Brasil já conquistou 10 medalhas olímpicas

Das 10 medalhas, nove têm marca do Bolsa Atleta, programa de incentivo de patrocínio individual do Governo Federal

O Brasil está fazendo história nas Olimpíadas. Muito treinamento, superação e conquistas inéditas. Nos últimos dias foram conquistadas medalhas na natação, tênis e ginástica artística. Já são 10 medalhas conquistadas, nove tem a marca do Bolsa Atleta, programa de incentivo de patrocínio individual do Governo Federal. Até o momento, sete medalhistas fazem parte da categoria Pódio, a principal do Bolsa Atleta, voltada para quem se posiciona entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades e prevê repasses mensais que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o Governo Federal repassou R$ 5,11 milhões para nove dos dez medalhistas nacionais desde 2005. Levando em conta apenas o ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, são R$ 3,53 milhões investidos diretamente via Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Dos competidores, 242 (80%) recebem o Bolsa Atleta, programa de patrocínio individual do Governo Federal. Se o futebol masculino for retirado da conta, o percentual sobe para 86%.

Um incentivo que fez diferença para o nadador Bruno Fratus, de 32 anos, que ganhou a medalha de bronze nos 50 metros livre com 21s57, no último fim de semana em Tóquio. O esportista recebe o Bolsa Pódio. “Acho que, pelo menos para mim, o Bolsa Atleta foi crucial nesses últimos cinco anos onde, depois da Olimpíada do Rio eu perdi absolutamente todos os patrocínios que eu tinha”, disse.

- Advertisement -

“Hoje eu sou medalhista olímpico, mas eu já passei por algumas situações onde num domingo você está nadando uma final olímpica e numa segunda-feira você não tem mais nada entrando. Então, o Bolsa Atleta é o que segura a gente nesses momentos também e é o que que te dá tranquilidade, você sabe que está lá por você. Você tem o lastro do Governo Federal do Brasil te ajudando, te incentivando e te empurrando para frente.

Então, para mim, incentivos como o Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte é algo que é vital para o esporte. O esporte brasileiro não respiraria sem esses programas”, afirmou

O Bolsa Atleta faz parte do tripé formado ainda pela Lei das Loterias e Lei de Incentivo ao Esporte que tornam o Governo Federal no maior patrocinador esporte olímpico e paralímpico no país, com um investimento anual superior a R$ 750 milhões.

Bolsa Atleta – o programa divulgou esse ano a maior lista de esportistas patrocinados com 7.197 contemplados e um investimento de R$ 143,4 milhões. Outros 274 atletas pela Bolsa Pódio com recursos de R$ 36,72 milhões.

Lei das Loterias – em 2020, a Lei das Loterias destinou, apenas ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), R$ 292,5 milhões e outros R$ 163,1 milhões foram repassados pela mesma lei ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Lei de Incentivo ao Esporte – no ciclo olímpico, entre 2016 e 2021, a lei teve 699 projetos voltados ao alto rendimento aprovados para captação de recursos. O valor captado neste período foi de mais de R$ 640 milhões.

Ginástica

A ginasta Rebeca Andrade é a primeira brasileira a subir duas vezes no pódio na mesma edição dos Jogos Olímpicos e a única campeã olímpica da ginástica artística feminina nacional. No último domingo ela recebeu o ouro na prova do salto. A paulista de 22 anos já havia ganhado a prata na ginástica individual e é uma das seis integrantes da seleção de ginástica artística classificada para Tóquio que recebe a Bolsa Pódio.

“No individual, a medalha representou todo mundo, todas as gerações das ginásticas do Brasil. Foi um orgulho enorme”, disse. “É sempre o que vou buscar fazer, dar orgulho para as pessoas, para minha família e para mim”, declarou.

No ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, a ginástica artística recebeu do Governo Federal investimento direto de R$ 7 milhões via Bolsa Atleta, que possibilitou a concessão de 256 bolsas.

Tênis

Pela primeira vez na história, o tênis brasileiro recebeu uma medalha em Jogos Olímpicos. O bronze foi conquistado pelas paulistas Laura Pigossi, de 26 anos, e Luisa Stefani, de 23 anos. As duas derrotaram, de virada as russas Elena Vesnina e Veronika Kudermetova

Um feito inédito que não será esquecido até porque as duas só tiveram confirmada a presença nos Jogos Olímpicos na data limite para que a chave de duplas de Tóquio fosse fechada em 16 de julho. “É uma emoção gigantesca. É difícil descrever o sentimento de subir no pódio com o uniforme do Brasil e poder sentir a medalha pesando no pescoço”, declarou.

O Brasil competiu com sete atletas no tênis nas Olimpíadas de Tóquio, e cinco deles recebem o Bolsa Atleta: João Menezes, Thiago Monteiro, Marcelo Melo, Luisa Stefani e Marcelo Demoliner. Laura Pigossi, que mora em Barcelona, na Espanha, não recebe o incentivo. No ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, a modalidade recebeu investimento direto de R$ 3,6 milhões.

Resumo

Medalhistas

Ítalo Ferreira – surfe, medalha de ouro. Bolsa Pódio

Receba Andrade – medalha de prata na ginástica e ouro no salto. Bolsa Pódio

Luisa Stefani – dupla de tênis, medalha de bronze. Bolsa Atleta Internacional

Laura Pigossi – dupla de tênis, medalha de bronze. Não recebe o Bolsa Atleta

Rayssa Leal – skate streete, medalha de prata. Com 13 anos, não integra o programa. A idade mínima para fazer parte do Bolsa Atleta é 14 anos.

Daniel Cargnin – judô, medalha de bronze. Bolsa Pódio

Mayra Aguiar – judô, medalha de bronze. Bolsa Pódio

Kevin Hoefler – skate street, medalha de prata. Bolsa Pódio

Fernando Scheffer – natação, medalha de bronze. Bolsa Pódio

Bruno Fratus – natação, medalha de bronze. Bolsa Pódio

10 medalhas, 11 medalhistas. 8 recebem Bolsa Atleta. 9 modalidades premiadas com algum incentivo do Bolsa Atleta (skate street, 2 judô, 2 natação, dupla de tênis, ginástica, salto, surfe)

Com informações do Ministério da Cidadania
























Últimas Notícias


Veja outras notícias aqui ▼