MPRO recebe pesquisadores que desenvolvem alternativa para uso de mercúrio

O Procurador-Geral de Justiça, Ivanildo de Oliveira, recebeu na manhã desta sexta-feira (16/6) em seu gabinete, a visita de um grupo de professores/pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e representantes do Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro que desenvolvem o “Projeto O Chrome”.

O projeto, iniciado há cerca de seis meses, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Rondônia (FAPERO) e coordenado pelos professores/pesquisadores Wanderlei Rodrigues Bastos (UNIR) e Marta Regina Pereira (UEA).

A convite do MP, o grupo apresentou os resultados já obtidos ao PGJ; ao Coordenador do Centro de Apoio Unificado (CAOP UNI), Procurador de Justiça Marcos Valério Tessila de Melo; ao Coordenador do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), Promotor de Justiça Pablo Hernandez Viscardi e à Diretora do Centro de Atividades Judiciais ( CAEJ), Promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini.

A pesquisa comprovou que o material extraído da planta Chromo Pyramidale, popularmente conhecida como “pau de balsa”, tem o mesmo efeito do mercúrio, metal líquido de alto poder de contaminação utilizado no garimpo.

O resultado preliminar representa um grande avanço como uso alternativo de forma natural na atividade e é um importante instrumento para ajudar o Brasil a banir o elemento químico mercúrio dos rios, evitando-se a contaminação de peixes e, por consequência, dos seres humanos que consomem o pescado, principalmente os moradores de comunidades ribeirinhas que praticamente não têm outra opção de alimentação proteica.

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Os pesquisadores também sugeriram parceria junto ao Ministério Público, que pode ser revertida, por exemplo, em educação ambiental, dentre outras atividades ligadas diretamente a cooperativas de extração mineral.

Após ouvir os especialistas, o Procurador-Geral de Justiça, que fez sua pesquisa de mestrado sobre a contaminação da água pelo uso do mercúrio como violação de direitos humanos, ponderou sobre a importância dos resultados dos pesquisadores como grande e significativo avanço no assunto, ao mesmo tempo em que afirmou a disposição do MP em agregar sua expertise numa parceria para colaborar com o referido trabalho da melhor forma possível.

Ao final da reunião, o Chefe do Parquet rondoniense presenteou os integrantes do grupo de pesquisa com a locomotiva em miniatura e a medalha confeccionadas em alusão aos 40 anos do Ministério Público de Rondônia, celebrados em 2022.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)























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