Rocha se reaproxima de Maurício Carvalho; Fúria pode disputar comando do PSD; e Gedeão exonera mais de 700 comissionados

Prof. Herbert Lins – MTE 1143

Entre o legado e o custo de vida: o eleitor silencioso virou o personagem central do segundo turno

CARO LEITOR, o revés do primeiro turno acendeu o alerta no QG de Lula (PT-SP). A cúpula queria uma campanha mais programática, com propostas, futuro e inspiração. Lula preferiu o retrovisor: insistiu no legado, no que fez e no que já entregou. O problema é que eleição não se ganha apenas cobrando gratidão. Em 2018, a pauta foi polarização ideológica e combate à corrupção. Em 2022, a promessa era melhorar a vida do brasileiro. Em 2026, a cobrança é outra: onde está a melhora que chegou ao cotidiano? O eleitor quer sentir no bolso, na mesa e na qualidade de vida. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explorou esse sentimento no primeiro turno e venceu o petista. Agora, Lula terá de escolher: continuar vendendo passado ou apresentar respostas para o futuro. Afinal, discurso de legado não paga conta.

Enfrenta

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Lula (PT-SP) enfrenta uma realidade mais dura que a do adversário: o ambiente eleitoral respira insatisfação e desejo de mudança. Quem está no governo carrega o desgaste da gestão e, desta vez, o poder não garante vantagem.

Pragmático

Enquanto Lula (PT-SP) fala em soberania, terras raras e legado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explora o bolso do brasileiro. O eleitor é pragmático: pode até ouvir discursos, mas sabe exatamente quanto custa colocar comida na mesa.

STF

A campanha de Lula (PT-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acabou sequestrada pelo escândalo envolvendo ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. A crise, porém, atingiu mais Lula, diante da percepção de parte do eleitorado sobre sua proximidade com os ministros do STF.

Decisivo

Lula (PT-SP) dificilmente virará votos apenas mudando o discurso. O desafio está em conquistar o eleitor que não saiu de casa para votar. Esse contingente pode ser decisivo no segundo turno. Convencê-lo virou questão de sobrevivência eleitoral.

Fidelizar

Lula (PT-SP) priorizou fidelizar sua base e deixou o eleitor independente em segundo plano. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, buscou ampliar o campo de apoio. No segundo turno, cada voto fora da bolha ganha peso.

Ampliar

Falando em ampliar, o senador eleito Bruno Scheid (PL) iniciou a semana em Brasília articulando apoios para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O desafio é ampliar o alcance da candidatura para além da base já consolidada.

Diálogo

O governador eleitor Marcos Rogério (PL) e os senadores eleitos Bruno Scheid e Fernando Máximo, ambos do PL, precisam estabelecer diálogo com o eleitor silencioso e com quem não compareceu ao primeiro turno.

Silencioso

O eleitor silencioso não tem voto definido e pode ajudar a decidir a eleição para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Para as campanhas, a disputa passa a ser também por presença e convencimento fora da bolha.

Apostava

O voto silencioso em Rondônia não virou os votos esperados por Hildon Chaves (União), que apostava nesse eleitorado. Segundo o TRE-RO, 274.695 eleitores rondonienses não foram às urnas no primeiro turno de 2026: abstenção de 21,71%.

Esperado

O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) não entregou a Gilberto Kassab a bancada federal que prometera para o PSD. A legenda elegeu apenas um deputado federal em Rondônia, enquanto a candidatura de Luis Fernando ao Senado não alcançou o desempenho esperado. A máquina não fez milagre.

Comando

A entrega da única cadeira federal do PSD coube a Adailton Fúria e Expedito Júnior, em meio ao redesenho do partido após a eleição. Fúria, derrotado ao governo, pode ganhar espaço na legenda e disputar o comando político do PSD em Rondônia.

Reaproximou

Para não ficar sem espaço político, Coronel Marcos Rocha (PSD) se reaproximou deputado federal Mauricio Carvalho (União), presidente estadual do União Brasil e da federação partidária União Progressista. O governador entregou ao grupo três pastas: Seosp, DER e Sejucel, em movimento de recomposição.

Aliados

O Victor de Oliveira Souza assumiu o comando da Seosp. No DER, Diego Muniz foi nomeado para dirigir o órgão. Na Sejucel, Godofredo Gonçalves Neto passou a comandar a pasta. Os três nomes são aliados políticos de Mauricio Carvalho.

Especulações

As nomeações mexeram com os bastidores e alimentaram especulações sobre uma possível volta do Coronel Marcos Rocha ao União Brasil. O movimento também aproxima o governador de Mauricio Carvalho, enquanto o PSD passa por novo rearranjo após as urnas.

Articula

Mauricio Carvalho também articula uma composição com o governador eleito Marcos Rogério (PL) e trabalha pela permanência de Diego Muniz no DER. Letícia Batista retornou ao governo como adjunta da Sejucel; ex-secretários foram realocados como assessores na Casa Civil.

Antecipam

Setores da imprensa já antecipam o debate sobre a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). O PL elegeu 07, Novo 02 e Podemos 01, formando um bloco de dez parlamentares alinhados ao governador eleito Marcos Rogério (PL).

Articulações

Do outro lado, estão os demais partidos que elegeram 14 deputados: PSD, com 03 cadeiras; PRD, 03; PT, 02; Republicanos, 02; Avante, 02; e PP, 02 cadeiras. A composição abre espaço para articulações antes da eleição da Mesa Diretora.

Aparecem

Entre os nomes especulados para a disputa dentro do PL estão os deputados Jean Mendonça, Luizinho Goebel, Alan Queiroz e Nim Barroso. No outro campo, aparecem nas conversas os nomes de Alex Redano, atual presidente da ALERO, Laerte Gomes e Cássio Gois, ambos do PSD.

Parcial

Leitores da coluna avaliam que a vitória de Léo Moraes e Flori Cordeiro, ambos do Podemos, foi parcial. Segundo eles, os dois não conseguiram transferir integralmente seus votos para o Senado: no segundo voto, Silvia Cristina (PP) foi superada por Bruno Scheid (PL), apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).

Corte

O presidente da Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV), vereador Gedeão Negreiros (PSDB), exonerou mais de 700 servidores comissionados na segunda-feira (6). O corte em massa integra uma reestruturação administrativa para tentar equilibrar as contas da Casa.

Acabou

Segundo a presidência, as exonerações atendem à necessidade de reorganização administrativa, adequação orçamentária e cumprimento das orientações do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). Nos bastidores, porém, a leitura é mais direta: o dinheiro acabou antes de o ano terminar.

Sério

Falando sério, o dia da eleição no último domingo (04) teve cara de velório. O eleitor saiu de casa calado, com semblante preocupado e cercado de incertezas. Em outros tempos, eleição era festa: camisa do candidato, bandeira na mão e boton no peito. Hoje, o eleitor vota em silêncio. Talvez porque, antes de escolher o candidato, esteja tentando descobrir em quem ainda pode confiar.

 

 

 

Fonte/Rondoniadinamica
























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