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Debate ganha nova dimensão após entrada em vigor de lei mato-grossense

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O agronegócio brasileiro entrou em uma fase de intensa incerteza jurídica e de imagem internacional após importantes tradings (além da própria Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove) anunciarem o início do processo de saída da Moratória da Soja. Enquanto no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda aguarda decisão do ministro Flávio Dino sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para prorrogar por 120 dias a suspensão da lei do Estado de Mato Grosso (em vigor desde o dia 1o) que retira benefícios fiscais de empresas signatárias de compromissos socioambientais voluntários.

Ontem, o Pensar Agro antecipou que o Supremo deve decidir ainda nesta semana sobre o pedido da AGU, que questiona os efeitos da Lei nº 12.709/2024 de Mato Grosso — norma que impede que empresas que adotem exigências ambientais superiores à legislação nacional tenham acesso a incentivos fiscais estaduais enquanto mantiverem esses compromissos privados.

O que está acontecendo agora

Com a lei já em vigor desde 1º de janeiro de 2026, várias empresas associadas à Abiove e grandes tradings formalizaram sua intenção de se desligar da Moratória da Soja, um pacto voluntário criado em 2006 para impedir a compra de soja originada de áreas da Amazônia desmatadas após julho de 2008.

Esse movimento foi confirmado em reportagens internacionais, como a da agência Reuters, que noticiou que as principais tradings já constam como não-assinantes do acordo nos registros públicos da Moratória.

Reação do setor socioambiental

Organizações ambientais já se manifestaram publicamente sobre o assunto. O Greenpeace Brasil divulgou nota nesta segunda afirmando que a saída de empresas do pacto representa um retrocesso nos mecanismos de proteção da Amazônia e pode comprometer a credibilidade da soja brasileira nos mercados exigentes.

Além disso, o WWF-Brasil também identificou risco de aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e impacto negativo nas metas brasileiras assumidas no Acordo de Paris caso os sistemas de monitoramento e rastreabilidade da cadeia da soja deixem de operar com os padrões anteriormente praticados.

Posicionamentos

A Abiove, por sua vez, tem dito em comunicados repassados à imprensa que a segurança jurídica é central para a continuidade das exportações brasileiras e que a experiência acumulada ao longo de quase 20 anos não será desperdiçada. A associação afirma que seus associados continuarão a atender às exigências ambientais dos mercados internacionais, mesmo fora do termo formal da Moratória da Soja.

Segundo a Abiove, o atual arcabouço legal — que inclui o Código Florestal Brasileiro e a Resolução CONAMA nº 510/2025, que define critérios mínimos para autorizações de supressão vegetal — já garante os requisitos necessários para preservar a sustentabilidade da produção e a confiança dos compradores no exterior.

Em sentido oposto, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) afirmou, em nota, que a saída das tradings da Moratória da Soja amplia riscos ambientais, climáticos e reputacionais para o agronegócio brasileiro. Segundo a organização, o movimento ameaça diretamente os sistemas de monitoramento, rastreabilidade e auditoria que, desde 2006, asseguram a não aquisição de soja oriunda de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008.

O instituto avalia que o esvaziamento do pacto pode resultar em aumento do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa, com potenciais impactos sobre as metas climáticas do Brasil e sobre a credibilidade do produto nacional no mercado internacional.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), o que tem que ser levado em consideração, neste imbróglio todo é o posicionamento de quem produz.

“O produtor rural brasileiro não pode ser penalizado por cumprir rigorosamente a legislação ambiental do País e, ainda assim, ser submetido a exigências adicionais criadas fora do ordenamento jurídico nacional. Em Mato Grosso, quem produz soja respeita o Código Florestal, mantém áreas de preservação e reserva legal e opera dentro das regras estabelecidas pelo Estado brasileiro”, garante.

“A chamada Moratória da Soja acabou criando um desequilíbrio ao impor restrições que vão além da lei, afetando diretamente a competitividade do produtor e gerando insegurança jurídica. O agricultor precisa de previsibilidade para investir, produzir e continuar gerando emprego, renda e alimentos, e não de acordos privados que mudam as regras no meio do jogo”, disse Rezende.

“O posicionamento de Mato Grosso reflete o sentimento do campo: somos favoráveis à preservação ambiental, mas dentro da lei. Não é aceitável que produtores que cumprem todas as normas sejam tratados como irregulares ou tenham acesso a mercados e benefícios limitado por critérios que não foram definidos pelo Congresso Nacional nem pelos órgãos reguladores do País”, completou o presidente do IA e da Feagro-MT.

Calendário de eventos 2026 ajuda produtor a planejar investimentos, tecnologia e mercado

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O ano de 2026 começa com uma agenda robusta de feiras e eventos do agronegócio espalhados por todas as regiões do país. Mais do que vitrines de máquinas e insumos, esses encontros têm se consolidado como pontos-chave para decisões de investimento, ajustes de manejo e leitura de mercado em um cenário de margens apertadas e forte concorrência internacional.

Para o produtor rural, acompanhar o calendário com antecedência passou a ser parte do planejamento da safra. É nesses eventos que chegam primeiro as novidades em mecanização, biotecnologia, agricultura digital, crédito, seguro rural e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Agenda começa ainda no verão

O circuito de grandes feiras começa já em fevereiro, com destaque para o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), um dos principais termômetros tecnológicos da agricultura brasileira. Ainda no Sul, o Show Tecnológico Copercampos, em Santa Catarina, reforça o papel das cooperativas na difusão de inovação.

Em março, o ritmo se intensifica com eventos de forte peso regional e nacional, como a Expodireto Cotrijal (RS), o Farm Show Primavera do Leste (MT) e o Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), todos com foco direto em produtividade, logística e mercado de grãos.

No Matopiba, o AgroRosário, na Bahia, ganha relevância como espaço de discussão sobre expansão agrícola, clima e infraestrutura, enquanto no Centro-Oeste o TecnoAgro, em Chapadão do Sul (MS), reforça o debate sobre sistemas produtivos adaptados ao Cerrado.

Abril concentra grandes decisões

Abril tende a ser um dos meses mais estratégicos do calendário do agro em 2026. A Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Parecis Super Agro (MT) e a Norte Show, em Sinop (MT), reúnem produtores em plena tomada de decisão para a próxima safra.

O mês culmina com a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), considerada a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. Tradicionalmente, o evento funciona como um divisor de águas para negociações de máquinas, implementos e soluções de alto valor agregado.

Do campo à cadeia produtiva

Em maio e junho, a agenda avança com eventos que ampliam o foco para toda a cadeia produtiva. AgroBrasíliaShowtecFenagra e a Bahia Farm Show combinam tecnologia, política agrícola e mercado, atraindo produtores, indústrias, bancos e formuladores de políticas públicas.

Já no segundo semestre, o destaque fica para feiras mais especializadas, como a Agroleite, no Paraná, voltada à cadeia do leite, e a AveSui, referência nacional em aves e suínos, que fecha o calendário em outubro.

Planejamento virou diferencial competitivo

Com custos elevados, crédito mais seletivo e pressão internacional sobre preços, participar de feiras deixou de ser apenas visita institucional. Para muitos produtores, é parte do cálculo econômico da atividade: comparar soluções, negociar condições e antecipar tendências.

Em 2026, o calendário do agro reforça um recado claro: informação, tecnologia e presença estratégica nos principais eventos são cada vez mais determinantes para a competitividade no campo.

SERVIÇO:

Fevereiro

  • Show Rural Coopavel
    9 a 13 de fevereiro
    Cascavel (PR)

  • Show Tecnológico Copercampos
    24 a 27 de fevereiro
    Campo Demonstrativo Copercampos – Campos Novos (SC)

Cotas sem tarifa do México abrem espaço para avanço da carne brasileira

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A decisão do governo mexicano de liberar cotas de importação sem imposto para carne bovina e suína até o fim de 2026 cria uma janela comercial relevante para o Brasil, principal fornecedor fora dos acordos de livre comércio da América do Norte. O movimento ocorre em meio a ajustes na política de combate à inflação no México e a um cenário global de maior disputa por mercados para as proteínas animais.

De acordo com o decreto, o México permitirá a entrada, sem cobrança de tarifa, de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suína até 31 de dezembro de 2026. As cotas são globais, válidas para todos os países exportadores — com exceção daqueles que mantêm acordo de livre comércio com os mexicanos, como Estados Unidos e Canadá.

Na avaliação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, esse desenho tende a favorecer diretamente o Brasil. “Estados Unidos e Canadá não entram nessa cota porque já têm acordo com o México. Na prática, o Brasil é o principal fornecedor fora desse bloco”, afirmou.

A iniciativa complementa decisão anunciada no fim de dezembro, quando o governo mexicano retirou as duas proteínas do Pacote Contra a Inflação e a Carestia (Pacic), programa criado para conter a alta dos preços dos alimentos por meio de isenções tributárias.

Brasil já é fornecedor relevante

Dados da plataforma Agrostat, do Mapa, mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou 74,3 mil toneladas de carne suína e 113,2 mil toneladas de carne bovina ao México. Em receita, as vendas somaram R$ 181,4 milhões no caso da carne suína e R$ 618,9 milhões na bovina.

Segundo Rua, apenas uma parcela das exportações brasileiras será impactada pelas cotas, e, ainda assim, o mercado mexicano segue competitivo. “Mesmo com as cotas, o México continua mais atrativo do que outros destinos. Os Estados Unidos, por exemplo, ainda aplicam uma tarifa de 26,4%”, destacou.

China segue no radar

Paralelamente ao movimento mexicano, o Brasil acompanha com atenção a medida de salvaguarda adotada pela China para a carne bovina importada. O mecanismo prevê uma tarifa adicional de 55% para volumes que ultrapassarem a cota estabelecida — no caso brasileiro, 1,1 milhão de toneladas.

Segundo o secretário do Mapa, o governo brasileiro negocia para que os embarques realizados até 31 de dezembro de 2025 fiquem fora do cálculo dessa cota. Além disso, o País prepara propostas para tentar absorver eventuais volumes não utilizados por outros exportadores.

“As propostas ainda não foram formalmente enviadas. Estamos estruturando alternativas porque ainda não está claro como essas redistribuições poderiam ocorrer”, explicou Rua.

A missão oficial à China, inicialmente prevista para janeiro, foi adiada por questões de agenda. Ainda assim, a expectativa do governo é que o tema avance antes da visita ou, no máximo, seja tratado diretamente durante as reuniões bilaterais.

Produtores pedem cautela dos frigoríficos

As medidas chinesas geraram reação entre produtores. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com o risco de que o custo da sobretaxa recaia sobre o pecuarista.

Em nota, a entidade defendeu que frigoríficos evitem repassar perdas ao produtor e alertou contra práticas especulativas. “Os grandes exportadores têm condições de redirecionar volumes para outros mercados sem penalizar quem está na porteira”, afirmou a associação.

Para a Acrimat, o momento exige equilíbrio da indústria e atuação firme do governo federal para proteger não apenas os exportadores, mas também quem sustenta a produção no campo.

Pensar Agro


Nota fiscal eletrônica já é obrigatória a todos os produtores rurais

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Desde esta segunda-feira (05.01) produtores rurais de todo o Brasil passaram a ser obrigados a emitir nota fiscal exclusivamente em formato eletrônico. Com a mudança, deixa de valer em definitivo o modelo 4 em papel, tradicionalmente utilizado no campo.

A exigência foi estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e tem alcance nacional, valendo para todos os Estados. Até então, a obrigatoriedade já se aplicava a produtores com receita bruta anual acima de R$ 360 mil e às operações interestaduais. Agora, a regra foi estendida a todos os produtores rurais, inclusive agricultores familiares e pequenos produtores.

Na prática, nenhuma operação poderá mais ser acobertada por nota em papel. A emissão deverá ocorrer por meio da Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural (NFP-e ou NF-e), conforme os sistemas adotados por cada Estado.

Segundo o Confaz, a medida busca padronizar procedimentos, ampliar o controle fiscal e reduzir o uso de documentos físicos, além de facilitar a fiscalização e o trânsito de mercadorias em todo o território nacional.

Aplicativo gratuito é recomendado

Embora o produtor possa escolher a plataforma que irá utilizar para a emissão da nota fiscal eletrônica, governos estaduais e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomendam o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF).

A ferramenta é gratuita, integrada à conta gov.br e permite a emissão do documento diretamente pelo celular. Um dos diferenciais apontados é a possibilidade de gerar a nota mesmo em locais com instabilidade de internet, situação comum em áreas rurais.

Para utilizar o aplicativo, o produtor deve:

  • acessar a loja de aplicativos do celular;

  • buscar por Nota Fiscal Fácil ou NFF;

  • realizar o download e acessar com a conta gov.br.

Estados, como o Rio Grande do Sul, já disponibilizaram guias e tutoriais para orientar os produtores sobre o uso da ferramenta, mas a obrigatoriedade da nota eletrônica não se restringe a nenhuma unidade da federação.

Atenção do produtor

Especialistas alertam que a falta de emissão da nota fiscal eletrônica pode gerar irregularidade fiscal, impedir o transporte da produção e trazer problemas no acesso a crédito, seguros e programas oficiais.

Com o fim definitivo do talão em papel, a recomendação é que o produtor rural se adapte o quanto antes aos sistemas digitais, evitando transtornos no escoamento da safra e na comercialização da produção.

Fonte/Pensar Agro

Ministério Público retoma atendimento normal ao público nesta quarta-feira (7/1)

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O Ministério Público de Rondônia retoma, nesta quarta-feira (7/1), o atendimento normal ao público, de forma presencial, na capital e nas Promotorias de Justiça do interior do estado. A retomada ocorre após o recesso forense, iniciado em (20/12), período em que a instituição manteve regime de plantão em todas as unidades.

Com o fim do recesso, o atendimento volta a ocorrer nos horários regulares, das 7h às 14h. Cidadãos podem procurar o Ministério Público para registrar demandas, buscar orientações e acompanhar procedimentos.

Durante o recesso, o funcionamento em regime de plantão garantiu a atuação do MPRO em casos urgentes. Esse modelo é usado para atender situações que não podem esperar, como pedidos que envolvem risco imediato a direitos.

O plantão é uma forma de trabalho em escala. Ele assegura que promotores e servidores estejam disponíveis para agir em situações urgentes. Assim, mesmo com o atendimento ao público suspenso, a atuação essencial foi mantida em todo o estado.

Com a retomada do atendimento presencial, os serviços administrativos e de atendimento direto ao cidadão voltam à rotina normal. As Promotorias de Justiça passam a receber o público sem necessidade de plantão.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Dois nomes com chances reais já estão em campanha ao governo

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Tanto Adailton Fúria quanto Marcos Rogério, os únicos, neste momento, com chances reais de ocupar a cadeira de Marcos Rocha, percorrem o Estado

Sérgio Pires

Muito tempo antes das convenções, bem antes em que o calendário eleitoral autoriza o início de campanhas políticas, os dois principais nomes até agora postos na disputa pelo Governo do Estado, atuam como se ela já estivesse a mil. Tanto Adailton Fúria quanto Marcos Rogério, os únicos, neste momento, com chances reais de ocupar a cadeira de Marcos Rocha, percorrem o Estado. Claro que não pedindo votos, mas prestando contas, falando do que fizeram e que o fariam, se no Governo. Ou seja, fazendo campanha, mas de forma ainda não acintosa.

Fúria inclusive tem participado de eventos com manobras com carros, superlotando locais de apresentações, como o fez duas vezes na semana passada, em Guajará Mirim e Candeias do Jamari. Marcos Rogério tem visitado prefeitos e autoridades, falando nas emendas que destinou ao Estado (mais de 200 milhões de reais, segundo ele) mas, é claro, já se postando como pretendente ao Palácio Rio Madeira/CPA.

O prefeito de Cacoal tem concedido entrevistas a várias emissoras e sites, falando nos avanços de sua cidade, hoje considerada a melhor cidade da região norte para se viver. Também tem conversado com lideranças da Capital, porque é dela que virá seu vice. Nos bastidores, ouve-se que o nome já teria sido escolhido, convidado e aceito, mas, por enquanto, o assunto é tratado apenas da porta para dentro.

Já Marcos Rogério percorre o Estado muitas vezes junto com o deputado federal Fernando Máximo, que será candidato ao Senado, numa dobradinha com o atual presidente regional do PL que quer o Governo, ainda não está tratando do nome do vice. O outro nome do PL ao Senado, o empresário do agronegócio Bruno Scheid, escolhido a dedo por Jair Bolsonaro, não está na boa com Rogério.  Scheid cobra publicamente seu companheiro de partido, sobrea  expulsão de um vereador.

 

Deputados aprovam extinção da Somar e atualização da estrutura do governo estadual

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Além da extinção da Somar, o PLC 163/2025 atualiza dispositivos que tratam da coordenação do planejamento e da governança estadual, reforçando o papel da Câmara de Coordenação e Governança Estadual (CCGE) e de seus comitês no acompanhamento e na integração das políticas públicas

Texto: Ivanete Damasceno | Jornalista Secom ALE/RO Foto: Secom Governo de Rondônia
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Deputados aprovam extinção da Somar e atualização da estrutura do governo estadualCentro Político Administrativo do Governo de Rondônia (CPA) (Foto: Secom Governo de Rondônia)

Os deputados estaduais aprovaram, em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Rondônia, o Projeto de Lei Complementar 163/2025, que altera e revoga dispositivos da Lei Complementar n 965, de 20 de dezembro de 2017, promovendo ajustes na organização administrativa do Poder Executivo.

A proposta aprovada prevê a extinção da Coordenadoria de Soluções para Melhoria e Alcance de Resultados (Somar), anteriormente vinculada à Casa Civil, cujas atribuições já vinham sendo exercidas pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog).

De acordo com a Mensagem 240/2025, a medida tem como objetivo eliminar sobreposições administrativas, fortalecer a centralização das funções estratégicas na Sepog e garantir maior eficiência, racionalidade e transparência à gestão pública estadual.

O governo ainda justificou que as atividades relacionadas ao acompanhamento do Plano Estratégico do Governo e do Plano de Desenvolvimento Estadual Sustentável (PDES), antes desempenhadas de forma conjunta, passaram a ser executadas integralmente pela Sepog. Ainda, a reorganização administrativa não gera impacto financeiro nem aumento de despesas para o Estado.

Além da extinção da Somar, o PLC 163/2025 atualiza dispositivos que tratam da coordenação do planejamento e da governança estadual, reforçando o papel da Câmara de Coordenação e Governança Estadual (CCGE) e de seus comitês no acompanhamento e na integração das políticas públicas.

As sessões da Assembleia Legislativa podem ser acompanhadas presencialmente ou pelos canais da TV Assembleia (7.2) e YouTube. Mais informações sobre os projetos e as votações estão disponíveis no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (Sapl) e no site oficial da Alero.

Jovem e criança morrem após caminhão tombar na BR-364, em RO; 5 pessoas da família estavam no veículo

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Corpo de bombeiros retiraram dois adultos das ferragens e encaminharam para o hospital da região. Por causa do tombamento, o trânsito no trecho funciona em sistema pare e siga.

Caminhão com madeira tomba na BR-364 em Jaru, RO — Foto: PRF

Um caminhão carregado de madeira tombou na madrugada desta segunda-feira (5) no km 435 da BR-364, em Jaru (RO). No veículo estavam cinco pessoas da mesma família.

Uma adolescente e uma criança morreram no acidente. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu retirar as vítimas que ficaram presas às ferragens. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), dois adultos já foram socorridos e levados ao hospital da região.

Por causa do tombamento, o trânsito no trecho funciona em sistema pare e siga, com interdição parcial no sentido crescente da rodovia.

Equipes da Nova 364 e da PRF permanecem no local para controlar o tráfego e dar apoio ao atendimento.

Por g1 RO

Mais de R$ 800 mil garantidos pela deputada Rosangela Donadon reforçam a saúde de Cabixi

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Recursos serão aplicados na aquisição de equipamentos médicos e mobiliário para o Hospital Municipal HPP e a Atenção Primária à Saúde

A deputada estadual Rosangela Donadon (União Brasil) garantiu mais de R$ 800 mil em emenda parlamentar para fortalecer a saúde pública do município de Cabixi, atendendo a uma solicitação apresentada pela sua representante no município, Kashna Selhorst, em conjunto com o prefeito Silvano de Almeida.

O investimento possibilita a celebração de convênio entre a Prefeitura de Cabixi e o Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), com foco na aquisição de equipamentos médicos e mobiliário destinados ao Hospital Municipal HPP e ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.

Ao todo, o valor total destinado é de R$ 809.889,00, recurso que será executado pela Secretaria Municipal de Saúde de Cabixi, garantindo melhores condições de trabalho às equipes de saúde e ampliando a qualidade do atendimento prestado à população.

Rosangela Donadon destacou que a emenda é resultado do diálogo permanente com as lideranças locais e do compromisso do seu mandato com as demandas do município. Segundo a parlamentar, o recurso atende diretamente uma solicitação construída junto com a Kashna Selhorst e o prefeito Silvano de Almeida.

A deputada também agradeceu ao governador Marcos Rocha, ressaltando o apoio do Governo do Estado na liberação dos recursos e na efetivação do convênio, reforçando a importância da união entre o Legislativo, o Executivo estadual e a gestão municipal em benefício da população de Cabixi.

 

 

 

Por assessoria

Léo Moraes avalia lançar Delegado Flori; aliados defendem Acir

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Ou seja: o quadro final para a corrida pelo Palácio do Governo ainda não está fechada

Sérgio Pires
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Claro que já há outros nomes para a corrida ao Governo, mas, convenhamos, com chances mínimas. Um deles é o representante da esquerda, o advogado e jornalista Samuel Costa. Até teria alguma possibilidade caso começasse uma carreira política ou na Câmara de Vereadores ou na Assembleia, mas, acima disso, mesmo competente e dedicado, Samuel não tem chance. Chances reais teriam outros dois que podem se tornar postulantes: Acir Gurgacz e o prefeito Delegado Flori, de Vilhena.

Com relação a Acir, ele quer mesmo é concorrer ao Senado. Muitos dos seus conselheiros, contudo, apontam para possibilidades mais fortes na corrida pelo Governo. Ele é um nome conhecido em todos os recantos do Estado, tem serviços prestados e tem voto. Na relação de concorrentes ao Senado, teria que enfrentar nomes poderosos, como Fernando Máximo, Sílvia Cristina, Confúcio Moura e quem sabe até o governador Marcos Rocha, caso ele mude sua decisão de se manter no poder e não concorrer.

Já o Delegado Flori quer ser candidato, mas só o fará se for convocado pelo presidente regional do seu partido, o Podemos. Léo Moraes, prefeito de Porto Velho com altíssimo índice se aprovação em seu primeiro ano de mandato, ainda está analisando o quadro, mas tem confidenciado a partidários próximos que pode sim, apoiar Flori ao Governo. A decisão final pode ser anunciada em breve.

Ou seja: o quadro final para a corrida pelo Palácio do Governo ainda não está fechada. Por enquanto tem só Fúria e Marcos Rogério como nomes fortíssimos. Caso entrem Gurgacz e Flori nesta corrida, pode mudar todo o quadro que se desenhou até agora.