Doce dividido em seis partes tem chamado atenção nas confeitarias; versão local aposta em cupuaçu e maracujá.

Os ovos de Páscoa em fatias são a nova tendência nas confeitarias do Brasil. Em Rondônia, o doce, além da nova releitura, ganhou um toque regional, com sabores de cupuaçu e maracujá, aliados ao talento do chef confeiteiro Ronaldo Savaris de Porto Velho.
Ao g1, Ronaldo contou que sua confeitaria foi a primeira a perceber o potencial econômico do ovo de Páscoa em fatias e decidiu apostar no doce, até então inédito no estado.
Mas o que é o ovo de Páscoa em fatias? A novidade tem chamado atenção e conquistado espaço entre os consumidores, competindo com os tradicionais ovos e os trufados. O doce é dividido em seis pedaços, cada um com recheios e cores diferentes.
Ronaldo Savaris explica que a técnica de produção é a mesma do ovo tradicional. O processo inclui a têmpera do chocolate, a pré-cristalização e a cristalização final. A diferença está no molde, que tem um formato mais complexo, o que dificulta a produção em larga escala.
A montagem exige cuidado para manter a estrutura, já que as fatias têm formato triangular ovalado. Todas as partes precisam sair perfeitas para que se encaixem corretamente na montagem final.
O ovo é dividido em seis pedaços, cada um com uma casca que passa pelo processo de temperagem, garantindo o aspecto uniforme. Entre os sabores deste ano estão: chocolate belga ao leite com caramelo, pistache, Snickers, coco, cupuaçu e maracujá.
O custo é mais alto, reflexo do trabalho artesanal e da dificuldade de produção em larga escala. Enquanto o ovo tradicional pode ser feito por duas pessoas, o modelo em fatias envolve até seis profissionais na produção de uma única unidade.
“A diferença nos valores está ligada ao processo. Enquanto o ovo tradicional envolve cerca de dois processos, o ovo em fatias pode chegar a pelo menos 12”, afirma.
O confeiteiro também contou que já recebeu pedidos de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. No entanto, questões logísticas dificultam a entrega, já que o chocolate precisa ser mantido em baixa temperatura durante o transporte.
Fonte/G1-RO







