polícia.

A casa onde Irineu morava é conjugada na empresa de mecânica que ele administrava. Os policias foram até o local, mas nenhum suspeito do crime foi encontrado.

A suspeita é de homicídio. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) informou que vai investigar o caso.

Nas redes sociais, a filha de Irineu postou uma mensagem lamentando a morte do pai.

“Me recuso a acreditar que não vou poder mais ouvir sua voz, te ver dar risada, te dar conselho sobre ter paciência. Me recuso a aceitar que não vou mais te ver ou sair para comer atá ficar estufado”, diz.

Por G1-MT

Indígena de Rondônia destaca risco à Amazônia na COP26

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e a ativista indígena brasileira Txai Suruí citaram o risco à proteção da Amazônia em seus discursos para mais de cem chefes de Estado na cerimônia da Cúpula do Clima (COP26), em Glasgow, nesta segunda-feira, 1º de novembro. O presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu não ir à COP26, evento que discute estratégias para frear o aquecimento global.

Em uma declaração que pediu maior comprometimento das nações para cortar as emissões de CO2, Guterres destacou que partes da Floresta Amazônica “agora emitem mais carbono do que absorvem”.

Em julho deste ano, uma pesquisa publicada na revista científica Nature mostrou que a parte sudeste da Amazônia se tornou uma grande fonte de emissão de CO2. “Este é o momento de dizer basta. Basta de brutalizar a biodiversidade, basta de matar a nós mesmos com carbono, basta de tratar a natureza como uma privada e de cavar nossa própria tumba”, disse Guterres.

O secretário-geral da ONU também lembrou que as promessas climáticas dos países têm sido insuficientes para conter o aquecimento global. Guterres disse que o nível do mar já dobrou nos últimos 30 anos e os oceanos estão mais quentes do que nunca.

Para o chefe da ONU, “estamos no caminho para um desastre climático”. Ele também anunciou a criação de um grupo de especialistas que irá propor padrões claros sobre como medir e analisar os compromissos sobre emissões zero.

Jovem ativista

Antes de Guterres, discursou na COP-26 Txai Suruí, jovem ativista de Rondônia que defende o povo Paiter Suruí, na Floresta Amazônica. Ela lembrou que a poluição e as mudanças climáticas causam impactos à floresta. “Os rios estão morrendo e nossas plantas não crescem como antes.”

Também pediu ações urgentes: “Não é 2030 ou 2050. É agora.”Sem citar nominalmente o governo Jair Bolsonaro, a ativista de 24 anos exortou a participação dos povos indígenas nas decisões sobre as mudanças climáticas e criticou o que chamou de “mentiras vazias” e “promessas falsas”.

“Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática”, disse Txai Suruí, lembrando a morte de Ari Uru-eu-wau-wau em abril de 2020. Ari Uru-eu-wau-wau atuava em um grupo de vigilância dos povos indígenas em Rondônia. “Enquanto você fecha os olhos para a realidade, o defensor Ari Uru-eu-wau-wau, meu amigo desde criança, foi assassinado por proteger a floresta”, disse a jovem.

Avesso à agenda verde, Bolsonaro rechaçou os apelos de líderes mundiais para participar do evento que tenta destravar o financiamento da preservação de florestas e ampliar os compromissos assumidos pelos países com a redução da emissão de gases de efeito estufa – ação necessária, segundo cientistas, para salvar os esforços previstos no Acordo de Paris de conter o aumento da temperatura global em 1,5 ºC.

O que é a COP-26?

A COP-26, que começou neste domingo e seguirá até o dia 12, discute ações climáticas que possam fortalecer o combate ao aquecimento global com base nas metas do Acordo de Paris, pacto assinado em 2015. A conferência ocorre em um momento em que eventos climáticos extremos – como secas, inundações e ondas de calor – têm sido cada vez mais frequentes.

O relatório do IPCC, painel intergovernamental de mudanças climáticas da ONU, mostrou este ano que o planeta deve ficar 1,5ºC mais quente do que na era pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do inicialmente previsto. Por isso, decisões políticas tomadas pelos líderes ao longo da COP-26 são determinantes para salvar o planeta, mas há grandes desafios para chegar a um acordo.

Foto: Txai Suruí, jovem ativista de Rondônia – UN Climate Change/REPRODUÇÃO / Estadão.

Fonte: Época Negócios

Câncer de próstata: em Rondônia casos estão cada vez mais frequentes

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O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), busca conscientizar sobre os cuidados da saúde do homem e reforça a campanha “Novembro Azul”, que visa prevenir e combater o câncer de próstata.

Dados do Registro de Câncer de Base Populacional (RCBP), coletados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), indicam que, em Rondônia, 29,2% da população masculina teve casos de câncer, subdivididos em próstata, testículos e outros órgãos genitais. Um total de 887 novos casos, entre 2015 a 2019.

Por idade, a pesquisa do Inca, segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do Câncer em Rondônia, Rose Britto, explica que entre 2015 e 2019, foi o período que mais houve casos de câncer em homens com idade entre 54 e 84 anos. Mas, entre 65 e 69 anos a incidência foi maior.

Atualmente, o câncer de próstata está em 2° lugar no ranking de mortalidades no Brasil, com uma taxa de 13%. A estimativa para 2020 foi de mais de 32% de novos casos em Rondônia.

Rose Brito reforça que o homem deve ter muito cuidado e atenção com a saúde. É com o diagnóstico precoce que o tratamento e a cura podem acontecer.

Para o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, os registros de câncer no Estado mostram o quanto os homens devem cuidar mais da sua saúde. “Fazer exames periódicos a partir de 45 anos é fundamental para um possível diagnóstico precoce”, frisa.

SINTOMAS

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Neste caso, os sintomas são:

dor óssea;
dores ao urinar;
vontade de urinar com frequência;
presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

FATORES DE RISCO

histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
obesidade.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do Câncer em Rondônia, somente o diagnóstico precoce pode garantir a cura do câncer de próstata. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco ou com 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como: endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

Fonte:SECOM/RO

PRF recupera mais uma caminhonete roubada em Rondônia

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Nova Mamoré/RO, durante a realização das atividades ostensivas de policiamento, no começo da manhã desta segunda-feira (01), na BR 425 – próximo ao km 75 – observou uma caminhonete Toyota Hilux realizando manobras evasivas após seu condutor avistar a equipe policial. Percebendo tal ato, os policiais realizaram acompanhamento tático ao veículo, motivo que fez com que os ocupantes da caminhonete a abandonassem na mata próxima a rodovia e empreendessem fuga a pé.

Os policiais, após realizarem a verificação do veículo, constataram que tratava-se de objeto de roubo, e que tal fato teria acontecido na noite anterior (31 de outubro). Como não foi possível localizar os infratores, a caminhonete foi encaminhada à perícia da Polícia Civil para procedimentos técnicos e posterior destinação.

Fonte: PRF/RO

Deputada Rosangela Donadon anuncia que vai destinar R$2 milhões para saúde de Vilhena

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A parlamentar anunciou que vai destinar o recurso durante o lançamento do programa “Saúde no Interior” em Vilhena.

A deputada estadual Rosangela Donadon (PDT), anunciou durante o lançamento do programa “Saúde no Interior” em Vilhena neste sábado,30, que vai destinar R$2 milhões para saúde de Vilhena.
O evento contou com a presença do secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, do prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês, secretários, vereadores entre outras autoridades políticas e da população em geral que aguardava o atendimento de saúde.
Rosangela Donadon reforçou o compromisso que tem em trabalhar para melhorar a saúde oferecida a população de Vilhena e de todo o Cone Sul de Rondônia.
“Vou destinar R$2 milhões para a saúde de Vilhena que é um município polo e recebe pacientes de todo o Cone Sul. Tenho recebido muitos pedidos da população para destinar o recurso para adquirir um aparelho de ultrassom com doppler que a rede municipal de Vilhena não tem, um aparelho de mamografia e um aparelho de ecocardiograma. Quero ouvir a população para saber as necessidades do município e destinar o recurso que vai contribuir para melhorar a saúde oferecida para a população”, disse a deputada.

 

 

Assessoria

Com a promessa de plugar de vez a economia, 5G vai a leilão

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Realidade em 65 países e 1.662 cidades, a telefonia móvel de quinta geração dará o seu primeiro grande passo no Brasil em uma concorrência marcada para o próximo dia 4. Às 10h, na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília, os envelopes com as propostas das empresas habilitadas a concorrer em diferentes modalidades de operação e localidades começarão a ser abertos.

Além de grandes operadoras já atuando na telefonia brasileira, como Claro, TIM e Telefônica (Vivo), o leilão pode ter a participação de outras 12 empresas. A Algar e a Sercomtel, de médio porte, também já operam no país. As outras dez concorrentes estrearão no mercado: Brasil Digital Telecomunicações Ltda; Brisanet Serviços de Telecomunicações SA; Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda; Consórcio 5G Sul; Fly Link Ltda; Mega Net Provedor de Internet e Comércio de Informática Ltda; Neko Serviços de Comunicações, Entretenimento e Educação Ltda; NK 108 Empreendimentos e Participações SA; VDF Tecnologia da Informação Ltda; e Winity II telecom Ltda.

Mesmo tendo apresentado propostas, as competidoras que não cumprirem todas as exigências do Edital 1/2021 serão excluídas — e seus envelopes, devolvidos intactos.

A expectativa é de que o Tesouro Nacional arrecade R$ 3,06 bilhões, caso os lotes sejam leiloados na sua totalidade. Esses recursos, relativos às outorgas, terão um impacto direto nas finanças do governo, mas é possível que até R$ 49,7 bilhões sejam movimentados com a venda dos espaços de radiofrequência em 5G, sendo R$ 7,57 bilhões para atender à demanda de internet para rede de educação básica. Outros R$ 39,1 bilhões compõem o restante dos investimentos obrigatórios constantes do edital, incluindo uma rede exclusiva para a área governamental em Brasília.

A licitação, que será dirigida a radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, com prazo de operação de 20 anos prorrogável por mais 10, teve como primeiro horizonte o mês de novembro do ano passado e só foi marcada em definitivo depois de correções no edital determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a Anatel, “será a maior oferta de espectro da história da agência”. Mas a princípio só serão beneficiadas as capitais e as grandes cidades.

Podem participar do certame empresas constituídas segundo as leis brasileiras, com sede e administração no país, em que a maioria das cotas ou ações com direito a voto pertença a pessoas naturais residentes no Brasil, inclusive as que explorem serviço de telecomunicações, individualmente ou em consórcio. As estrangeiras estão autorizadas, desde que firmem compromisso de se adaptarem às características exigidas.

Entre as principais novidades da tecnologia 5G, estão a transmissão de altas taxas de dados e em baixa latência, ou seja, no menor espaço de tempo possível, com segurança e confiabilidade. Na ampla gama de possibilidades a serem exploradas, há aplicações eficientes para o desenvolvimento de serviços destinados a diversas atividades econômicas e pessoas físicas, como operação remota de máquinas, operação de máquinas por outras máquinas, procedimentos em telemedicina e transmissão de vídeos em alta resolução.

 

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Escalada tecnológica

Na trajetória das tecnologias móveis de telefonia, cada geração voltou-se para uma determinada abordagem, quase sempre tendo em vista um usuário humano. A primeira geração oferecia cobertura de telefonia utilizando torres. Nessa época, os celulares funcionavam basicamente como rádios de comunicação em FM (algo como os folclóricos walkie talkies) e tinham de ser conectados a redes de telefonia fixa.

O 2G foi a primeira tecnologia a inserir a telefonia no campo das comunicações móveis, com modestas taxas de transmissão de dados, que não comportavam arquivos grandes e ainda podiam incluir opções de sons de chamada e mensagens de texto. O 3G propiciou ao usuário usar dados no celular como se fosse numa conexão de banda larga fixa em um computador. Surgiram nessa etapa ofertas pioneiras e criou-se o ambiente para o desenvolvimento de novos ramos da economia digital.

O 4G formatou o mundo em que nos comunicamos atualmente, ao aumentar a velocidade da transmissão de dados e facilitar as conexões em redes velozes na maior parte do tempo. Com isso, serviços que estavam limitados ao atendimento físico migraram para a esfera digital: da entrega de comida ao táxi. Os compartilhamento de vídeos em alta definição, mas principalmente as redes sociais, são os grandes destaques de aplicações dessa geração.

Conforme a Anatel, o 5G “trará mudanças mais profundas para aplicações industriais e de automação do que para usuários de smartphones”. Estes terão disponíveis taxas de transmissão média e de pico muito superiores ao 4G, mas a grande inovação é esperada para as aplicações industriais e comerciais, como os carros autônomos e os sensores, além de uma melhor cobertura em rodovias, o que deve favorecer especialmente o transporte de cargas.

É a chamada Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que deverá ser atendida de forma massiva, com grande cobertura e baixo consumo de bateria, levando a um novo patamar de comunicabilidade.

Devido ao seu padrão tecnológico, que inclui maior sustentação e um tempo de resposta superior, o 5G ainda promete fazer avançar serviços como a segurança pública, a educação à distância e as cidades inteligentes.

São esperados igualmente avanços como a maior densidade das conexões, isto é, o aumento da quantidade de dispositivos conectados em uma determinada área; maior eficiência espectral, que é o aumento da quantidade de dados transmitidos por unidade de espectro eletromagnético; e maior eficiência energética dos equipamentos, com redução do consumo de energia e, consequentemente, reflexos na sustentabilidade ambiental.

A tecnologia 5G implicará um salto adicional, já que é flexível e se adapta à aplicação utilizada. Uma de suas funcionalidades é o “fatiamento da rede” (network slicing). Vídeos de alta resolução (4K, por exemplo) podem pedir larguras de banda extremamente altas, enquanto carros autônomos e cirurgias assistidas demandam latências (tempo de resposta) extremamente baixas. Em vez de obrigar todas as aplicações aos mesmos parâmetros de rede, o fatiamento permite ao provedor isolar virtualmente os segmentos de rede necessários para atender às necessidades de uma aplicação, otimizando os resultados.

Inclusão digital

O acesso às vantagens do 5G, entretanto, só serão possíveis por meio de um aparelho compatível com a nova tecnologia. Os requisitos para a certificação de tais aparelhos para a rede 5G já foram aprovados pela Anatel. Assim, espera-se que haja o crescimento da oferta de modelos adequados. Segundo a Anatel, o primeiro smartphone homologado compatível com a tecnologia 5G no Brasil foi lançado no final de junho de 2020. Mas, sem as novas redes, os benefícios ainda são pequenos. Redes de 4G e 3G ajustadas não são mais do que simulacros do que o 5G poderá de fato oferecer. De qualquer forma, por um bom tempo, os celulares compatíveis com as gerações 2G, 3G e 4G continuarão funcionando.

 

Vida do cidadão
O que muda de imediato na vida do consumidor pessoa física ◼ O foco, pelo menos inicial, do 5G é a digitalização das atividades econômicas, para tornar as operações de máquinas e equipamentos mais rápidas, eficientes e seguras.

◼ O consumidor pessoa física vai se beneficiar marginal e gradualmente desses avanços, na medida em que as operadoras oferecerem sinal de quinta geração nos seus planos, principalmente nas cidades maiores. Espera-se com isso uma internet mais firme e aumento, por exemplo, da velocidade e do tamanho dos downloads e uploads.

Já existem aparelhos celulares 5G? ◼ Para ter acesso pleno aos benefícios do 5G, é necessário um aparelho compatível com a nova tecnologia. Os requisitos para a certificação de tais aparelhos para a rede 5G já foram aprovados pela Anatel, permitindo que a quantidade de modelos certificados venha aumentando. O primeiro smartphone homologado compatível com a tecnologia 5G no Brasil foi lançado no final de junho de 2020. Mas, ainda que o usuário adquira esse equipamento, para que os benefícios do 5G sejam desfrutados é necessária a implantação das redes por parte das prestadoras.

◼ As prestadoras do serviço móvel vêm anunciando o lançamento comercial do 5G por meio da técnica de compartilhamento (DSS – Dynamic Spectrum Sharing) das frequências em uso pelo 4G e pelo 3G. Dessa forma, as prestadoras já iniciaram a preparação das redes atuais para a evolução ao 5G, mesmo antes da oferta de frequências que vêm sendo dedicadas mundialmente à quinta geração. Mas, com esse tipo de compartilhamento, ainda não será possível usufruir plenamente das potencialidades do 5G.

◼ A consulta aos produtos certificados e homologados pela Anatel pode ser feita pelo Sistema de Certificação e Homologação (SCH). Ao acessar o SCH para pesquisar por aparelhos celulares homologados com a tecnologia 5G, escolha a opção “Telefone Móvel Celular” no filtro “Tipo de Produto”, e a opção “NR” no filtro “Tecnologia”. Os demais filtros podem ser utilizados para refinar a busca, como “Fabricante”, “Modelo” ou “Faixa de Frequências”.

Os aparelhos celulares compatíveis com as tecnologias 2G, 3G e 4G deixarão de funcionar? ◼ Os telefones celulares com tecnologia 4G, 3G e 2G continuarão a funcionar. No curto prazo, não há expectativa de descontinuidade das tecnologias anteriores.

Fonte: Anatel

Apesar da garantia de sobrevida para tecnologias mais antigas, a implantação das redes móveis de quinta geração ainda não dissipou as dúvidas sobre o quanto ela fará avançar o acesso à telefonia móvel para os usuários que vivem em áreas remotas do Brasil. Uma série de questões relacionadas a esse tema foram colocadas por especialistas e senadores que participaram, no dia 28 de outubro, de uma audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT).

Além de amplificar os alertas para os riscos que corre a inclusão digital no país, o encontro também teve o objetivo de coletar subsídios à avaliação da política pública de telefonia celular 5G — essa avaliação está a cargo da CCT. Até o final do ano, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) deve apresentar um relatório sobre a implantação dessas redes no Brasil.

Apesar de reconhecer a importância da nova tecnologia, Jean Paul observa que o assunto ainda é objeto de críticas e perguntas até agora sem respostas:

— Vai ser importante saber como ficará o cidadão comum lá do interior. Quando ele terá acesso a essa tecnologia? Como ele ficará servido das tecnologias que já estão ofertadas, mas com baixa qualidade? Quando e como essas tecnologias vão proporcionar maior bem-estar social e melhor qualidade de vida a esses cidadãos?

Para o senador Paulo Rocha (PT-PA), o que se insinua é o velho costume de transferir para a iniciativa privada serviços públicos essenciais, mas sem atrelar a exploração de áreas mais lucrativas a investimentos para o público de menor renda:

— Volta de novo a volúpia de governos nesse processo de discussão de privatização, especialmente em serviços públicos tão importantes. Estou aqui desde 1991 e participei de todo esse debate, principalmente na privatização das telecomunicações. As empresas vão exatamente em busca do filé. E o osso fica para quem? O serviço privado não deu conta de resolver os problemas dos rincões do país.

Na opinião de Alex Jucius, diretor da Associação NEO, que reúne 180 pequenas e médias prestadoras independentes de banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa e móvel, a execução dos compromissos vai acelerar a inclusão digital. Segundo ele, mais de 500 municípios com até 600 habitantes e cerca de 2 mil municípios sem cobertura plena passariam a ser atendidos pelo menos com redes 4G. Além disso, a internet chegaria a 48 mil quilômetros de rodovias federais:

— A inclusão digital não necessariamente vai ser feita com o 5G. Mas pode ser feita por meio do 5G, com os investimentos decorrentes e os compromissos que estão sendo colocados. A implantação da tecnologia 4G e LTE vai ser levada para lugares que hoje não estão cobertos. O 5G vai talvez promover a maior inclusão digital que já houve neste país com relação à mobilidade.

Cristiane Sanches, conselheira da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), acredita que o edital do leilão vai equilibrar o atendimento às capitais e ao interior:

— O edital permite que a gente tenha acesso a redes neutras. O futuro do espectro é o compartilhamento. Se não tivermos esse compartilhamento e um acesso diferenciado à rede móvel, nada vai funcionar e o interior vai restar prejudicado. Ainda existem lacunas em relação a localidades remotas e afastadas, e não é o 5G, nesse momento inicial da operação, que vai resolver isso.

Essa é também a previsão do diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Gustavo Correa:

— O Fórum Econômico Mundial reconhece que o 5G tem uma curva de adoção que começa pelas grandes cidades, por áreas mais urbanas. À medida que o tempo passa, a gente vai conseguindo ter essa cobertura fora dos grandes centros e até mesmo em áreas rurais e remotas. O investimento nas redes 5G, para que elas cheguem a áreas menos densamente povoadas, é maior, o que leva a um prazo de adoção maior.

A Coalizão Direitos na Rede, que reúne 48 associações que defendem o direito à comunicação e à inclusão digital, é bem crítica em relação ao edital da Anatel. Flávia Lefevre, representante da entidade, mencionou na audiência no Senado o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou falhas na elaboração do documento:

— A pergunta é: 5G para quem? As entidades reconhecem nessa tecnologia grandes oportunidades de alavancar diversos setores da economia e estimular o desenvolvimento social. Mas o Brasil se encontra hoje num fosso digital profundo e injustificável.

Um dos “erros grosseiros” do edital seria considerar como economicamente inviáveis para o 5G uma série de municípios grandes, populosos e, em alguns casos, de alto poder aquisitivo.

Diogo Moyses, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), teme que parcela importante dos consumidores brasileiros possa ser prejudicada pelo modelo de leilão do próximo dia 4.

— O consumidor, especialmente aquele mais vulnerável e que mais precisa de políticas públicas, está sendo desconsiderado nesse processo. Evidente que o 5G traz uma série de inovações. Mas a situação em relação à universalização do acesso à internet ainda é dramática. Aproximadamente 40% da população tem acesso à internet exclusivamente pela telefonia móvel. É um modelo comercial baseado em franquias, no qual boa parte dos usuários passa a maior parte do mês sem qualquer acesso à internet. O foco deve ser uma melhoria radical da infraestrutura do 4G — sugeriu.

Fonte: Agência Senado