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DIA D: Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28)

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Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste antes do período de maior circulação do vírus
dia d vacinação

Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa no próximo sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação

Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.

Quem deve se vacinar?

A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

Além desses públicos, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade, seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.

A proteção contra a influenza é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.

Cenário epidemiológico

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.

Conheça e divulgue a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe

Marcella Mota
Ministério da Saúde

Processo seletivo Sedam

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A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) informa a abertura de Processo Seletivo Simplificado, conforme o Edital nº 56/2026, com vagas destinadas a profissionais das áreas de Engenharia Agronômica, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Geografia (Bacharelado) e Biologia (Bacharelado). As inscrições estarão abertas no período de 30 de março a 05 de abril, e devem ser realizadas por meio do link – https://processoseletivo.sedam.ro.gov.br/. Consulte o edital completo disponível abaixo.

 

Sedam

PRF apreende 268 garrafas de vinhos argentinos sem nota fiscal

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Carga vinha da tríplice fronteira na região do paraná e seria levada a Bauru
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Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã dessa quinta-feira (26), uma carga de vinhos argentinos transportada sem a comprovação ou documentação fiscal. Um casal foi detido e responderá por descaminho.

O flagrante ocorreu por volta das 10h30, quando os policiais deram ordem de parada ao condutor de uma GM Vectra que passava pelo entroncamento das rodovias Transbrasiliana (BR-153) e a estadual Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). Na abordagem os PRFs já constataram diversas caixas de vinho ocupando o banco traseiro. Ao vistoriarem o carro, descobriram também o porta-malas carregado com mais caixas de vinhos.

O casal disse que foram contratados para levarem as bebidas de Santa Terezinha do Itaipu, cidade paranaense distante cerca de 25 quilômetros da tríplice fronteira Brasil, Paraguai e Argentina, e as levaria para Bauru, em São Paulo.

Foram contadas 50 caixas de vinhos de marcas diversas sendo transportadas sem o devido desembaraço aduaneiro. Contra o casal, um homem de 41 anos, e uma mulher de 37, foi registrado o boletim de ocorrência de descaminho, sendo a carga levada para a Receita Federal em Bauru para os procedimentos legais cabíveis.

 

PRF

MPF e MP/RO garantem fornecimento gratuito de canabidiol a criança com epilepsia grave

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Justiça Federal determinou que União e estado de Rondônia forneçam o medicamento para controle de crises convulsivas diárias

Foto mostra quatro frascos de canabidiol

Imagem de freepik

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO) obtiveram decisão para obrigar a União a fornecer, de forma contínua, medicamento à base de canabidiol a uma criança diagnosticada com encefalopatia epiléptica. O paciente reside em Rondônia e sofre de epilepsia refratária de difícil controle, apresentando crises convulsivas diárias e grave déficit cognitivo. A Justiça Federal determinou ainda que o estado de Rondônia deve garantir o fornecimento, caso a União não cumpra a medida.

A ação foi ajuizada inicialmente pelo MP/RO e passou a ser conduzida em conjunto com o MPF após o encaminhamento do processo à esfera federal. Durante o processo, o MPF acompanhou o trabalho da perícia médica judicial, que confirmou o diagnóstico de encefalopatia crônica e o grave déficit cognitivo. O laudo técnico atestou que o paciente é resistente aos medicamentos convencionais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a perícia, mesmo após uso correto de medicações convencionais a criança não apresentou melhora. Diante do resultado técnico, o MPF manifestou-se favoravelmente ao fornecimento da medicação, destacando a vulnerabilidade do paciente. O órgão defende que o remédio é imprescindível para a compensação do quadro clínico e para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

A União e o estado contestaram o pedido alegando a ausência de registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, embora o medicamento em questão (Epifractan) não tenha registro definitivo, a Anvisa permite a importação excepcional de derivados de cannabis para uso pessoal, com prescrição médica. Além disso, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o Estado deve fornecer esses itens quando comprovadas a hipossuficiência econômica, a necessidade clínica e a inexistência de substitutos no SUS.

Dessa forma, a sentença confirmou a tese do Ministério Público e determinou que a União fica obrigada a entregar o remédio na dose prescrita pelo médico do paciente. Para manter o recebimento, a família deverá apresentar receituário médico atualizado à unidade fornecedora do medicamento a cada seis meses. A Justiça fixou o prazo de 15 dias para que a União comprove as medidas de compra e entrega do remédio.

Ação civil pública nº 1002243-45.2023.4.01.4100

Consulta processual 

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia

Anvisa cancela registro de cosméticos com substâncias banidas

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Resolução aprovada em 2025 previa medida para impedir fabricação e venda de produtos com TPO e DMPT no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou esta semana o cancelamento dos registros de todos os produtos (mais de 500) que têm em sua composição as substâncias químicas TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina). 

Em outubro do ano passado, com a aprovação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025, além da proibição, ficou definido que, passado o prazo de 90 dias, esses itens não poderiam mais ser comercializados ou usados no Brasil, o que implicaria no cancelamento dos registros e o recolhimento dos produtos. 

 Leia também: Anvisa proíbe duas substâncias utilizadas em produtos para unhas

Histórico 

As substâncias TPO e DMPT podem estar presentes em produtos usados para fazer unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED. 

A medida foi tomada para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles. Estudos internacionais em animais confirmaram que essas substâncias apresentam os seguintes riscos: 

DMPT: classificado como uma substância que pode causar câncer em humanos. 

TPO: classificado como tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade. 

Com a decisão, o Brasil se alinhou aos padrões de segurança da União Europeia, que também baniu recentemente esses ingredientes. A medida impede que produtos considerados inseguros em outros países sejam comercializados aqui. A proibição das duas substâncias se aplica a qualquer produto cosmético. 

Confira a Resolução (RE) 1.146 publicada no Diário Oficial da União e veja o nome e a marca dos produtos cancelados.

Saúde e Vigilância Sanitária

Batalhão de Polícia de Trânsito da PM de Rondônia apresenta comparativo entre o primeiro trimestre de 2025 e 2026

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O Batalhão de Polícia de Trânsito, BPTRAN, da Polícia Militar de Rondônia, vem intensificando as ações de fiscalização e combate aos crimes relacionados a veículos adulterados e produtos de roubo e furto em todo Estado de Rondônia.
De acordo com o tenente-coronel PM Tossati, comandante do Batalhão, ao comprar o primeiro trimestre de 2025 com o de 2026, os números chamam atenção. Em 2025, foram registrados 6 veículos apreendidos envolvendo adulteração, receptação e recuperação de veículos roubados. Já em 2026, no mesmo período, esse número saltou para 26 ocorrências.

 Segundo ele, esse aumento demonstra dois fatores importantes: o crescimento desse tipo de crime, mas também o fortalecimento da atuação policial, com mais abordagens, mais fiscalizações e mais prisões. “Grande parte desses casos envolve veículos clonados, com adulteração de chassi, motor e placas, além do crime de receptação e é justamente aqui que entra a importância da população no combate a esse tipo de crime”.

Atenção redobrada

Muitas pessoas acabam sendo presas por receptação ao adquirir veículos de forma irregular, acreditando em histórias enganosas. É comum criminosos alegarem que estão vendendo o veículo por um valor abaixo do mercado por motivos pessoais, como doença na família, mudança de cidade ou dificuldades financeiras.
Outro ponto de atenção é quando o vendedor informa que o veículo não está no nome dele, dizendo que pertence a um parente e que a transferência será feita posteriormente. Esse tipo de situação deve gerar desconfiança imediata.
Também é importante destacar que consultar apenas a placa do veículo não garante segurança. Muitas vezes, o veículo pode estar com a documentação regular no sistema, mas, na verdade, trata-se de um clone, com outro veículo original circulando legalmente em nome do verdadeiro proprietário.

Para não cair nestes golpes, a orientação do BPTRAN é clara: ao adquirir um veículo, nunca realize a compra sem antes passar por uma vistoria veicular credenciada. Somente após a vistoria e confirmação da originalidade do veículo, realize o pagamento e a transferência.
Evite encontros em locais suspeitos. Prefira locais seguros e, sempre que possível, vá acompanhado.
A sua atitude pode evitar prejuízos e até mesmo uma prisão. Contamos com o apoio de toda a população para combater esse tipo de crime.

BPTRAN: segurança no trânsito também é combater a criminalidade.

Jornalista Lenilson Guedes

Agenda da Indústria critica fim da escala 6×1 e defende acordo com União Europeia

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou na terça-feira (24), em sessão solene do Congresso, a Agenda Legislativa da Indústria de 2026. O documento reúne 135 proposições em tramitação e traz o posicionamento do setor sobre cada uma, com destaque para as propostas de redução da jornada de trabalho, do marco legal da política industrial e da nova Lei Geral de Concessões.

Do total, 60% das propostas contam com apoio da indústria, enquanto 40% enfrentam algum grau de divergência. A entidade também destaca 15 projetos prioritários, a chamada “pauta mínima”, que abrange temas trabalhistas, tributários, de comércio exterior, infraestrutura e inovação.

A CNI aponta propostas incluídas na Agenda Legislativa de 2025 que avançaram no Congresso, como a Lei Geral de Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021) e a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (PLP 108/2024). A entidade informa ainda que mantém diálogo com o Executivo e com o Judiciário para alinhar posições e buscar consenso em torno de metas fiscais e políticas econômicas.

Redução da jornada

A redução da jornada de trabalho é um dos principais pontos de divergência entre o setor industrial e propostas em análise no Congresso. Na Agenda Legislativa deste ano, a CNI cita as diversas propostas que pretendem diminuir a jornada de trabalho de 44 horas semanais e acabar com a chamada escala 6×1: as propostas de emenda à Constituição (PECs) 221/2019, 148/2015, 4/2025 e 8/2025.

A entidade afirma que as matérias “representam um risco significativo à competitividade do país, à sustentabilidade dos negócios, à geração de empregos formais e à produtividade”. A CNI defende que o tema seja debatido com mais profundidade antes de qualquer deliberação.

Parlamentares também manifestaram preocupação com os impactos econômicos da medida. O deputado e ex-senador Sergio Souza (MDB-PR), que presidiu a sessão, afirmou que o impacto cairia sobre o consumidor.

— Eu não consigo enxergar em momento algum se haverá para o trabalhador algum ganho. Mas eu tenho absoluta certeza de que haverá para o consumidor um aumento de custo — disse.

A avaliação é compartilhada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, que destacou a necessidade de cautela.

— Como nós podemos discutir um assunto tão importante, que compromete o futuro, sem uma discussão imparcial e num processo açodado em razão do processo eleitoral? Isso, por si só, já justifica nós termos uma séria preocupação com o déficit fiscal, nós temos uma séria preocupação com 2027 — pontuou.

Comércio exterior

No comércio exterior, a atuação do Congresso e as demandas da indústria caminham na mesma direção, com foco na ampliação de mercados e na redução de entraves às exportações.

A Agenda Legislativa registra o apoio da entidade ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que ratifica o acordo entre Mercosul e União Europeia, promulgado pelo Congresso Nacional em 17 de março, após 26 anos de negociações. A medida é considerada estratégica para ampliar a inserção internacional da economia brasileira.

Outro ponto de convergência é o PL 6.139/2023, que moderniza o sistema brasileiro de crédito à exportação. A proposta foi recentemente transformada na Lei 15.359, de 2026.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) relembrou a aprovação da Reforma Tributária como parte das conquistas recentes e afirmou que o Congresso tem procurado acompanhar as reivindicações do setor produtivo.

— A reforma tributária talvez tenha sido o passo mais ousado, posto que, na história da nossa democracia, é a primeira vez que se consegue aprovar uma reforma tributária, com todos os seus riscos e anseios, que eu tenho certeza de que trará resultados que viabilizem ainda mais a nossa tão necessária competitividade — afirmou.

A competitividade do Brasil no cenário internacional foi ponto de alerta durante as discussões. Nesse âmbito, integra a pauta mínima o PL 4.423/2024, que estabelece normas gerais para o comércio exterior de mercadorias e conta com apoio da indústria.

Infraestrutura e regulação

Outro eixo relevante da Agenda Legislativa envolve projetos voltados à infraestrutura e ao ambiente regulatório. Nesses casos, a indústria também demonstra convergência com iniciativas em tramitação no Congresso.

Entre os destaques está o PL 2.373/2025, que institui a Lei Geral de Concessões (LGC), considerada uma medida importante para ampliar investimentos e dar maior segurança jurídica a contratos de longo prazo.

O documento também inclui o PL 4.133/2023, que trata da formulação da política industrial, tecnológica e de comércio exterior. A proposta tem apoio da CNI, ainda que com ressalvas, e dialoga com a defesa do setor por uma política industrial estruturada e permanente.

Durante a sessão solene, o senador Efraim Filho (União-PB) frisou que, mais do que benefícios pontuais, o setor produtivo busca estabilidade regulatória e previsibilidade para investimentos.

— É a indústria que traz consigo a maior cadeia de valor. É a indústria que traz os empregos mais qualificados. É a indústria que mais investe em inovação. Infelizmente, hoje temos um Custo Brasil que atrapalha. Este custo é formado pelo tripé insegurança jurídica, burocracia excessiva e carga tributária complexa.

Brasil 2050

Durante a apresentação da Agenda Legislativa, a CNI também lançou o Projeto para o Brasil 2050, que reúne propostas para impulsionar o crescimento do país. As medidas incluem o fortalecimento do equilíbrio fiscal, o aumento da competitividade, a melhoria do ambiente de negócios e o incentivo a áreas com potencial, como economia circular, data centers e combustíveis sustentáveis.

Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly

Fonte: Agência Senado

Lei acaba com multa em contagem de tempo anterior a filiação ao INSS

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Trabalhadores rurais que exerceram atividade antes de serem obrigados a contribuir para o INSS não precisarão mais pagar multa para aproveitar o tempo não cadastrado na aposentadoria. É o que determina a Lei 15.363, de 2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União.

A nova norma beneficia trabalhadores que atuaram em período anterior à obrigatoriedade de filiação ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), como trabalhadores rurais até 1991. Antes, quem desejasse contar esse tempo para aposentadoria precisava pagar contribuições em atraso com incidência de multa. Com a mudança, a multa deixa de ser aplicada nesses casos.

A medida tem origem no PLS 793/2015, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). A proposta foi aprovada em votação final na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2021, com parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR), e seguiu para análise da Câmara dos Deputados.

Na justificativa do projeto, Paim explica que a legislação condiciona a migração entre regimes previdenciários ao pagamento de indenização pelo tempo de serviço, como forma de manter o equilíbrio financeiro dos sistemas. O problema, segundo ele, é que o trabalhador rural era um segurado facultativo do RGPS antes de 1991, sendo livre para aderir ou não ao sistema, o que torna injusta a cobrança de multa.

De acordo com Arns, a cobrança de multa para reconhecer o tempo de serviço não se justifica em casos que o trabalhador não era obrigado a contribuir, pois se trata de uma penalidade que deve ser atribuída apenas a quem era obrigado e não contribuiu.

“Não é justo impor ao trabalhador que não tinha a obrigatoriedade de efetuar recolhimentos ao RGPS o pagamento de multa. A multa destina-se a apenar o devedor que não honra tempestivamente a obrigação pecuniária que o liga ao credor, não havendo, assim, fundamento lógico para a sua incidência quando inexiste o dever de efetuar os mencionados recolhimentos” afirma Arns no parecer.

Fonte: Agência Senado

CRA aprova regras para doação de alimento a entidades sem fins lucrativos

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Um projeto de lei que cria regras para a doação de alimentos a entidades sem fins lucrativos foi aprovado pela Comissão de Agricultura (CRA) na quarta-feira (25). A proposta busca reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo diariamente, descartada por supermercados, restaurantes e indústrias.

De autoria do senador Giordano (MDB-SP), o PL 801/2024 estabelece um marco jurídico para doações feitas por indústrias, estabelecimentos comerciais e similares. O texto protege, com isenção de responsabilidade, quem doa de boa-fé e de forma adequada. Também prevê a criação de um cadastro de entidades que podem receber doações e estabelece regras para o transporte dos alimentos, garantindo mais controle e rastreabilidade.

A proposta segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão final.

Combate à fome

A relatora, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), afirmou que o estímulo à doação de alimentos contribui para a redução do desperdício e o enfrentamento da insegurança alimentar, reforçando políticas públicas voltadas à nutrição, à sustentabilidade e à solidariedade. Ela também destacou que o texto fortalece a segurança jurídica das doações, ao prever mecanismos de cadastro, fiscalização e responsabilização, garantindo transparência e rastreabilidade das operações.

— Sem segurança jurídica, o produto vai para o lixo enquanto tem gente passando fome — disse, lembrando que o IBGE mostrou recentemente que cerca de 24 milhões de brasileiros vivem atualmente em situação de insegurança alimentar.

Soraya explicou que a lei que criou o Selo Doador de Alimentos para empresas (Lei 15.224, de setembro de 2025) não cobre integralmente o tema, deixando lacunas sobre responsabilidade penal, transporte e rastreabilidade — brechas que o PL 801/2024 vem preencher.

A relatora também destacou a inclusão de doações destinadas a entidades de proteção animal — o que, na avaliação dela, reflete a evolução das políticas de bem-estar animal e amplia o alcance social da proposta.

A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) disse que, no Brasil, “a burocracia é tão grande que, até para você doar, existe um empecilho enorme, não tem segurança jurídica”.

— Nós temos que ter segurança jurídica, sim, desde a doação até o transporte e recebimento disso — ressaltou a senadora.

Cadastro

De acordo com o texto, as instituições receptoras de alimentos doados deverão estar previamente inscritas em cadastro nacional, que terá informações sobre finalidade social, capacidade operacional e conformidade com normas sanitárias. O objetivo é garantir transparência e fiscalização do sistema.

Contrato

O texto também determina que toda doação deverá ser feita por meio de contrato ou instrumento de parceria entre o doador e a entidade receptora, contendo informações sobre a natureza, quantidade, origem e destinação dos alimentos, além das responsabilidades de cada parte.

O Poder Executivo poderá disponibilizar modelo padrão para simplificar esses procedimentos.

Transporte

Uma das mudanças feitas pela relatora é a inclusão do transporte como parte integrante da doação. O texto aprovado estabelece que o deslocamento dos alimentos deverá obedecer às normas sanitárias e que as empresas transportadoras deverão estar previamente cadastradas em sistema específico, “assegurando controle, capacitação e rastreabilidade das operações”.

Responsabilização

O texto define que o doador e o intermediário que atuarem de boa-fé não serão responsabilizados nas esferas civil, administrativa ou penal por eventuais danos decorrentes dos alimentos doados.

A responsabilização poderá ocorrer apenas quando comprovada conduta dolosa ou culposa. Também passa a ser presumida a boa-fé daqueles que observarem as normas sanitárias e os requisitos legais.

Fonte: Agência Senado

Prefeitura de Vilhena promove a 1ª Feira de Adoção Responsável de Animais

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Ação busca incentivar a adoção consciente e garantir novos lares para animais do abrigo municipal

Incentivando a adoção responsável e buscando um lar seguro para cães e gatos, a Prefeitura de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), realizará no dia 04 de abril (sábado) a primeira feira de adoção com animais do abrigo municipal. A ação terá início às 16h, na Praça Nossa Senhora Aparecida.

A iniciativa tem como objetivo estimular a adoção consciente e proporcionar uma nova oportunidade para animais que aguardam por um lar. Além disso, estudos apontam que a convivência com animais de estimação traz diversos benefícios à saúde humana, como a redução do estresse e da ansiedade, além de contribuir para o bem-estar emocional e o fortalecimento de vínculos afetivos.

Para aqueles que tiverem interesse em adotar, mas não puderem comparecer à feira, é possível procurar a clínica veterinária Universo Pet, localizada na Avenida Major Amarante, nº 4368, Centro, ou entrar em contato pelo telefone (69) 3322-4711 para agendar uma visita ao canil municipal e conhecer os animais disponíveis.

Ao promover a feira, o município também reforça a importância da guarda responsável, conscientizando a população sobre os cuidados necessários com os animais, desde a alimentação adequada até o acompanhamento veterinário e o compromisso ao longo de toda a vida do pet. Também está prevista a realização de novas ações ao longo do ano, ampliando as oportunidades de adoção e fortalecendo as políticas públicas de proteção animal no município.

Os interessados em adotar durante a feira deverão apresentar documentos pessoais para o preenchimento da ficha de adoção. Todos os animais disponibilizados já estão cadastrados, vacinados e aptos para receber um novo lar, podendo também ser identificados por meio de microchip, garantindo mais segurança e responsabilidade no processo de adoção.

Segundo o secretário da Semma, Alexandre Damasceno, a ação vai além da adoção de animais. “Nosso objetivo é promover a conscientização e mostrar que adotar é um ato de responsabilidade e amor. Cada animal que encontra um lar representa uma vida transformada e uma família que ganha um novo companheiro. Quem adota muda um destino e ganha um amigo para toda a vida”, destacou.