MPRO cumpre mandados de prisão contra ex-deputado da Assembleia Legislativa de Rondônia

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio de seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em articulação com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Estado de São Paulo e a 1ª Delegacia de Polícia de Capturas do Estado de São Paulo, na noite de sexta-feira, deram cumprimento a ordens de prisão expedidas e cadastradas junto ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) em face de ex-parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, que estavam abertos e com status de “Procurado”.

Foi dado cumprimento ao total de 8 (oito) ordens de prisão, sendo 5 (cinco) em razão de prisão por condenação transitada em julgado, 1 (um) mandado de prisão preventiva decorrente de condenação não transitada em julgado, 1 (um) mandado de prisão preventiva e 1 (um) mandado de prisão em razão de revogação de benefício pelo Juízo da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas de Porto Velho – VEPEMA.

As ordens de prisão foram emitidas por Juízes e Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) contra o ex-deputado estadual e estavam cadastradas junto ao BNMP entre os anos de 2019 e 2024, objeto de ações penais que apuravam a prática de diversos crimes, entre os quais os crimes de associação e organização criminosa, corrupção passiva, peculato, concussão etc.

A soma das condenações já transitada em julgado nos respectivos mandados é de 72 (setenta e dois) anos, 9 (nove) meses e 25 (vinte e cinco) dias, além de outros processos criminais que já se encontravam em execução.

Considerando o estado de saúde do ex-parlamentar, que se encontra internado na cidade de São Paulo, não houve audiência de custódia, mas continuará internado com escolta policial até deliberação pelo Poder Judiciário do Estado de Rondônia.

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Entre as condenações impostas ao ex-parlamentar, uma é resultado da “Operação Dominó”, que investigou um esquema de desvio de recursos públicos na ALERO, entre 2004 e 2005.

O esquema, conhecido como “folha paralela”, envolvia a nomeação de servidores fantasmas que não exerciam funções na ALERO.

Segundo apurado, o esquema era liderado pelo ex-parlamentar enquanto Presidente da ALERO e contava com a participação de quase todos os 24 (vinte e quatro) Deputados Estaduais, que, juntos, teriam desviado o total de R$ 11.371.646,83 (onze milhões, trezentos e setenta e um mil, seiscentos e quarenta e seis reais e oitenta e três centavos) no período de junho de 2004 a junho de 2005.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)























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