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Acórdão do TCU libera o uso de emendas parlamentares coletivas para pagamento de pessoal da saúde

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O uso de recursos financeiros federais oriundos de emendas parlamentares para pagamento de pessoal ativo do setor saúde dos Municípios se constituiu como uma questão polêmica entre Congresso Nacional (CN), Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal de Contas da União (TCU) e o Executivo Federal por cerca de nove anos. O impasse tende a ter um desfecho com a publicação do TCU no Acórdão de Plenário nº 2458/2025–TCU.

Na ocasião, foi revisado o entendimento do TCU publicado em 2019, reconhecendo a possibilidade de pagamento de pessoal com recursos oriundos de emendas parlamentares coletivas (bancada e comissão). A medida se deu após as alterações realizadas pelo Congresso Nacional na Resolução nº 01/2006-CN, a qual prevê expressamente essa possibilidade.

O Ministério da Saúde também publicou orientações aos gestores a respeito do tema, informando por meio de Nota Conjunta a possibilidade de pagamento de pessoal da saúde com os recursos das emendas de bancada e de comissão, “desde que a aplicação observe os parâmetros legais pertinentes, a exemplo da vinculação à subfunção “Atenção Básica”, “Assistência Hospitalar e Ambulatorial” ou outra compatível com o objeto pactuado, e da observância das normas de execução orçamentária e financeira aplicáveis ao Fundo Nacional de Saúde e aos Fundos de Saúde estaduais, distrital e municipais”.

Planos de trabalho

Além disso, a Nota informa que não haverá alteração nos planos de trabalho das emendas já cadastradas para o exercício de 2025, “uma vez que o ordenamento jurídico da execução financeira no âmbito do fundo a fundo não prevê instrumento específico para “ajuste de plano de trabalho” após a sua aprovação técnica e orçamentária.”

Por fim, os gestores devem observar os planos de trabalho cadastrados e a vinculação com a Grupo de Natureza de Despesa (GND) de origem das transferências financeiras, as portarias que regulamentam a aplicação dos recursos oriundos de emendas parlamentares e a conformidade com as normas vigentes de execução orçamentária e financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). A prestação de contas dos recursos das emendas coletivas permanece no Relatório Anual de Gestão (RAG). 

Alerta aos gestores

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) reforça o alerta do Congresso Nacional e do TCU em relação à responsabilidade em administrar as receitas e despesas locais, evitando a descontinuidade dos serviços de saúde para a população, quando da utilização de recursos financeiros temporários (emendas) em substituição dos recursos próprios, uma vez que as despesas com pessoal são permanentes e continuadas. Confira abaixo os artigos da Resolução 1/2026 – Congresso Nacional:

 

Art. 44. As emendas de Comissão deverão:

§ 8º Os recursos alocados para complementação de transferências automáticas e regulares da União para os fundos de saúde dos demais entes, destinadas ao custeio da atenção primária da saúde e da média e alta complexidade, poderão ser utilizados para pagamento de despesas com pessoal ativo, desde que sejam referentes aos profissionais da área da saúde que atuem diretamente na prestação de serviços dessa natureza, devendo o ente beneficiário administrar as respectivas despesas a cada exercício financeiro de forma a não prejudicar a continuidade dos serviços ofertados à população.

Art. 47. As emendas de Bancada Estadual:

§ 8º Os recursos alocados para complementação de transferências automáticas e regulares da União para os fundos de saúde dos demais entes, destinadas ao custeio da atenção primária da saúde e da média e alta complexidade, poderão ser utilizados para pagamento de despesas com pessoal ativo, desde que sejam referentes aos profissionais da área da saúde que atuem diretamente na prestação de serviços dessa natureza, devendo o ente beneficiário administrar as respectivas despesas a cada exercício financeiro de forma a não prejudicar a continuidade dos serviços ofertados à população.

Acórdão 2458/2025-TCU/Plenário, item 39

“Ou seja, se por um lado, os manifestantes defendem que há risco de colapso dos serviços de saúde por ausência de continuidade, por outro, não se pode contar com recursos de natureza eventual, temporária e contingenciáveis para despesas de custeio, que demandam perenidade.”

 

Vedações constitucionais

Vale ressaltar que em relação ao uso dos recursos financeiros oriundos de emendas parlamentares individuais, não há o que se questionar sobre a possibilidade ou não de pagamento de pessoal uma vez que a vedação se encontra fixada nos artigos 166, §10 e 166-A, §1º,I da Constituição Federal.

 

Da Agência CNM de Notícias

MPF defende assistência técnica ao produtor rural em Rondônia como forma de proteger o meio ambiente

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Durante audiência na Assembleia Legislativa, representante do órgão defendeu fortalecimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e que multas ambientais sejam destinadas a um fundo para assistência técnica aos produtores rurais do estado

Foto mostra auditório da Assembleia Legislativa com pessoas sentadas, de costas, algumas com chapéus de boiadeiro. Ao fundo, uma mesa com autoridades e no telão a imagem do orador naquele momento, o procurador Gabriel de Amorim.

Foto: Ascom MPF/RO

O Ministério Público Federal (MPF), representado pelo procurador da República Gabriel de Amorim, com atuação na área ambiental, participou hoje (31 de outubro) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (Alero) para discutir os embargos aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em propriedades rurais do estado. O procurador argumentou que é possível e necessário conciliar produção rural e preservação ambiental, e que a solução para a crise dos embargos ambientais reside no fortalecimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sedam) e no investimento em tecnologia para o campo.

Gabriel de Amorim apontou que a intensa atuação do Ibama em Rondônia, com a aplicação de embargos e multas, é uma consequência direta da obstrução orçamentária à Sedam, o que acarretou na omissão do órgão ambiental estadual. Ele expôs que, no Sistema Nacional de Meio Ambiente, a competência para fiscalizar é comum, mas a lei permite que o Ibama atue de forma supletiva quando o órgão estadual se mostra ausente ou deficiente.

O procurador enfatizou que, na tentativa de “proteger” o produtor rural, a Assembleia Legislativa propiciou cortes orçamentários na Sedam, o que resultou no efeito contrário: a fragilização da fiscalização estadual abriu espaço para a atuação mais rigorosa e distante da realidade local por parte do órgão federal (Ibama). “A solução é fortalecer a Sedam, que tem competência originária para fiscalizar, a fim de que a Secretaria faça as autuações. A Sedam deve ocupar o lugar que é seu, com mais orçamento, mais estrutura, com concurso público para recompor e capacitar o corpo técnico de fiscalização. A Assembleia Legislativa pode regulamentar o processo administrativo das autuações, de forma que as multas sejam mais pedagógicas e menos repressivas, com punição progressiva”, sugeriu.

Outra proposta foi de que as multas sejam destinados a um fundo a ser usado para financiar a assistência técnica. O representante do MPF apontou que uma das causas do desmatamento ilegal é a falta de acesso à tecnologia. “É preciso levar ao campo as inovações da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], que permitem aumentar a produtividade em áreas já abertas, eliminando o incentivo econômico para o desmatamento ilegal. Precisamos que a alta tecnologia chegue aos produtores rurais. A Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural] e o Senar [Serviço Nacional de Aprendizagem Rural], bem como outras instituições de assistência técnica, devem ser priorizadas com aumento do orçamento para que os pequenos e médios produtores tenham condições de aliar o crescimento econômico à conservação ambiental”, expôs.

A audiência pública realizada na Alero foi de iniciativa da Subcomissão de Agricultura sobre Embargos de Terras (Craterras), da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, e teve a participação de senadores da República, deputados federais, deputados estaduais, órgãos públicos e representantes de produtores rurais.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Rondônia

Enem 2025: confira o passo a passo para visualizar o local de prova

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Cartão de Confirmação de Inscrição está disponível na Página do Participante. Para acessá-lo, é preciso usar o login único da plataforma gov.br. As provas serão realizadas nos dias 9 e 16 de novembro
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Foto: Divulgação/MEC

Faltam poucos dias para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Os participantes devem verificar o local de prova acessando o Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível na Página do Participante. O documento informa o número de inscrição, as datas e os horários das provas, além de indicar se o(a) inscrito(a) tem direito a atendimento especializado ou ao uso do nome social, quando for o caso.

Apesar de não ser obrigatório, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), recomenda levar o Cartão impresso nos dias de exame (9 e 16 de novembro).

Confira o passo a passo para acessar e imprimir o Cartão de Confirmação de Inscrição:

1 – Acesse a Página do Participante e selecione o botão “Página do Participante – Entrar com gov.br”.

SINTERO participa da Marcha Nacional do Serviço Público em Brasília contra a Reforma Administrativa

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Mobilização reuniu servidores de todo o país na Esplanada dos Ministérios em defesa do Estado e contra a PEC 38, que ameaça direitos e serviços públicos

SINTERO participa da Marcha Nacional do Serviço Público em Brasília contra a Reforma Administrativa

Na última quarta-feira (29), a presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi, participou Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa (PEC 38/2025), realizada em Brasília. O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores, centrais sindicais, Confederações, entre elas a Confederação Nacional dos/as trabalhadores/as(CNTE), com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A manifestação reuniu servidores e servidoras de diversas categorias na Esplanada dos Ministérios, em defesa do Estado brasileiro e da valorização do serviço público. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes denunciaram os riscos que a proposta representa para os direitos dos trabalhadores e para a qualidade dos serviços prestados à população.

Segundo Rosilene Corrêa, secretária de Finanças da CNTE, o objetivo foi mostrar a força da classe trabalhadora diante de um projeto que ameaça o futuro do serviço público:
“Nós fizemos essa marcha hoje, com a classe trabalhadora, com o serviço público principalmente, ocupando o gramado da Esplanada, porque queremos mostrar que lá dentro eles são uma minoria que é inimiga do povo brasileiro, se comparado com a nossa maioria aqui do lado de fora lotando a rua. A Reforma Administrativa é redução do serviço público e prejudica toda a população. Nós estamos mostrando que essa maioria aqui fora vai sim derrotar a PEC 38/2025, porque ela é um prejuízo e aprofunda a crise na educação pública, e nós não podemos permitir. O que precisamos é do cumprimento da Lei do Piso do Magistério e de concurso público, para o fortalecimento do Estado brasileiro”, afirmou.

O secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da CNTE, Edson Rodrigues, também destacou que o movimento expressa a indignação coletiva diante de um retrocesso histórico:
“Nessa marcha, queremos mostrar a nossa indignação com essa falsa Reforma Administrativa, que significa a gente retroceder em tudo aquilo que já conquistamos legalmente com muita luta. Uma categoria que sempre tem seus direitos sendo retirados, e todas as esferas do serviço público reunidas gritam: ‘não à Reforma Administrativa’”, declarou.

A secretária-geral da CNTE, Fátima Silva, reforçou a importância da unidade entre os servidores públicos e a defesa do interesse coletivo:
“O ato de hoje mostra a união de todos os servidores públicos fazendo a defesa de um bom serviço para a população. É uma reforma que diminui o tamanho do Estado, vai precarizar cada vez mais a prestação de serviços para a população, e nós estamos aqui contra isso, defendendo os nossos empregos, os nossos trabalhos, mas defendendo, acima de tudo, um bom serviço para a população brasileira”, afirmou.

O presidente da CNTE, Heleno Manoel, também participou da mobilização e reforçou o caráter democrático da luta contra a Reforma Administrativa.
“Estamos aqui em Brasília, na marcha contra uma medida que quer mudar a Constituição Federal, e fazer uma reforma que desmonta o princípio do Estado Democrático de Direito e tenta impor um Estado de empresa, um Estado gerencial, que retira os direitos da população à educação, à saúde, à vida e às políticas públicas. Por isso estamos aqui mobilizados. Queremos que vocês ajudem fazendo marchas em seus municípios contra esta proposta de emenda à Constituição, que tem o número 38 e trata da Reforma Administrativa. Ela vem para desmontar o Estado brasileiro e impor que você tenha que lutar por sua própria conta para ter acesso aos seus direitos básicos. Não podemos aceitar que isso aconteça. Procure seu deputado federal e diga: vote contra esta PEC 38. Sigamos firmes na luta”, afirmou.

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, destacou a importância da unidade das centrais e das categorias para barrar o avanço da proposta.
“É muito importante, porque todas as vezes que estivemos juntos e unidos, todas as centrais e todas as esferas, a gente venceu e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo dizendo que a reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse, que construíssem um projeto com os servidores discutindo, e não com setores patronais, que claramente querem de volta a famigerada PEC 32. E nós não podemos ter dúvidas disso, porque eles estão discutindo a PEC 32 com outro nome. E se nós derrotamos ela uma vez, faremos de novo”, declarou.

A presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi, destacou o compromisso do sindicato com a luta nacional em defesa do serviço público e dos direitos da categoria:
“O SINTERO está junto com a CNTE e com toda a classe trabalhadora nessa mobilização nacional, porque entendemos que a Reforma Administrativa é um ataque direto ao Estado, aos servidores e à população. Essa proposta retira direitos, enfraquece os serviços essenciais e ameaça a democracia. Nossa luta é pela valorização dos servidores e por um Estado forte, que garanta educação, saúde e políticas públicas de qualidade para todos e todas”, destacou.

A mobilização reforçou o compromisso da CNTE, da CUT, do SINTERO e das demais entidades do funcionalismo com a defesa do serviço público, da educação e dos direitos da classe trabalhadora. De forma unificada, os manifestantes enfatizaram que a Reforma Administrativa não é uma solução para o país, mas um ataque ao Estado e à população que dele depende.

Fonte: Secretaria de Imprensa e Divulgação do SINTERO / Com informações da CNTE.

Saiba como identificar se o seu cosmético contém as substâncias proibidas TPO ou DMPT

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Medida que proibiu as duas substâncias químicas é preventiva e busca reduzir os riscos para profissionais e consumidores com alta exposição a produtos cosméticos.

A Anvisa anunciou, na última quarta-feira (29/10), a proibição do uso de duas substâncias químicas em produtos cosméticos: o TPO (Óxido de difenilfosfina) e o DMPT (ou DTMA – Dimetil-p-toluidina). A decisão tem caráter preventivo e foi tomada após a avaliação de estudos em animais que indicaram possíveis riscos associados à exposição prolongada a essas substâncias.

Segundo a diretora da Anvisa Daniela Marreco, não há motivo para pânico ou alarde. A diretora destacou que os testes que embasaram a decisão foram realizados com animais sob exposição contínua e prolongada, situação que difere do uso cotidiano dos cosméticos. “A medida é preventiva e visa proteger especialmente as profissionais de beleza, que estão mais expostas  a esses produtos no dia a dia”, explicou.

A Agência também ressaltou que as duas substâncias podem ser facilmente substituídas pela indústria, sem prejuízo à qualidade dos cosméticos. As empresas e estabelecimentos têm 90 dias para parar de vender (comercializar) ou utilizar os produtos que já estão no mercado.

Como identificar se o seu cosmético contém as substâncias proibidas

Para que o consumidor possa verificar se o produto contém uma das substâncias, é importante observar o rótulo ou a lista de ingredientes.

As substâncias podem aparecer com diferentes nomes nas embalagens:

TPO (CAS nº 75980-60-8):

  • Diphenyl (2,4,6-trimethylbenzoyl) phosphine oxide
  • Trimethylbenzoyl diphenylphosphine oxide
  • Óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina
  • Phosphine oxide, diphenyl(2,4,6-trimethylbenzoyl)
  • 2,4,6-Trimethylbenzoyldiphenylphosphine oxide
  • (Diphenylphosphoryl)(2,4,6-trimethylphenyl)methanone
  • (Diphenylphosphoryl)(mesityl)methanone

DMPT ou DTMA (CAS nº 99-97-8):

  • N,N-dimethyl-p-toluidine
  • Dimethyltolylamine
  • Dimetil-4-toluidina
  • N,N-dimetil-p-toluidina
  • 4-methyl-N,N-dimethylaniline
  • 4-Dimethylaminotoluene
Saúde e Vigilância Sanitária

Congresso aprova validade permanente para isenção do Imposto de Renda

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O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (30) um projeto de lei que torna permanentes as mudanças propostas pelo Poder Executivo no Imposto de Renda das pessoas físicas. O texto segue para sanção presidencial.

Na prática, o PLN 1/2025 dá caráter de continuidade a uma eventual isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ainda em análise no Congresso. O benefício tributário está previsto no Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, já aprovado na Câmara e que aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Sem a mudança, a isenção para quem ganha até R$ 5 mil valeria por apenas cinco anos, como prevê a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O texto aprovado por senadores e deputados nesta quinta-feira acaba com essa limitação de tempo.

“A proposta traz segurança jurídica ao contribuinte, pois garante a confiabilidade e a previsibilidade de que a eventual alteração na legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física [IRPF], seja qual for o desfecho da proposição no Parlamento, não será obrigatoriamente rediscutida a cada cinco anos”, argumentou a relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Adendo

O texto aprovado nesta quinta é um substitutivo (texto alternativo) da relatora. Professora Dorinha Seabra apresentou um adendo de Plenário que alterou alguns pontos do relatório original aprovado em junho pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O adendo foi lido pelo deputado Gervásio Maia (PSB-PB).

A primeira mudança diz respeito ao prazo para projetos de lei relativos a créditos suplementares e especiais. Segundo o texto aprovado, as matérias podem ser enviadas pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até 29 de novembro. O prazo anterior era 15 de outubro.

Outra mudança trata da meta fiscal. O texto mantém para 2025 a regra válida em anos anteriores: a meta é considerada cumprida se a União alcançar o limite inferior do intervalo de tolerância estabelecido pela LDO. Isso equivale a um déficit primário de R$ 30,9 bilhões.

O partido Novo apresentou um destaque para retirar esse ponto do texto, mas a proposta foi derrotada nas duas Casas do Congresso Nacional.

Emendas parlamentares

O adendo de Plenário também estabelece regras para a execução de emendas apresentadas por parlamentares que perderam o mandato por decisão judicial ou legislativa. Se os recursos já tiverem sido empenhados, as emendas individuais permanecem vinculadas ao parlamentar cassado. Caso ainda não tenham sido empenhadas, elas passam a ser vinculadas ao parlamentar que o substituir.

A senadora Professora Dorinha Seabra retirou do texto um dispositivo que assegurava recursos para a alteração do número de deputados federais — de 513 para 531. O aumento de 18 cadeiras estava previsto no Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/2023, mas foi integralmente vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esportes

A relatora incluiu no substitutivo a possibilidade de concessão de benefícios tributários para o incentivo ao esporte. A senadora Leila Barros (PDT-DF) elogiou a iniciativa.

Leila foi relatora do PLP 234/2024, que aumenta o limite de dedução no Imposto de Renda para o incentivo ao esporte. A matéria aguarda a sanção do presidente da República.

— O setor esportivo está em alegria. O PLP 234/2024 era uma expectativa muito grande do setor esportivo, mas faltava a abertura desse espaço orçamentário para que a gente garantisse a sanção sem vetos — destacou Leila Barros.

Fonte: Agência Senado

Alero sedia debate sobre embargos do Ibama em propriedades rurais de Rondônia

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Com o apoio da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), foi realizado nesta sexta-feira (31) um debate temático sobre os embargos preventivos aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a propriedades rurais na região Norte. A discussão foi proposta pelo presidente da subcomissão CRATERRAS, da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, senador Jaime Bagattoli (PL), e aconteceu no auditório da Casa de Leis.

O evento contou com a presença do relator da subcomissão, senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS), do senador Zequinha Marinho (Podemos/PA), do deputado federal Fernando Máximo (PL) e dos deputados estaduais Delegado Lucas (PP) e Dra. Taíssa (Podemos).

 

Durante a abertura, o senador Jaime Bagattoli destacou a gravidade da situação e explicou os objetivos da subcomissão criada para tratar do tema. “Nós criamos essa subcomissão para buscar soluções junto aos órgãos competentes e dialogar com o Supremo Tribunal Federal sobre a ilegalidade de embargos feitos por imagens de satélite. Muitos produtores só descobrem que suas áreas foram embargadas quando tentam vender o gado, o café ou outros produtos, ficando impedidos de comercializar e mantendo sua produção paralisada”, alertou.

 

Segundo Bagattoli, a medida tem afetado diretamente a economia do estado e, principalmente, os pequenos produtores. “Todos os municípios enfrentam problemas, mas a situação é mais grave nas regiões da BR-429, no Vale do Jamari e nos distritos de Porto Velho, como União Bandeirantes, onde cerca de 75% das propriedades estão embargadas”, completou.

 

O deputado estadual Lucas Torres reforçou que, embora o tema seja de competência federal, a Assembleia tem papel essencial na representação dos interesses dos rondonienses. “O Poder Legislativo estadual é o mais próximo da população. Nosso dever é levar o clamor do campo e buscar soluções. A falta de segurança jurídica e de regularização fundiária tem gerado instabilidade, impedindo investimentos e afetando até a saúde das famílias que vivem da produção rural”, afirmou.

 

A deputada Dra. Taíssa também enfatizou os impactos dos embargos sobre os pequenos produtores e a necessidade de um diálogo mais transparente entre o governo federal e os estados da região Norte. “É uma situação caótica, que vem comprometendo o sustento de centenas de famílias. Precisamos combater a ilegalidade dos embargos coletivos e garantir que o produtor que age corretamente não seja penalizado injustamente”, declarou.

 

O debate integra uma série de diligências da subcomissão CRATERRAS, que tem percorrido estados da Região Norte para ouvir produtores e autoridades locais sobre os efeitos dos embargos e propor medidas que assegurem segurança jurídica e o fortalecimento da economia rural.

 

Texto: Marcela Bomfim | Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO

Consulta sobre novo modelo da CNH mobiliza população das cinco regiões do país em busca de formação mais acessível

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Mais de 62 mil contribuições já foram registradas nas plataformas do Governo Federal; participação segue aberta até 2 de novembro
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Técnicos da Senatran analisam as contribuições da sociedade sobre o novo modelo de formação de condutores. – Foto: Michel Corvello/MT
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Técnicos da Senatran analisam as contribuições da sociedade sobre o novo modelo de formação de condutores. – Foto: Michel Corvello/MT

Aproposta do Ministério dos Transportes que cria um novo modelo de formação de condutores vem despertando o interesse de cidadãos em todas as regiões do Brasil. Desde o lançamento da consulta pública, em 2 de outubro, mais de 62 mil contribuições foram registradas nas plataformas Participa + Brasil e Brasil Participativo. O prazo para envio de sugestões segue aberto até 2 de novembro.

A iniciativa busca modernizar e democratizar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ampliando as formas de ensino e reduzindo custos e burocracias do processo. O objetivo é tornar a formação de condutores mais acessível, inclusiva e alinhada às novas tecnologias de aprendizagem, sem abrir mão da segurança e da qualidade na avaliação dos candidatos.

No centro do debate

Mesmo com a consulta ainda em andamento, a Senatran já deu início à análise preliminar das manifestações enviadas pela sociedade. Os dados da plataforma Participa + Brasil mostram também que o debate alcançou cidadãos de todo o país, com contribuições vindas das cinco regiões. Até o momento, o Sul e o Sudeste lideram em número de participações, com 14.800 e 14.152 registros, respectivamente. Na sequência aparecem o Nordeste (7.296), o Centro-Oeste (2.140) e o Norte (446).

Entre os estados mais ativos, o Rio Grande do Sul é destaque. Com mais de 12 mil contribuições, o estado lidera a participação na consulta, interesse que parece refletir a realidade local: os gaúchos pagam hoje a CNH mais cara do país, com custo médio de R$ 4.951,35 para as categorias de moto e carro, segundo levantamento da Senatran.

Outros estados também aparecem com forte adesão à consulta, como São Paulo (6.602 participações até agora), Ceará (3.765), Rio de Janeiro (3.610) e Minas Gerais (3.408).

Modernização e inclusão

A proposta da CNH acessível prevê a oferta gratuita do curso teórico, que poderá ser realizado online ou presencialmente, em instituições de ensino, plataformas do governo federal, além das autoescolas. A ideia é ampliar o acesso e reduzir custos, que hoje variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

Com mais flexibilidade na formação, espera-se diminuir as barreiras de entrada e combater a informalidade, já que cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão consolidadas e avaliadas pela Senatran, que poderá ajustar a minuta da resolução antes da aprovação final.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Abertura de mercado para o Brasil na Colômbia

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Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 471 aberturas de mercado desde o início de 2023

Abertura de mercado para o Brasil na Colômbia

Ogoverno brasileiro e o governo da Colômbia concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte farinha de sangue bovino para aquele país.

Trata-se de insumo com alto teor proteico, utilizado na produção de ração para animais. A Colômbia tem cerca de 52 milhões de habitantes e estima-se que mais da metade das famílias têm pelo menos um animal de estimação, o que representa importante mercado para produtores brasileiros do setor.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para a Colômbia, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais.

Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 471 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informações à imprensa

Rosangela Donadon solicita melhorias estruturais na Escola Álvares de Azevedo em Vilhena

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Parlamentar pede construção de passarelas, caixa d’água, banheiros e alambrado na quadra esportiva

A deputada estadual Rosangela Donadon (União Brasil) apresentou à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) a indicação nº 14318/25, solicitando a construção de passarelas, caixa d’água, banheiros e alambrado na quadra esportiva da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Álvares de Azevedo, em Vilhena.

De acordo com a deputada, as melhorias são essenciais para garantir segurança, acessibilidade e melhores condições estruturais para alunos, professores e servidores. As passarelas facilitarão o deslocamento em dias de chuva, a caixa d’água assegurará o abastecimento contínuo e os banheiros e alambrados proporcionarão conforto, higiene e segurança.

“As obras solicitadas vão garantir um ambiente escolar mais adequado e seguro, estimulando o aprendizado e o bem-estar dos estudantes”, afirmou Rosangela Donadon.

A deputada agradeceu ao governador coronel Marcos Rocha e à secretária de Educação, Albaniza Oliveira, pela atenção às demandas da educação na região sul do estado.

Por assessoria parlamentar