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Luizinho Goebel pede a volta dos estágios para estudantes da área médica

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Parlamentar cobra ainda vacinação contra covid para os acadêmicos
O deputado Luizinho Goebel (PV) sugeriu, durante sessão ordinária desta terça-feira, a volta dos estágios obrigatórios, suspensos por decreto governamental, para os estudantes de cursos da área de medicina. Ele também solicitou que os acadêmicos, em fase de conclusão de cursos, sejam vacinados contra o novo coronavírus.

Goebel disse que a medida será importante para que os futuros profissionais adquiram experiência no combate à pandemia e possam ajudar a sociedade agora e em futuros enfrentamentos desta natureza.

Para o parlamentar, a proposta apresentada por ele para fexibilizar o decreto 25859, deveria entrar em vigor o quanto antes. “Os estagiários vão contribuir gratuitamente com a comunidade e ajudar Rondônia neste momento delicado,” frisou.

O orador comentou ainda que o Estado pode servir também de modelo para o restante do país, que passa pela maior crise sanitária de sua história. Ele reforçou o discurso solicitando que as autoridades permitam aos estudantes a oportunidade de salvar vidas.

 

Assessoria

MPC-RO questiona aquisição de “toner” pela Sesau com recursos voltados ao enfrentamento à pandemia

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Entre os fundamentos para expedição da notificação ministerial, está aviso sobre chamamento público deflagrado pelo Estado para aquisição, mediante dispensa licitatória, de “toners” para impressoras, de forma emergencial, para o enfrentamento da pandemia, visando atender às necessidades da Sesau

O Ministério Público de Contas (MPC-RO), em expediente dirigido à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), encaminhado na última terça-feira (30/3), recomendou que o órgão evite promover dispensa de licitação fora das hipóteses legais e se abstenha de autorizar despesas com recursos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 em que não haja uma clara e inequívoca relação entre o gasto e a finalidade para o combate ao novo coronavírus.

A Notificação Recomendatória n. 005/2021/GPEPSO (leia aqui a íntegra do documento) tem, entre os fundamentos para sua expedição, aviso sobre chamamento público deflagrado pelo Estado para a aquisição, mediante dispensa licitatória, de “toners” para impressoras, de forma emergencial, para o enfrentamento do novo Coronavírus (Covid-19), visando atender às necessidades da Sesau.

Entretanto, ao analisar o procedimento, o MPC-RO não verificou relação clara e inequívoca entre a despesa e o enfrentamento da pandemia, já que o material adquirido refere-se a insumos de uso comum na Administração, ou seja, que deveriam ser adquiridos por meio de regular processo de licitação ou, caso presente alguma das hipóteses legais, mediante dispensa licitatória, sem jamais apelar, contudo, à dispensa prevista na Lei n. 13.979/2020, que estabelece as medidas para o enfrentamento da emergência de Covid-19.

Assim, haveria na situação apontada pelo MPC uma dupla irregularidade: uso de recursos fora da sua finalidade legal (combate à pandemia) e indevida dispensa de licitação com fundamento irregular (na Lei n. 13.979/2020).

ORIENTAÇÃO

Na notificação, o MPC-RO, além de orientar sobre a não utilização de recursos vinculados ao enfrentamento da pandemia em objeto diferente da sua destinação legal, destaca que a gestão estadual deve autorizar dispensa de licitação apenas nas situações que se enquadrem nas hipóteses legais.

E que, nos casos de dispensa licitatória em razão de situação emergencial, nos quais se confirme que a emergência decorre de lapso administrativo, seja determinada pela Administração a apuração das responsabilidades pela falha que resultou em fuga indevida ao processo de licitação.

DNIT abre novas licitações para obras de manutenção em rodovias que cortam Porto Velho

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Abertura dos editais atende solicitação feita pelo Senador Marcos Rogério

Atendendo à solicitação do vice-líder do Governo no Congresso, senador Marcos Rogério, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes abriu novas licitações para obras de manutenção nas BRs-364 e 319, em diversos pontos da travessia urbana de Porto Velho, em Rondônia.

Em vistoria ao longo das principais rodovias do estado, nos últimos meses, o senador Marcos Rogério constatou que vários trechos estavam em péssimas condições e solicitou providências ao DNIT. “Apresentei ao Órgão um relatório com os pontos que precisam de obras emergenciais na BR-364, BR- 319, BR-429 e BR-421. Essas são rodovias importantíssimas para o nosso estado e precisam de atenção especial. Agradeço ao DNIT por ter analisado minha solicitação com celeridade e ter aberto processo licitatório para a recuperação dos trechos apontados no documento que enviei”, ressaltou.

Os editais serão abertos ainda esta semana e preveem a contratação de empresas para operar obras de manutenção e conservação nos trechos das BRs que cortam a capital rondoniense. Na BR- 319, o serviço vai englobar as avenidas Jorge Teixeira e Imigrantes, onde será feito o recapeamento total da via. Já nos trechos da BR-364, estão previstas obras de manutenção com revitalização do asfalto e melhoria de sinalização e faixas de pedestre.

Vale ressaltar que esses editais se somam a outros quatro que foram abertos recentemente pelo órgão, também a pedido do parlamentar, para serviço de manutenção e recuperação nas BRs 364, 429 e 421, que somados ultrapassam 400 km de estradas passando por serviços de manutenção e restauração em Rondônia. “Como senador da república, meu compromisso é fiscalizar e cobrar das autoridades competentes providências em relação a qualidade do asfalto em nossas rodovias federais”, afirmou Marcos Rogério.

O parlamentar rondoniense lembrou ainda que além dos acidentes as pistas em más condições também causam prejuízos à economia local. “Além das vítimas e das vidas que perdemos, as rodovias que estão em condições precárias também causam prejuízos aos motoristas e a toda economia do estado, já que o escoamento da produção agrícola fica comprometido”, destacou Marcos Rogério.

Dr. Luiz Paulo critica atraso do Inep e faz apelo ao governo de Rondônia: “contrate os médicos formados no exterior”

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O advogado e jornalista Luiz Paulo Batista utilizou a sua rede social para criticar o atraso na aplicação da 2ª etapa do Revalida. Segundo ele, a primeira fase, realizada em dezembro de 2020, teve 2.402 aprovados. “É lamentável que até o presente momento o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo teste, ainda não tem uma data prevista para realização do exame”, lamentou.

Dr. Luiz Paulo também comentou que esses profissionais formados no exterior somariam, significativamente, junto ao sistema de saúde brasileiro, no combate a pandemia do coronavírus. “Lamentavelmente, não estão cumprindo a Lei 13.959, conhecida como Lei do Revalida, aprovada em dezembro de 2019 pelo Congresso Nacional, a qual determina a realização do exame, duas vezes ao ano”, explicou.

O advogado disse não querer acreditar que possa existir alguma interferência com relação a aplicação da 2ª fase do revalida. “Todos sabem que a OAB realiza três exames anuais, destinados aos bacharéis em direito, com datas previamente pré-programadas. Então, sinceramente, não consigo entender, porque o Inep deixar de seguir o mesmo critério. Isso proporcionaria aos examinados uma tranquilidade para estudar e consequentemente um resultado positivo”, pontuou.

Apelo ao Governo de Rondônia
Ainda, em suas redes sociais, Dr. Luiz Paulo fez um apelo ao governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha que contrate, em caráter emergencial, tendo em vista a pandemia, os médicos brasileiros formados no exterior para somar junto aos médicos que estão trabalhando, incansavelmente, para salva vidas. “Nesse momento precisamos de união. A população pede socorro, famílias estão sendo destruídas pelo vírus. Por isso, na condição de cidadão, peço, encarecidamente ao chefe do Poder Executivo Estadual que contrate esses profissionais”, salientou.

Especialistas destacam importância de exercer a fé durante a pandemia

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Manter a esperança e a espiritualidade pode ajudar a enfrentar medo e angústia causados pela covid-19

As restrições impostas à sociedade por causa da pandemia do novo coronavírus têm levantado debates sobre o que é essencial e o que pode ser fechado durante as fases mais duras do isolamento social. Nesta segunda-feira (5) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar proibiu a realização de cultos, missas e outras cerimônias religiosas com presença de público em São Paulo, contrariando o que seu colega Nunes Marques havia decidido no sábado.

Para muitos profissionais que trabalham na área da saúde e desenvolvimento pessoal, a fé e a espiritualidade são importantes em momentos de angústia e incerteza social. Por isso, manter as igrejas e templos abertos é essencial neste momento, na opinião deles.

  • “A religião teve um papel crucial ao longo dos séculos, com os templos e igrejas abertos, mantendo as pessoas animadas, alegres. E deixar as igrejas fechadas tira isso das pessoas”, diz o pedagogo Felipe Nery, professor de Pós-Graduação na Faculdade de Direito da Universidade Católica Santo Toribio de Mongrovejo, em Lima, no Peru, e presidente do Instituto Sophia Perennis.

“Acredito que o ataque à fé tem sido imenso durante a pandemia e, para mim, é evidente que as igrejas, de modo geral, sempre tiveram papel fundamental nesses momentos de epidemias e pandemias na história da humanidade”, completa ele.

Ao defender a abertura de espaços religiosos, Felipe não descarta a ciência, pelo contrário. “A gente une as duas coisas, a razão e a fé. Elas não são inimigas, jamais serão. Fé e razão estão unidas”, acredita. E questiona: “Qual é a diferença entre estar sentado num templo assistindo a um culto e estar sentado na mesa de um restaurante?”

“O mais difícil para quem tem fé é não poder ir à igreja, ao templo, em busca de consolo, de conforto. Seu parente está no hospital e você não pode visitá-lo, não pode velar seus mortos e ainda está privado de encontrar acolhimento num espaço religioso. Isso não ajuda ninguém”, afirma Felipe.

Fé em primeiro lugar

O psiquiatra Davi Vidigal, com experiência de mais de 30 anos de atendimento em consultório, concorda com o pedagogo. Davi considera espaços religiosos essenciais para manter a esperança e acolher as pessoas, especialmente aquelas que tiveram perdas ou estão com medo da covid-19.

“Acho que as igrejas, em geral, deveriam estar com as portas abertas 24 horas por dia. Para ter lá uma figura religiosa que receba as pessoas, que as acolha, para oferecer um remédio para a alma”, diz ele.

O psiquiatra dedicou-se, há alguns anos, a pesquisas por todo o país. Numa delas, entrevistou mais de 1.200 pessoas com uma simples pergunta: ‘O que é felicidade para você?’. Como resposta, a fé apareceu em primeiro lugar, conta o médico.

Davi afirma que essa resposta espontânea confirma a sua observação em décadas de consultório. “Com meus pacientes, pude notar claramente a melhora daqueles que tinham fé e uma espiritualidade forte, independentemente de qual religião seguissem”, diz ele. “Em geral, eles tinham mais adesão ao tratamento e uma recuperação melhor”.

Templos abertos, mas sem aglomerar

Para a obstetra e ginecologista Julia Barbi Melim Marques, ter fé pode fazer a diferença na vida das pessoas. “Já temos artigos e pesquisas científicos que comprovam a importância da fé na melhora de pacientes, na prevenção da depressão”, afirma ela.

Julia acredita que, por isso, é muito importante que os espaços religiosos sejam reabertos com todos os cuidados para receber um menor número de pessoas, com respeito ao distanciamento social e sem promover aglomerações. “Se a gente for comparar, num restaurante, por exemplo, mesmo com restrições, as pessoas estão muito mais próximas e tiram a máscara para se alimentar. Isso não vai acontecer numa igreja”, afirma ela.

“Se há um templo aberto, uma igreja, e a pessoa puder separar um horário para ir lá numa semana, isso pode ter muito impacto na saúde emocional e no enfrentamento da pandemia”, defende Julia.

Davi concorda com a médica e afirma que, da mesma forma que temos de buscar, como seres humanos, um alimento saudável para o corpo, também temos de buscar um alimento para a alma. Por isso, Davi defende que igrejas e templos são serviços essenciais, “da mesma forma que mercados, farmácias, postos de gasolina e restaurantes com ocupação reduzida.”

“Se o ser humano perder a esperança, que está profundamente ligada à fé, o impacto negativo da pandemia será muito maior. A verdaderia fé é libertadora, faz a pessoa ir à luta e se posicionar, ir atrás de mudanças de hábitos, de recursos médicos”, acredita ele.

“Esta pandemia, pode ter certeza, vai passar e outras virão, como já vieram, e o mundo não acabou. A fé faz a gente ter essa clareza e ajuda a enfrentar melhor tudo o que estamos passando”, finaliza Davi.

 

 

R7

Proposta aumenta para 20 anos pena mínima do crime de feminicídio

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O Projeto de Lei 1568/19 aumenta a pena mínima para o crime de feminicídio, que passa dos atuais 12 para 20 anos. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta é da deputada Rose Modesto (PSDB-MS) e altera o Código Penal, que hoje prevê para o crime de feminicídio pena de reclusão de 12 a 30 anos.

Para a deputada, os altos índices de crimes cometidos contra mulheres no País justificam a mudança. Ela afirma quer a punição mais rigorosa “contribuirá para a efetivação da proteção da vida das mulheres brasileiras.”

O projeto também acaba com a progressão de regime para os condenados pelo crime de feminicídio. A medida, porém, já foi efetivada em 2019 pela Lei Anticrime.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário da Câmara.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Prioridade do governo, ensino domiciliar recebe críticas de entidades da área de Educação

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Favoráveis ao homeschooling, os ministros da Educação, Milton Ribeiro; e da Família, Damares Alves, divergem de representantes de conselhos de educação

A relatora Luisa Canziani disse que pretende ouvir todos os lados e, ao final, apresentar ao Plenário um texto sensato e equilibrado

Representantes do governo federal e de entidades nacionais, estaduais e municipais da área de educação divergiram, nesta segunda-feira (5), sobre a regulamentação do ensino domiciliar no Brasil, também conhecido pelo termo em inglês “homeschooling”. Eles participaram do primeiro ciclo de debates promovido pela relatora dos projetos de lei sobre o tema, deputada Luisa Canziani (PTB-PR).

O assunto consta do Projeto de Lei 3179/12, do deputado Lincoln Portela (PL-MG), e de outras sete propostas em tramitação na Câmara dos Deputados – algumas para permitir a educação domiciliar, como o Projeto de Lei 2401/19, enviado pelo próprio governo, e outras para proibi-la.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Na modalidade de ensino domiciliar, a educação recai sobre os próprios familiares do aluno, geralmente os pais ou grupos de pais, ou  depende da contratação de professores particulares, chamados de tutores.

Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães de Castro disse que a entidade ainda não se manifestou coletivamente sobre o tema, mas pessoalmente, criticou o homeschooling. Segundo ela, o modelo domiciliar compromete a socialização, impede o contato do aluno com diferentes ideias e pensamentos, e desconsidera a importância da formação pedagógica e técnico-cientifica dos professores.

“Na minha visão, a regulamentação do ensino domiciliar compromete a convivência com diferentes grupos sociais, parte essencial do processo educativo e de humanização, pelos quais se estabelece relações de empatia, de solidariedade e de cidadania, essenciais para o desenvolvimento social, afetivo, psíquico e cognitivo de crianças e jovens”, disse Casto.

“Acho legitimo que uma família religiosa defenda o criacionismo, mas acho importante que o filho dessa família possa conhecer outras teorias, como a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies”, completou.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Votação de propostas. Dep. Professor Israel Batista(PV - DF)
Para Israel Batista, Brasil deveria ter como foco a melhoria da qualidade do ensino e não priorizar o ensino domiciliar

A presidente do CNE pontuou ainda que faltam evidências científicas sobre a eficácia do ensino domiciliar, e destacou a dificuldade de muitas famílias de garantir a edução de crianças e jovens em isolamento social durante a pandemia de Covid-19. “Um médico, muitas vezes, não sabe como dar uma aula de matemática, assim como um professor não consegue fazer uma cirurgia cardíaca”, disse.

Educar em casa
Os ministros da Educação, Milton Ribeiro; e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que também participaram do debate, relativizaram as criticas e defenderam o direito dos pais de escolher como querem educar seus filhos. Citando recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a constitucionalidade da educação domiciliar, mas a declarou ilegal até que seja regulamentada por lei, Ribeiro destacou que o governo decidiu priorizar o tema para colocar na legalidade milhares de pais que já praticam o homeschooling no Brasil.

“Hoje, na verdade, 85% dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] já aderiram ao homeschooling. São cerca de 65 países. E os projetos não obrigam ninguém a aderir”, destacou Ribeiro. “Não vejo por que, a não ser para politizar, nós não termos uma modalidade de ensino domiciliar, colocando na legalidade mais de 35 mil famílias que já optaram por esse modelo.” Ribeiro também defendeu outras formas de socialização dos alunos educados em casa. “É claro que a escola oferece essa questão, mas existem outras formas de socializar, na família, nos clubes, nas bibliotecas e até mesmo nas igrejas”, disse.

Prioridades da Educação
Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo reforçou que a escola é essencial para o processo de socialização e também defendeu a necessidade de professores ou tutores terem formação específica. Contrariando os números apresentados pelo ministro, De Angelo criticou o governo por defender o homeschooling como pauta prioritária para a educação.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Discussão sobre o <a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'>PL 3179/2012</a></a></a></a> e apensados - Educação Domiciliar. Ministro da Educação, Milton Ribeiro
Milton Ribeiro afirmou que governo quer  colocar na legalidade milhares de pais que já praticam o homeschooling no Brasil

“Essa agenda é extremamente minoritária. A Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), fundada em 2010, informa que em 2019 havia 5 mil famílias adeptas do homeschooling. Ou seja, mais de 50 milhões de estudantes do País estão à margem dessa discussão”, disse.

O presidente Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Israel Batista (PV-DF), compartilha da mesma opinião. Para ele, após iniciar as etapas de universalização e de formação de professores, o Brasil deveria ter como foco a melhoria da qualidade do ensino e não priorizar o ensino domiciliar. “Isso pra mim é uma confusão mental. Isso não deveria ser a prioridade. Isso demonstra a falta de planejamento e de projeto para educação brasileira”, criticou.

Perda da guarda
A ministra Damares Alves destacou que muitas famílias que já adotam o ensino domiciliar têm enfrentado problemas na justiça, com pais correndo o risco de perder a guarda dos filhos por falta de matrícula em escolas tradicionais. “Cito o caso dos dois jovens de 13 anos de Minas Gerais que foram educados pelos pais e acabaram aprovados em vestibular. Eles não ficaram conhecidos por isso, mas pelo fato de os pais estarem sendo processados por educá-los em casa”, disse a ministra.

Autor do projeto em tramitação mais antigo sobre o assunto, o deputado Lincoln Portela (PL-MG) também criticou a perseguição a famílias adeptas do ensino domiciliar. “O Ministério Público ameaça tirar as crianças dos pais. Por que o Ministério Público não tira a guarda dos pais de 44% dos brasileiros que estão em evasão escolar [fora das escolas]?”, criticou.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Discussão sobre o <a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'><a class='linkProposicao' href='https://www.camara.leg.br/noticias/366058-projeto-preve-possibilidade-de-educacao-basica-ser-feita-em-casa'>PL 3179/2012</a></a></a></a> e apensados - Educação Domiciliar. Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves
Damares Alves afirmou que o fato de frequentar a escola não impediu que sofresse abusos na infância

Experiências internacionais
Relatora do projeto em Plenário, a deputada Luisa Canziani (PTB-PR), disse que pretende ouvir todos os lados e, ao final, apresentar ao Plenário um texto sensato, equilibrado e que resguarde os direitos das crianças à educação e que regulamente o direito das famílias de educar os filhos em casa. Segundo ela, na próxima quinta-feira (8) o debate será sobre experiências internacionais de homeschooling, com representantes do Chile, da Finlândia e dos EUA.

No Brasil, a Constituição Federal estabelece que a educação é “dever do Estado e da família” e, desde 2013, a Lei de Diretrizes e Bases Educacionais (LDB) exige que pais ou responsáveis matriculem os filhos em escolas da educação básica a partir dos quatro anos de idade. Até 2013, a idade mínima era 6 anos.

Já o Código Penal define como crime de abandono intelectual deixar, sem justa causa, uma criança de 6 a 14 anos fora da escola. Pais que não matriculem e cobrem a presença dos filhos na escola podem ser punidos com detenção de 15 dias a 1 mês ou multa.

Relatando abusos sofridos na infância, Damares Alves disse ainda que o homeschooling não tem relação com casos de violência e abusos contra crianças. “Fui abusada dos 6 aos 8 anos. E eu estava na escola. A escola não leu os sinais que eu estava mandando”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

MPF denuncia comerciante que submeteu venezuelanos a trabalho semelhante à escravidão

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Comerciante foi denunciado por tráfico de pessoas, condição de trabalho análogo à escravidão e racismo contra venezuelanos

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça o sócio-administrador da empresa Metal Rocha, Wilson Rocha, por crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo e racismo contra trabalhadores venezuelanos. Segundo o MPF, ele viajou até Roraima para contratar venezuelanos para sua empresa e convenceu pelo menos seis venezuelanos com a promessa de trabalho e salário digno, transporte e alimentação no trajeto. Os venezuelanos viajaram de ônibus de Boa Vista a Manaus (AM), depois de barco até Porto Velho e de táxi até Ji-Paraná (RO).

Conforme os depoimentos das vítimas, foi prometido que os valores da viagem não seriam descontados por inteiro do primeiro salário, mas Wilson Rocha quebrou o acordo e eles ficaram sem salário, receberam apenas R$ 200 como empréstimo. Desse modo, os venezuelanos ficaram em servidão por dívida.

A moradia desses venezuelanos em Ji-Paraná era nas dependências da empresa, em quartos sem janelas e com buracos no teto. Eles dormiam em papelões estendidos no chão e não havia guarda-roupas nos quartos. A cozinha não tinha pia e as louças eram lavadas em uma bacia. Também não existiam armários e por isso até os alimentos secos eram guardados em uma geladeira velha ou armazenados junto com utensílios em uma estante de metal bastante enferrujada. Não havia filtro de água ou bebedouro nesse alojamento improvisado. Um dos venezuelanos relatou que também morou durante um período na antiga casa do cachorro do dono da empresa.

Racismo – Além de tráfico de pessoas e das condições análogas à escravidão, o comerciante também está sendo denunciado por racismo. Conforme a denúncia, os venezuelanos sofriam tratamento discriminatório, com xingamentos e comentários agressivos e vexatórios, e tinham seu serviço menosprezado por serem da Venezuela.

Os venezuelanos disseram que Wilson Rocha era muito agressivo, gritava, xingava, intimidava e ameaçava a todos. Ele jogava objetos no chão e os mandava recolher. O comerciante falava que os venezuelanos não eram nada, as agressões verbais e psicológicas eram diárias. Em certa ocasião, quando saíram de noite para irem à igreja, Rocha foi de carro atrás deles. Ele os proibia de usar aparelho celular e manter contato com outras pessoas. Na empresa havia oito câmeras de vigilância e os venezuelanos eram observados.

Eles conseguiram fugir das dependências da empresa, deixando seus documentos e objetos pessoais, em razão do perfil violento do dono. Consta na denúncia do MPF que os crimes aconteceram em 2018.

A denúncia é a de número 1001217-77.2021.4.01.4101 e será julgada pela Justiça Federal em Ji-Paraná

Íntegra da denúncia

Assessoria de Comunicação

PRF recupera 5 veículos durante a Operação Semana Santa em Rondônia

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Durante operação, média é de um veículo recuperado a cada 19 horas.

Porto Velho – A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em comandos realizados em todo o estado de Rondônia, durante a Operação Semana Santa (1 a 4), recuperou 5 veículos que transitavam nas rodovias federais. As ocorrências foram registradas nas cidades de Porto Velho, Guajará-Mirim e Ariquemes.

Em decorrência da Operação Semana Santa, a PRF intensificou a fiscalização nas BRs nesse último final de semana. Com o aumento do efetivo empenhado, não apenas a segurança viária foi reforçada, mas também o aumento ao enfrentamento de diversos crimes. Durante os 4 dias de operação, as equipes policiais recuperaram 5 veículos, média de um veículo a cada 19 horas. Foram 3 motocicletas e 2 carros (uma TOYOTA/hilux e um VW/Gol).

A PRF, mesmo diante do cenário adverso proporcionado pela pandemia, continua atuante e presente nas rodovias federais de todo o país. Continuamos atentos, vigilantes e incansáveis na atividade de zelar pela segurança pública e garantir a liberdade de locomoção nas malhas viárias. Somos a pronta resposta federal.

Fonte:PRF

Obesidade responde por quase 50% dos gastos federais com câncer no SUS

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Sedentarismo e obrsidade

Estudo mostra quanto o excesso de peso contribui para a doença

Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) revela que o gasto com casos de câncer relacionados à obesidade entre adultos ficou em R$ 1,4 bilhão do total de 3,5 bilhões aplicados em 2018 pelo governo federal no tratamento da doença na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Feito em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o estudo é inédito e teve início no fim de 2019. O resultado foi publicado no dia 11 de março, na revista científica internacional Plos One.

Segundo o oncologista clínico do Inca Ronaldo Corrêa, coordenador da pesquisa, de modo geral, o câncer é uma doença multifatorial. Isso significa que existem diversos fatores de risco para a doença, entre os quais o consumo de tabaco, de álcool e de carne vermelha, o sedentarismo e o excesso de peso ou obesidade.

O estudo concluiu que são altos os gastos com cânceres vinculados ao excesso de peso, considerando o cálculo da fração atribuível. “A gente pega a prevalência do fator de risco na população, quer dizer, quantas pessoas têm excesso de peso na população brasileira em diferentes faixas etárias e por sexo e vê qual é a prevalência desse fator de risco. Quanto maior a prevalência, maior a chance que o fator de risco tem de estar causando o câncer”, disse Corrêa hoje (5), em entrevista à Agência Brasil.

Os pesquisadores consideram ainda outro fator epidemiológico, que é o risco relativo. Essa medida de associação indica qual é a chance de uma pessoa com obesidade vir a ter um câncer em comparação a uma que não tem excesso de peso. A partir das duas medidas – prevalência e risco relativo – tais valores são aplicados na população brasileira e chega-se à fração atribuída.

Percentuais
O resultado evidencia quanto o excesso de peso contribui para os diversos tipos de cânceres associados à obesidade. O estudo do Inca mostrou que, no câncer de endométrio (corpo do útero), por exemplo, o índice ficou em torno de 24%. “Então, 24% dos cânceres do endométrio no Brasil, segundo o nosso estudo, são devido ao excesso de peso”, afirmou o médico. Isso significa que, a cada quatro cânceres do endométrio, um é devido ao excesso de peso.

De acordo com Corrêa, no câncer de mama, a obesidade contribui com 5%; no câncer colorretal,com 1,8%; no câncer de vesícula biliar, com 8%; no câncer do final do esôfago, cm, 16%; no câncer de próstata avançado, com 2,5%. “Em cada câncer que está associado ao excesso de peso, esse fator tem uma contribuição relativa”.

O oncologista explicou que, se o excesso de peso for eliminado entre os brasileiros, pode haver menos 5% de casos de câncer de mama, menos 25% dos casos de câncer do endométrio e assim por diante. O estudo do Inca verificou que 80% de toda a despesa com os cânceres atribuíveis ao excesso de peso foram com tratamento de tumores malignos de mama, colorretal e endométrio. Embora a contribuição do excesso de peso seja relativamente pequena para os cânceres de mama e colorretal, quando comparados ao de endométrio, o impacto econômico é alto pela grande incidência desses cânceres no país.

Dados recentes da Pesquisa Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, mostram o avanço do excesso de peso e da obesidade na população brasileira nos últimos anos. O percentual de pessoas obesas em idade adulta mais do que dobrou em 17 anos, passando de 12,2%, entre 2002 e 2003, para 26,8%, em 2019. Nesse período, a proporção dos adultos com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%, o que representa quase dois terços dos brasileiros. Entre os mais jovens, os dados também preocupam: um em cada cinco adolescentes com idade entre 15 e 17 anos apresentou excesso de peso, e cerca de um terço das pessoas de 18 a 24 anos é obesa.

Risco
Ronaldo Corrêa alertou que uma criança ou adolescente com excesso de peso tem grande risco de se tornar um adulto com excesso de peso. “É provável que o excesso de peso na infância e adolescência seja um fator de risco para a pessoa permanecer com excesso de peso na vida adulta”. Mais tarde, na vida adulta, esse adolescente vai correr o risco de desenvolver câncer.

O médico argumentou que uma análise do Brasil nos últimos 20 anos indicará que houve aumento do excesso de peso tanto na população de adultos quanto na de crianças e adolescentes. Para os especialistas, isso sinaliza que, no futuro, haverá vários problemas de saúde. “Não só câncer, mas doenças cardiovasculares, diabetes, entre elas.”

Segundo o coordenador do estudo do Inca, o tratamento do excesso de peso poderia representar uma economia de R$ 60 milhões no gasto de R$ 1,4 bilhão registrado pelo governo federal no SUS em 2018. O dinheiro poupado com a eliminação desse fator de risco poderia ser aplicado em mais prevenção e em tratamentos mais eficazes, que podem reduzir a mortalidade por câncer.

Covid-19
Na avaliação de Corrêa, o distanciamento social e o confinamento adotados para impedir a disseminação da covid-19 podem aumentar o percentual de obesos no país, por causa do sedentarismo e do maior consumo de alimentos processados e ultraprocessados. “É provável que, com esses fatores, tenha havido um aumento do excesso de peso na população.” Ele esclareceu, porém, que aumento de peso não significa que a pessoa vá ter câncer imediatamente. “Existe o que a gente chama de gap [lacuna] temporal. A pessoa vai passar alguns anos exposta àquele fator de risco para desenvolver um câncer.”

Corrêa explicou que a pessoa começa a vida adulta aos 20 anos. Se ficar com excesso de peso até os 30, a partir de 40, 50, 60 anos, ela tem muito mais risco de ter câncer do que os adultos que se mantiveram no peso ideal. O médico destacou, porém, que ao final da pandemia, quem ganhou peso nesse período pode retornar às atividades normais e emagrecer. “Não é uma condenação”, disse Corrêa, que definiu a pandemia como um evento transitório, que vai passar.

A diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, disse que os resultados do estudo podem ajudar os formuladores de políticas públicas, como o próprio instituto, a dar prioridade a ações de controle do câncer, buscando equilíbrio entre o que é gasto na prevenção, especificamente no excesso de peso, e o que é gasto com o tratamento do câncer.

Agência Brasil