MPRO inicia segunda etapa do Projeto MAPEAR com capacitações regionais em inteligência ambiental

MPRO inicia segunda etapa do Projeto MAPEAR com capacitações regionais em inteligência ambiental

O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, Urbanismo, Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico (GAEMA), por meio de sua coordenadora, Dra. Valéria Giumelli Canestrini, e do coordenador do Núcleo de Água e Solo (NAS/GAEMA), Dr. Bruno Ribeiro de Almeida, iniciou nesta sexta-feira (25/9) a segunda etapa do Projeto MAPEAR – Monitoramento Ambiental por Estratégia Aplicada Regionalmente. Nesta fase, as capacitações serão realizadas na modalidade virtual e são destinadas aos promotores e promotoras de Justiça com atribuição ambiental, conforme a divisão territorial adotada pelo projeto.

O MAPEAR busca ampliar o uso de dados espaciais e ferramentas de monitoramento remoto territorial para identificar áreas críticas, acompanhar danos ambientais e apoiar a atuação do Ministério Público nas políticas públicas ambientais. A iniciativa prevê a integração de bases de dados, o desenvolvimento de painéis e ferramentas de geoprocessamento e a qualificação técnica das equipes, em alinhamento ao objetivo estratégico do MPRO de aperfeiçoar a atividade investigativa e de inteligência com tecnologia e capacitação.

Formação técnica

A primeira etapa do projeto foi direcionada à qualificação técnica. Entre suas atividades, esteve a ação educacional “Infraestruturas de Dados Espaciais em Rondônia: Integração, Transparência e Inovação na Gestão Pública”, promovida presencialmente pela Escola Superior de Contas (ESCon) em 13 de julho, em Porto Velho. A formação teve carga horária de seis horas.

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Essa etapa também contou com duas oficinas das quais participaram analistas de engenharia florestal do Núcleo de Análises Técnicas (NAT) que atuam no GAEMA e servidores do Centro de Inteligência e Monitoramento Ambiental (CIMA). A capacitação dos técnicos antecede a formação regionalizada dos membros e membras do MPRO, iniciada agora na segunda etapa.

O projeto se apoia na cooperação institucional formalizada com o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM).

Ferramentas e aplicação prática

As capacitações regionais apresentarão formas de acesso, consulta e aplicação de plataformas que podem subsidiar demandas ambientais. A programação inclui o GeoPortal da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), com demonstrações de consulta a imóveis rurais, unidades de conservação, terras indígenas, hidrografia, imagens de satélite e outras bases geoespaciais.

Também serão abordadas ferramentas de sobreposição de mapas, medição de áreas e distâncias, além da análise de informações sobre desmatamento, focos de calor e queimadas. Entre os sistemas e plataformas previstos estão o PROTEGE e o Sentinela, utilizados no monitoramento ambiental pela SEDAM, além do Vértice (do TCE-RO), do Painel de Índices Municipais Ambientais, do Projeto de Análise Espacial do Saneamento Básico (PAESB) e do Atlans.app.

As demonstrações práticas mostrarão como reunir informações de diferentes fontes para analisar uma área e apoiar atividades de investigação, fiscalização e acompanhamento de políticas públicas ambientais.

Cronograma regional

A capacitação desta sexta-feira (25/9) é destinada às regiões compostas pelos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Ariquemes, Jaru, Machadinho d’Oeste e Buritis.

O cronograma prossegue em 16 de outubro, com Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici, Alvorada d’Oeste, Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão d’Oeste. Em 16 de novembro, será a vez de Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste, Nova Brasilândia d’Oeste, São Miguel do Guaporé, Costa Marques e São Francisco do Guaporé.

A última capacitação está prevista para 4 de dezembro, abrangendo Vilhena, Colorado do Oeste e Cerejeiras.

A distribuição segue a divisão das seis áreas territoriais definidas para a execução regionalizada do MAPEAR. Com a formação, o MPRO busca fortalecer o uso de informações qualificadas e a autonomia técnica na atuação ambiental em Rondônia, considerando os dados municipais de forma integrada para a proteção efetiva dos bens ambientais e a eficiência nas políticas públicas.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)























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