ACEMDA capacita 50 participantes em oficina de fotografia na Comunidade Quilombola de Santa Cruz, em RO

Mais de 500 fotografias foram produzidas durante a formação, que também contou com rodas de conversa e atividades teóricas e práticas na Comunidade Quilombola de Santa Cruz.

A fotografia como instrumento de valorização da cultura afro-brasileira, preservação da memória e fortalecimento da identidade quilombola. Foi com esse propósito que a Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade Amazônica (ACEMDA) realizou a 5ª Oficina de Fotografia: Faces do Quilombo, na Comunidade Quilombola de Santa Cruz, em Pimenteiras do Oeste, Rondônia.
A formação, realizada entre os meses de agosto e setembro de 2026, foi gratuita e capacitou 50 participantes, organizados em duas turmas de 25 alunos. Durante as atividades, foram desenvolvidos conteúdos teóricos e práticos de fotografia, proporcionando aos participantes conhecimentos técnicos para a produção de imagens e o registro de diferentes aspectos da vida e da cultura da comunidade.
Ao longo da oficina, foram produzidas mais de 500 fotografias, resultado do envolvimento dos alunos nas aulas e nas atividades práticas realizadas no território quilombola. As aulas foram ministradas pelo fotógrafo Washington Kuipers, que compartilhou conhecimentos e experiências sobre técnicas fotográficas, composição, enquadramento e produção e edição de imagens.
Como parte da programação, foram realizados dois passeios fotográficos pela Comunidade Quilombola de Santa Cruz. As atividades permitiram que os alunos colocassem em prática os conteúdos aprendidos e registrassem, a partir de seus próprios olhares, pessoas, espaços, paisagens, saberes tradicionais e diferentes elementos do cotidiano da comunidade.
A proposta da oficina foi estimular a produção de imagens que contribuíssem para contar histórias, preservar memórias e valorizar as experiências e manifestações culturais presentes no território quilombola.
Segundo a presidente da ACEMDA e coordenadora do projeto, Andréia Machado, a fotografia representa uma importante ferramenta de expressão e documentação da cultura afro-brasileira. “Estamos muito felizes com a realização da oficina, que chega em sua quinta edição valorizando a cultura afro-brasileira e quilombola em Rondônia. Cada fotografia produzida representa um olhar, uma história e uma forma de preservar a memória da comunidade”, afirmou Andréia Machado.
Além das aulas de fotografia, a programação contou com duas rodas de conversa conduzidas pelo sociólogo Marcio Guilhermon. Os encontros abordaram temas como o enfrentamento ao racismo, a valorização da cultura afro-brasileira e a importância da preservação da memória e da cultura quilombola. As atividades promoveram momentos de diálogo e reflexão ampliando a compreensão dos participantes sobre a relação entre fotografia, identidade, território e memória.
A iniciativa também buscou incentivar os alunos a reconhecerem o valor das narrativas construídas pelos próprios moradores e participantes, fortalecendo o protagonismo da comunidade na preservação e divulgação de sua história.
O resultado das atividades da oficina foi a produção de mais de 500 imagens, reunindo diferentes perspectivas sobre a Comunidade Quilombola de Santa Cruz. Os registros fotográficos apresentam aspectos do cotidiano, da paisagem, das pessoas e da cultura local, formando um conjunto de imagens que contribui para a valorização da memória e do patrimônio cultural quilombola.
Para marcar o encerramento da 5ª Oficina de Fotografia: Faces do Quilombo, nesta sexta-feira, 25 de setembro, será realizada uma exposição fotográfica com parte dos trabalhos produzidos pelos alunos durante a formação, apresentando os diferentes olhares sobre a Comunidade Quilombola de Santa Cruz. Na ocasião, também será feita a entrega dos certificados de participação aos 50 alunos, celebrando a conclusão da oficina e o aprendizado construído ao longo das atividades teóricas e práticas. A mostra tem como objetivo possibilitar o compartilhamento dos resultados com a comunidade e apresentou os diferentes olhares construídos ao longo da formação.
O projeto é apoiado pelo Edital nº 01/2025 – Sementes da Ancestralidade – Fomento à Cultura Afro-brasileira, da Fundação Cultural Palmares.
Com a iniciativa, a ACEMDA reafirma seu compromisso com a formação cultural, a valorização das comunidades tradicionais e o uso da arte como instrumento de educação, expressão, documentação e reconhecimento das histórias e saberes da Amazônia.

Texto e fotos: Assessoria
























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