Com 90% da equipe beneficiada, Brasil tem melhor campanha no Mundial de Atletismo

Restando ainda três dias de competição, o Brasil já tem a melhor campanha da história dos Mundiais Paralímpicos de Atletismo. As vitórias da paraense Fernanda Yara na final dos 400m T47 (para amputados de braço) e do maranhense Bartolomeu Chaves nos 400m T37 (paralisados cerebrais) na noite desta terça-feira (21/5) em Kobe, no Japão, levaram o país a igualar o número de ouros de Lyon 2013, com 16 pódios dourados.

Os dois pódios dourados também fizeram o Brasil continuar na perseguição da líder China no quadro geral de medalhas, com somente um ouro a menos do que os chineses – são 16 a 17. Os brasileiros ainda somam seis pratas e cinco bronzes, enquanto os asiáticos têm 14 pratas e 14 bronzes.

O Brasil bateu o recorde de medalhas em Mundiais de atletismo paralímpico, com uma delegação menor que a chinesa. Mais de 90% da equipe de atletas brasileiros é beneficiada pelo Bolsa Atleta do Ministério do Esporte, maior programa de patrocínio individual do mundo.

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Atual campeã mundial da prova em Paris 2023, Fernanda Yara largou atrás nos 400m T47 feminino, mas nos 250 metros finais conseguiu superar a húngara Petra Luteran, que ficou com bronze, e a venezuelana Lisbeli Andrade, que levou a prata, e cruzar a linha de chegada na frente, com 57s35.

O tempo foi o melhor da temporada da atleta que tem má-formação congênita no braço esquerdo, abaixo do cotovelo. Outra brasileira envolvida na disputa, a potiguar Maria Clara Augusto completou a distância na quinta colocação, com 59s20, fazendo também a sua melhor marca na temporada.


“A vitória é de todo mundo que está envolvido comigo, seja treinadores, patrocinadores e família. Os 400m não é uma prova fácil. A gente treinou bastante. O tempo não era o esperado, mas o treino continua. Agora quero ser campeã paralímpica”, apontou Fernanda 


Já o maranhense Bartolomeu Chaves conseguiu melhorar seu desempenho anterior – havia sido bronze em Paris 2023 – e conquistou seu primeiro ouro em Mundiais. Nos 400m T37, ele fez o tempo de 50s74 e registrou seu melhor índice na carreira.

A prova teve um final emocionante, quando o brasileiro quase foi alcançado pelo atleta neutro Andrei Vdovin, que foi medalhista de prata, com 50s84. O tunísio Amen Tissaoui completou o pódio, ao finalizar em 51s32.


“Sensação muito boa. Senti muito cansaço, mas como é medalha de ouro, todo esforço é bem-vindo. É uma prova muito difícil, tem que sair [da largada] muito forte e, nos 200 metros finais, aumentar o ritmo ainda mais. Mas deu tudo certo”, analisou


Ainda nesta manhã do Japão (noite no Brasil), o gaúcho Aser Ramos avançou à final dos 100m T36 (paralisados cerebrais) com o sétimo melhor tempo (12s46). A disputa por medalha será às 22h29 (de Brasília) desta quarta-feira, 22.

Já a paranaense Aline Rocha, na sua terceira prova na competição, classificou-se para a final dos 100m T54 (que competem em cadeira de rodas). Ela terminou a prova em 18s10 e avançou com o oitavo melhor tempo. A decisão será às 5h23 (de Brasília) desta quarta-feira, 22.

O Mundial no Japão é realizado no mesmo ano dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, após o Comitê Organizador Local (LOC, na sigla em inglês) solicitar ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) o adiamento do evento, que seria em 2021, devido à pandemia de covid 19. Com isso, a cidade japonesa sedia a competição de atletismo no ano posterior ao Mundial de Paris 2023, quando o Brasil teve seu melhor desempenho na história em Mundiais. Foram 47 medalhas no total, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes.

 

 

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