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A pedido de Marcos Rogério, governo federal vai prestar esclarecimentos sobre remoções em Alvorada d’Oeste

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A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), requerimentos do senador Marcos Rogério (PL–RO) para ouvir a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e a presidente da Funai, Joenia Wapichana, sobre as ações de desintrusão na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia.

Segundo o parlamentar, as operações têm provocado impactos sociais severos e insegurança jurídica, atingindo pequenos produtores e posseiros que vivem na região há décadas. Marcos Rogério lembrou que há portarias e decretos federais, em vigor desde os anos 1980, que garantem indenização e reassentamento às famílias não indígenas afetadas, medidas que seguem sendo descumpridas há mais de trinta anos.

“O que está acontecendo em Rondônia é grave. Famílias com títulos e escrituras estão sendo retiradas à força de áreas produtivas, por um erro histórico na demarcação. Não há invasão de terra indígena, há um equívoco do Estado que precisa ser corrigido”, afirmou o senador.

Os requerimentos foram aprovados por unanimidade, e a data da audiência será definida pela presidência da comissão.

Diligência em Rondônia

Além da audiência com Guajajara e Wapichana, o senador confirmou que a CDH realizará diligências em Rondônia, passando por Alvorada d’Oeste, Jaru Aru e outras cidades da região, para apurar denúncias de remoções irregulares e ouvir as famílias afetadas. O pedido de diligência também é de autoria do senador Marcos Rogério.

“Não aceitaremos que erros do Estado penalizem os trabalhadores que vivem e produzem nessas terras há décadas. O governo precisa agir com responsabilidade e respeitar o direito de quem sempre esteve lá de forma legítima”, reforçou Marcos Rogério.

O relatório final deverá apresentar recomendações para garantir segurança jurídica e respeito aos direitos das famílias atingidas.

Milão chega à final do Campeonato Municipal

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Placar de 4 a 1 sobre o América não reflete a intensidade de uma das partidas mais disputadas da competição

Assessoria/Prefeitura

O placar final de 4 a 1, registrado na noite da terça-feira, 4, no Estádio Portal da Amazônia, em partida válida pela semifinal do Campeonato Municipal de Futebol, não condiz com o duelo disputadíssimo protagonizado entre Milão Carroceria Castilho e América. As equipes entregaram uma das partidas mais intensas da competição, criando boas oportunidades ao longo dos 90 minutos.

A primeira etapa foi marcada pelo equilíbrio, mas terminou com o Milão em vantagem mínima. Wellington balançou as redes aos 34 minutos, levando o placar para o intervalo em 1 a 0.

O equilíbrio marcou também a segunda etapa, e o América alcançou o empate aos 25 minutos, com gol de Lucas. No entanto, a igualdade durou pouco. Apenas três minutos depois, aos 28, Kennedy recolocou o Milão à frente no placar.

Nos minutos finais, o América se lançou ao ataque em busca do novo empate, abrindo espaços para os contra-ataques adversários. O Milão aproveitou as oportunidades e consolidou a vitória nos acréscimos. Kennedy, aos 46, e Mhackallysther, aos 49, fecharam o placar em 4 a 1.

Com o resultado, o Milão Carroceria Castilho assegurou sua vaga na decisão do Campeonato Municipal de Futebol. A equipe aguarda agora o vencedor do confronto entre Atlética Titanium e Primos FC, que se enfrentam na noite desta quarta-feira, 5, às 20 horas.

Pautas da esquerda afastam Confúcio do eleitorado em Rondônia

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Tal qual seus aliados da esquerda, Confúcio transformou a realidade em pura ideologia

Sérgio Pires
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Pautas da esquerda afastam Confúcio do eleitorado em RondôniaCada vez que ocupa a tribuna do Senado para defender pautas da esquerda, o senador Confúcio Moura mais se afasta do eleitorado conservador do seu Estado. Nesta semana, o caso se repetiu. Ele discursou criticando a operação da Polícia carioca em dois morros do Rio de Janeiro, quando morreram 117 bandidos e quatro agentes da lei. O emedebista mais petista de Rondônia, considerou a ação exagerada e que o Estado continua agindo de forma atrasada e desarticulada. Por isso é que tais operações, se deduz, não devem ser realizadas.

Tal qual seus aliados da esquerda, Confúcio transformou a realidade em pura ideologia. Não critica a legislação que protege criminosos. Não ergue sua poderosa voz em defesa dos direitos humanos das vítimas da bandidagem, dos traficantes, dos  milicianos e das facções. Teoriza sobre como o crime deveria ser combatido, enquanto a bandidagem toma conta de parcela importante do país, sob os olhares complacentes das autoridades que deveriam, dia e noite, combatê-la.

Principal figura da nossa política em Brasília, o membro da bancada federal que abre portas em todos os ministérios e o que mais traz recursos para os municípios, Confúcio se afasta do seu eleitorado, num sistema de faca de dois gumes, que pode prejudicar seus planos para o futuro. Nas pesquisas, tanto para o Governo quanto ao Senado, nunca aparece entre os mais cotados. Ao que parece, só a minoria esquerdista ainda está ao seu lado.

Marcos Rogério cobra mudanças na Reforma Tributária para proteger empresas de Rondônia

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O senador Marcos Rogério (PL-RO) intermediou, nessa terça-feira (04/11), uma importante reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir os impactos negativos da proposta sobre a indústria instalada nas regiões Norte, em Rondônia. O encontro contou com a participação do empresário Eugênio Ribeiro, da Ciclo Cairu, maior fabricante de bicicletas do Brasil, sediada em Pimenta Bueno (RO).

A pauta do encontro foi o Projeto que trata da regulamentação da Reforma Tributária. Marcos Rogério tem sido voz ativa na defesa de um modelo que respeite as realidades regionais e preserve a competitividade de empresas que ajudam a desenvolver o interior do país.

“Não podemos aceitar uma Reforma Tributária que favoreça apenas os grandes centros urbanos e penalize as regiões mais afastadas. O desenvolvimento regional precisa ser protegido. Empresas como a Ciclo Cairu não competem apenas no mercado local, mas em todo o Brasil e no exterior. Elas merecem respeito e condições justas para continuar gerando emprego e renda onde estão instaladas”, defendeu o senador.

Durante o encontro, Marcos Rogério, alertou, ainda, para o risco de que a empresa seja forçada a transferir sua produção para outras localidades. Hoje, além de Rondônia, a empresa já investe em uma nova unidade industrial em Manaus, para minimizar os efeitos dessa proposta.

“Se a Reforma não corrigir essas distorções, o Brasil vai se tornar ainda mais desigual. Vamos concentrar o desenvolvimento em poucas regiões e deixar o restante do país entregue ao desemprego e à estagnação. Rondônia, Goiás, Mato Grosso e outros estados do interior merecem igualdade de oportunidades”, alertou.

O encontro, na presidência do Senado, contou também com a participação do relator da reforma Tributária, Eduardo Braga.

Veja como votaram os deputados de RO no projeto que aumenta salários de servidores do judiciário

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Reajuste também valerá para os vencimentos de cargos comissionados e funções de confiança. Em Rondônia, 2 deputados votaram a favor, 5 foram contra e 1 esteve ausente.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) um projeto que aumenta os salários dos servidores efetivos do Poder Judiciário da União. O reajuste também valerá para os vencimentos de cargos comissionados e funções de confiança.

Em Rondônia, 2 deputados votaram a favor, 5 foram contra e 1 esteve ausente.

O aumento será concedido em três etapas, com parcelas sucessivas e cumulativas de 8% cada. As correções entrarão em vigor em 1º de julho de 2026, 1º de julho de 2027 e 1º de julho de 2028.

O projeto foi apresentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por propor mudanças salariais para os servidores do Judiciário. Agora, a proposta segue ao Senado.

Veja como votaram os deputados de Rondônia:

  • Coronel Chrisóstomo (PL) – Não
  • Cristiane Lopes (União Brasil) – Não
  • Dr. Fernando Máximo (União Brasil) – Sim
  • Lúcio Mosquini (MDB) – Ausente
  • Maurício Carvalho (União Brasil) – Não
  • Rafael Fera (Podemos) – Sim
  • Sílvia Cristina (Progressistas) – Não
  • Thiago Flores (Republicanos) – Não
  • Projeto que aumenta salários de servidores do Poder Judiciário

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4), por 299 votos a 199, um projeto que reajusta o salário de servidores públicos efetivos do Poder Judiciário, além dos vencimentos básicos dos lotados em cargos comissionados e em funções de confiança. A proposta vai ao Senado.

    O relator, deputado Rafael Prudente (MDB-DF), disse que o texto corrige parte da perda do poder aquisitivo que o Poder Judiciário da União tem enfrentado desde 2019. Segundo o parlamentar, o patamar atingiu 24,21% em julho de 2025.

    “O projeto, portanto, corrige parcialmente a defasagem inflacionária que vem corroendo o poder aquisitivo dos servidores do Judiciário da União, cujas remunerações, ainda que estáveis em termos nominais, perderam substancialmente em termos reais”, afirmou.

    O deputado destacou ainda que o aumento busca segurar funcionários no serviço público e evitar a migração para o setor privado, com salário mais atraentes.

    “A recomposição que se pleiteia não se trata de um mero aumento salarial, mas de uma medida crucial para a manutenção da eficiência institucional”, disse.

    O aumento não alcança ministros do STF ou outros magistrados da carreira e se restringe exclusivamente aos servidores.

    O projeto foi aprovado com o voto contrário do Novo e do PL. Os demais blocos, partidos e federações orientaram favoravelmente à proposta.

    Debates

    O deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que votou contra o texto, disse que todo brasileiro perdeu poder de compra, não só os servidores.

    “Daqui a pouco o Brasil vai quebrar. Quem sustenta o funcionalismo público, Bolsa Família, Auxílio Gás, são os trabalhadores do setor privado e os autônomos”, disse.

    Fonte/G1

Anvisa lança novo sistema para agendamento de audiências

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Anvisa lançou um novo sistema para agendamento de audiências. A ferramenta já deve ser utilizada para o agendamento de todas as audiências com a Agência e substitui o anterior Sistema do Parlatório.

O sistema anterior permanecerá disponível apenas para consulta de audiências agendadas ou solicitadas para os meses de novembro e dezembro de 2025, tanto por usuários internos quanto externos.

O lançamento do novo sistema faz parte do Plano de Transformação Digital da Anvisa, alinhado às diretrizes da Estratégia de Governo Digital. A iniciativa busca aumentar a eficiência dos processos de trabalho e aprimorar a experiência dos usuários nos sistemas informatizados da Agência.

Para conhecer o novo Sistema de Audiências, acesse o Manual do Sistema de Audiências – usuário externo.

O que é uma audiência? 

As audiências presenciais ou virtuais têm por finalidade prestar esclarecimentos solicitados por usuários pessoas jurídicas (representantes ou não do setor regulado), agentes públicos representantes das unidades organizacionais da Anvisa ou de outros órgãos e entidades públicas, sobre assuntos que, por sua complexidade, não possam ser solucionados por meio dos demais canais de atendimento ao público disponibilizados no portal da Agência.

Essas audiências devem ser realizadas prioritariamente por meio do Sistema de Audiências da Anvisa.

O Sistema de Audiências permite o agendamento e o gerenciamento das audiências presenciais ou virtuais, tanto por parte das unidades organizacionais, como dos usuários solicitantes. Ele está disponível para acesso no portal da Anvisa → Canais de Atendimento → Audiências.

Clique aqui para saber mais.

Saúde e Vigilância Sanitária

Dez dicas para eliminar focos do mosquito da dengue

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Com medidas simples, você pode evitar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, em sua casa
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Foto Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Anualmente, a chegada das chuvas aumenta o risco de proliferação de mosquitos. Por isso, a melhor forma de prevenir a dengue é impedir sua multiplicação, dentro e fora de casa. Saiba como:

  1. Elimine água parada: vasos, pratos de plantas, garrafas e pneus podem se tornar criadouros;
  2. Mantenha calhas e ralos limpos para evitar o acúmulo de água em casa;
  3. Proteja caixas d’água: tampe bem tonéis, barris e reservatórios;
  4. Caso tenha piscina, mantenha a água tratada e coberta quando não usada;
  5. Descarte o lixo corretamente, já que o acúmulo é fonte de água parada;
  6. Use repelente e roupas que protejam, especialmente em áreas de risco;
  7. Instale telas nas janelas em regiões de reconhecida transmissão;
  8. Reporte possíveis focos de mosquito para a vigilância sanitária;
  9. Receba os Agentes de Combate às Endemias em casa quando houver visita, eles são responsáveis por identificar e eliminar focos do mosquito;
  10. Assegure a vacinação de crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos.

Campanha de prevenção e ações de combate à dengue

Nesta segunda-feira (3/11), o Ministério lançou a campanha “Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya” e apresentou o cenário epidemiológico no país, com projeções para o próximo ciclo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ainda R$ 183,5 milhões para ampliar o uso de novas tecnologias de controle vetorial no país.

O Ministério da Saúde também intensifica ações de controle do mosquito transmissor e de vigilância epidemiológica nacionalmente.  Para garantir a transparência, os dados de casos de arboviroses ficam disponíveis para todos no Painel de Monitoramento. Atualmente, o Brasil registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma redução de 75% dos casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano passado.

No cotidiano, dentre as ações da pasta, está a fiscalização de imóveis e terrenos, por meio da visitação dos Agentes de Combate às Endemias. Os profissionais realizam ações preventivas junto à população, além de levantar dados. Quando há aumento de casos de dengue em uma região, o popularmente conhecido “carro do fumacê” passa nos bairros espalhando inseticida para matar o Aedes aegypti.

Outra ação importante para reduzir os casos de dengue e outras arboviroses é o método Wolbachia. Nele, a bactéria Wolbachia, presente em 60% dos insetos, é colocada no mosquito. Assim, os vírus não conseguem se desenvolver dentro dele, reduzindo a capacidade de transmissão.

Desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra a dengue. O imunizante é ofertado no Calendário de Vacinação para o público de 10 a 14 anos de idade, em municípios com altos índices de transmissão.

Como identificar a dengue e agir corretamente

Os sintomas da dengue surgem geralmente entre 4 e 10 dias após a picada do mosquito infectado e podem variar de leves a graves. Os sinais mais comuns incluem:

  • Febre alta de início abrupto;
  • Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Diarreia;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor nas costas;
  • Manchas vermelhas na pele (exantema);
  • Conjuntivite (olhos vermelhos).

Em casos mais graves de dengue, os sinais de alerta incluem: Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquido, sangramento de mucosa no nariz e/ou gengiva, dificuldade respiratória e queda de pressão arterial.

Tratamento

O tratamento é baseado principalmente na reposição de líquidos, adequada e repouso. A automedicação não é indicada. A pessoa com sintomas precisa procurar imediatamente o serviço de urgência, principalmente em caso de sangramentos. Também é importante retornar para reavaliação clínica conforme orientação médica.

Juliana Soares
Ministério da Saúde

Ministério da Saúde inicia campanha de vacinação contra a gripe

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Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (3) a Campanha de Vacinação contra a Influenza na Região Norte, com a distribuição de cerca de 6,5 milhões de doses para imunizar a população dos sete estados da região. A ação, que segue até 28 de fevereiro de 2026, tem como objetivo antecipar a proteção dos grupos prioritários antes do período de maior circulação do vírus, que coincide com o chamado “inverno amazônico”, época mais chuvosa do ano e marcada pelo aumento das síndromes respiratórias.

Diferente das demais regiões do país, onde as campanhas ocorrem geralmente entre março e maio, a Região Norte apresenta padrões climáticos e epidemiológicos distintos. As temperaturas elevadas e a alta umidade favorecem a transmissão do vírus influenza em meses diferentes, exigindo um calendário próprio de vacinação. O imunizante utilizado tem composição específica recomendada para o Hemisfério Norte (2025–2026), garantindo maior eficácia de acordo com os vírus em circulação.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a gripe e suas complicações, que podem incluir pneumonia e o agravamento de doenças crônicas, levando a internações e mortes, especialmente entre crianças, idosos e gestantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina trivalente, que protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no hemisfério sul no ano anterior.

O Ministério da Saúde definiu o dia 29 de novembro como o Dia D de mobilização nacional, para ampliar o alcance da campanha e reforçar a importância da vacinação entre os grupos prioritários. A meta é imunizar ao menos 90% de cada um desses públicos, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores de áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e transporte.

Durante os três primeiros meses da campanha, a vacina será ofertada exclusivamente a esses grupos, que apresentam maior vulnerabilidade para complicações da doença. O planejamento prevê concentrar os esforços de imunização no início da estratégia, para garantir proteção antes do pico de transmissão.

Além da vacinação, o Ministério da Saúde reforça medidas simples e eficazes de prevenção, como lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato com pessoas que apresentem sintomas gripais.

A pasta também recomenda que a população aproveite a ida aos postos para atualizar a caderneta vacinal, reforçando a importância da proteção conjunta contra as doenças respiratórias que seguem como ameaças à saúde pública.

Amanda Milan 
Ministério da Saúde

Brasil reforça compromisso com a abordagem de “Uma Só Saúde”

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SUS
Ministério da Saúde lidera ações integradas de vigilância e controle de doenças, fortalece o combate à resistência aos antimicrobianos e amplia políticas que unem as saúdes humana, animal, vegetal e ambiental.

O Brasil celebra, neste 3 de novembro, o Dia Mundial e o Dia Nacional de Uma Só Saúde (Saúde Única), data instituída pela Lei nº 14.792/2024, em consonância com o cenário internacional. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a relação indissociável entre a saúde humana, animal e ambiental, promovendo uma abordagem integrada e colaborativa para enfrentar os desafios globais de saúde pública.

De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, “a abordagem de Uma Só Saúde é essencial para compreendermos que as ameaças à saúde não conhecem fronteiras. Precisamos de respostas conjuntas entre setores, países e disciplinas para proteger a vida em todas as suas formas”.

A pandemia de Covid-19 evidenciou a importância dessa visão integrada, já que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes que afetam humanos têm origem animal, como ebolafebre amarelaraiva e gripe aviária. Além disso, 80% dos agentes com potencial de uso em bioterrorismo são patógenos zoonóticos.

Brasil

No país, o Ministério da Saúde tem papel central na consolidação dessa agenda. Em 2019, foi criado o Grupo Técnico de Uma Só Saúde (GT-Uma Só Saúde), vinculado à Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. O grupo tem como propósito impulsionar a estruturação e a consolidação institucional da abordagem de Uma Só Saúde, articulando estratégias intersetoriais para vigilância, controle e prevenção de doenças que afetam humanos e animais.

Como resultado desse trabalho, foi instituído, por meio do Decreto nº 12.007/2024, o Comitê Técnico Interinstitucional de Uma Só Saúde que reúne representantes de 20 órgãos e entidades.  O comitê é responsável por elaborar e monitorar o Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, articular medidas com estados e municípios visando à implementação do referido plano e assessorar o governo em pautas nacionais e internacionais sobre o tema.

Além disso, o Ministério da Saúde tem ampliado a produção técnica e científica sobre o tema da Uma Só Saúde, reunindo materiais que fortalecem a integração entre saúde humana, animal e ambiental. Entre as principais publicações recentes estão o Manual com orientações clínicas e de vigilância para a tuberculose zoonótica (2024), o Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única (2018–2022), o Caderno de atividades pedagógicas sobre doenças tropicais negligenciadas, voltado para escolas e com foco em dengue, leishmaniose e esquistossomose, e o Boletim Epidemiológico nº 40 – Dia Mundial da Saúde Única (2021).

Integração internacional

O Brasil tem se alinhado às diretrizes da Aliança Quadripartite, que lançou em 2022 o Plano de Ação Conjunto para a Uma Só Saúde (2022–2026). O documento propõe seis linhas de ação, entre elas o fortalecimento dos sistemas de saúde, a redução dos riscos de pandemias zoonóticas, o controle de doenças negligenciadas e a limitação da resistência aos antimicrobianos.

O MS tem trabalhado para adaptar essas diretrizes ao contexto nacional, reforçando a preparação para emergências de saúde pública, a gestão de riscos ambientais e a articulação entre ministérios e outras instituições.

Avanços e desafios

A abordagem de Uma Só Saúde representa uma oportunidade de transformação nas políticas de saúde pública, conectando áreas que historicamente têm dificuldades de trabalhar de forma articulada e colaborativa — saúde humana, animal, vegetal e ambiental. Entre os principais avanços estão a integração de sistemas de vigilância epidemiológica e ambiental, a promoção da segurança dos alimentos e o fortalecimento da cooperação científica.

Para Mariângela Simão, o conceito de Uma Só Saúde é mais do que uma diretriz técnica: trata-se de uma mudança de paradigma. “Cuidar da saúde das pessoas implica cuidar do planeta e de todos os seres que nele habitam. Essa é uma agenda de futuro, de sustentabilidade e de vida”, concluiu a secretária.

João Moraes
Ministério da Saúde

CNM apresenta estudo inédito sobre a preparação dos Municípios para enfrentar desastres

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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promove, nesta quinta e sexta-feira, 6 e 7 de novembro, o I Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais, na sede da entidade, em Brasília. Durante o evento, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, apresentará o estudo inédito “Diagnóstico da Estrutura da Defesa Civil Municipal”, que revela o nível de preparação das prefeituras brasileiras para prevenir e enfrentar desastres.

Após a apresentação, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, estará disponível para atender à imprensa e esclarecer dúvidas sobre os resultados do estudo. Jornalistas interessados devem se inscrever previamente para cobertura.

O levantamento ouviu 2.871 Municípios de todas as regiões do país e traz dados inéditos sobre a realidade das Defesas Civis locais. O estudo traz resultados alarmantes sobre as condições da Defesa Civil Municipal, incluindo: estrutura e funcionamento das coordenações locais; custos mensais e recursos disponíveis; número de servidores dedicados à área; instrumentos e ações de prevenção e resposta a desastres; entre outros. Os dados também estão organizados por Região e Estado, permitindo um retrato detalhado da realidade brasileira.

Com mais de 700 gestores e servidores municipais inscritos, o I Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais busca fortalecer a capacidade dos Municípios em todas as etapas da gestão de riscos e desastres. O evento resultará ainda na elaboração da Carta da Defesa Civil Municipalista, documento que reunirá propostas e reivindicações do movimento municipalista para o fortalecimento da capacidade de prevenção e respostas a desastres no país. Confira a programação completa.

Serviço
I Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais
Quando:
 6 e 7 de novembro
Onde: Sede da CNM (SGAN 601 Módulo N, Brasília/DF)- Salão Nobre
Inscreva-se: https://forms.gle/AGZDjjbG16keixyk7

Divulgação do estudo Diagnóstico da Estrutura da Defesa Civil Municipal
Quando:
 6 de novembro, às 11h – no Salão Nobre da CNM
Inscreva-se: https://forms.gle/AGZDjjbG16keixyk7

Da Agência CNM de Notícias