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Fim da Moratória da Soja pode gerar perdas de R$ 42 bilhões

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O fim da Moratória da Soja poderá impor à economia e à sociedade brasileira perdas de pelo menos R$ 41,8 bilhões ao longo de dez anos. A estimativa considera os efeitos da redução das chuvas sobre a agricultura, da menor geração hidrelétrica e da destruição de recursos associados à biodiversidade amazônica.

O cálculo foi elaborado pelo WWF-Brasil, associação civil privada, sem fins lucrativos e de atuação ambientalista, ligada à maior rede mundial de conservação ambiental, com atuação em mais de 100 países. A WWF baseou a projeção em estudos científicos sobre os serviços ambientais prestados pela floresta e em uma análise publicada neste mês na revista Science.

O ponto de partida é a possibilidade de a Amazônia perder 1,4 milhão de hectares adicionais de vegetação até 2036 após o desmonte do acordo. A área, equivalente a 14 mil quilômetros quadrados ou a aproximadamente 2,4 vezes o Distrito Federal, representaria um aumento de 17% sobre o desmatamento projetado para o período.

A análise, publicada na revista científica Science, também estima que a conversão dessa área liberaria 745 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, em equivalente de dióxido de carbono. O volume de emissões não foi transformado em dinheiro na conta apresentada pelo WWF.

Dos R$ 41,8 bilhões estimados, cerca de R$ 35,7 bilhões correspondem ao valor econômico atribuído à biodiversidade. Entram nessa parcela recursos naturais com aplicações conhecidas ou potenciais em medicamentos, biotecnologia, melhoramento genético e adaptação das lavouras ao clima, além de serviços como polinização, controle biológico e estabilidade dos ecossistemas.

Outros R$ 4,2 bilhões estão relacionados à redução das chuvas utilizadas pela agricultura. O cálculo toma como referência um estudo publicado em fevereiro na revista Communications Earth & Environment, segundo o qual cada hectare de floresta amazônica contribui, em média, para a formação de 3 milhões de litros de chuva por ano em escala regional. Esse serviço foi avaliado em aproximadamente R$ 303 por hectare ao ano.

Não significa que cada área desmatada produza automaticamente uma conta desse valor para uma fazenda específica. A metodologia estima o benefício distribuído pela floresta sobre o regime regional de precipitações e pressupõe uma relação proporcional entre a perda de vegetação e a redução das chuvas. Seus efeitos podem variar conforme a localização do desmatamento, a circulação atmosférica e a cultura agrícola atingida.

A geração de energia responde por uma perda adicional estimada entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. Nesse caso, o levantamento considera a contribuição da umidade formada na Amazônia para a vazão das bacias que abastecem hidrelétricas como Itaipu, Belo Monte e Jirau. Menos água nos reservatórios pode reduzir a produção hidrelétrica e elevar a necessidade de acionamento de fontes mais caras.

A estimativa é apresentada como conservadora porque não inclui possíveis perdas de exportações para compradores que exigem soja sem desmatamento, receitas que poderiam ser obtidas com créditos de carbono nem impactos de uma eventual alteração mais profunda do regime climático amazônico. Também não representa prejuízo direto e imediato dos produtores de soja: trata-se do valor acumulado, durante uma década, de serviços ambientais que deixariam de ser prestados à agricultura, ao sistema elétrico e ao conjunto da sociedade.

Para dimensionar a projeção, os R$ 41,8 bilhões correspondem a aproximadamente 12,5% do Valor Bruto da Produção da soja brasileira estimado para 2026, de R$ 335,8 bilhões. A comparação serve apenas para mostrar a dimensão financeira do cálculo, pois confronta uma perda acumulada em dez anos com a receita bruta de uma única safra.

O Brasil deverá colher 180,6 milhões de toneladas de soja no ciclo 2025/26 e exportar aproximadamente 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. A escala da cadeia ajuda a explicar por que as regras de compra adotadas pelas grandes tradings produzem efeitos econômicos muito além das propriedades diretamente monitoradas.

Criada em 2006, a Moratória da Soja não era uma lei nem proibia o plantio. Era um compromisso privado pelo qual tradings e indústrias deixavam de comprar ou financiar soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava inclusive desmatamentos autorizados pela legislação brasileira.

Esse ponto esteve no centro da resistência de produtores rurais. Entidades do setor sustentam que o acordo impunha uma limitação adicional a proprietários que cumprem o Código Florestal. Na Amazônia Legal, a regra geral obriga a manutenção de 80% da propriedade como reserva legal, mas permite a utilização da parcela restante, desde que atendidas as exigências ambientais.

O conflito ganhou nova dimensão com a Lei nº 12.709, aprovada por Mato Grosso em 2024. A norma impede a concessão de incentivos fiscais e terrenos públicos a empresas participantes de acordos privados que imponham restrições superiores às previstas na legislação ambiental. Como Mato Grosso lidera a produção brasileira de soja, a manutenção dos benefícios estaduais tornou-se um fator decisivo para as tradings. Rondônia aprovou uma legislação semelhante.

Ao mesmo tempo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica abriu um processo para investigar se a atuação conjunta das compradoras poderia configurar uma prática anticoncorrencial. Em setembro de 2025, o tribunal do órgão manteve uma medida preventiva que determinava a suspensão de auditorias, do compartilhamento de informações e de outros instrumentos utilizados na execução da moratória, com efeitos previstos para janeiro de 2026.

O processo no Cade acabou suspenso por uma decisão do Supremo Tribunal Federal, juntamente com as demais ações judiciais e administrativas sobre o tema. Isso, porém, não impediu o esvaziamento empresarial do compromisso.

Com a entrada em vigor da lei mato-grossense, em 1º de janeiro, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais iniciou sua retirada da Moratória da Soja. A entidade representa algumas das maiores processadoras e comercializadoras de grãos do mundo. Sem a participação conjunta dessas companhias, o acordo deixou, na prática, de funcionar como um mecanismo setorial uniforme. As empresas podem manter políticas próprias de desmatamento zero, mas sem as mesmas auditorias, critérios e decisões coletivas.

O Supremo deverá retomar o caso em 12 de agosto. Estão em julgamento as ações contra as leis de Mato Grosso e Rondônia e a liminar que suspendeu processos relacionados à moratória, inclusive no Cade. A decisão poderá definir se os estados podem retirar incentivos de empresas que adotam compromissos ambientais mais rigorosos do que a legislação nacional.

Mesmo uma eventual derrubada das leis estaduais não restabeleceria automaticamente a Moratória da Soja. Para que o mecanismo volte a operar, seria necessário reconstruir a adesão das tradings e das demais entidades a um novo compromisso coletivo. Até lá, o mercado deverá conviver com políticas individuais de compra, exigências diferentes entre importadores e maior disputa sobre quem deve assumir os custos econômicos da rastreabilidade e da preservação.

Clique e veja o estudo na íntegra

 

Fonte/Pensar Agro

Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período

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Rendimento cresce 2,8% em 1 ano e chega a R$ 3.738
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Esse patamar é o maior já registrado em qualquer período da Pnad.

Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:

– Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)

– Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)

A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada – o maior de toda a pesquisa do IBGE – e 13,6 milhões sem carteira.

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,4% no segundo trimestre.

O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).

Apesar de recorde histórico de baixa no desemprego no período, o rendimento fica no campo da estabilidade, segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, porque as novas contratações costumam pagar na média ou abaixo dos demais salários.

Aquecido mesmo com juro alto

Os dados que revelam um mercado de trabalho aquecido coincidem com um período em que o Brasil vivencia alta taxa básica de juros, a chamada Selic, determinada pelo Banco Central (BC), atualmente em 14,25%.

A Selic alta é uma das formas de o BC combater a inflação, uma vez que o juro alto desestimula consumo e investimentos, esfriando a demanda por produtos e serviços.

O analista do IBGE William Kratochwill ressalta que o próprio mercado de trabalho se retroalimenta, suavizando o impacto do juro alto no emprego.

“Quando tem mais gente ocupada, o consumo aumenta, aumentam encomendas, produção… O próprio mercado de trabalho pode estar dando essa contribuição para que as pessoas continuem contratando”, avalia.

Ele aponta que um dos efeitos do aquecimento pode ser percebido no número de desalentados, ou seja, de pessoas que sequer procuravam trabalho, por acreditarem que não encontrariam vagas, que ficou em 2,3 milhões, caindo 14,7% (menos 365 mil pessoas) na comparação com o primeiro trimestre.

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Mercado formal

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados.

SINTERO busca soluções junto ao INSS para agilizar emissão de CTCs e regularização de pendências previdenciárias

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Falta de regularização por parte do governo de Rondônia junto ao eSocial dificulta a situação dos servidores

SINTERO se reuniu com o Gerente Executivo do INSS em Porto Velho

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO), junto com representantes da Regional Mamoré, reuniu-se com o Gerente Executivo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Porto Velho, Saulo Sampaio Macedo, para tratar de demandas que vêm impactando diretamente a vida funcional e o processo de aposentadoria dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação.

Durante o encontro, o Sindicato apresentou como principais reivindicações a demora na emissão das Certidões de Tempo de Contribuição (CTCs) e os problemas enfrentados por servidores que, em determinados períodos de sua vida funcional, não tiveram os recolhimentos previdenciários devidamente registrados junto ao INSS, situação que hoje dificulta a obtenção da CTC necessária para a aposentadoria.

Como encaminhamento da reunião, o superintendente do INSS estabeleceu um canal direto de comunicação com o SINTERO, permitindo que as demandas consideradas urgentes sejam encaminhadas para análise e acompanhamento, com o objetivo de acelerar a busca por soluções.

Durante a reunião, também foram apontados fatores que contribuem para o acúmulo dos problemas. Entre eles, destacam-se a inexistência de um convênio vigente entre o Governo de Rondônia e o INSS, além do déficit de pessoal para atender ao grande volume de processos represados, que atualmente ultrapassa 8 mil solicitações.

Outro ponto esclarecido pelo INSS foi que o Governo de Rondônia não realizou a adequação ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) dentro do prazo, não atualizando cadastros e modificações da situação funcional dos servidores. Além disso, o convênio anteriormente existente entre o Estado e o INSS expirou e não foi renovado, comprometendo a agilidade na resolução das demandas relacionadas às Certidões de Tempo de Contribuição.

Diante desse cenário, o SINTERO vai buscar uma reunião com o Governo de Rondônia e o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon), com o objetivo de construir soluções conjuntas para superar os entraves que afetam milhares de servidores.

O Sindicato também vai cobrar a Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (SEGEP) para que o Governo de Rondônia atualize o convênio junto ao INSS, para reestabelecer as ações e adotar as medidas necessárias para restabelecer os procedimentos administrativos, visando garantir o atendimento aos profissionais em educação.

 

Texto: Camila Pinheiro

Imagem: Gerência Executiva INSS Porto Velho

Anvisa proíbe cadeira odontológica sem regularização

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Medida foi publicada nesta quinta-feira (30/07) no Diário Oficial da União

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou, nesta quinta-feira (30/7), medida que proíbe a venda, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso do dispositivo médico Consultório Odontológico Wodo One, da empresa Woson Latam Comércio de Equipamentos Médicos Odontológicos Ltda.  

A ação acontece porque o produto não está regularizado na Anvisa e a sua comercialização e utilização podem representar risco sanitário. 

Confira a Resolução (RE) 2.957/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Saúde e Vigilância Sanitária

Anvisa determina apreensão de Mounjaro falsificado

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Empresa detentora do registro do medicamento identificou produto com número de série incompatível

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30/7), a apreensão de um lote do medicamento Mounjaro.  

A empresa detentora do registro do produto, Eli Lilly do Brasil Ltda. (CNPJ: 43.940.618/0001-44) comunicou à Agência a identificação no mercado de item com número de lote D881474 (lote legítimo existente em seus sistemas), que apresenta número de série 302199651396 incompatível. 

Os produtos – lote D881474 e número de série 302199651396 – devem ser apreendidos e não podem ser distribuídos, vendidos ou utilizados. 

A Anvisa orienta que a população e os profissionais de saúde somente adquiram medicamentos em farmácias devidamente regularizadas, sempre na embalagem completa (dentro da caixa) e mediante emissão da nota fiscal.

Em caso de identificação de unidades dos medicamentos com suspeita de falsificação, a população e os profissionais de saúde não devem utilizar o produto e devem entrar em contato com as empresas detentoras do registro desses produtos, para verificar sua autenticidade.

Derme Ervas 

A mesma medida prevê ainda a suspensão de todas as preparações magistrais elaboradas pela Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. (CNPJ: 87.013.300/0001-18).  

Os produtos não podem ser comercializados ou divulgados, uma vez que foi constatada a venda e propaganda de produtos manipulados padronizados e não individualizados ao público por meio do site da farmácia, em desacordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 67/2007 e da Lei 6.360/1976. 

Confira a Resolução 2.952/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Saúde e Vigilância Sanitária

Anvisa aprova medicamento para hipertensão pulmonar

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Novo produto é indicado para melhorar a capacidade de exercício em pacientes adultos

Foto: Envato

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial (HP – DPI).  

A doença é uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis da pressão arterial exercida pelo sangue contra as paredes das artérias na circulação pulmonar.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a HP com base em mecanismos fisiopatológicos, apresentação clínica, características hemodinâmicas e abordagem terapêutica. De acordo com esses critérios, classifica os pacientes em cinco grupos. Tyvaso (treprostinila) é indicado para um desses grupos específicos, o Grupo 3. 

Atualmente, não há nenhum medicamento registrado no Brasil com indicação aprovada para esses pacientes. Nesse contexto, o novo produto, destinado à inalação oral, atende a uma necessidade médica relevante, ao contribuir para a manutenção e a melhoria da saúde de pacientes com HP-DPI. O medicamento melhora a capacidade de exercício em pessoas que relatam o impacto das limitações físicas que afetam as atividades da vida diária e qualidade de vida.  

Tyvaso é composto pela treprostinila, um fármaco que pertence a um grupo de substâncias que funcionam de forma análoga às prostaciclinas. Elas são substâncias semelhantes a hormônios que reduzem a pressão arterial ao relaxar vasos sanguíneos, fazendo com que eles se alarguem, o que permite que o sangue flua mais facilmente. 

O medicamento registrado reduz a pressão arterial na artéria pulmonar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o trabalho do coração. A melhora do fluxo sanguíneo leva a um melhor suprimento de oxigênio para o corpo e reduz a pressão sobre o coração, fazendo com que ele funcione de forma mais eficiente. Tyvaso deve ser administrado em quatro sessões de tratamento diárias. 

Embora a Anvisa tenha concedido o registro, o medicamento só estará apto para comercialização após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Porém, a decisão de quando o medicamento será comercializado é da empresa detentora do registro. 

Hipertensão pulmonar 

A hipertensão pulmonar atinge cerca de 2 a 5 pessoas a cada 1 milhão de adultos por ano. O tempo médio de sobrevida dos pacientes é de 2,8 ano. Ela é considerada uma doença rara. Segundo critérios da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 205/2017, uma doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos. 

Confira a Resolução 2.942/2026 no Diário Oficial da União (DOU). 

Saúde e Vigilância Sanitária

TJRO dá início à aplicação de índice para fortalecer a governança institucional

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Na próxima semana, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia iniciará o primeiro ciclo de aplicação do Índice de Governança e Sustentabilidade Organizacional (iESGo). A iniciativa mobilizará unidades administrativas de todo o Tribunal na construção de um diagnóstico institucional que subsidiará ações de aperfeiçoamento da governança, da gestão e da sustentabilidade organizacional.

A aplicação será coordenada pelo Grupo Técnico Multidisciplinar instituído pela Presidência do Tribunal e envolverá diversas unidades administrativas, responsáveis pelo fornecimento das informações e evidências referentes às práticas de governança, gestão e sustentabilidade desenvolvidas no âmbito da instituição.

Nesta primeira etapa, as unidades receberão, por meio de processos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), as questões relacionadas aos eixos temáticos sob sua responsabilidade. O prazo para envio das respostas e das respectivas evidências documentais será até 17 de agosto de 2026.

Segundo a secretária-chefe do Gabinete de Governança, Rosemeire Moreira Ferreira, a participação das unidades será determinante para a qualidade do diagnóstico institucional. “O sucesso desta iniciativa depende do comprometimento de todas as unidades envolvidas. O iESGo representa uma oportunidade para identificarmos nossos avanços, reconhecermos as boas práticas já consolidadas e, sobretudo, identificarmos oportunidades de aprimoramento. Esse diagnóstico permitirá compreender, de forma estruturada, o nível de maturidade da governança institucional e subsidiará o planejamento de ações voltadas ao fortalecimento da gestão, contribuindo para uma administração cada vez mais integrada, eficiente e orientada por evidências”, pontuou.

Durante todo o período de aplicação, o Grupo Técnico prestará suporte às unidades participantes, esclarecendo dúvidas metodológicas, orientando quanto à apresentação das evidências e acompanhando o cumprimento do cronograma estabelecido.

A aplicação do iESGo permitirá ao TJRO conhecer seu nível de maturidade em diferentes dimensões da governança institucional, identificando boas práticas já consolidadas e oportunidades de aprimoramento. As informações coletadas subsidiarão a elaboração de um diagnóstico institucional que servirá de referência para o planejamento de ações voltadas ao fortalecimento da gestão, da governança, da gestão de riscos e da sustentabilidade organizacional.

Após o encerramento da fase de coleta, terá início a etapa de validação técnica das respostas e das evidências apresentadas pelas unidades. Na sequência, os resultados serão consolidados em um relatório institucional, que contribuirá para o aperfeiçoamento contínuo da administração do Tribunal.

Para apoiar os participantes, foi elaborado o Guia do Participante da Autoavaliação Institucional do iESGo, documento que reúne orientações sobre o preenchimento do questionário, critérios para apresentação das evidências, cronograma de execução e respostas às principais dúvidas relacionadas à metodologia.

Com essa iniciativa, o TJRO reafirma seu compromisso com uma gestão pública moderna, transparente e orientada por evidências, fortalecendo a cultura de governança e contribuindo para o desenvolvimento institucional e para o aperfeiçoamento contínuo da prestação jurisdicional à sociedade.

 

Assessoria de Comunicação Institucional

Projeto Pode Falar chega ao Meu SUS Digital e amplia acesso de jovens ao cuidado em saúde mental

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Plataforma voltada a pessoas de 13 a 24 anos oferece acolhimento, escuta e orientação; expectativa é realizar 11 mil atendimentos por mês
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos, agora está disponível no aplicativo meu SUS Digital. A integração facilita o acesso de jovens de todo o Brasil ao serviço, que atualmente realiza, em média, 1,1 mil atendimentos por mês. Com o acesso direto pelo aplicativo, a expectativa é alcançar cerca de 11 mil atendimentos mensais.

A plataforma oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial. O projeto é resultado de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para fortalecer o cuidado em saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona o atendimento?

Para acessar o serviço, basta entrar no aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar”, na área de miniaplicativos. O usuário será direcionado para a plataforma, que funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, no horário de Brasília. O atendimento é anônimo (se assim for desejado) e baseado em uma escuta acolhedora e livre de julgamentos.

O primeiro contato ocorre por meio de um chatbot, que funciona como uma escuta digital inicial. Nesse espaço, também são disponibilizados conteúdos simples e acessíveis sobre saúde mental, que ajudam o usuário a compreender melhor suas emoções. A partir do desejo do usuário ou quando identificada a necessidade de apoio mais direto, o sistema encaminha a conversa para o atendimento humano, realizado por meio de escuta qualificada.

A plataforma também conta com recursos tecnológicos para identificar e priorizar situações de maior risco. Uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, para que esses casos tenham prioridade na fila.

Os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas do cuidado, como psicologia, medicina e educação. Os estudantes atuam sob a supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação apresentada.

Procure ajuda

Quando o sofrimento psíquico for persistente, prejudicar a rotina, os estudos, o trabalho ou as relações, ou em situações de crise, é importante buscar atendimento presencial. O SUS oferece cuidado integral para todas as faixas etárias, organizado de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. A assistência começa na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando necessário, o paciente é encaminhado para a atenção especializada, com continuidade do cuidado.

Alessandra Galvão
Ministério da Saúde

Mais de 50% das mulheres relatam violência do parceiro

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Somente 11% dos homens admitem ter cometido agressões

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil/Foto: © Freepick

Mais da metade das brasileiras (54%) que já tiveram relacionamento com homens declararam ter sofrido algum tipo de violência. No entanto, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.

Os resultados constam na pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: percepção da sociedade brasileira, feita pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com o apoio da Uber, divulgada nesta quarta-feira (29).

O objetivo do estudo, que ouviu 1,5 mil pessoas a partir de 16 anos de todas as regiões do país, em abril de 2026, é apresentar um retrato atualizado de como a sociedade brasileira percebe a violência doméstica e familiar.

Vera avalia que os números revelam não apenas a persistência de agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais no ambiente doméstico, mas os desafios ainda enfrentados para a efetiva proteção das mulheres, mesmo depois de duas décadas da Lei Maria da Penha.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006, é considerada um dos mais importantes marcos legais no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil.

Além disso, a maioria das mulheres (77%) acredita que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens. A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força. A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por 3 em cada 4 mulheres.

Conhecimento sobre a Lei

“Os dados mostram a Lei Maria da Penha como um mecanismo consolidado e reconhecido pela sociedade como essencial na proteção das mulheres. No entanto, o estudo também acende um alerta: a lei, isoladamente, não é vista como suficiente no enfrentamento à violência doméstica”, afirmou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva.

A pesquisa conclui que, após 20 anos, a Lei Maria da Penha é amplamente difundida no Brasil e que praticamente toda a população conhece ou já ouviu falar dela. Metade das mulheres (49%) afirma conhecer bem a legislação. Apesar disso, 82% das brasileiras entendem que, sozinha, ela não é suficiente para enfrentar o problema de forma efetiva.

A maioria das mulheres avalia que, antes da Lei Maria da Penha, havia maior impunidade e menor proteção às vítimas: 81% acreditam que predominavam a omissão diante da violência e a falta de acolhimento às mulheres, enquanto 64% consideram que as punições aplicadas aos agressores eram brandas.

Essa legislação é espontaneamente descrita pela maioria das brasileiras como destinada à proteção das mulheres. Nove em cada 10 mulheres (88%) afirmam conhecer a previsão da lei para casos de violência física, mas menos da metade (46%) conhece a inclusão da violência patrimonial entre as formas de violência previstas na lei.

As medidas protetivas de urgência presentes na lei são conhecidas por oito em cada 10 brasileiras (83%). No entanto, o conhecimento sobre as medidas de proteção patrimonial alcança apenas 38% dessas mulheres.

A diretora de pesquisa ressalta que uma parcela significativa da população ainda naturaliza comportamentos violentos em relacionamentos, sobretudo aqueles ligados a controle e vigilância.

“Isso é bastante preocupante porque, como mostra a pesquisa, a violência psicológica é a realidade mais frequentemente enfrentada pelas mulheres.”

Bolsa Família: NIS final 9 recebe pagamento

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Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

Brasil 61/Foto: Divulgação/MDS

CAIXA inicia nesta quinta-feira (30), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 9. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA. 

O que é Bolsa Família

Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. DocumentosCPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.